Silêncio. Ouvem-se, de tempos a tempos, palavras murmuradas e, por vezes, umas risadinhas, lá no fundo, na zona onde abundam os livros de literatura, verdadeiros cofres do tesouro repletos de palavras que estão ali, contidas, à espera de que eles sejam abertos, e que essas palavras se libertem e esvoacem…
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“Retalhos” que me dão certezas
“ Sabes com quem eu aprendi a ler?” – perguntou uma criança de sorriso no rosto ao passar por mim na entrada da escola. Sugeri várias hipóteses: a professora, os pais,…Com um brilho no olhar disse-me: ”Foste tu; foi contigo!” Fiquei sem palavras e abracei-o. São “retalhos” como este…
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Manta de retalhos
Manta de retalhos. É assim que muitas vezes me parece a vida como professora bibliotecária. Muitas são as tarefas, nas mais diversas situações, com muitas pessoas diferentes. Pessoas frequentemente localizadas em tempos e espaços díspares, num mosaico que, por vezes, se parece alargar para além do sustentável. O livro digital…
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Trechos Harmoniosos
Depois de muitos anos como professora bibliotecária, está quase na hora de fechar “o livro” que fui escrevendo ao longo desse tempo e que guardei na minha memória. Mas como me pediram uma reflexão, fui “pesquisar” um pouco. Numa das “páginas”, deparei-me com a expressão “trecho harmonioso” – e decidi…
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Dia de Natal
Era apenas um dia de dezembro, como qualquer outro. As tarefas na biblioteca escolar assemelhavam-se às dos dias anteriores: livros para registar, Escola a Ler com o 1º Ciclo, tentar levar os colegas do 2º CEB a aderir a uma atividade que achei gira, ajudar os gaiatos que nos procuram…
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Azul sem chuva [1]
Escrevo, num dia de chuva, sobre a biblioteca da escola onde exerço funções de professora bibliotecária há cinco anos, com muito gosto, apesar das eventuais escolhas, ou não tivesse assumido o cargo em nome da fugidia criatividade docente e do amor aos livros. A cor-base desta biblioteca é o azul,…
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Bibliotecas e borboletas
Há algumas semanas, uma aluna perguntou-me pela obra Retalhos da Vida de um Médico, de Fernando Namora. Pedi-lhe que me acompanhasse e retirei da estante um exemplar que lhe passei para a mão, apressando-me a voltar ao balcão de atendimento, sem explicações, apartes ou recomendações; um pedido de alguma forma…
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Uma professora bibliotecária pelo olhar crítico da Guidinha [1]
Para quem não me conhece eu sou a Guidinha uma “filha” do escritor Luís de Sttau Monteiro e gosto de escrever redações embora muitos me critiquem e digam que eu devia parar de escrever porque não sei usar a pontuação e escrevo tudo de rajada e isso é um mau…
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“Agora é a minha vez!”
Leio recorrentemente um conto do escritor americano Herman Melville, intitulado Bartleby. Bartleby é o personagem principal da história, um homem com um carácter muito peculiar que, a uma ordem do patrão, responde, repetida e insolitamente, a expressão “Preferia não o fazer”. Como professora bibliotecária com um percurso de apenas quatro…