{"id":979862,"date":"2009-05-29T14:10:00","date_gmt":"2009-05-29T14:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/979862.html"},"modified":"2026-05-14T04:06:26","modified_gmt":"2026-05-14T04:06:26","slug":"almanaque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=979862","title":{"rendered":"Almanaque"},"content":{"rendered":"<p>Uma das filia\u00e7\u00f5es etimol\u00f3gicas de \u201calmanaque\u201d \u00e9 o \u00e1rabe \u201cal-man\u00e2ck\u201d, que significa calend\u00e1rio ou forma de contar o tempo. Os Almanaques surgiram nas civiliza\u00e7\u00f5es antigas do Oriente, ligados ao interesse pela Astrologia e \u00e0 necessidade de marcar a passagem do tempo: o ciclo dos dias, dos meses, das esta\u00e7\u00f5es do ano; as fases da lua e outras mudan\u00e7as vis\u00edveis dos c\u00e9us. Serviam para divulgar conselhos e receitas sobre agricultura, medicina e outros assuntos \u00fateis \u00e0 vida, e davam a conhecer ao comum dos mortais, na incerteza dos dias e da sua exist\u00eancia futura, a vontade dos astros e de outras pot\u00eancias que governavam esta vida e a outra.<\/p>\n<div>\n<div align=\"justify\">Com o nascimento da tipografia e o avan\u00e7o da alfabetiza\u00e7\u00e3o, os Almanaques multiplicaram-se, atingindo o seu per\u00edodo \u00e1ureo no s\u00e9culo XIX. O conte\u00fado foi-se adaptando aos tempos e aos leitores, continuando a fornecer indica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e \u00fateis, informa\u00e7\u00f5es de g\u00e9nero variado, not\u00edcias, efem\u00e9rides, curiosidades, formas recreativas e humor\u00edsticas. A sabedoria popular foi lentamente dando as m\u00e3os \u00e0 ci\u00eancia, de prefer\u00eancia a acreditar nos astros e em for\u00e7as ocultas e misteriosas. A organiza\u00e7\u00e3o do tempo, o calend\u00e1rio, esse continuou um elemento central dos Almanaques.<\/div>\n<p><\/p>\n<div align=\"justify\">Numa \u00e9poca em que eram muito usados para divulgar supersti\u00e7\u00f5es e predi\u00e7\u00f5es astrol\u00f3gicas, o Renascimento, conta-se entre os primeiros livros impressos em Portugal, um almanaque da maior import\u00e2ncia nas viagens dos Descobrimentos: o Almanach Perpetuum de Abra\u00e3o Zacuto, judeu erudito, astr\u00f3nomo e matem\u00e1tico de D. Jo\u00e3o II. Impresso em 1496, em Leiria, na oficina judaica de Abra\u00e3o d&#8217;Ortas, o Almanach Perpetuum continha as tabelas de declina\u00e7\u00e3o do sol e foi uma obra essencial para a orienta\u00e7\u00e3o dos navegadores portugueses.<\/div>\n<p><\/p>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5341605426315627394\" style=\"DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 65px; TEXT-ALIGN: center\" alt=\"\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/almanaque3.JPG\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>O Almanaque que aqui iniciamos ser\u00e1 uma esp\u00e9cie de colect\u00e2nea de pequenas not\u00edcias, cita\u00e7\u00f5es, imagens e curiosidades em torno dos livros, da leitura e das bibliotecas, que marcar\u00e1 os dias at\u00e9 \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum RBE.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das filia\u00e7\u00f5es etimol\u00f3gicas de \u201calmanaque\u201d \u00e9 o \u00e1rabe \u201cal-man\u00e2ck\u201d, que significa calend\u00e1rio ou forma de contar o tempo. Os Almanaques surgiram nas civiliza\u00e7\u00f5es antigas do Oriente, ligados ao interesse pela Astrologia e \u00e0 necessidade de marcar a passagem do tempo: o ciclo dos dias, dos meses, das esta\u00e7\u00f5es do ano; as fases da lua e outras mudan\u00e7as vis\u00edveis dos c\u00e9us. Serviam para divulgar conselhos e receitas sobre agricultura, medicina e outros assuntos \u00fateis \u00e0 vida, e davam a conhecer ao comum dos mortais, na incerteza dos dias e da sua exist\u00eancia futura, a vontade dos astros e de outras pot\u00eancias que governavam esta vida e a outra. Com o nascimento da tipografia e o avan\u00e7o da alfabetiza\u00e7\u00e3o, os Almanaques multiplicaram-se, atingindo o seu per\u00edodo \u00e1ureo no s\u00e9culo XIX. O conte\u00fado foi-se adaptando aos tempos e aos leitores, continuando a fornecer indica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e \u00fateis, informa\u00e7\u00f5es de g\u00e9nero variado, not\u00edcias, efem\u00e9rides, curiosidades, formas recreativas e humor\u00edsticas. A sabedoria popular foi lentamente dando as m\u00e3os \u00e0 ci\u00eancia, de prefer\u00eancia a acreditar nos astros e em for\u00e7as ocultas e misteriosas. A organiza\u00e7\u00e3o do tempo, o calend\u00e1rio, esse continuou um elemento central dos Almanaques. Numa \u00e9poca em que eram muito usados para divulgar supersti\u00e7\u00f5es e predi\u00e7\u00f5es astrol\u00f3gicas, o Renascimento, conta-se entre os primeiros livros impressos em Portugal, um almanaque da maior import\u00e2ncia nas viagens dos Descobrimentos: o Almanach Perpetuum de Abra\u00e3o Zacuto, judeu erudito, astr\u00f3nomo e matem\u00e1tico de D. Jo\u00e3o II. 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