
A promoção da leitura ganha particular força quando resulta do trabalho articulado entre escolas, bibliotecas e comunidade. Foi nesse espírito que a Rede BIP de Portalegre (Bibliotecas Integradas de Portalegre) promoveu recentemente um encontro com o escritor angolano Ondjaki, proporcionando aos alunos do concelho um momento privilegiado de contacto com a literatura e com quem a cria.
A iniciativa contou com o apoio da Câmara Municipal de Portalegre, que se associou a este esforço conjunto de valorização da leitura, permitindo que os jovens leitores pudessem conhecer de perto um dos mais reconhecidos autores da literatura contemporânea de língua portuguesa. Estiveram presentes alunos do Agrupamento do Bonfim, Agrupamento José Régio, Escola Secundária de S. Lourenço e Escola de Hotelaria de Portalegre.
Durante o encontro, Ondjaki deu a conhecer alguns aspetos do seu percurso literário e partilhou com os alunos reflexões sobre o processo de escrita e de leitura, explicando como nascem as histórias, de onde surgem as personagens e de que forma a imaginação, a observação do quotidiano e as memórias se transformam em literatura. A conversa decorreu de forma próxima e envolvente, despertando a curiosidade dos jovens leitores e incentivando o diálogo em torno dos livros.

Momentos como este permitem aproximar os alunos da literatura contemporânea, tornando a leitura uma experiência viva e significativa. Ao ouvir o autor falar das suas obras, do seu percurso e do prazer de escrever e ler, os estudantes descobrem novas formas de olhar para os livros e para o próprio ato de criar.
A iniciativa inscreve-se no trabalho que a Rede BIP de Portalegre tem vindo a desenvolver na promoção da leitura, reforçando a importância das bibliotecas escolares como espaços de encontro entre leitores, autores e comunidade. Através de ações conjuntas e de parcerias com entidades locais, a rede continua a criar oportunidades para que a leitura esteja presente no quotidiano escolar e cultural dos alunos.
Este encontro com Ondjaki demonstrou, uma vez mais, que quando escolas, bibliotecas e autarquias trabalham em conjunto, é possível construir comunidades leitoras mais fortes e participativas, onde os livros se tornam ponto de partida para descobrir histórias, ideias e novas formas de compreender o mundo.
Aqui fala-se de “leitura”, óptimo. Seria bom que (neste caso) a “Escola” convidasse/”desafiasse” a comunidade para o diálogo sobre a leitura: que tipo de leitura queremos/devemos falar, livros, revistas, jornais…! há tanto para falar sobre a leitura. Aliás falar sobre a leitura nos tempos livres é uma obrigação de todos nós. Nos tempos livres, leio um pouco: livro, revista, jornal, para me educar e cuidar do meu cérebro. hmm !?