{"id":3004972,"date":"2025-10-01T09:00:00","date_gmt":"2025-10-01T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/3004972.html"},"modified":"2026-05-13T13:01:05","modified_gmt":"2026-05-13T13:01:05","slug":"ocde-education-at-a-glance-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=3004972","title":{"rendered":"OCDE: Education at a Glance 2025"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Blogue (18).png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22800797_PUTJl.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Education at a Glance 2025 da OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico) [1] \u00e9 a publica\u00e7\u00e3o estat\u00edstica internacional mais completa sobre os sistemas educativos, abrangendo os 38 pa\u00edses membros da OCDE e economias parceiras (Argentina, Brasil, Bulg\u00e1ria, China, Cro\u00e1cia, \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Peru, Rom\u00e9nia, Ar\u00e1bia Saudita, \u00c1frica do Sul).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apresenta dados atualizados e compar\u00e1veis sobre a <\/span><strong>evolu\u00e7\u00e3o do acesso, da qualidade e da internacionaliza\u00e7\u00e3o do ensino superior<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, bem como taxas de conclus\u00e3o e de financiamento, resultados da educa\u00e7\u00e3o e do mercado de trabalho por \u00e1rea de estudo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Publicado anualmente, destaca um tema que, na edi\u00e7\u00e3o de 2025, \u00e9 o Ensino Superior.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Portugal a DGEEC (Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Estat\u00edsticas da Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia) \u00e9 a entidade respons\u00e1vel pela recolha, an\u00e1lise, harmoniza\u00e7\u00e3o &#8211; que permite a comparabilidade com outros pa\u00edses &#8211; e divulga\u00e7\u00e3o dos dados estat\u00edsticos para o Education at a Glance 2025. Faz ainda a apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica do Relat\u00f3rio que, na edi\u00e7\u00e3o 2025, decorreu no Teatro Thalia, em Lisboa, a 9 de setembro, dia de publica\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio [2].\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do Relat\u00f3rio, destacam-se 2 aspetos, que desenvolveremos sobretudo a partir do Resumo do Relat\u00f3rio [1] e da Nota Concetual relativa a Portugal [3].\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>1. Persist\u00eancia das desigualdades de acesso e de sucesso\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das principais conclus\u00f5es do Relat\u00f3rio \u00e9 a grande influ\u00eancia da origem e do contexto familiar na decis\u00e3o de ingressar no ensino superior. Verifica-se uma desigualdade persistente, intergeracional, que prejudica a mobilidade econ\u00f3mica e social:<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm todos os pa\u00edses, crian\u00e7as de origens desfavorecidas t\u00eam muito menos probabilidade de alcan\u00e7ar n\u00edveis educacionais mais elevados do que aquelas de origens mais favorecidas. Em m\u00e9dia, <\/span><strong>na OCDE, apenas 26% <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">[em Portugal, 23%] <\/span><strong>dos jovens adultos cujos pais n\u00e3o conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio t\u00eam um diploma de ensino superior, em compara\u00e7\u00e3o com 70% <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">[em Portugal, 73%]<\/span><strong> com pelo menos um dos pais com ensino superior<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00c9 dif\u00edcil romper o ciclo de desigualdade e exclus\u00e3o porque quanto maior \u00e9 o n\u00edvel de escolaridade (e o sal\u00e1rio), maior \u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; percecionada como elemento de progress\u00e3o na vida e na carreira &#8211; <\/span><strong>e a probabilidade de participa\u00e7\u00e3o em oportunidades de educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm Portugal, como em todos os pa\u00edses da OCDE, os adultos com melhores compet\u00eancias de literacia t\u00eam maior probabilidade de participar em educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o. Em 2023, 80% dos adultos (25-64 anos) com elevada profici\u00eancia em literacia (ou seja, igual ou superior ao N\u00edvel 4) no Inqu\u00e9rito \u00e0s Compet\u00eancias de Adultos participaram em educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o formal e\/ou n\u00e3o formal no \u00faltimo ano, em compara\u00e7\u00e3o com apenas 22% daqueles com profici\u00eancia igual ou inferior ao N\u00edvel 1\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta disparidade \u00e9 muito maior em Portugal dos que na maioria dos pa\u00edses da OCDE.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>1.1 Que a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas podem promover a equidade de acesso educativo?\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A OCDE apresenta recomenda\u00e7\u00f5es para diminuir as desigualdades de partida\u00a0 e considera que p\u00f4-las em pr\u00e1tica \u00e9 uma prioridade. Destas, destacamos:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A) Aumentar a <\/span><strong>frequ\u00eancia do pr\u00e9-escolar e melhorar a qualidade dos cuidados na primeira inf\u00e2ncia<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 sistemas educativos que priorizam a primeira inf\u00e2ncia tendem a apresentar resultados acad\u00e9micos e sociais mais equitativos e robustos.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm Portugal, 68,2% do financiamento do ensino pr\u00e9-prim\u00e1rio e 56,1% do financiamento do ensino superior prov\u00eam de fontes p\u00fablicas [Portugal investe mais no pr\u00e9-escolar do que no ensino universit\u00e1rio], em compara\u00e7\u00e3o com as m\u00e9dias da OCDE de 85,6% e 71,9%, respetivamente\u201d. E \u201cno ensino pr\u00e9-prim\u00e1rio, a despesa p\u00fablica em Portugal aumentou 9,3% entre 2015 e 2022\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A escola deve compensar a desvantagem de ter menos est\u00edmulos em casa. \u00c9 importante que, desde o pr\u00e9-escolar, as crian\u00e7as desenvolvam as mesmas compet\u00eancias e aspira\u00e7\u00f5es de aprendizagem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">B) Promover a <\/span><strong>educa\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o profissional<\/strong> <strong>e criar programas de ensino superior adaptados a estudantes do ensino profissionalizante<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, que muitas vezes v\u00eam de origens desfavorecidas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o obstante esta recomenda\u00e7\u00e3o da OCDE, verifica-se em muitos pa\u00edses que:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Os cursos t\u00e9cnicos superiores profissionais s\u00e3o frequentemente ignorados nos processos de admiss\u00e3o \u00e0 universidade. Os alunos de cursos profissionais n\u00e3o t\u00eam entrada direta na universidade, t\u00eam de fazer exames de acesso ao ensino superior a t\u00edtulo particular. A OCDE recomenda a expans\u00e3o do acesso dos alunos destes cursos ao ensino superior, pois o mercado de trabalho necessita deles;\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Os programas universit\u00e1rios privilegiam a teoria e n\u00e3o conseguem alinh\u00e1-la com a experi\u00eancia pr\u00e1tica destes alunos. N\u00e3o obstante as dificuldades que se colocam a alunos de cursos profissionalizantes, o Relat\u00f3rio mostra que <\/span><strong>apresentam taxas de conclus\u00e3o do ensino superior semelhantes aos outros alunos<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> e, a este n\u00edvel, Portugal est\u00e1 acima da m\u00e9dia da OCDE.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">C) Aumentar o <\/span><strong>apoio financeiro (a\u00e7\u00e3o social) aos estudantes do ensino superior<\/strong> <strong>com mais car\u00eancias &#8211; \u00e9 necess\u00e1rio maior investimento p\u00fablico para terem as mesmas oportunidades. <\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">Subs\u00eddios e bolsas de estudo podem ajudar a cobrir as mensalidades e os custos de vida e permitem que os alunos se concentrem nos estudos, em vez de precisarem trabalhar para financiar a universidade.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>2. Progresso no acesso e nas habilita\u00e7\u00f5es\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O n\u00edvel de escolaridade em todos os pa\u00edses apresenta-se mais alto do que nunca. Quase metade, 48%, dos jovens adultos, entre 25 e 34 anos, apresentam diplomas de ensino superior &#8211; em 2000 eram 27%.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com o Relat\u00f3rio, esta expans\u00e3o do ensino superior tem consequ\u00eancias positivas a todos os n\u00edveis:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udfe5Econ\u00f3mico &#8211; mais e melhores empregos, mais est\u00e1veis e com sal\u00e1rios mais elevados &#8211; \u201cOs trabalhadores com ensino superior em Portugal ganham, em m\u00e9dia, 74% mais do que os trabalhadores com conclus\u00e3o do ensino secund\u00e1rio superior, acima da m\u00e9dia da OCDE com 34%\u201d.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udfe5Social &#8211; menos propens\u00e3o para fumar, perce\u00e7\u00e3o de melhor sa\u00fade e de n\u00edveis mais elevados de satisfa\u00e7\u00e3o com a vida;\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udfe5Pol\u00edtico \u2013 maior participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Relat\u00f3rio inclui um cap\u00edtulo com os resultados do Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Compet\u00eancias de Adultos 2023 (PIAAC &#8211; Programme for the International Assessment of Adult Competencies) da OCDE que evidencia que o n\u00edvel de compet\u00eancias \u00e9 proporcional ao n\u00edvel de habilita\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Portugal, desde o 25 de Abril tem havido um progresso continuo &#8211; mais significativo em Portugal do que nos outros pa\u00edses da OCDE &#8211; no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e nas habilita\u00e7\u00f5es. Atualmente a m\u00e9dia em Portugal aproxima-se da m\u00e9dia da OCDE, apesar de ainda ser inferior. A propor\u00e7\u00e3o de jovens adultos:\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udfe5Com ensino superior, subiu de 38% (2019) para 43% (2024), ainda abaixo da m\u00e9dia da OCDE (48%);<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udfe5Sem ensino secund\u00e1rio, desceu de 24% (2019) para 16% (2024), ainda abaixo da m\u00e9dia da OCDE (13%).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udfe5Com compet\u00eancias de N\u00edvel 1 ou inferior (s\u00f3 conseguem compreender textos muito curtos com o m\u00ednimo de informa\u00e7\u00f5es) \u00e9 46%, quando a m\u00e9dia da OCDE \u00e9 27% (PIAAC).<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Contudo, em in\u00fameros pa\u00edses &#8211; e Portugal est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia da OCDE &#8211; obter um diploma do ensino superior n\u00e3o significa ter compet\u00eancias essenciais em literacia, numeracia ou resolu\u00e7\u00e3o de problemas, o que levanta d\u00favidas sobre o valor real destes diplomas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Portugal \u00e9 um dos pa\u00edses que mais investe na educa\u00e7\u00e3o, tendo em conta a despesa por aluno relativamente ao PIB per capita, apesar da despesa por aluno ser mais baixa do que a m\u00e9dia da OCDE (porque o PIB de Portugal \u00e9 inferior).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>3. Outros aspetos\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\ud83d\udfe5\u00c1reas STEM<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> [ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica] <\/span><strong>e Business Administration<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> [neg\u00f3cios, administra\u00e7\u00e3o e direito] <\/span><strong>apresentam vantagem de emprego<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\ud83d\udfe5Taxa de conclus\u00e3o do ensino superior: s\u00f3 43% dos estudantes de licenciatura concluem o curso no tempo previsto<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> e muitos desistem ou prolongam excessivamente os estudos, agravando o desperd\u00edcio de investimento p\u00fablico, a escassez de compet\u00eancias e a frustra\u00e7\u00e3o de expectativas.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\ud83d\udfe5O envelhecimento do corpo docente e a endogamia acad\u00e9mica<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; mais de metade do corpo docente estudou onde leciona.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\ud83d\udfe5Sal\u00e1rios dos professores<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 <\/span><strong>em Portugal s\u00e3o 28% superiores<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> (na OCDE 17%) aos dos outros profissionais licenciados:<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cIsso pode ser parcialmente explicado pelo fato de que a propor\u00e7\u00e3o de professores com 50 anos ter aumentado significativamente em Portugal (de 31% em 2013 para 56% em 2023) e, consequentemente, uma grande propor\u00e7\u00e3o de professores pode estar perto do topo de sua carreira docente\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Contudo, os professores portugueses perderam poder de compra, os seus sal\u00e1rios reais ca\u00edram 1,8% na \u00faltima d\u00e9cada, enquanto na m\u00e9dia da OCDE subiram 14,6%.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 um ano, a OCDE recomendava a valoriza\u00e7\u00e3o da carreira e dos sal\u00e1rios dos professores para fazer face \u00e0 falta destes profissionais e volta agora a insistir, \u201cSal\u00e1rios competitivos podem tornar a profiss\u00e3o docente mais atrativa\u201d.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">1. OECD. (2025). <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Education at a Glance 2025: OECD Indicators, OECD Publishing<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. Paris.\u00a0 <\/span><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1787\/1c0d9c79-en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/doi.org\/10.1787\/1c0d9c79-en<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">2. DGEstE Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o. (2025, 9 set.). <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Education at a Glance 2025<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gMR9LYWAQdU\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gMR9LYWAQdU<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">3. OECD. (2025). <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Education at a Glance 2025: Portugal<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. Country Note.\u00a0 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/en\/publications\/education-at-a-glance-2025_1a3543e2-en\/portugal_4692d9a6-en.html#section-d1e33\">https:\/\/www.oecd.org\/en\/publications\/education-at-a-glance-2025_1a3543e2-en\/portugal_4692d9a6-en.html#section-d1e33<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Fonte da Imagem [1]<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Education at a Glance 2025 da OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico) [1] \u00e9 a publica\u00e7\u00e3o estat\u00edstica internacional mais completa sobre os sistemas educativos, abrangendo os 38 pa\u00edses membros da OCDE e economias parceiras (Argentina, Brasil, Bulg\u00e1ria, China, Cro\u00e1cia, \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Peru, Rom\u00e9nia, Ar\u00e1bia Saudita, \u00c1frica do Sul).\u00a0 Apresenta dados atualizados e compar\u00e1veis sobre a evolu\u00e7\u00e3o do acesso, da qualidade e da internacionaliza\u00e7\u00e3o do ensino superior, bem como taxas de conclus\u00e3o e de financiamento, resultados da educa\u00e7\u00e3o e do mercado de trabalho por \u00e1rea de estudo.\u00a0 Publicado anualmente, destaca um tema que, na edi\u00e7\u00e3o de 2025, \u00e9 o Ensino Superior.\u00a0 Em Portugal a DGEEC (Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Estat\u00edsticas da Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia) \u00e9 a entidade respons\u00e1vel pela recolha, an\u00e1lise, harmoniza\u00e7\u00e3o &#8211; que permite a comparabilidade com outros pa\u00edses &#8211; e divulga\u00e7\u00e3o dos dados estat\u00edsticos para o Education at a Glance 2025. Faz ainda a apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica do Relat\u00f3rio que, na edi\u00e7\u00e3o 2025, decorreu no Teatro Thalia, em Lisboa, a 9 de setembro, dia de publica\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio [2].\u00a0 Do Relat\u00f3rio, destacam-se 2 aspetos, que desenvolveremos sobretudo a partir do Resumo do Relat\u00f3rio [1] e da Nota Concetual relativa a Portugal [3].\u00a0 1. Persist\u00eancia das desigualdades de acesso e de sucesso\u00a0 Uma das principais conclus\u00f5es do Relat\u00f3rio \u00e9 a grande influ\u00eancia da origem e do contexto familiar na decis\u00e3o de ingressar no ensino superior. Verifica-se uma desigualdade persistente, intergeracional, que prejudica a mobilidade econ\u00f3mica e social: \u201cEm todos os pa\u00edses, crian\u00e7as de origens desfavorecidas t\u00eam muito menos probabilidade de alcan\u00e7ar n\u00edveis educacionais mais elevados do que aquelas de origens mais favorecidas. Em m\u00e9dia, na OCDE, apenas 26% [em Portugal, 23%] dos jovens adultos cujos pais n\u00e3o conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio t\u00eam um diploma de ensino superior, em compara\u00e7\u00e3o com 70% [em Portugal, 73%] com pelo menos um dos pais com ensino superior\u201d. \u00c9 dif\u00edcil romper o ciclo de desigualdade e exclus\u00e3o porque quanto maior \u00e9 o n\u00edvel de escolaridade (e o sal\u00e1rio), maior \u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o &#8211; percecionada como elemento de progress\u00e3o na vida e na carreira &#8211; e a probabilidade de participa\u00e7\u00e3o em oportunidades de educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o:\u00a0 \u201cEm Portugal, como em todos os pa\u00edses da OCDE, os adultos com melhores compet\u00eancias de literacia t\u00eam maior probabilidade de participar em educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o. Em 2023, 80% dos adultos (25-64 anos) com elevada profici\u00eancia em literacia (ou seja, igual ou superior ao N\u00edvel 4) no Inqu\u00e9rito \u00e0s Compet\u00eancias de Adultos participaram em educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o formal e\/ou n\u00e3o formal no \u00faltimo ano, em compara\u00e7\u00e3o com apenas 22% daqueles com profici\u00eancia igual ou inferior ao N\u00edvel 1\u201d.\u00a0 Esta disparidade \u00e9 muito maior em Portugal dos que na maioria dos pa\u00edses da OCDE.\u00a0 1.1 Que a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas podem promover a equidade de acesso educativo?\u00a0 A OCDE apresenta recomenda\u00e7\u00f5es para diminuir as desigualdades de partida\u00a0 e considera que p\u00f4-las em pr\u00e1tica \u00e9 uma prioridade. Destas, destacamos:\u00a0 A) Aumentar a frequ\u00eancia do pr\u00e9-escolar e melhorar a qualidade dos cuidados na primeira inf\u00e2ncia \u2013 sistemas educativos que priorizam a primeira inf\u00e2ncia tendem a apresentar resultados acad\u00e9micos e sociais mais equitativos e robustos. \u201cEm Portugal, 68,2% do financiamento do ensino pr\u00e9-prim\u00e1rio e 56,1% do financiamento do ensino superior prov\u00eam de fontes p\u00fablicas [Portugal investe mais no pr\u00e9-escolar do que no ensino universit\u00e1rio], em compara\u00e7\u00e3o com as m\u00e9dias da OCDE de 85,6% e 71,9%, respetivamente\u201d. E \u201cno ensino pr\u00e9-prim\u00e1rio, a despesa p\u00fablica em Portugal aumentou 9,3% entre 2015 e 2022\u201d.\u00a0 A escola deve compensar a desvantagem de ter menos est\u00edmulos em casa. \u00c9 importante que, desde o pr\u00e9-escolar, as crian\u00e7as desenvolvam as mesmas compet\u00eancias e aspira\u00e7\u00f5es de aprendizagem.\u00a0 B) Promover a educa\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o profissional e criar programas de ensino superior adaptados a estudantes do ensino profissionalizante, que muitas vezes v\u00eam de origens desfavorecidas.\u00a0 \u00a0 N\u00e3o obstante esta recomenda\u00e7\u00e3o da OCDE, verifica-se em muitos pa\u00edses que:\u00a0 &#8211; Os cursos t\u00e9cnicos superiores profissionais s\u00e3o frequentemente ignorados nos processos de admiss\u00e3o \u00e0 universidade. Os alunos de cursos profissionais n\u00e3o t\u00eam entrada direta na universidade, t\u00eam de fazer exames de acesso ao ensino superior a t\u00edtulo particular. A OCDE recomenda a expans\u00e3o do acesso dos alunos destes cursos ao ensino superior, pois o mercado de trabalho necessita deles;\u00a0 &#8211; Os programas universit\u00e1rios privilegiam a teoria e n\u00e3o conseguem alinh\u00e1-la com a experi\u00eancia pr\u00e1tica destes alunos. N\u00e3o obstante as dificuldades que se colocam a alunos de cursos profissionalizantes, o Relat\u00f3rio mostra que apresentam taxas de conclus\u00e3o do ensino superior semelhantes aos outros alunos e, a este n\u00edvel, Portugal est\u00e1 acima da m\u00e9dia da OCDE.\u00a0 C) Aumentar o apoio financeiro (a\u00e7\u00e3o social) aos estudantes do ensino superior com mais car\u00eancias &#8211; \u00e9 necess\u00e1rio maior investimento p\u00fablico para terem as mesmas oportunidades. Subs\u00eddios e bolsas de estudo podem ajudar a cobrir as mensalidades e os custos de vida e permitem que os alunos se concentrem nos estudos, em vez de precisarem trabalhar para financiar a universidade. 2. Progresso no acesso e nas habilita\u00e7\u00f5es\u00a0 O n\u00edvel de escolaridade em todos os pa\u00edses apresenta-se mais alto do que nunca. Quase metade, 48%, dos jovens adultos, entre 25 e 34 anos, apresentam diplomas de ensino superior &#8211; em 2000 eram 27%.\u00a0 De acordo com o Relat\u00f3rio, esta expans\u00e3o do ensino superior tem consequ\u00eancias positivas a todos os n\u00edveis:\u00a0 \ud83d\udfe5Econ\u00f3mico &#8211; mais e melhores empregos, mais est\u00e1veis e com sal\u00e1rios mais elevados &#8211; \u201cOs trabalhadores com ensino superior em Portugal ganham, em m\u00e9dia, 74% mais do que os trabalhadores com conclus\u00e3o do ensino secund\u00e1rio superior, acima da m\u00e9dia da OCDE com 34%\u201d. \ud83d\udfe5Social &#8211; menos propens\u00e3o para fumar, perce\u00e7\u00e3o de melhor sa\u00fade e de n\u00edveis mais elevados de satisfa\u00e7\u00e3o com a vida;\u00a0 \ud83d\udfe5Pol\u00edtico \u2013 maior participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica.\u00a0 O Relat\u00f3rio inclui um cap\u00edtulo com os resultados do Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Compet\u00eancias de Adultos 2023 (PIAAC &#8211; Programme for the International Assessment of Adult Competencies) da OCDE que evidencia que o n\u00edvel de compet\u00eancias \u00e9 proporcional ao n\u00edvel de habilita\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00a0 Em Portugal, desde o 25 de Abril tem havido um progresso continuo &#8211; mais significativo em Portugal do que nos outros pa\u00edses da OCDE &#8211; no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e nas habilita\u00e7\u00f5es. Atualmente a m\u00e9dia em Portugal aproxima-se da m\u00e9dia da OCDE, apesar de ainda ser inferior. A propor\u00e7\u00e3o de jovens adultos:\u00a0\u00a0 \ud83d\udfe5Com ensino superior, subiu de 38% (2019) para 43% (2024), ainda abaixo da m\u00e9dia da OCDE (48%); \ud83d\udfe5Sem ensino secund\u00e1rio, desceu de 24% (2019) para 16% (2024), ainda abaixo da m\u00e9dia da OCDE (13%).\u00a0 \ud83d\udfe5Com compet\u00eancias de N\u00edvel 1 ou inferior (s\u00f3 conseguem compreender textos muito curtos com o m\u00ednimo de informa\u00e7\u00f5es) \u00e9 46%, quando a m\u00e9dia da OCDE \u00e9 27% (PIAAC). Contudo, em in\u00fameros pa\u00edses &#8211; e Portugal est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia da OCDE &#8211; obter um diploma do ensino superior n\u00e3o significa ter compet\u00eancias essenciais em literacia, numeracia ou resolu\u00e7\u00e3o de problemas, o que levanta d\u00favidas sobre o valor real destes diplomas.\u00a0 Portugal \u00e9 um dos pa\u00edses que mais investe na educa\u00e7\u00e3o, tendo em conta a despesa por aluno relativamente ao PIB per capita, apesar da despesa por aluno ser mais baixa do que a m\u00e9dia da OCDE (porque o PIB de Portugal \u00e9 inferior).\u00a0 3. Outros aspetos\u00a0 \ud83d\udfe5\u00c1reas STEM [ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica] e Business Administration [neg\u00f3cios, administra\u00e7\u00e3o e direito] apresentam vantagem de emprego.\u00a0 \ud83d\udfe5Taxa de conclus\u00e3o do ensino superior: s\u00f3 43% dos estudantes de licenciatura concluem o curso no tempo previsto e muitos desistem ou prolongam excessivamente os estudos, agravando o desperd\u00edcio de investimento p\u00fablico, a escassez de compet\u00eancias e a frustra\u00e7\u00e3o de expectativas. \ud83d\udfe5O envelhecimento do corpo docente e a endogamia acad\u00e9mica &#8211; mais de metade do corpo docente estudou onde leciona.\u00a0 \ud83d\udfe5Sal\u00e1rios dos professores \u2013 em Portugal s\u00e3o 28% superiores (na OCDE 17%) aos dos outros profissionais licenciados: \u201cIsso pode ser parcialmente explicado pelo fato de que a propor\u00e7\u00e3o de professores com 50 anos ter aumentado significativamente em Portugal (de 31% em 2013 para 56% em 2023) e, consequentemente, uma grande propor\u00e7\u00e3o de professores pode estar perto do topo de sua carreira docente\u201d.\u00a0 Contudo, os professores portugueses perderam poder de compra, os seus sal\u00e1rios reais ca\u00edram 1,8% na \u00faltima d\u00e9cada, enquanto na m\u00e9dia da OCDE subiram 14,6%.\u00a0 H\u00e1 um ano, a OCDE recomendava a valoriza\u00e7\u00e3o da carreira e dos sal\u00e1rios dos professores para fazer face \u00e0 falta destes profissionais e volta agora a insistir, \u201cSal\u00e1rios competitivos podem tornar a profiss\u00e3o docente mais atrativa\u201d. \u00a0 Refer\u00eancias 1. OECD. (2025). Education at a Glance 2025: OECD Indicators, OECD Publishing. Paris.\u00a0 https:\/\/doi.org\/10.1787\/1c0d9c79-en. 2. DGEstE Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o. (2025, 9 set.). Education at a Glance 2025. https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=gMR9LYWAQdU 3. OECD. (2025). Education at a Glance 2025: Portugal. Country Note.\u00a0 https:\/\/www.oecd.org\/en\/publications\/education-at-a-glance-2025_1a3543e2-en\/portugal_4692d9a6-en.html#section-d1e33 Fonte da Imagem [1]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[115,178,131,101],"tags":[],"class_list":["post-3004972","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bibliotecas-escolares","category-ensino-superior","category-literacia","category-ocde"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3004972","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3004972"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3004972\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085149,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3004972\/revisions\/3085149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3004972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3004972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3004972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}