
Está prestes a findar o Ano Vieirino, uma iniciativa da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e do seu Centro de Estudos de Filosofia, da Faculdade de Letras e do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, e da Província da Companhia de Jesus, para comemorar os 400 anos do nascimento do Padre António Vieira (1608-1697).
Missionário, jesuíta, pregador, diplomata, simultaneamente homem de acção e de ideais visionários, o Padre António Vieira é o maior orador sacro português e um dos mais notáveis prosadores em língua portuguesa. Na Mensagem, Fernando Pessoa chama-lhe o “Imperador da língua portuguesa”:
«O céu estrela o azul e tem grandeza.
Este, que teve a fama e a glória tem,
Imperador da língua portuguesa,
No imenso espaço seu de meditar,
Constelado de forma e de visão,
Surge, prenúncio claro do luar,
El-Rei D. Sebastião.
Mas não, não é luar: é luz do etéreo.
É um dia; e, no céu amplo de desejo,
A madrugada irreal do Quinto Império
Doira as margens do Tejo.»
. Franco, José Eduardo e Cabanas, Maria Isabel Moran – O Padre António Vieira e as mulheres: o mito barroco do universo feminino
. Pais, Amélia Pinto – Padre António Vieira: o imperador da língua portuguesa
. Real, Miguel – Padre António Vieira e a cultura portuguesa
No romance, voltamos a referir Miguel Real com O sal da terra:
