{"id":3007686,"date":"2025-10-08T09:00:00","date_gmt":"2025-10-08T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/3007686.html"},"modified":"2026-05-13T13:00:22","modified_gmt":"2026-05-13T13:00:22","slug":"ajudar-os-alunos-a-ler-textos-complexos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=3007686","title":{"rendered":"Ajudar os alunos a ler textos complexos"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Blogue (22).png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22803648_JPI1s.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 14pt;\">Ao cultivar h\u00e1bitos metacognitivos de leitura, pode ajudar os alunos a manterem-se concentrados enquanto estudam materiais de leitura complexos.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todos n\u00f3s j\u00e1 pass\u00e1mos por isso. Estamos a ler e, de repente, percebemos que, embora os nossos olhos estejam a percorrer as palavras na p\u00e1gina, nada est\u00e1 realmente a ser registado. Passam-se alguns minutos at\u00e9 nos orientarmos e percebermos que perdemos completamente o fio \u00e0 meada.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas salas de aula, os alunos tendem a experimentar essa perda de aten\u00e7\u00e3o ao lerem textos exigentes ou altamente t\u00e9cnicos \u2014 o tipo de passagens repletas de linguagem t\u00e9cnica que alunos do ensino b\u00e1sico e secund\u00e1rio podem encontrar em ci\u00eancias, matem\u00e1tica ou hist\u00f3ria. De muitas formas, a distra\u00e7\u00e3o da mente em si \u00e9 inevit\u00e1vel: nem tudo o que colocamos diante dos alunos ir\u00e1 cativ\u00e1-los.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Num <\/span><a href=\"https:\/\/psycnet.apa.org\/fulltext\/2025-06334-003.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">estudo de 2024<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre \u00ableitura distra\u00edda\u00bb, investigadores da Universidade de W\u00fcrzburg acompanharam a velocidade de leitura e a aten\u00e7\u00e3o de alunos universit\u00e1rios que se debru\u00e7avam sobre um texto cient\u00edfico complexo. Em v\u00e1rios momentos durante o exerc\u00edcio, surgiram perguntas aos alunos: \u00abA sua mente estava distra\u00edda quando leu a \u00faltima frase?\u00bb Os alunos confirmaram v\u00e1rios casos de perda de aten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os investigadores descobriram que mudan\u00e7as na velocidade de leitura, demora na mesma passagem por longos per\u00edodos e omiss\u00e3o de palavras eram sinais de que os alunos estavam com dificuldade em manter o foco ou compreender o texto, e tamb\u00e9m previam um desempenho inferior em testes subsequentes \u2014 conclus\u00f5es que se alinham com um <\/span><a href=\"https:\/\/psycnet.apa.org\/record\/2015-44977-001\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">estudo de 2016<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que utilizou software de rastreamento ocular para identificar comportamentos de leitura associados \u00e0 distra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas esses obst\u00e1culos n\u00e3o s\u00e3o insuper\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os investigadores da Universidade de W\u00fcrzburg tamb\u00e9m conclu\u00edram que, quando os alunos eram explicitamente treinados para reconheceram quando perdiam o foco nas informa\u00e7\u00f5es contidos nas frases ou ficavam presos em determinadas passagens \u2014 e eram ajudados a desenvolver estrat\u00e9gias metacognitivas para \u00ab planear, monitorizar e regular a sua leitura \u00bb \u2014, eles conseguiam redirecionar a sua aten\u00e7\u00e3o com sucesso.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para convencer os alunos da import\u00e2ncia de estrat\u00e9gias de compreens\u00e3o eficazes \u2014 reler, anotar ou parar para procurar palavras desconhecidas, por exemplo \u2014, \u00e9 importante explicar os benef\u00edcios a longo prazo de insistir em textos complexos, disse o especialista em alfabetiza\u00e7\u00e3o Timothy Shanahan <\/span><a href=\"https:\/\/www.edutopia.org\/article\/to-improve-literacy-focus-on-broad-range-of-skills\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00e0 Edutopia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> numa entrevista em 2023.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aprender a compreender um texto t\u00e9cnico de ci\u00eancias, por exemplo, pode ser \u00fatil se os alunos decidirem trabalhar com climatiza\u00e7\u00e3o ou simplesmente quiserem perceber os efeitos de um medicamento prescrito. As compet\u00eancias que utilizam para a compreens\u00e3o de um texto de hist\u00f3ria podem ajudar em futuras carreiras jur\u00eddicas ou na interpreta\u00e7\u00e3o de documentos complicados sobre impostos ou hipotecas. Tente deixar claro, diz Shanahan, que quando ensinamos os alunos a aprofundarem textos dif\u00edceis, \u00abo que realmente estamos a fazer \u00e9 a mostrar-lhes como a ter acesso a todos estes diferentes locais de poder na nossa sociedade\u00bb.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #ff0000; font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 18pt;\">1. <\/span>Lembre aos alunos de que o caminho pode ser dif\u00edcil: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">embora fosse maravilhoso que os alunos pudessem ler sempre com facilidade, isso nem sempre \u00e9 poss\u00edvel ou mesmo desej\u00e1vel. Alguns t\u00f3picos s\u00e3o inerentemente dif\u00edceis.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao abordar materiais complexos, lembre aos alunos que eles devem estar preparados para acompanhar o seu processo de leitura e avaliar efetivamente \u00abse est\u00e3o a compreender o conte\u00fado ou se precisam de ajustar as suas estrat\u00e9gias de leitura, reler se\u00e7\u00f5es anteriores do texto ou procurar informa\u00e7\u00f5es adicionais\u00bb, dizem os investigadores da Universidade de W\u00fcrzburg.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #ff0000; font-size: 18pt; font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">2. <\/span>Aprimore o conhecimento pr\u00e9vio: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">antes de mergulhar num novo texto, forne\u00e7a aos alunos materiais relacionados ou pe\u00e7a-lhes que pesquisem para se familiarizarem com o assunto. Isso pode ativar o conhecimento pr\u00e9vio existente e fornecer uma base para que compreendam melhor textos complexos e ricos em informa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes de atribuir leituras dif\u00edceis relacionadas com a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, o professor de estudos sociais do ensino secund\u00e1rio <\/span><a href=\"https:\/\/www.edutopia.org\/article\/build-background-knowledge-through-book-study\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tim Smyth<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> monta esta\u00e7\u00f5es na sala de aula repletas de banda desenhada, cole\u00e7\u00f5es de fotos, poesia, v\u00eddeos introdut\u00f3rios ou not\u00edcias relacionadas com o Holocausto, mulheres l\u00edderes, batalhas importantes e muito mais. \u00c0 medida que os alunos passam por cada esta\u00e7\u00e3o, eles criam v\u00e1rios pontos de entrada para o t\u00f3pico, tomam notas e preparam-se para as leituras futuras, respondendo a perguntas de reflex\u00e3o como: \u00abQuais s\u00e3o as tr\u00eas perguntas sobre as quais quer saber mais?\u00bb<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao lerem os textos atribu\u00eddos, Smyth diz que os alunos usam os seus conhecimentos pr\u00e9vios para fazerem \u00abconex\u00f5es poderosas\u00bb entre o novo conte\u00fado e o conte\u00fado anterior que exploraram, tornando mais prov\u00e1vel que retenham informa\u00e7\u00f5es e \u00abvejam o panorama geral\u00bb.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m pode expor os alunos a segmentos de not\u00edcias, podcasts, entrevistas ou videoclipes relacionados com o t\u00f3pico que est\u00e3o prestes a ler \u2014 ou pedir-lhes que dediquem tempo a fazer a sua pr\u00f3pria pesquisa e a elaborar uma lista de perguntas que gostariam de explorar.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #ff0000; font-size: 18pt; font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">3. <\/span>Esteja preparado para novo vocabul\u00e1rio: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Quando os alunos n\u00e3o est\u00e3o familiarizados com mais de 59% dos termos-chave relacionados com um t\u00f3pico sobre o qual est\u00e3o a ler, a sua capacidade de compreender um texto relacionado com esse t\u00f3pico fica severamente \u00abcomprometida\u00bb, segundo um <\/span><a style=\"font-size: 14pt;\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1177%2F0956797619862276\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span>estudo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de 2019, que sugere que existe uma base de conhecimento de vocabul\u00e1rio de que os alunos precisam para garantir a compreens\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na revista <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">American Educator<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, Jeanne Wanzek, professora de educa\u00e7\u00e3o especial da Universidade de Vanderbilt, <\/span><a href=\"https:\/\/www.aft.org\/ae\/spring2021\/wanzek\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">escreve<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que, antes de os alunos lerem um texto complexo, os professores podem concentrar-se em algumas palavras-chave essenciais e fornecer orienta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que v\u00e3o para al\u00e9m de simples defini\u00e7\u00f5es. Comece com uma \u00abdefini\u00e7\u00e3o acess\u00edvel aos alunos\u00bb, seguida de um recurso visual \u2014 talvez uma foto ou ilustra\u00e7\u00e3o \u2014 para ajudar os alunos a memoriz\u00e1-la, diz Wanzek. Discutir exemplos de como a palavra pode ser usada ou pedir aos alunos que discutam exemplos a pares tamb\u00e9m pode ajudar a criar uma base importante antes da leitura.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os professores nem sempre podem preparar o trabalho em tempo real. Por esse motivo, Shanahan diz que \u00e9 \u00fatil ensinar aos alunos estrat\u00e9gias para compreenderem palavras desconhecidas \u00e0 medida que as encontram. Isso inclui manter um dicion\u00e1rio \u00e0 m\u00e3o para procurar defini\u00e7\u00f5es, reler as sec\u00e7\u00f5es onde a palavra aparece e usar pistas do contexto para determinar o seu significado, ou simplesmente tentar ao m\u00e1ximo inferir o significado, sem permitir que a falta de compreens\u00e3o atrapalhe a leitura. \u00ab\u00c0s vezes, os leitores s\u00f3 precisam de seguir em frente, compreendendo o m\u00e1ximo poss\u00edvel do texto e aceitando que n\u00e3o est\u00e3o a entender tudo, pois n\u00e3o conhecem todas as palavras\u00bb, diz Shanahan.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #ff0000; font-size: 18pt; font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">4. <\/span>Use v\u00e1rias estrat\u00e9gias de releitura: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Um m\u00e9todo eficaz e frequentemente usado para encontrar o equil\u00edbrio quando se tem dificuldade em compreender um texto ou em perceber com precis\u00e3o uma passagem \u00e9 parar e reler as sec\u00e7\u00f5es anteriores \u2014 ou at\u00e9 mesmo ler um pouco \u00e0 frente para ter uma no\u00e7\u00e3o melhor de qual \u00e9 o sentido do texto.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Investigadores da Universidade de W\u00fcrzburg escrevem que a releitura \u00e9 uma compet\u00eancia \u00fatil de \u00abmonitoriza\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o\u00bb e que t\u00ea-la como ferramenta no seu arsenal pode ajudar os alunos \u00ab a aferirem constantemente a sua compreens\u00e3o do texto e a aplicarem estrat\u00e9gias de corre\u00e7\u00e3o para resolver problemas de compreens\u00e3o \u00e0 medida que estes surgem\u00bb.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A educadora Nina Parrish <\/span><a href=\"https:\/\/www.edutopia.org\/article\/5-ways-support-students-who-struggle-reading-comprehension\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">escreve<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que, para ajudar os alunos a relerem eficazmente e a recuperarem o sentido de um texto, deve pedir-lhes que voltem a ler uma p\u00e1gina para ajudar a \u00abesclarecer ou responder a perguntas\u00bb que possam ter surgido depois de perderem a concentra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m \u00e9 crucial mostrar aos alunos como \u00e9 que isso funciona. Leia uma passagem densa de um texto e descreva em voz alta o seu processo para compreend\u00ea-la \u2014 seja relendo uma frase ou passagem, parando para ler desde o in\u00edcio novamente ou consultando pistas em se\u00e7\u00f5es anteriores ou futuras.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000; font-size: 18pt; font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">5. <\/span><strong style=\"font-size: 14pt;\">Leia em voz alta tamb\u00e9m: <\/strong><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">pedir aos alunos que leiam em voz alta algumas passagens ou p\u00e1ginas quando estiverem perdidos num texto pode ser uma estrat\u00e9gia \u00fatil para se concentrarem novamente, escreve o educador Paul Holt para a <\/span><a href=\"https:\/\/e-student.org\/reading-aloud\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">E-Student<\/span><\/em><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ler em voz alta envolve os olhos e os ouvidos, o que cria \u00abdois tra\u00e7os de mem\u00f3ria distintos: um relacionado com o processamento visual e outro com o processamento auditivo\u00bb e pode refor\u00e7ar a compreens\u00e3o e a reten\u00e7\u00e3o. \u00abSe um tra\u00e7o de mem\u00f3ria enfraquece, o outro serve como c\u00f3pia de seguran\u00e7a, garantindo a reten\u00e7\u00e3o do conhecimento\u00bb, escreve Holt.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dizer palavras em voz alta tamb\u00e9m tende a aumentar a aten\u00e7\u00e3o, diz Holt. Afinal, \u00e9 mais dif\u00edcil distrair-se quando se est\u00e1 a pronunciar palavras ativamente e a interagir com um texto, em vez de l\u00ea-lo passivamente para si mesmo. Pedir aos alunos que leiam em voz alta periodicamente, especialmente quando notarem que a sua compreens\u00e3o est\u00e1 a diminuir ou que a sua velocidade de leitura silenciosa est\u00e1 a ficar muito lenta ou muito r\u00e1pida, tamb\u00e9m pode ajud\u00e1-los a ajustarem a sua leitura para uma velocidade mais natural, tornando mais prov\u00e1vel que assimilem o significado de cada frase.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #ff0000; font-size: 18pt; font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">6.<\/span> Anote para se manter mentalmente alerta: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Ajude os alunos a manterem-se concentrados durante a leitura \u2014 e a controlarem a sua compreens\u00e3o \u2014 ensinando-lhes estrat\u00e9gias eficazes para fazer anota\u00e7\u00f5es, <\/span><a style=\"font-size: 14pt;\" href=\"https:\/\/www.edutopia.org\/blog\/developing-active-readers-strategies-rebecca-alber\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span>escreve<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Rebecca Alber, professora da faculdade de educa\u00e7\u00e3o da UCLA.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alber sugere que os alunos sejam orientados sobre a import\u00e2ncia de ler com um objetivo \u2014 descobrir a inten\u00e7\u00e3o do autor, analisar o uso de recursos liter\u00e1rios, prever, contextualizar, criticar, resumir e muito mais \u2014 e sobre como fazer anota\u00e7\u00f5es nas margens do texto os pode ajudar a acompanhar as ideias e as quest\u00f5es-chave.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pr\u00e1ticas de anota\u00e7\u00e3o que valem a pena modelar incluem numerar par\u00e1grafos para acompanhar as evid\u00eancias, circular palavras-chave, frases ou datas e sublinhar as \u00abafirma\u00e7\u00f5es do autor e informa\u00e7\u00f5es importantes relacionadas com essas afirma\u00e7\u00f5es\u00bb, diz Alber.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #ff0000; font-family: helvetica, arial, sans-serif; font-size: 18pt;\">7. <\/span>Termine a leitura com uma \u00abautoexplica\u00e7\u00e3o\u00bb: <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">tomar notas \u00e9 uma estrat\u00e9gia popular que os alunos costumam usar ao lerem textos complexos, mas, de acordo com um <\/span><a style=\"font-size: 14pt;\" href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/10.1177\/1745691617710510\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span>estudo de 2018<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, muitas vezes eles n\u00e3o otimizam a pr\u00e1tica resumindo conceitos e ideias com as suas pr\u00f3prias palavras, em vez de os copiarem literalmente.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1177%2F1745691617710510\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">A investiga\u00e7\u00e3o mostra<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que \u00e9 mais eficaz orientar os alunos para parafrasearem ideias e pontos importantes que encontram numa leitura por conta pr\u00f3pria, de mem\u00f3ria. Isso pode ajud\u00e1-los a envolverem-se de forma \u00abmais significativa\u00bb com as leituras e destacar lacunas que poderiam ser abordadas voltando a passagens-chave que possam ter sido mal interpretadas ou \u00e0s quais n\u00e3o tenham prestado aten\u00e7\u00e3o suficiente.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tente pedir aos alunos que mantenham um caderno \u00e0 m\u00e3o enquanto leem e o utilizem para refletirem sobre o que acabaram de ler com algumas frases, pontos-chave ou at\u00e9 desenhos.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000; font-size: 18pt; font-family: helvetica, arial, sans-serif;\">8. <\/span><strong style=\"font-size: 14pt;\">Junte tudo:<\/strong> <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Por fim, \u00e9 uma boa ideia explicar aos alunos que compreender verdadeiramente um texto complicado provavelmente exigir\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o de muitas dessas estrat\u00e9gias de forma coordenada, como ler uma vez, reler se\u00e7\u00f5es particularmente dif\u00edceis, fazer anota\u00e7\u00f5es e resumir os pontos mais importantes com palavras pr\u00f3prias. Essa receita, embora certamente mais demorada do que simplesmente tentar avan\u00e7ar num texto dif\u00edcil e memorizar o que for poss\u00edvel, resultar\u00e1 numa maior compreens\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>O texto deste artigo foi traduzido e publicado com a autoriza\u00e7\u00e3o da\u00a0<\/strong><strong><em>Edutopia<\/em><\/strong><strong>:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Boryga, A. (2024, 15 de novembro). Helping Students Read Complex Texts.\u00a0<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Edutopia.<\/span><\/em> <a href=\"https:\/\/www.edutopia.org\/article\/helping-students-read-complex-texts\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.edutopia.org\/article\/helping-students-read-complex-texts<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">* <\/span><a href=\"https:\/\/www.edutopia.org\/profile\/andrew-boryga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Andrew Boryga<\/span><\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sou escritor, editor e educador, e tenho um grande interesse em ajudar as crian\u00e7as do ensino b\u00e1sico ao secund\u00e1rio a terem acesso a uma educa\u00e7\u00e3o de alta qualidade. Os meus textos foram publicados no <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">The New York Times<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">The New Yorker<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">The Atlantic<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> e outras publica\u00e7\u00f5es. No passado, tamb\u00e9m ensinei escrita a alunos do ensino b\u00e1sico, alunos universit\u00e1rios e reclusos do sexo masculino. Nasci e cresci no Bronx, Nova Iorque, e atualmente resido com a minha fam\u00edlia em Miami, Fl\u00f3rida.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Nota:<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a9\u00a0Excecionalmente, por se tratar de uma tradu\u00e7\u00e3o que careceu de autoriza\u00e7\u00e3o, este trabalho tem todos os direitos reservados.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao cultivar h\u00e1bitos metacognitivos de leitura, pode ajudar os alunos a manterem-se concentrados enquanto estudam materiais de leitura complexos. Todos n\u00f3s j\u00e1 pass\u00e1mos por isso. Estamos a ler e, de repente, percebemos que, embora os nossos olhos estejam a percorrer as palavras na p\u00e1gina, nada est\u00e1 realmente a ser registado. Passam-se alguns minutos at\u00e9 nos orientarmos e percebermos que perdemos completamente o fio \u00e0 meada. Nas salas de aula, os alunos tendem a experimentar essa perda de aten\u00e7\u00e3o ao lerem textos exigentes ou altamente t\u00e9cnicos \u2014 o tipo de passagens repletas de linguagem t\u00e9cnica que alunos do ensino b\u00e1sico e secund\u00e1rio podem encontrar em ci\u00eancias, matem\u00e1tica ou hist\u00f3ria. De muitas formas, a distra\u00e7\u00e3o da mente em si \u00e9 inevit\u00e1vel: nem tudo o que colocamos diante dos alunos ir\u00e1 cativ\u00e1-los. Num estudo de 2024 sobre \u00ableitura distra\u00edda\u00bb, investigadores da Universidade de W\u00fcrzburg acompanharam a velocidade de leitura e a aten\u00e7\u00e3o de alunos universit\u00e1rios que se debru\u00e7avam sobre um texto cient\u00edfico complexo. Em v\u00e1rios momentos durante o exerc\u00edcio, surgiram perguntas aos alunos: \u00abA sua mente estava distra\u00edda quando leu a \u00faltima frase?\u00bb Os alunos confirmaram v\u00e1rios casos de perda de aten\u00e7\u00e3o. Os investigadores descobriram que mudan\u00e7as na velocidade de leitura, demora na mesma passagem por longos per\u00edodos e omiss\u00e3o de palavras eram sinais de que os alunos estavam com dificuldade em manter o foco ou compreender o texto, e tamb\u00e9m previam um desempenho inferior em testes subsequentes \u2014 conclus\u00f5es que se alinham com um estudo de 2016 que utilizou software de rastreamento ocular para identificar comportamentos de leitura associados \u00e0 distra\u00e7\u00e3o. Mas esses obst\u00e1culos n\u00e3o s\u00e3o insuper\u00e1veis. Os investigadores da Universidade de W\u00fcrzburg tamb\u00e9m conclu\u00edram que, quando os alunos eram explicitamente treinados para reconheceram quando perdiam o foco nas informa\u00e7\u00f5es contidos nas frases ou ficavam presos em determinadas passagens \u2014 e eram ajudados a desenvolver estrat\u00e9gias metacognitivas para \u00ab planear, monitorizar e regular a sua leitura \u00bb \u2014, eles conseguiam redirecionar a sua aten\u00e7\u00e3o com sucesso. Para convencer os alunos da import\u00e2ncia de estrat\u00e9gias de compreens\u00e3o eficazes \u2014 reler, anotar ou parar para procurar palavras desconhecidas, por exemplo \u2014, \u00e9 importante explicar os benef\u00edcios a longo prazo de insistir em textos complexos, disse o especialista em alfabetiza\u00e7\u00e3o Timothy Shanahan \u00e0 Edutopia numa entrevista em 2023. Aprender a compreender um texto t\u00e9cnico de ci\u00eancias, por exemplo, pode ser \u00fatil se os alunos decidirem trabalhar com climatiza\u00e7\u00e3o ou simplesmente quiserem perceber os efeitos de um medicamento prescrito. As compet\u00eancias que utilizam para a compreens\u00e3o de um texto de hist\u00f3ria podem ajudar em futuras carreiras jur\u00eddicas ou na interpreta\u00e7\u00e3o de documentos complicados sobre impostos ou hipotecas. Tente deixar claro, diz Shanahan, que quando ensinamos os alunos a aprofundarem textos dif\u00edceis, \u00abo que realmente estamos a fazer \u00e9 a mostrar-lhes como a ter acesso a todos estes diferentes locais de poder na nossa sociedade\u00bb. 1. Lembre aos alunos de que o caminho pode ser dif\u00edcil: embora fosse maravilhoso que os alunos pudessem ler sempre com facilidade, isso nem sempre \u00e9 poss\u00edvel ou mesmo desej\u00e1vel. Alguns t\u00f3picos s\u00e3o inerentemente dif\u00edceis. Ao abordar materiais complexos, lembre aos alunos que eles devem estar preparados para acompanhar o seu processo de leitura e avaliar efetivamente \u00abse est\u00e3o a compreender o conte\u00fado ou se precisam de ajustar as suas estrat\u00e9gias de leitura, reler se\u00e7\u00f5es anteriores do texto ou procurar informa\u00e7\u00f5es adicionais\u00bb, dizem os investigadores da Universidade de W\u00fcrzburg. 2. Aprimore o conhecimento pr\u00e9vio: antes de mergulhar num novo texto, forne\u00e7a aos alunos materiais relacionados ou pe\u00e7a-lhes que pesquisem para se familiarizarem com o assunto. Isso pode ativar o conhecimento pr\u00e9vio existente e fornecer uma base para que compreendam melhor textos complexos e ricos em informa\u00e7\u00f5es. Antes de atribuir leituras dif\u00edceis relacionadas com a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, o professor de estudos sociais do ensino secund\u00e1rio Tim Smyth monta esta\u00e7\u00f5es na sala de aula repletas de banda desenhada, cole\u00e7\u00f5es de fotos, poesia, v\u00eddeos introdut\u00f3rios ou not\u00edcias relacionadas com o Holocausto, mulheres l\u00edderes, batalhas importantes e muito mais. \u00c0 medida que os alunos passam por cada esta\u00e7\u00e3o, eles criam v\u00e1rios pontos de entrada para o t\u00f3pico, tomam notas e preparam-se para as leituras futuras, respondendo a perguntas de reflex\u00e3o como: \u00abQuais s\u00e3o as tr\u00eas perguntas sobre as quais quer saber mais?\u00bb Ao lerem os textos atribu\u00eddos, Smyth diz que os alunos usam os seus conhecimentos pr\u00e9vios para fazerem \u00abconex\u00f5es poderosas\u00bb entre o novo conte\u00fado e o conte\u00fado anterior que exploraram, tornando mais prov\u00e1vel que retenham informa\u00e7\u00f5es e \u00abvejam o panorama geral\u00bb. Tamb\u00e9m pode expor os alunos a segmentos de not\u00edcias, podcasts, entrevistas ou videoclipes relacionados com o t\u00f3pico que est\u00e3o prestes a ler \u2014 ou pedir-lhes que dediquem tempo a fazer a sua pr\u00f3pria pesquisa e a elaborar uma lista de perguntas que gostariam de explorar. 3. Esteja preparado para novo vocabul\u00e1rio: Quando os alunos n\u00e3o est\u00e3o familiarizados com mais de 59% dos termos-chave relacionados com um t\u00f3pico sobre o qual est\u00e3o a ler, a sua capacidade de compreender um texto relacionado com esse t\u00f3pico fica severamente \u00abcomprometida\u00bb, segundo um estudo de 2019, que sugere que existe uma base de conhecimento de vocabul\u00e1rio de que os alunos precisam para garantir a compreens\u00e3o. Na revista American Educator, Jeanne Wanzek, professora de educa\u00e7\u00e3o especial da Universidade de Vanderbilt, escreve que, antes de os alunos lerem um texto complexo, os professores podem concentrar-se em algumas palavras-chave essenciais e fornecer orienta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que v\u00e3o para al\u00e9m de simples defini\u00e7\u00f5es. Comece com uma \u00abdefini\u00e7\u00e3o acess\u00edvel aos alunos\u00bb, seguida de um recurso visual \u2014 talvez uma foto ou ilustra\u00e7\u00e3o \u2014 para ajudar os alunos a memoriz\u00e1-la, diz Wanzek. Discutir exemplos de como a palavra pode ser usada ou pedir aos alunos que discutam exemplos a pares tamb\u00e9m pode ajudar a criar uma base importante antes da leitura. Os professores nem sempre podem preparar o trabalho em tempo real. Por esse motivo, Shanahan diz que \u00e9 \u00fatil ensinar aos alunos estrat\u00e9gias para compreenderem palavras desconhecidas \u00e0 medida que as encontram. Isso inclui manter um dicion\u00e1rio \u00e0 m\u00e3o para procurar defini\u00e7\u00f5es, reler as sec\u00e7\u00f5es onde a palavra aparece e usar pistas do contexto para determinar o seu significado, ou simplesmente tentar ao m\u00e1ximo inferir o significado, sem permitir que a falta de compreens\u00e3o atrapalhe a leitura. \u00ab\u00c0s vezes, os leitores s\u00f3 precisam de seguir em frente, compreendendo o m\u00e1ximo poss\u00edvel do texto e aceitando que n\u00e3o est\u00e3o a entender tudo, pois n\u00e3o conhecem todas as palavras\u00bb, diz Shanahan. 4. Use v\u00e1rias estrat\u00e9gias de releitura: Um m\u00e9todo eficaz e frequentemente usado para encontrar o equil\u00edbrio quando se tem dificuldade em compreender um texto ou em perceber com precis\u00e3o uma passagem \u00e9 parar e reler as sec\u00e7\u00f5es anteriores \u2014 ou at\u00e9 mesmo ler um pouco \u00e0 frente para ter uma no\u00e7\u00e3o melhor de qual \u00e9 o sentido do texto. Investigadores da Universidade de W\u00fcrzburg escrevem que a releitura \u00e9 uma compet\u00eancia \u00fatil de \u00abmonitoriza\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o\u00bb e que t\u00ea-la como ferramenta no seu arsenal pode ajudar os alunos \u00ab a aferirem constantemente a sua compreens\u00e3o do texto e a aplicarem estrat\u00e9gias de corre\u00e7\u00e3o para resolver problemas de compreens\u00e3o \u00e0 medida que estes surgem\u00bb. A educadora Nina Parrish escreve que, para ajudar os alunos a relerem eficazmente e a recuperarem o sentido de um texto, deve pedir-lhes que voltem a ler uma p\u00e1gina para ajudar a \u00abesclarecer ou responder a perguntas\u00bb que possam ter surgido depois de perderem a concentra\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 crucial mostrar aos alunos como \u00e9 que isso funciona. Leia uma passagem densa de um texto e descreva em voz alta o seu processo para compreend\u00ea-la \u2014 seja relendo uma frase ou passagem, parando para ler desde o in\u00edcio novamente ou consultando pistas em se\u00e7\u00f5es anteriores ou futuras. 5. Leia em voz alta tamb\u00e9m: pedir aos alunos que leiam em voz alta algumas passagens ou p\u00e1ginas quando estiverem perdidos num texto pode ser uma estrat\u00e9gia \u00fatil para se concentrarem novamente, escreve o educador Paul Holt para a E-Student. Ler em voz alta envolve os olhos e os ouvidos, o que cria \u00abdois tra\u00e7os de mem\u00f3ria distintos: um relacionado com o processamento visual e outro com o processamento auditivo\u00bb e pode refor\u00e7ar a compreens\u00e3o e a reten\u00e7\u00e3o. \u00abSe um tra\u00e7o de mem\u00f3ria enfraquece, o outro serve como c\u00f3pia de seguran\u00e7a, garantindo a reten\u00e7\u00e3o do conhecimento\u00bb, escreve Holt. Dizer palavras em voz alta tamb\u00e9m tende a aumentar a aten\u00e7\u00e3o, diz Holt. Afinal, \u00e9 mais dif\u00edcil distrair-se quando se est\u00e1 a pronunciar palavras ativamente e a interagir com um texto, em vez de l\u00ea-lo passivamente para si mesmo. Pedir aos alunos que leiam em voz alta periodicamente, especialmente quando notarem que a sua compreens\u00e3o est\u00e1 a diminuir ou que a sua velocidade de leitura silenciosa est\u00e1 a ficar muito lenta ou muito r\u00e1pida, tamb\u00e9m pode ajud\u00e1-los a ajustarem a sua leitura para uma velocidade mais natural, tornando mais prov\u00e1vel que assimilem o significado de cada frase. 6. Anote para se manter mentalmente alerta: Ajude os alunos a manterem-se concentrados durante a leitura \u2014 e a controlarem a sua compreens\u00e3o \u2014 ensinando-lhes estrat\u00e9gias eficazes para fazer anota\u00e7\u00f5es, escreve Rebecca Alber, professora da faculdade de educa\u00e7\u00e3o da UCLA. Alber sugere que os alunos sejam orientados sobre a import\u00e2ncia de ler com um objetivo \u2014 descobrir a inten\u00e7\u00e3o do autor, analisar o uso de recursos liter\u00e1rios, prever, contextualizar, criticar, resumir e muito mais \u2014 e sobre como fazer anota\u00e7\u00f5es nas margens do texto os pode ajudar a acompanhar as ideias e as quest\u00f5es-chave. Pr\u00e1ticas de anota\u00e7\u00e3o que valem a pena modelar incluem numerar par\u00e1grafos para acompanhar as evid\u00eancias, circular palavras-chave, frases ou datas e sublinhar as \u00abafirma\u00e7\u00f5es do autor e informa\u00e7\u00f5es importantes relacionadas com essas afirma\u00e7\u00f5es\u00bb, diz Alber. 7. Termine a leitura com uma \u00abautoexplica\u00e7\u00e3o\u00bb: tomar notas \u00e9 uma estrat\u00e9gia popular que os alunos costumam usar ao lerem textos complexos, mas, de acordo com um estudo de 2018, muitas vezes eles n\u00e3o otimizam a pr\u00e1tica resumindo conceitos e ideias com as suas pr\u00f3prias palavras, em vez de os copiarem literalmente. A investiga\u00e7\u00e3o mostra que \u00e9 mais eficaz orientar os alunos para parafrasearem ideias e pontos importantes que encontram numa leitura por conta pr\u00f3pria, de mem\u00f3ria. Isso pode ajud\u00e1-los a envolverem-se de forma \u00abmais significativa\u00bb com as leituras e destacar lacunas que poderiam ser abordadas voltando a passagens-chave que possam ter sido mal interpretadas ou \u00e0s quais n\u00e3o tenham prestado aten\u00e7\u00e3o suficiente. Tente pedir aos alunos que mantenham um caderno \u00e0 m\u00e3o enquanto leem e o utilizem para refletirem sobre o que acabaram de ler com algumas frases, pontos-chave ou at\u00e9 desenhos. 8. Junte tudo: Por fim, \u00e9 uma boa ideia explicar aos alunos que compreender verdadeiramente um texto complicado provavelmente exigir\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o de muitas dessas estrat\u00e9gias de forma coordenada, como ler uma vez, reler se\u00e7\u00f5es particularmente dif\u00edceis, fazer anota\u00e7\u00f5es e resumir os pontos mais importantes com palavras pr\u00f3prias. Essa receita, embora certamente mais demorada do que simplesmente tentar avan\u00e7ar num texto dif\u00edcil e memorizar o que for poss\u00edvel, resultar\u00e1 numa maior compreens\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de conhecimento. O texto deste artigo foi traduzido e publicado com a autoriza\u00e7\u00e3o da\u00a0Edutopia: Refer\u00eancia Boryga, A. (2024, 15 de novembro). Helping Students Read Complex Texts.\u00a0Edutopia. https:\/\/www.edutopia.org\/article\/helping-students-read-complex-texts\u00a0 \u00a0 * Andrew Boryga Sou escritor, editor e educador, e tenho um grande interesse em ajudar as crian\u00e7as do ensino b\u00e1sico ao secund\u00e1rio a terem acesso a uma educa\u00e7\u00e3o de alta qualidade. Os meus textos foram publicados no The New York Times, The New Yorker, The Atlantic e outras publica\u00e7\u00f5es. No passado, tamb\u00e9m ensinei escrita a alunos do ensino b\u00e1sico, alunos universit\u00e1rios e reclusos do sexo masculino. Nasci e cresci no Bronx, Nova Iorque, e atualmente resido com a minha fam\u00edlia em Miami, Fl\u00f3rida. \u00a0 Nota:\u00a0\u00a9\u00a0Excecionalmente, por se tratar de uma tradu\u00e7\u00e3o que careceu de autoriza\u00e7\u00e3o, este trabalho tem todos os direitos reservados.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32,24,157],"tags":[],"class_list":["post-3007686","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-aprendizagem","category-edutopia","category-leitura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3007686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3007686"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3007686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085138,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3007686\/revisions\/3085138"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3007686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3007686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3007686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}