Vai o rio a monte
Como passarei a ponte?
Voltas
É o vau mui arriscado,
Só nele é certo o perigo;
O tempo como inimigo
Tem-me o caminho tomado.
Num monte está meu cuidado,
E eu, posto aqui noutro monte,
Como passarei sem ponte?
Tudo quanto a vista alcança
Coberto de males vejo:
D’aquém fica meu desejo
E d’além minha esperança.
Esta, contínua, me cansa
Porque está sempre defronte:
Como passarei sem ponte?
Francisco Rodrigues Lobo Ler mais >>

Acho sempre preferível dar a ler do que falar de leitura.
Dar a ler Rodrigues Lobo,por exemplo. E outros que… desapareceram da frente do nosso olhar.
Dar a ler o literário para melhor perceber o mundo através da transcendência da Arte como diria Vergílio Ferreira.