
A Biblioteca Municipal José Régio, em Vila do Conde, assinala o Dia Mundial da Poesia, celebrado a 21 de março, com uma instalação colaborativa que resulta de uma estreita articulação com a Rede Concelhia de Bibliotecas. Sob a forma de um estendal poético, esta iniciativa convida a comunidade a um encontro sensível com a palavra, a memória e a criação literária.
Em 2026, o projeto foi dedicado a Joaquim Moreira da Silva, integrando-se nas comemorações dos 140 anos do nascimento do poeta, natural de Vilar. A evocação da sua obra constituiu uma oportunidade para redescobrir a riqueza da sua escrita e para a aproximar das novas gerações, promovendo o diálogo entre tradição e contemporaneidade.
Com o propósito de valorizar e divulgar o legado do autor, a Biblioteca Municipal lançou o desafio às bibliotecas escolares do concelho para que dessem a conhecer a sua poesia junto das respetivas comunidades educativas. Neste contexto, a Rede de Bibliotecas Escolares afirmou-se, uma vez mais, como parceira fundamental, mobilizando práticas de leitura, escrita e mediação que contribuem para o desenvolvimento de leitores críticos, criativos e culturalmente conscientes.
As bibliotecas escolares dos Agrupamentos de Escolas D. Afonso Sanches, D. Pedro IV, Dr. Carlos Pinto Ferreira e Frei João, bem como da Escola Secundária José Régio, responderam de forma empenhada a este desafio. A partir da leitura e exploração da obra de Joaquim Moreira da Silva, os alunos foram convidados a revisitar o universo poético do autor, criando textos inspirados no seu estilo, nas suas temáticas e na sua sensibilidade. Paralelamente, produziram ilustrações que enriquecem visualmente a instalação, conferindo-lhe cor, expressão e diversidade.
O resultado deste trabalho colaborativo materializou-se num estendal poético exposto no jardim da Biblioteca Municipal, transformando o espaço num lugar de encontro entre vozes, gerações e formas de expressão. Esta instalação convida todos a parar, ler, refletir e celebrar a poesia, enquanto expressão artística e forma de construção de sentido, mantendo viva a memória de Joaquim Moreira da Silva e reforçando o valor da criação partilhada.
