{"id":903424,"date":"2014-03-04T11:40:00","date_gmt":"2014-03-04T11:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/903424.html"},"modified":"2026-05-14T04:50:25","modified_gmt":"2026-05-14T04:50:25","slug":"carnaval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=903424","title":{"rendered":"Carnaval"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\" href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/carnaval.PNG\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/carnaval.PNG\" alt=\"\" width=\"321\" height=\"400\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><br \/><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">O Carnaval \u00e9 um tempo de festas profanas e de divertimento que antecede a Quaresma. A origem da palavra, tal como a origem da festa, n\u00e3o s\u00e3o perfeitamente conhecidas, como lemos na Infop\u00e9dia:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">\u00abUns advogam o culto de \u00cdsis, outros as festas em honra de Dion\u00edsio, na Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica, outros ainda as bacanais, lupercais e saturnais, festejos romanos de grande licenciosidade e uso de m\u00e1scaras, como ali\u00e1s nas anteriores. Alguns n\u00e3o recuam tanto no tempo e apontam as suas origens para as festas dos doidos e dos inocentes da Idade M\u00e9dia. Cada uma em particular ou todas assimiladas na tradi\u00e7\u00e3o acabaram por criar a tradi\u00e7\u00e3o do Carnaval e as suas matizes ou formas regionais.Depois, na Idade M\u00e9dia ainda, outras festas anunciavam j\u00e1 o Carnaval, apesar da Igreja n\u00e3o apreciar muito, ainda que tolerasse e n\u00e3o criasse barreiras institucionais ou morais incontorn\u00e1veis. O papa Paulo II, no s\u00e9culo XV, por exemplo, permitiu, em Roma, a Via Lata, um desfile aleg\u00f3rico de carros, com batalhas de confetis e lan\u00e7amento de ovos, para al\u00e9m de corridas de cavalos ou de corcundas, entre outros folguedos. Mas todas estas festas populares grotescas foram &#8220;polidas&#8221; pelo Renascimento e pela Reforma Cat\u00f3lica, acabando-se com a viol\u00eancia e ousadias p\u00fablicas. O t\u00e9trico e o macabro, por outro lado, substituem o car\u00e1cter de festa de &#8220;bobos&#8221; daqueles folguedos medievais. Surgem as dan\u00e7as da Morte e suas representa\u00e7\u00f5es c\u00e9nicas, os bailes de m\u00e1scaras, promovidos pelo papado, decadente, do s\u00e9culo XVI, que rapidamente se difundiram por It\u00e1lia e Fran\u00e7a. Aqui se manteve at\u00e9 ao s\u00e9culo XIX, quando ganha um novo vigor. Em Inglaterra ganha tamb\u00e9m popularidade este tipo de baile (como o de 1884 promovido pelo Real Instituto de Pintores e Aguarelistas, em que os pintores ingleses se mascararam de mestres do Renascimento ou de figuras da realeza europeia). Perdia em festa &#8220;bufa&#8221; e de rua, ganhava em eleg\u00e2ncia, alegoria, ordem e requinte art\u00edstico, para al\u00e9m de tocar agora as classes mais abastadas, antes arredadas dos festejos populares. Bailes e desfiles organizados tomavam, na Europa Ocidental, o lugar das turbas de gente etilizada e aos gritos. Este &#8220;novo&#8221; Carnaval europeu surgiu em fins do s\u00e9culo XIX e meados do XX, sobrevivendo ainda hoje, como por exemplo em Nice ou Munique.\u00bb<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Carnaval. In <strong>Infop\u00e9dia<\/strong> [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-03-04].<\/span><br \/><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Dispon\u00edvel na www: &lt;URL: <a href=\"http:\/\/www.infopedia.pt\/$carnaval\">http:\/\/www.infopedia.pt\/$carnaval<\/a>&gt;.<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Carnaval \u00e9 um tempo de festas profanas e de divertimento que antecede a Quaresma. A origem da palavra, tal como a origem da festa, n\u00e3o s\u00e3o perfeitamente conhecidas, como lemos na Infop\u00e9dia: \u00abUns advogam o culto de \u00cdsis, outros as festas em honra de Dion\u00edsio, na Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica, outros ainda as bacanais, lupercais e saturnais, festejos romanos de grande licenciosidade e uso de m\u00e1scaras, como ali\u00e1s nas anteriores. Alguns n\u00e3o recuam tanto no tempo e apontam as suas origens para as festas dos doidos e dos inocentes da Idade M\u00e9dia. Cada uma em particular ou todas assimiladas na tradi\u00e7\u00e3o acabaram por criar a tradi\u00e7\u00e3o do Carnaval e as suas matizes ou formas regionais.Depois, na Idade M\u00e9dia ainda, outras festas anunciavam j\u00e1 o Carnaval, apesar da Igreja n\u00e3o apreciar muito, ainda que tolerasse e n\u00e3o criasse barreiras institucionais ou morais incontorn\u00e1veis. O papa Paulo II, no s\u00e9culo XV, por exemplo, permitiu, em Roma, a Via Lata, um desfile aleg\u00f3rico de carros, com batalhas de confetis e lan\u00e7amento de ovos, para al\u00e9m de corridas de cavalos ou de corcundas, entre outros folguedos. Mas todas estas festas populares grotescas foram &#8220;polidas&#8221; pelo Renascimento e pela Reforma Cat\u00f3lica, acabando-se com a viol\u00eancia e ousadias p\u00fablicas. O t\u00e9trico e o macabro, por outro lado, substituem o car\u00e1cter de festa de &#8220;bobos&#8221; daqueles folguedos medievais. Surgem as dan\u00e7as da Morte e suas representa\u00e7\u00f5es c\u00e9nicas, os bailes de m\u00e1scaras, promovidos pelo papado, decadente, do s\u00e9culo XVI, que rapidamente se difundiram por It\u00e1lia e Fran\u00e7a. Aqui se manteve at\u00e9 ao s\u00e9culo XIX, quando ganha um novo vigor. Em Inglaterra ganha tamb\u00e9m popularidade este tipo de baile (como o de 1884 promovido pelo Real Instituto de Pintores e Aguarelistas, em que os pintores ingleses se mascararam de mestres do Renascimento ou de figuras da realeza europeia). Perdia em festa &#8220;bufa&#8221; e de rua, ganhava em eleg\u00e2ncia, alegoria, ordem e requinte art\u00edstico, para al\u00e9m de tocar agora as classes mais abastadas, antes arredadas dos festejos populares. Bailes e desfiles organizados tomavam, na Europa Ocidental, o lugar das turbas de gente etilizada e aos gritos. 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