ambientes digitais - literacia digital

Os jovens e a Internet: representação, utilização, apropriação.

O estudo é de 2002, mas vale a pena lê-lo com atenção. A sua análise permite ultrapassar algumas ideias feitas sobre as competências dos jovens no acesso à informação disponível na Internet e sobre a utilização que dela fazem na escola e fora dela.
É imperiosa a necessidade de rentabilizar os recursos que a escola possui nesta área, em particular a biblioteca, e de os colocar, de forma programada e em resultado de uma parceria efectiva entre a biblioteca e os professores em actividade lectiva, ao serviço do desenvolvimento da literacia da informação dos nossos alunos.

“A investigação foi conduzida por três questões centrais:

• Qual a representação que os jovens têm da Internet? Importa avaliar a imagem da Internet, quer os jovens sejam utilizadores, quer não. A investigação procurou medir o impacto do discurso social, escolar ou familiar na representação que o jovem tem da Internet e nos seus modos de utilização.

• Qual a utilização efectiva que os jovens fazem da Internet? Tratou-se de verificar as condições concretas de utilização (frequência, duração, lugar, enquadramento, condições de acesso, etc) bem como determinar as modalidades e tipos de utilização.

• Como é que se verifica a apropriação da Internet, pelos jovens? Trata-se de precisar o grau e tipo de integração nos hábitos de vida dos jovens. Em que medida, por exemplo, o acesso à Internet modifica, enriquece ou altera comportamentos sociais, modos de aprendizagem, hábitos de consumo mediático e cultural, expectativas. “

Está disponível em Biblioteca On-line de Ciências de Comunicação

3 Comments on “Os jovens e a Internet: representação, utilização, apropriação.

  1. Estudo completamente desactualizado. Cinco anos, nesta área, correspondem a alterações tão profundas, tornando o estudo obsoleto. As escolas são outras, as preocupações dos alunos são outras, a utilização da Internet pelos jovens é feita com outra intensidade e para outros fins.

  2. Acho que ainda que ‘desactualizado’ este estudo merece uma leitura atenta pois nos dá conta de uma realidade e uma distância temporal de 5 anos, portanto, permite-nos uma leitura diacrónica deste fenómeno. A olhar para trás é que podemos ver para a frente, não concordam?
    Angelina Maria Pereira

  3. Como foi observado o texto está datado mas, passados 5 anos, o que tem sido feito, de forma objectiva, programada e coerente relativamente ao desenvolvimento das competências de informação dos alunos? As escolas passaram a ter mais computadores, o acesso à Internet ampliou-se e facilitou-se, mas será que os alunos de hoje serão, relativamente à distancia temporal que os separa, mais competentes nesta área do que os de há 5 anos?
    A área de Projecto, a escola em geral e a biblioteca em particular procuraram assumiram claramente esse objectivo?
    Será que o acesso livre e autónomo aos computadores e à Internet, está organizado de forma a facilitar e a promover a literacia da informação?
    Como diz a Angelina Maria Pereira o texto pode permitir, olhando para trás, construir melhor o futuro.
    Fernando do Carmo

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *