{"id":877142,"date":"2008-06-24T00:23:00","date_gmt":"2008-06-24T00:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/877142.html"},"modified":"2026-05-14T05:05:24","modified_gmt":"2026-05-14T05:05:24","slug":"modelos-de-literacia-de-informacao-ou-de-promocao-de-leitura-recensao-de-uma-leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=877142","title":{"rendered":"Modelos de Literacia de Informa\u00e7\u00e3o ou de Promo\u00e7\u00e3o de Leitura: recens\u00e3o de uma leitura"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_VPZvoCAAvuc\/SGA0N_hcdjI\/AAAAAAAAAAo\/LWlhoio1BXw\/s1600-h\/capa.jpg\"><img decoding=\"async\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5215225783489689138\" style=\"display: block; margin: 0px auto 10px; cursor: hand; text-align: center;\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/capa_1.jpg\" alt=\"\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<div align=\"right\"><em>\u201cA nuestros alumnos se los considera en las aulas m\u00e1s como alumnos que como lectores y en las bibliotecas m\u00e1s lectores que aprendices.<\/em><\/div>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<div align=\"right\"><em>La vinculaci\u00f3n estrecha entre lectura,aprendizaje, conocimiento y disfrute no se ha conseguido.<\/em>\u201d<\/div>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<div align=\"right\"><span style=\"font-size: 85%;\"><strong>Cuevas Cerver\u00f3, A. Lectura, alfabetizaci\u00f3n en informaci\u00f3n y biblioteca escolar, Gij\u00f3n: Trea, 2007<\/strong><\/span><\/div>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<div align=\"right\">\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<div align=\"justify\">\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<div align=\"justify\">Nunca como na actual Sociedade do Conhecimento se valorizou tanto a leitura como base indispens\u00e1vel da educa\u00e7\u00e3o e da forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os livres, conscientes e capazes de aprender ao longo da vida.<\/p>\n<p>Consensual, tem sido tamb\u00e9m a ideia de que o conceito de leitura n\u00e3o \u00e9 hoje o mesmo de \u00e9pocas anteriores, como n\u00e3o s\u00e3o os mesmos os desafios que a actual Sociedade do Conhecimento coloca \u00e0 Escola no dom\u00ednio do desenvolvimento das compet\u00eancias leitoras das crian\u00e7as e dos jovens.<\/p>\n<p>O papel das bibliotecas escolares tem, por outro lado, sido por demais evidenciado, quer ao n\u00edvel da aprendizagem da leitura, quer na consolida\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias que permitam dominar diferentes tipos de leitura e saber seleccionar e usar criticamente a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma vez estabelecida esta base de pensamento mais ou menos un\u00e2nime, entramos, contudo, num campo de reflex\u00e3o onde, apesar do muito que se tem escrito e continua a escrever sobre estes temas, ainda subsistem muitas d\u00favidas, ideias feitas e mal-entendidos, e novas ideias necessitam de afirmar-se.<\/p>\n<p>A demonstr\u00e1-lo est\u00e1 o livro de Aurora Cerver\u00f3, <em>Lectura, alfabetizaci\u00f3n en informaci\u00f3n y biblioteca escolar<\/em>, publicado em 2007, que inadvertidamente conhecemos e t\u00e3o oportunamente questiona algumas das nossas ideias e pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Trata-se de uma tese de doutoramento vertida em livro no qual a autora prop\u00f5e um modelo de literacia de informa\u00e7\u00e3o orientado no sentido da promo\u00e7\u00e3o da leitura, entendida de uma forma ampla, integradora e pr\u00f3xima das compet\u00eancias de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A promo\u00e7\u00e3o da leitura centra-se, nesta acep\u00e7\u00e3o, na forma\u00e7\u00e3o leitora e n\u00e3o exclusivamente na promo\u00e7\u00e3o do livro:<\/p>\n<p>\u201c<em>Actualmente la lectura ha de entenderse en sentido amplio e integrador, sin deslindar o discriminar lo textual de la imagen, el sonido o el soporte, que pueden convivir y enriquecerse mutuamente. Por tanto omitir la lectura ic\u00f3nica o la lectura digital de la ense\u00f1anza obligatoria en el siglo XXI es obviar una parte important\u00edsima de nuestra cultura y acrecentar la brecha que separa a la escuela de la realidad social.<\/em>\u201d (p. 193)<\/p>\n<p>A \u00eanfase \u00e9 colocada no desenvolvimento de habilidades e estrat\u00e9gias cognitivas para a forma\u00e7\u00e3o de leitores competentes e n\u00e3o apenas no fomento do gosto e dos h\u00e1bitos de leitura, que n\u00e3o poder\u00e3o florescer sem se \u201csaber\u201d ler.<\/p>\n<p>Como o dom\u00ednio destas compet\u00eancias de \u201c<em>meta leitura<\/em>\u201d depende de um conjunto de capacidades de processamento de informa\u00e7\u00e3o, estas constituem-se como n\u00facleo de um programa de literacia de informa\u00e7\u00e3o do qual a leitura, entendida de forma transversal, \u00e9 parte imprescind\u00edvel, atravessando as v\u00e1rias leituras escolares:<\/p>\n<p>\u201c<em>La escuela ha tendido a separar la lectura eferente, cuya finalidad es recabar informaci\u00f3n, de la lectura est\u00e9tica, que se orienta al disfrute. Esta divisi\u00f3n perjudica seriamente el acto lector, que ha de ser integrador, pues leer para informarse o documentarse no impide experimentar emociones, as\u00ed como leer una obra literaria tambi\u00e9n puede reportarnos informaci\u00f3n.<br \/>Esa disociaci\u00f3n que la escuela establece entre diferentes tipos de lectura _ lectura recreativa, informativa, de consulta, de estudio o de investigaci\u00f3n _ perjudica, a nuestro entender, a la formaci\u00f3n lectora del alumno, que ha de ser transversal e integradora.<\/em>\u201d (<em>idem<\/em>)<\/p>\n<p>O modelo proposto estrutura-se em tr\u00eas categor\u00edas, subdivididas em objectivos, normas e indicadores: \u201c<em>Alfabetizaci\u00f3n, informaci\u00f3n y lectura<\/em>\u201d; \u201c<em>Lectura y aprendizaje<\/em>\u201d e \u201c<em>Perfeccionamento personal y lectura<\/em>\u201d, e procura dar corpo \u00e0 hip\u00f3tese de partida lan\u00e7ada por este estudo:<\/p>\n<p>\u201c<em>La alfabetizaci\u00f3n en informaci\u00f3n alienta la lectura; es pertinente, entonces, articular un modelo de alfabetizaci\u00f3n en informaci\u00f3n para el CRA<\/em> [Centro de Recursos para el Aprendizaje]<em> que contemple la promoci\u00f3n a la lectura como eje vertebrador de su funcionamento.<br \/>En el \u00e1mbito del CRA la promoci\u00f3n a la lectura y la alfabetizaci\u00f3n en informaci\u00f3n se convierten en elementos esenciales para el aprendizaje. Un CRA plenamente integrado en la actividad educativa es uno de los elementos insoslayables en el proceso educativo que hace posible aumentar el nivel de competencias de los alumnos a la vez que acerca l\u00fadica y acad\u00e9micamente la lectura.<\/em>\u201d (p 209).<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA nuestros alumnos se los considera en las aulas m\u00e1s como alumnos que como lectores y en las bibliotecas m\u00e1s lectores que aprendices. \u00a0 La vinculaci\u00f3n estrecha entre lectura,aprendizaje, conocimiento y disfrute no se ha conseguido.\u201d \u00a0 Cuevas Cerver\u00f3, A. Lectura, alfabetizaci\u00f3n en informaci\u00f3n y biblioteca escolar, Gij\u00f3n: Trea, 2007 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Nunca como na actual Sociedade do Conhecimento se valorizou tanto a leitura como base indispens\u00e1vel da educa\u00e7\u00e3o e da forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os livres, conscientes e capazes de aprender ao longo da vida. Consensual, tem sido tamb\u00e9m a ideia de que o conceito de leitura n\u00e3o \u00e9 hoje o mesmo de \u00e9pocas anteriores, como n\u00e3o s\u00e3o os mesmos os desafios que a actual Sociedade do Conhecimento coloca \u00e0 Escola no dom\u00ednio do desenvolvimento das compet\u00eancias leitoras das crian\u00e7as e dos jovens. O papel das bibliotecas escolares tem, por outro lado, sido por demais evidenciado, quer ao n\u00edvel da aprendizagem da leitura, quer na consolida\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias que permitam dominar diferentes tipos de leitura e saber seleccionar e usar criticamente a informa\u00e7\u00e3o. Uma vez estabelecida esta base de pensamento mais ou menos un\u00e2nime, entramos, contudo, num campo de reflex\u00e3o onde, apesar do muito que se tem escrito e continua a escrever sobre estes temas, ainda subsistem muitas d\u00favidas, ideias feitas e mal-entendidos, e novas ideias necessitam de afirmar-se. A demonstr\u00e1-lo est\u00e1 o livro de Aurora Cerver\u00f3, Lectura, alfabetizaci\u00f3n en informaci\u00f3n y biblioteca escolar, publicado em 2007, que inadvertidamente conhecemos e t\u00e3o oportunamente questiona algumas das nossas ideias e pr\u00e1ticas. Trata-se de uma tese de doutoramento vertida em livro no qual a autora prop\u00f5e um modelo de literacia de informa\u00e7\u00e3o orientado no sentido da promo\u00e7\u00e3o da leitura, entendida de uma forma ampla, integradora e pr\u00f3xima das compet\u00eancias de informa\u00e7\u00e3o. A promo\u00e7\u00e3o da leitura centra-se, nesta acep\u00e7\u00e3o, na forma\u00e7\u00e3o leitora e n\u00e3o exclusivamente na promo\u00e7\u00e3o do livro: \u201cActualmente la lectura ha de entenderse en sentido amplio e integrador, sin deslindar o discriminar lo textual de la imagen, el sonido o el soporte, que pueden convivir y enriquecerse mutuamente. 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Como o dom\u00ednio destas compet\u00eancias de \u201cmeta leitura\u201d depende de um conjunto de capacidades de processamento de informa\u00e7\u00e3o, estas constituem-se como n\u00facleo de um programa de literacia de informa\u00e7\u00e3o do qual a leitura, entendida de forma transversal, \u00e9 parte imprescind\u00edvel, atravessando as v\u00e1rias leituras escolares: \u201cLa escuela ha tendido a separar la lectura eferente, cuya finalidad es recabar informaci\u00f3n, de la lectura est\u00e9tica, que se orienta al disfrute. Esta divisi\u00f3n perjudica seriamente el acto lector, que ha de ser integrador, pues leer para informarse o documentarse no impide experimentar emociones, as\u00ed como leer una obra literaria tambi\u00e9n puede reportarnos informaci\u00f3n.Esa disociaci\u00f3n que la escuela establece entre diferentes tipos de lectura _ lectura recreativa, informativa, de consulta, de estudio o de investigaci\u00f3n _ perjudica, a nuestro entender, a la formaci\u00f3n lectora del alumno, que ha de ser transversal e integradora.\u201d (idem) O modelo proposto estrutura-se em tr\u00eas categor\u00edas, subdivididas em objectivos, normas e indicadores: \u201cAlfabetizaci\u00f3n, informaci\u00f3n y lectura\u201d; \u201cLectura y aprendizaje\u201d e \u201cPerfeccionamento personal y lectura\u201d, e procura dar corpo \u00e0 hip\u00f3tese de partida lan\u00e7ada por este estudo: \u201cLa alfabetizaci\u00f3n en informaci\u00f3n alienta la lectura; es pertinente, entonces, articular un modelo de alfabetizaci\u00f3n en informaci\u00f3n para el CRA [Centro de Recursos para el Aprendizaje] que contemple la promoci\u00f3n a la lectura como eje vertebrador de su funcionamento.En el \u00e1mbito del CRA la promoci\u00f3n a la lectura y la alfabetizaci\u00f3n en informaci\u00f3n se convierten en elementos esenciales para el aprendizaje. 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