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Um poema de A.M. Pires Cabral

FARPAS
Tanta farpa cravei por acidente
no meu próprio flanco.
As farpas oscilam a cada passo meu,
lacerando sempre um pouco mais
os rasgões que já trago na carne.
Toma para ti – ò touro divino,
verdadeiro destinatário delas! –
algumas dessas farpas.
Que todas sobre mim são muito peso,
muita dor,
muito sangue empastando sobre a pele,
muita mosca cevando-se no sangue.

A.M.Pires Cabral, As têmporas da cinza

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