{"id":890026,"date":"2011-10-17T21:39:00","date_gmt":"2011-10-17T21:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/890026.html"},"modified":"2026-05-14T04:58:05","modified_gmt":"2026-05-14T04:58:05","slug":"recusar-a-educacao-e-recusar-o-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=890026","title":{"rendered":"&#8220;Recusar a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 recusar o desenvolvimento&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-ZqG-x_0p7Rg\/TpryOAXGoHI\/AAAAAAAACsU\/Do6B19KIQ24\/s1600\/jose+luis+peixoto.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"285\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/joseluispeixoto.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\"><br \/><\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\"><br \/><\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\">Fonte:<i> <a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/portada\/libros\/leen\/lectores\/elpepuculbab\/20111015elpbabpor_12\/Tes\">El Pais.com:\u00a0<\/a><\/i><\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><br \/><\/i><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><br \/><\/span><\/span><br \/><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;\">Jos\u00e9 Lu\u00eds Peixoto esteve em foco a semana passada, na imprensa escrita. O suplemento cultural <a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/suple\/babelia\/\"><b>Babelia<\/b><\/a>, do jornal El Pa\u00eds, dedicou-lhe dois artigos. A revista Vis\u00e3o, por sua vez, publicou a 13 de outubro uma cr\u00f3nica do autor intitulada <strong>Os professores<\/strong>\u00a0\u00a0da qual citamos parte:<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><br \/><\/i><\/span><\/i><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i>O mundo n\u00e3o nasceu connosco. Essa ligeira ilus\u00e3o \u00e9 mais um sinal da imperfei\u00e7\u00e3o que nos cobre os sentidos. Cheg\u00e1mos num dia que n\u00e3o recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos at\u00e9 que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, n\u00e3o sab\u00edamos o suficiente para percebermos que n\u00e3o sab\u00edamos nada. Foi ent\u00e3o que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lan\u00e7aram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa esp\u00e9cie e da nossa civiliza\u00e7\u00e3o. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, \u00e9 infinita. <\/i><\/span><\/i><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i>(&#8230;)<\/i><\/span><\/i><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i>Com o tempo, com os anos, com a dist\u00e2ncia entre n\u00f3s e n\u00f3s, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material \u00e9 nosso, achamos que n\u00f3s pr\u00f3prios somos esse material. Por ironia ou capricho, \u00e9 nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores \u00e9 a generosidade.<\/i><\/span><\/i><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i>Basta um esfor\u00e7o m\u00ednimo da mem\u00f3ria, basta um plim pequenino de gratid\u00e3o para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. H\u00e1 algo de definitivo e eterno nessa miss\u00e3o, nesse verbo que \u00e9 transmitido de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, ensinado. <\/i><\/span><\/i><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i>(&#8230;)<\/i><\/span><\/i><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i>Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperan\u00e7a. Envergonhem-se aqueles que dizem que n\u00e3o vale a pena lutar. Quando as dificuldades s\u00e3o maiores \u00e9 quando o esfor\u00e7o para ultrapass\u00e1-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a gra\u00e7a de uma voz, podemos us\u00e1-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posi\u00e7\u00e3o. Em anos de aulas te\u00f3ricas, aulas pr\u00e1ticas, no laborat\u00f3rio, no gin\u00e1sio, em visitas de estudo, sum\u00e1rios escritos no quadro no in\u00edcio da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para l\u00e1 das certezas r\u00edgidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televis\u00e3o por um instante, chegaremos facilmente \u00e0 conclus\u00e3o que, como nas aulas de matem\u00e1tica ou de filosofia, n\u00e3o h\u00e1 problemas que disponham de uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o. Da mesma maneira, n\u00e3o h\u00e1 fatalidades que n\u00e3o possam ser questionadas. \u00c9 ao faz\u00ea-lo que se pensa e se encontra solu\u00e7\u00f5es.<\/i><\/span><\/i><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i>Recusar a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 recusar o desenvolvimento.<\/i><\/span><\/i><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;\"><i><br \/><\/i><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: El Pais.com:\u00a0 Jos\u00e9 Lu\u00eds Peixoto esteve em foco a semana passada, na imprensa escrita. O suplemento cultural Babelia, do jornal El Pa\u00eds, dedicou-lhe dois artigos. 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(&#8230;) Com o tempo, com os anos, com a dist\u00e2ncia entre n\u00f3s e n\u00f3s, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material \u00e9 nosso, achamos que n\u00f3s pr\u00f3prios somos esse material. Por ironia ou capricho, \u00e9 nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores \u00e9 a generosidade. Basta um esfor\u00e7o m\u00ednimo da mem\u00f3ria, basta um plim pequenino de gratid\u00e3o para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. H\u00e1 algo de definitivo e eterno nessa miss\u00e3o, nesse verbo que \u00e9 transmitido de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, ensinado. (&#8230;) Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperan\u00e7a. Envergonhem-se aqueles que dizem que n\u00e3o vale a pena lutar. Quando as dificuldades s\u00e3o maiores \u00e9 quando o esfor\u00e7o para ultrapass\u00e1-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a gra\u00e7a de uma voz, podemos us\u00e1-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posi\u00e7\u00e3o. Em anos de aulas te\u00f3ricas, aulas pr\u00e1ticas, no laborat\u00f3rio, no gin\u00e1sio, em visitas de estudo, sum\u00e1rios escritos no quadro no in\u00edcio da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para l\u00e1 das certezas r\u00edgidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televis\u00e3o por um instante, chegaremos facilmente \u00e0 conclus\u00e3o que, como nas aulas de matem\u00e1tica ou de filosofia, n\u00e3o h\u00e1 problemas que disponham de uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o. 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