
“O lugar vazio” e “O jogo dos cidadãos” foram os textos vencedores, em ex-aequo, desta 6.ª edição
No passado dia 17 de abril, às 11h30min, realizou-se, nas instalações do IMultimédia a sessão de entrega de prémios aos jovens autores de textos sobre a temática da Cidadania, no âmbito do Concurso “Escrever é Viver” que já vai na sua 6.ª edição. Durante a sessão, foi lançado o livro digital Cidadania que reúne os textos premiados, entre outras participações consideradas relevantes pelo júri.
O concurso, promovido pelo Instituto Multimédia, direcionado a alunos do 3.º ciclo das regiões Norte e Centro de Portugal, tem como objetivos principais mobilizar para a produção de textos poéticos ou em prosa, estimular o gosto pela escrita, ativar o olhar analítico e o espírito crítico dos jovens, motivar para a expressão dos seus sentimentos e valorizar a criatividade.
A presente edição foi presidida pelo Dr. Pires Laranjeira, professor na Faculdade de Letras de Coimbra, e contou com a representação de Susana Ferreira Baião, da Unidade Rede de Bibliotecas Escolares; Carla Maia, representante do Instituto Multimédia (IM); Ilídia Ferreira, representante da Associação de Professores de Português (APP); e José Miguel Antunes, representante da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP).
Foram diversos os textos recebidos e analisados pelos membros do júri deste concurso, numa edição que contou com a boa participação por parte dos nossos jovens estudantes.
Saíram vencedores os textos “O lugar vazio”, escrito por Carolina Barbosa, aluna do 8.º ano, do Agrupamento de Escolas André Soares – Braga, e “O jogo dos cidadãos”, escrito por Vitória Martins, aluna do 8.º ano, do Agrupamento de Escolas Nuno Álvares – Castelo Branco.
O 2.º prémio foi atribuído, em ex-aequo, ao aluno Dinis Blanquett, do 8.º ano, do Colégio Internato Claret – Vila Nova de Gaia, com o texto “Na praça da sociedade”, e Rafaela Resende, do 7.º ano, do Agrupamento de Escolas dos Carvalhos – Vila Nova de Gaia, com o texto “A sociedade que eu deixo”.
“Um pequeno grande gesto” foi o texto selecionado para ocupar o 3.º lugar, escrito por Matilde Gomes e Mafalda Brandão, do 8.º ano, do Agrupamento de Escolas Ferreira de Castro – Oliveira de Azeméis.
Nesta edição do concurso, várias foram as menções honrosas, pela qualidade e profundidade de conteúdo dos textos produzidos.
Os textos mostram que a cidadania não é apenas um conceito teórico ou um conjunto de normas, mas sim uma prática diária construída através de pequenos gestos de empatia, respeito e responsabilidade para com os outros. Ficou evidenciado que a sociedade depende das ações individuais, podendo ser comparada a um jogo de xadrez onde cada elemento tem um papel fundamental. Os alunos reforçam que ignorar injustiças ou necessidades alheias também é uma escolha que pode acarretar consequências. Através de exemplos do quotidiano e de narrativas simbólicas, salientam a importância de agir perante a indiferença, o preconceito e a exclusão, promovendo valores como a igualdade, a inclusão e a solidariedade. Assim, ser cidadão implica não só reconhecer direitos, mas sobretudo assumir deveres, intervir quando necessário e contribuir ativamente para uma sociedade mais justa, humana e consciente.
Em suma, os textos analisados demonstram que a cidadania vive na ação consciente e no compromisso quotidiano de cada pessoa, revelando uma geração que não só compreende os desafios do presente, como se mostra disponível para os enfrentar com empatia, sentido crítico e responsabilidade. Esta tomada de consciência, aliada à capacidade de refletir e agir, reforça a esperança numa sociedade mais participativa e inclusiva, em que cada gesto conta, cada voz tem valor e a cidadania se afirma como um compromisso que se escreve todos os dias.