{"id":3074698,"date":"2026-04-21T09:00:00","date_gmt":"2026-04-21T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/3074698.html"},"modified":"2026-05-13T12:42:14","modified_gmt":"2026-05-13T12:42:14","slug":"entre-estantes-caretas-e-relatorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=3074698","title":{"rendered":"Entre estantes, caretas e relat\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"21.04.2026.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22849467_yIEBM.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Expetativa em suspenso<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Setembro de 2023 chegou com cheiro a livros e uma apreens\u00e3o dif\u00edcil de disfar\u00e7ar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entrar numa biblioteca como professora bibliotec\u00e1ria pela primeira vez, n\u00e3o foi apenas mudar de espa\u00e7o f\u00edsico. Foi mudar de linguagem, de expetativas e de identidade profissional.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dos anos de doc\u00eancia (iniciei em 2000), senti-me principiante outra vez. A biblioteca parecia um territ\u00f3rio encantado, mas cheio de interroga\u00e7\u00f5es: Ser\u00e1 que vou estar \u00e0 altura? Como se conquista este p\u00fablico t\u00e3o pequeno?\u00a0<br \/><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u201c\u00c9s professora de\u2026?\u201d\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das perguntas mais frequentes nestes dois anos foi simples e recorrente: \u201c\u00c9s professora de Portugu\u00eas? De Hist\u00f3ria, n\u00e3o \u00e9?\u201d.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando respondo que sou de Biologia e Geologia, segue-se quase sempre um \u201cAh!\u201d. Um \u201cAh\u201d curto, sem maldade. Um \u201cAh\u201d que carrega surpresa e a ideia enraizada de que a biblioteca pertence apenas \u00e0s letras e \u00e0 mem\u00f3ria. N\u00e3o levo a mal.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aprendi a sorrir para esse \u201cAh\u201d. A biblioteca \u00e9 um ecossistema vivo: h\u00e1 hist\u00f3rias, sim, mas tamb\u00e9m h\u00e1 curiosidade, observa\u00e7\u00e3o e liga\u00e7\u00f5es improv\u00e1veis. A ci\u00eancia entrou comigo. Nem sabem o n\u00famero de rela\u00e7\u00f5es bi\u00f3ticas que aqui acontecem\u2026 Na maioria, simbi\u00f3ticas. Aqui ningu\u00e9m preda ningu\u00e9m! Acontece parasitarmos c\u00e9rebros pequeninos, mas rapidamente o parasita se torna num agente de mutualismo. Raras vezes, tenho de aceitar algum amensalismo (rela\u00e7\u00e3o em que um \u00e9 prejudicado e o outro n\u00e3o \u00e9 afetado) quando questiono alguns mi\u00fados sobre o que acharam da atividade que preparei e a reposta \u00e9: \u201cOlha, n\u00e3o gostei muito!\u201d. Nunca sei bem quem \u00e9 o prejudicado e o n\u00e3o afetado, mas registo para melhorar o meu trabalho. Seria aborrecid\u00edssimo agradar a todos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Territ\u00f3rio exigente\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Trabalhar com crian\u00e7as \u00e9 um desafio di\u00e1rio. A inf\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 previs\u00edvel. \u00c9 intensa, curiosa, inquieta. Exige flexibilidade e escuta atenta, mesmo quando essa escuta acontece entre risos, perguntas desconexas e p\u00e9s que n\u00e3o sossegam. \u00c9 nesta idade que se lan\u00e7am sementes: o prazer de ouvir uma hist\u00f3ria, o respeito pelo espa\u00e7o comum, o tempo de espera.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Adere\u00e7os, caretas e sons estranhos<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0s vezes imagino o que Umberto Eco diria de uma biblioteca escolar, onde os utilizadores n\u00e3o furtam incun\u00e1bulos, mas marcadores e, ocasionalmente, um livro que foi \u201cs\u00f3 para mostrar \u00e0 m\u00e3e\u201d. Hist\u00f3rias com adere\u00e7os, caretas pouco dignas e sons estranhos que fazem arregalar olhos e os risos surgir, sem aviso.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Contar hist\u00f3rias \u00e9, para mim, um ato profundamente pedag\u00f3gico, humano. A aten\u00e7\u00e3o acontece, o sil\u00eancio constr\u00f3i-se (ainda que por breves minutos) e a imagina\u00e7\u00e3o cresce. N\u00e3o sei se o fa\u00e7o bem, n\u00e3o sou profissional, mas dou o meu melhor.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gosto das hist\u00f3rias \u201cfora da caixa\u201d, disparatadas. As que n\u00e3o seguem o caminho \u00f3bvio, as que ficam a ecoar depois.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>A biblioteca real<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 dias em que me lembro de Eco e do seu delicioso retrato da \u201cm\u00e1 biblioteca\u201d. Aquela onde o leitor \u00e9 tratado como suspeito, onde os hor\u00e1rios parecem afastar qualquer ser humano e onde pedir um livro \u00e9 quase um teste de resist\u00eancia psicol\u00f3gica. Felizmente, as bibliotecas onde trabalho n\u00e3o chegam a esse n\u00edvel de pesadelo. Confesso que, entre grelhas e plataformas, por vezes sinto que estamos perigosamente perto de cumprir um ou dois pontos da lista de Eco.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A biblioteca n\u00e3o vive s\u00f3 de hist\u00f3rias. H\u00e1 o outro lado, menos vis\u00edvel: relat\u00f3rios, bases de dados, grelhas e planos. H\u00e1 muito trabalho na sombra, necess\u00e1rio, mas raramente aparece nos momentos m\u00e1gicos da hora do conto.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ser professora bibliotec\u00e1ria \u00e9 equilibrar estes dois mundos: o da criatividade e o da burocracia, o do tapete no ch\u00e3o e o do computador ligado, o da gargalhada espont\u00e2nea e o do formul\u00e1rio a submeter.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sigo!<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Continuo a aprender, a improvisar. Entre estantes, caretas e relat\u00f3rios, a biblioteca tornou<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2011<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">se um lugar de perten\u00e7a. Um espa\u00e7o onde n\u00e3o sou apenas \u201ca professora de\u2026\u201d, mas algu\u00e9m que conta hist\u00f3rias, organiza o caos poss\u00edvel e acredita que a educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se faz com livros abertos, olhos atentos e, de vez em quando, com sons estranhos perfeitamente justificados.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E quando no final de uma atividade, recebo de uma pequena criatura, um \u201cobrigado\u201d sob a forma de abra\u00e7o atabalhoado que quase me tomba, penso: \u201cAinda vou andar por aqui mais uns tempos\u2026\u201d.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">por Sandrina Silva Martins<br \/><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Professora Bibliotec\u00e1ria<br \/>Agrupamento de Escolas Dami\u00e3o de Goes<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eco, U. (1994). A biblioteca (Maria Lu\u00edsa de Freitas, Trad.). Lisboa: Difel.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>___________________________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<div><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Retalhos (3).png\" class=\"lazyload-item lazyload-item lazyload-item lazyload-item lazyload-item lazyload-item lazyload-item\" height=\"42\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22793291_qlmbO.png\" width=\"600\" \/><span><\/span><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ol><\/p>\n<li>Qualquer semelhan\u00e7a entre o t\u00edtulo desta rubrica e a obra\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infopedia.pt\/apoio\/artigos\/$retalhos-da-vida-de-um-medico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Retalhos da vida de um m\u00e9dico<\/a>, n\u00e3o \u00e9 pura coincid\u00eancia; \u00e9 uma v\u00e9nia a Fernando Namora.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotec\u00e1rios, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, cient\u00edfica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de viv\u00eancias.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Se \u00e9 professor bibliotec\u00e1rio e gostaria de partilhar um \u201cretalho\u201d, poder\u00e1 faz\u00ea-lo, submetendo\u00a0<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSc5afn6N2wiyMUUt2SeWXWWIEDXwf6wwUJafLwjDDmTA6phjw\/viewform\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">este formul\u00e1rio<\/a>.<\/li>\n<p><\/ol>\n<p><\/div>\n<p><\/p>\n<div class=\"sapo_widgets_post\"><\/p>\n<p><span>_____________________________________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expetativa em suspenso Setembro de 2023 chegou com cheiro a livros e uma apreens\u00e3o dif\u00edcil de disfar\u00e7ar.\u00a0 Entrar numa biblioteca como professora bibliotec\u00e1ria pela primeira vez, n\u00e3o foi apenas mudar de espa\u00e7o f\u00edsico. Foi mudar de linguagem, de expetativas e de identidade profissional. Apesar dos anos de doc\u00eancia (iniciei em 2000), senti-me principiante outra vez. A biblioteca parecia um territ\u00f3rio encantado, mas cheio de interroga\u00e7\u00f5es: Ser\u00e1 que vou estar \u00e0 altura? Como se conquista este p\u00fablico t\u00e3o pequeno?\u00a0 \u201c\u00c9s professora de\u2026?\u201d\u00a0 Uma das perguntas mais frequentes nestes dois anos foi simples e recorrente: \u201c\u00c9s professora de Portugu\u00eas? De Hist\u00f3ria, n\u00e3o \u00e9?\u201d. Quando respondo que sou de Biologia e Geologia, segue-se quase sempre um \u201cAh!\u201d. Um \u201cAh\u201d curto, sem maldade. Um \u201cAh\u201d que carrega surpresa e a ideia enraizada de que a biblioteca pertence apenas \u00e0s letras e \u00e0 mem\u00f3ria. N\u00e3o levo a mal. Aprendi a sorrir para esse \u201cAh\u201d. A biblioteca \u00e9 um ecossistema vivo: h\u00e1 hist\u00f3rias, sim, mas tamb\u00e9m h\u00e1 curiosidade, observa\u00e7\u00e3o e liga\u00e7\u00f5es improv\u00e1veis. A ci\u00eancia entrou comigo. Nem sabem o n\u00famero de rela\u00e7\u00f5es bi\u00f3ticas que aqui acontecem\u2026 Na maioria, simbi\u00f3ticas. Aqui ningu\u00e9m preda ningu\u00e9m! Acontece parasitarmos c\u00e9rebros pequeninos, mas rapidamente o parasita se torna num agente de mutualismo. Raras vezes, tenho de aceitar algum amensalismo (rela\u00e7\u00e3o em que um \u00e9 prejudicado e o outro n\u00e3o \u00e9 afetado) quando questiono alguns mi\u00fados sobre o que acharam da atividade que preparei e a reposta \u00e9: \u201cOlha, n\u00e3o gostei muito!\u201d. Nunca sei bem quem \u00e9 o prejudicado e o n\u00e3o afetado, mas registo para melhorar o meu trabalho. Seria aborrecid\u00edssimo agradar a todos.\u00a0 Territ\u00f3rio exigente\u00a0 Trabalhar com crian\u00e7as \u00e9 um desafio di\u00e1rio. A inf\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 previs\u00edvel. \u00c9 intensa, curiosa, inquieta. Exige flexibilidade e escuta atenta, mesmo quando essa escuta acontece entre risos, perguntas desconexas e p\u00e9s que n\u00e3o sossegam. \u00c9 nesta idade que se lan\u00e7am sementes: o prazer de ouvir uma hist\u00f3ria, o respeito pelo espa\u00e7o comum, o tempo de espera. Adere\u00e7os, caretas e sons estranhos \u00c0s vezes imagino o que Umberto Eco diria de uma biblioteca escolar, onde os utilizadores n\u00e3o furtam incun\u00e1bulos, mas marcadores e, ocasionalmente, um livro que foi \u201cs\u00f3 para mostrar \u00e0 m\u00e3e\u201d. Hist\u00f3rias com adere\u00e7os, caretas pouco dignas e sons estranhos que fazem arregalar olhos e os risos surgir, sem aviso. Contar hist\u00f3rias \u00e9, para mim, um ato profundamente pedag\u00f3gico, humano. A aten\u00e7\u00e3o acontece, o sil\u00eancio constr\u00f3i-se (ainda que por breves minutos) e a imagina\u00e7\u00e3o cresce. N\u00e3o sei se o fa\u00e7o bem, n\u00e3o sou profissional, mas dou o meu melhor. Gosto das hist\u00f3rias \u201cfora da caixa\u201d, disparatadas. As que n\u00e3o seguem o caminho \u00f3bvio, as que ficam a ecoar depois. A biblioteca real H\u00e1 dias em que me lembro de Eco e do seu delicioso retrato da \u201cm\u00e1 biblioteca\u201d. Aquela onde o leitor \u00e9 tratado como suspeito, onde os hor\u00e1rios parecem afastar qualquer ser humano e onde pedir um livro \u00e9 quase um teste de resist\u00eancia psicol\u00f3gica. Felizmente, as bibliotecas onde trabalho n\u00e3o chegam a esse n\u00edvel de pesadelo. Confesso que, entre grelhas e plataformas, por vezes sinto que estamos perigosamente perto de cumprir um ou dois pontos da lista de Eco. A biblioteca n\u00e3o vive s\u00f3 de hist\u00f3rias. H\u00e1 o outro lado, menos vis\u00edvel: relat\u00f3rios, bases de dados, grelhas e planos. H\u00e1 muito trabalho na sombra, necess\u00e1rio, mas raramente aparece nos momentos m\u00e1gicos da hora do conto. Ser professora bibliotec\u00e1ria \u00e9 equilibrar estes dois mundos: o da criatividade e o da burocracia, o do tapete no ch\u00e3o e o do computador ligado, o da gargalhada espont\u00e2nea e o do formul\u00e1rio a submeter. Sigo! Continuo a aprender, a improvisar. Entre estantes, caretas e relat\u00f3rios, a biblioteca tornou\u2011se um lugar de perten\u00e7a. Um espa\u00e7o onde n\u00e3o sou apenas \u201ca professora de\u2026\u201d, mas algu\u00e9m que conta hist\u00f3rias, organiza o caos poss\u00edvel e acredita que a educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se faz com livros abertos, olhos atentos e, de vez em quando, com sons estranhos perfeitamente justificados. E quando no final de uma atividade, recebo de uma pequena criatura, um \u201cobrigado\u201d sob a forma de abra\u00e7o atabalhoado que quase me tomba, penso: \u201cAinda vou andar por aqui mais uns tempos\u2026\u201d. por Sandrina Silva MartinsProfessora Bibliotec\u00e1riaAgrupamento de Escolas Dami\u00e3o de Goes Refer\u00eancias Eco, U. (1994). A biblioteca (Maria Lu\u00edsa de Freitas, Trad.). Lisboa: Difel. ___________________________________________________________________________________________________________ Qualquer semelhan\u00e7a entre o t\u00edtulo desta rubrica e a obra\u00a0Retalhos da vida de um m\u00e9dico, n\u00e3o \u00e9 pura coincid\u00eancia; \u00e9 uma v\u00e9nia a Fernando Namora. Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotec\u00e1rios, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, cient\u00edfica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de viv\u00eancias. Se \u00e9 professor bibliotec\u00e1rio e gostaria de partilhar um \u201cretalho\u201d, poder\u00e1 faz\u00ea-lo, submetendo\u00a0este formul\u00e1rio. _____________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[163],"tags":[],"class_list":["post-3074698","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-retalhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3074698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3074698"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3074698\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3084817,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3074698\/revisions\/3084817"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3074698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3074698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3074698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}