{"id":3004155,"date":"2025-09-23T09:00:00","date_gmt":"2025-09-23T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/3004155.html"},"modified":"2026-05-13T13:01:24","modified_gmt":"2026-05-13T13:01:24","slug":"mais-perguntas-que-respostas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=3004155","title":{"rendered":"Mais perguntas que respostas"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Blogue (17).png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22800217_ocL7n.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>M\u00eas internacional da biblioteca escolar 2025<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outubro est\u00e1 \u00e0 porta e, com ele, o <a href=\"https:\/\/www.rbe.mec.pt\/np4\/MIBE.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">M\u00eas Internacional da Biblioteca Escolar<\/a> (MIBE). A RBE assinala sempre este m\u00eas, que come\u00e7ou por ser apenas um dia, dia esse que se revelou insuficiente para o entusiasmo das bibliotecas escolares espalhadas por este mundo a que chega a iniciativa da IASL (International Association of School Librarianship). Para as celebra\u00e7\u00f5es de cada ano a IASL encontra um tema inspirador e, de cada vez, neste blogue, surge um artigo que, de alguma forma, reflete sobre o tema proposto.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2025 temos: <\/span><strong>Para al\u00e9m das estantes: IA, bibliotecas e o futuro das hist\u00f3rias.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O tema n\u00e3o pode estar mais na ordem do dia. Depois de algumas leituras que, mais adiante, citaremos, depar\u00e1mo-nos com um artigo em <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">The Guardian<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, publicado em mar\u00e7o de 2025, em que Sam Altman da OpenAI [1] divulga o conto escrito pelo ChatGPT, em resposta \u00e0 instru\u00e7\u00e3o (prompt): <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00ea metaficcional, s\u00ea liter\u00e1rio, fala acerca da IA e do luto e, sobretudo, s\u00ea original.<\/span><\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que a IA produziu foi, a nosso ver, <\/span><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2025\/mar\/12\/a-machine-shaped-hand-read-a-story-from-openais-new-creative-writing-model\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">um conto bel\u00edssimo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que nos deixa a questionar todas aquelas frases sobre a intelig\u00eancia artificial que repetimos \u00e0 saciedade, enquanto j\u00e1 vamos utilizando algum do seu potencial e reconhecendo a sua grande utilidade enquanto assistente: \u201c\u00c9 uma ferramenta de trabalho excelente!\u201d; \u201c\u00c9 boa a analisar e a sistematizar, mas a sua criatividade \u00e9 muito limitada.\u201d; \u201cA IA n\u00e3o tem sentimentos nem emo\u00e7\u00f5es. Esses continuam a ser apan\u00e1gio dos humanos.\u201d; \u201cTudo quanto for gerado por humanos ter\u00e1 cada vez mais valor.\u201d \u2026<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Lemos o conto que, em \u00faltima an\u00e1lise, fala da diferen\u00e7a entre IA e humano e que o faz de uma forma muito triste e bela. A tristeza e o luto, que se saiba, s\u00e3o ou envolvem sentimentos e, como tal, deviam ser apan\u00e1gio do humano\u2026<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">(Para escrever este texto assaltou-nos uma necessidade imperiosa de ir buscar papel e um l\u00e1pis e de escrever \u00e0 m\u00e3o, coisa que j\u00e1 raramente fazemos, mas que \u00e9 reconfortante.)<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As hist\u00f3rias sempre caracterizaram a humanidade. H\u00e1 quem diga que o que verdadeiramente distingue os humanos das outras esp\u00e9cies inteligentes \u00e9 o seu gosto pelas hist\u00f3rias. Num artigo intitulado <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Always Winter? Never Christmas?<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> [3], publicado na revista Medium em 3 de setembro de 2025, Kamathome escreve, ao recordar, com ternura e entusiasmo, as Cr\u00f3nicas de N\u00e1rnia:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu sou feita de livros. Mais do que escolas, talvez at\u00e9 mais do que os meus pais e a press\u00e3o das crian\u00e7as e adultos com quem convivi, os livros que amei fizeram-me a pessoa que sou.<\/span><\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Irene Vallejo em <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">O Infinito num Junco<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> [5] alarga a perspetiva individual para a rela\u00e7\u00e3o com os outros atrav\u00e9s das hist\u00f3rias:<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Somos os \u00fanicos animais que fabulam, que afugentam a escurid\u00e3o com hist\u00f3rias, que aprendem a conviver com o caos gra\u00e7as aos relatos, que ati\u00e7am as brasas das fogueiras com o ar das suas palavras, que percorrem longas dist\u00e2ncias para levarem as suas hist\u00f3rias aos estranhos. E, quando partilhamos os mesmos relatos, deixamos de ser estranhos.<\/span><\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Harari, no ponto 2. da Parte Um: A revolu\u00e7\u00e3o Cognitiva, do seu livro <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Sapiens<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> [2], vai mais longe e dedica v\u00e1rias p\u00e1ginas a falar das hist\u00f3rias e do seu papel na evolu\u00e7\u00e3o humana. Algumas cita\u00e7\u00f5es que destacamos:<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o h\u00e1 deuses no Universo, nem na\u00e7\u00f5es, nem dinheiro, nem direitos humanos, nem leis e justi\u00e7a fora da imagina\u00e7\u00e3o comum dos seres humanos. Tudo isto existe gra\u00e7as \u00e0s hist\u00f3rias que as pessoas inventam e contam umas \u00e0s outras.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2026<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo dos anos as pessoas teceram uma rede incrivelmente complexa de hist\u00f3rias. As coisas que as pessoas criam atrav\u00e9s desta rede de hist\u00f3rias s\u00e3o conhecidas nos c\u00edrculos acad\u00e9micos como \u00abfic\u00e7\u00f5es\u00bb, \u00abconstructos sociais\u00bb ou \u00abrealidades imaginadas\u00bb. Uma realidade imaginada n\u00e3o \u00e9 uma mentira, mas algo que suscita uma cren\u00e7a coletiva.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2026<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As tradi\u00e7\u00f5es antigas geralmente formulavam as suas teorias em torno de hist\u00f3rias. A ci\u00eancia moderna usa a matem\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando as hist\u00f3rias passaram a ser escritas em suportes suscet\u00edveis de serem guardados, surgiram as primeiras bibliotecas. Hoje em dia h\u00e1 milh\u00f5es de bibliotecas que guardam milh\u00f5es de hist\u00f3rias, muitas das quais tamb\u00e9m existem na internet. Os bibliotec\u00e1rios s\u00e3o os guardi\u00f5es dessas hist\u00f3rias. Os professores bibliotec\u00e1rios, em particular, d\u00e3o o seu melhor para que nenhuma crian\u00e7a cres\u00e7a sem conhecer o prazer de uma hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diz ainda Vallejo [5]:<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De alguma forma misteriosa e espont\u00e2nea, o amor pelos livros criou uma cadeia invis\u00edvel de gente \u2013 homens e mulheres \u2013 que, sem se conhecerem, salvaram o tesouro dos melhores relatos, sonhos e pensamentos ao longo do tempo.<\/span><\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os autores das melhores dessas hist\u00f3rias s\u00e3o pessoas a quem devemos muito, que ajudaram a construir a nossa identidade, nos alargaram o mundo, nos fizeram viver v\u00e1rias vidas no per\u00edodo limitado da vida de cada um.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E agora? Agora que vivemos o princ\u00edpio de uma nova era? Agora que a nossa intelig\u00eancia que criou a IA come\u00e7a a ser questionada por ela? Agora que a IA escreve hist\u00f3rias que talvez nos venham a provocar tanta vontade de as ler como as dos autores, mortos e vivos, que veneramos?<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na revista Medium, o autor Tony Stubblebine desafia os leitores a comentarem o seu texto <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Como podem os escritores usar a IA para contar hist\u00f3rias humanas?<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> [4]. \u00c9 verdade que a IA pode ajudar muito, por exemplo, na investiga\u00e7\u00e3o que \u00e9 preciso fazer para escrever uma hist\u00f3ria sobre um assunto, mas ser\u00e1 poss\u00edvel garantir que ela n\u00e3o faz o trabalho todo? Num dos coment\u00e1rios ao artigo, Josephis K. Wade escreve:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A IA pode construir um muro tecnicamente perfeito, mas n\u00e3o conhece a sensa\u00e7\u00e3o de tocar na pedra fria, nem tem a mem\u00f3ria das m\u00e3os que o constru\u00edram. O poder da tua hist\u00f3ria n\u00e3o est\u00e1 nos dados que apresenta, mas na fus\u00e3o desses dados com a tua experi\u00eancia vivida. N\u00e3o te limitaste a apresentar informa\u00e7\u00e3o; constru\u00edste um mundo em torno de uma verdade e convidaste o leitor a habit\u00e1-lo. \u00c9 um ato de cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Confessamos que este coment\u00e1rio nos d\u00e1 algum conforto, mas s\u00f3 at\u00e9 nos lembrarmos outra vez do conto do ChatGPT. Jeanette Winterson, que tamb\u00e9m escreveu acerca do conto em <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">The Guardian<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> de 12 de mar\u00e7o de 2025 [6], afirma na sua conclus\u00e3o:\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os humanos querer\u00e3o sempre ler o que outros humanos t\u00eam para dizer, mas, quer se goste quer n\u00e3o, os humanos viver\u00e3o rodeados de entidades n\u00e3o biol\u00f3gicas. Modos alternativos de ver. E talvez de ser. Precisamos de perceber que isto n\u00e3o \u00e9 apenas tecnologia. A IA \u00e9 treinada com os nossos dados. Os humanos tamb\u00e9m s\u00e3o treinados com dados \u2013 a nossa fam\u00edlia, os amigos, a educa\u00e7\u00e3o, o ambiente, o que lemos ou vemos, tudo s\u00e3o dados.<\/span><\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A IA l\u00ea-nos. Agora \u00e9 tempo de n\u00f3s lermos a IA.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muito sabiamente, neste m\u00eas de outubro de 2025, a IASL convida os professores bibliotec\u00e1rios a olharem, pensarem e interrogarem-se \u201cpara al\u00e9m das estantes\u201d.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Melhor ou pior, sabemos o que fazer com as hist\u00f3rias que temos nas estantes. O que n\u00e3o temos ainda claro \u00e9 o que fazer com a IA. Com uma IA que escreve hist\u00f3rias, boas hist\u00f3rias. Sabemos apenas que tem de ser formativo, educativo, nunca trivial. E, j\u00e1 agora, criativo. E que ajude a contar hist\u00f3rias em que o humano seja mais do que uma mem\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Que o MIBE 2025 constitua uma oportunidade para lermos, questionarmos, pensarmos. Se este artigo puder ajudar, tanto melhor!<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Bom M\u00eas Internacional da Biblioteca Escolar!<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0[1] Altman, (2025, 12 de mar\u00e7o). \u2018A machine-shaped hand\u2019: Read a story from OpenAI\u2019s new creative writing model. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">The Guardian<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2025\/mar\/12\/a-machine-shaped-hand-read-a-story-from-openais-new-creative-writing-model\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2025\/mar\/12\/a-machine-shaped-hand-read-a-story-from-openais-new-creative-writing-model<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">[2] Harari, Y.N. (2020). <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Sapiens. Hist\u00f3ria Breve da Humanidade<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. Elsinore<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">[3] Kamathome (2025, 3 de setembro). Always Winter? Never Christmas. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Medium<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><a href=\"https:\/\/baos.pub\/always-winter-never-christmas-45f822d6817e\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/baos.pub\/always-winter-never-christmas-45f822d6817e<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">[4] Stubblebine, T. (2025, 21 de agosto). We want your feedback: How can writers use AI to tell human stories? <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Medium<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 <\/span><a href=\"https:\/\/baos.pub\/always-winter-never-christmas-45f822d6817e\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/baos.pub\/always-winter-never-christmas-45f822d6817e<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">[5] Vallejo, I. (2020). <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">O Infinito num Junco<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. Bertrand Editora<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">[6] Winterson, J. (2025, 12 de mar\u00e7o). OpenAI\u2019s metafictional short story about grief is beautiful and moving. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">The Guardian<\/span><\/em> <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2025\/mar\/12\/jeanette-winterson-ai-alternative-intelligence-its-capacity-to-be-other-is-just-what-the-human-race-needs\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2025\/mar\/12\/jeanette-winterson-ai-alternative-intelligence-its-capacity-to-be-other-is-just-what-the-human-race-needs<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Outras leituras para ajudar a pensar<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udcd6Freedman, D. (2023, abril 14). AI: Rise or fall of creative writing? <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Duke English<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/english.duke.edu\/news\/ai-rise-or-fall-creative-writing\">https:\/\/english.duke.edu\/news\/ai-rise-or-fall-creative-writing<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udcd6Literary Hub. (2023, julho 17). Against AI: An open letter from writers to publishers. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Literary Hub<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/lithub.com\/against-ai-an-open-letter-from-writers-to-publishers\/\">https:\/\/lithub.com\/against-ai-an-open-letter-from-writers-to-publishers\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udcd6Ver\u00edssimo, A, Sim\u00f5es, D. &amp; Amaral, H. (2023, novembro 7). \u201cNunca publicar\u00edamos um livro escrito por intelig\u00eancia artificial\u201d. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">ECO<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/entrevista\/nunca-publicariamos-um-livro-escrito-por-inteligencia-artificial\/\">https:\/\/eco.sapo.pt\/entrevista\/nunca-publicariamos-um-livro-escrito-por-inteligencia-artificial\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udcd6Silva, R. (2023, dezembro 29). Humanos vs. m\u00e1quinas: Como \u00e9 que a IA est\u00e1 a afetar a literatura? <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Time Out Lisboa<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><a href=\"https:\/\/www.timeout.pt\/lisboa\/pt\/noticias\/humanos-vs-maquinas-como-e-que-a-ia-esta-a-afectar-a-literatura-122923\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.timeout.pt\/lisboa\/pt\/noticias\/humanos-vs-maquinas-como-e-que-a-ia-esta-a-afectar-a-literatura-122923<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udcd6LUSA. (2024, abril 5). Carta aberta exige medidas contra uso da IA pelas editoras. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">SIC Not\u00edcias<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/especiais\/inteligencia-artificial\/2024-04-05-Carta-aberta-exige-medidas-contra-uso-da-IA-pelas-editoras-d73cc41d\">https:\/\/sicnoticias.pt\/especiais\/inteligencia-artificial\/2024-04-05-Carta-aberta-exige-medidas-contra-uso-da-IA-pelas-editoras-d73cc41d<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udcd6Costa, M.J. (2025, fevereiro 21). Da morte da literatura ao fim dos tradutores: Intelig\u00eancia artificial faz soar alarmes. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Renascen\u00e7a<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/rr.pt\/noticia\/vida\/2025\/02\/21\/da-morte-da-literatura-ao-fim-dos-tradutores-inteligencia-artificial-faz-soar-alarmes\/414526\/\">https:\/\/rr.pt\/noticia\/vida\/2025\/02\/21\/da-morte-da-literatura-ao-fim-dos-tradutores-inteligencia-artificial-faz-soar-alarmes\/414526\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udcd6El Pa\u00eds. (2025, maio 8). Agatha Christie, muerta en 1976, es la nueva profesora de escritura de la BBC gracias a la IA. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">El Pa\u00eds<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/elpais.com\/cultura\/2025-05-08\/agatha-christie-muerta-en-1976-es-la-nueva-profesora-de-escritura-de-la-bbc-gracias-a-la-ia.html\">https:\/\/elpais.com\/cultura\/2025-05-08\/agatha-christie-muerta-en-1976-es-la-nueva-profesora-de-escritura-de-la-bbc-gracias-a-la-ia.html<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udcd6Smyth, J. (2025, maio 23). I am writing this with a pencil \u2013 it could be an author\u2019s last line of defence against AI. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">The Guardian<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/commentisfree\/2025\/may\/23\/i-am-writing-this-with-a-pencil-it-could-be-an-authors-last-line-of-defence-against-ai\">https:\/\/www.theguardian.com\/commentisfree\/2025\/may\/23\/i-am-writing-this-with-a-pencil-it-could-be-an-authors-last-line-of-defence-against-ai<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udcd6Sponchiato, D. (2025, junho 23). Em 2025, escrever ignorando a intelig\u00eancia artificial \u00e9 antirrealismo. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Veja<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/conta-gotas\/em-2025-escrever-ignorando-a-inteligencia-artificial-e-antirrealismo\/\">https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/conta-gotas\/em-2025-escrever-ignorando-a-inteligencia-artificial-e-antirrealismo\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\ud83d\udcd6Self, J. (2025, agosto 18). Author Rie Qudan: Why I used ChatGPT to write my prize-winning novel. <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">The Guardian<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2025\/aug\/18\/author-rie-qudan-why-i-used-chatgpt-to-write-my-prize-winning-novel\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2025\/aug\/18\/author-rie-qudan-why-i-used-chatgpt-to-write-my-prize-winning-novel<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00eas internacional da biblioteca escolar 2025 Outubro est\u00e1 \u00e0 porta e, com ele, o M\u00eas Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE). A RBE assinala sempre este m\u00eas, que come\u00e7ou por ser apenas um dia, dia esse que se revelou insuficiente para o entusiasmo das bibliotecas escolares espalhadas por este mundo a que chega a iniciativa da IASL (International Association of School Librarianship). Para as celebra\u00e7\u00f5es de cada ano a IASL encontra um tema inspirador e, de cada vez, neste blogue, surge um artigo que, de alguma forma, reflete sobre o tema proposto. Em 2025 temos: Para al\u00e9m das estantes: IA, bibliotecas e o futuro das hist\u00f3rias. O tema n\u00e3o pode estar mais na ordem do dia. Depois de algumas leituras que, mais adiante, citaremos, depar\u00e1mo-nos com um artigo em The Guardian, publicado em mar\u00e7o de 2025, em que Sam Altman da OpenAI [1] divulga o conto escrito pelo ChatGPT, em resposta \u00e0 instru\u00e7\u00e3o (prompt): S\u00ea metaficcional, s\u00ea liter\u00e1rio, fala acerca da IA e do luto e, sobretudo, s\u00ea original. O que a IA produziu foi, a nosso ver, um conto bel\u00edssimo que nos deixa a questionar todas aquelas frases sobre a intelig\u00eancia artificial que repetimos \u00e0 saciedade, enquanto j\u00e1 vamos utilizando algum do seu potencial e reconhecendo a sua grande utilidade enquanto assistente: \u201c\u00c9 uma ferramenta de trabalho excelente!\u201d; \u201c\u00c9 boa a analisar e a sistematizar, mas a sua criatividade \u00e9 muito limitada.\u201d; \u201cA IA n\u00e3o tem sentimentos nem emo\u00e7\u00f5es. Esses continuam a ser apan\u00e1gio dos humanos.\u201d; \u201cTudo quanto for gerado por humanos ter\u00e1 cada vez mais valor.\u201d \u2026 Lemos o conto que, em \u00faltima an\u00e1lise, fala da diferen\u00e7a entre IA e humano e que o faz de uma forma muito triste e bela. A tristeza e o luto, que se saiba, s\u00e3o ou envolvem sentimentos e, como tal, deviam ser apan\u00e1gio do humano\u2026 (Para escrever este texto assaltou-nos uma necessidade imperiosa de ir buscar papel e um l\u00e1pis e de escrever \u00e0 m\u00e3o, coisa que j\u00e1 raramente fazemos, mas que \u00e9 reconfortante.) As hist\u00f3rias sempre caracterizaram a humanidade. H\u00e1 quem diga que o que verdadeiramente distingue os humanos das outras esp\u00e9cies inteligentes \u00e9 o seu gosto pelas hist\u00f3rias. Num artigo intitulado Always Winter? Never Christmas? [3], publicado na revista Medium em 3 de setembro de 2025, Kamathome escreve, ao recordar, com ternura e entusiasmo, as Cr\u00f3nicas de N\u00e1rnia:\u00a0 Eu sou feita de livros. Mais do que escolas, talvez at\u00e9 mais do que os meus pais e a press\u00e3o das crian\u00e7as e adultos com quem convivi, os livros que amei fizeram-me a pessoa que sou. Irene Vallejo em O Infinito num Junco [5] alarga a perspetiva individual para a rela\u00e7\u00e3o com os outros atrav\u00e9s das hist\u00f3rias: Somos os \u00fanicos animais que fabulam, que afugentam a escurid\u00e3o com hist\u00f3rias, que aprendem a conviver com o caos gra\u00e7as aos relatos, que ati\u00e7am as brasas das fogueiras com o ar das suas palavras, que percorrem longas dist\u00e2ncias para levarem as suas hist\u00f3rias aos estranhos. E, quando partilhamos os mesmos relatos, deixamos de ser estranhos. Harari, no ponto 2. da Parte Um: A revolu\u00e7\u00e3o Cognitiva, do seu livro Sapiens [2], vai mais longe e dedica v\u00e1rias p\u00e1ginas a falar das hist\u00f3rias e do seu papel na evolu\u00e7\u00e3o humana. Algumas cita\u00e7\u00f5es que destacamos: N\u00e3o h\u00e1 deuses no Universo, nem na\u00e7\u00f5es, nem dinheiro, nem direitos humanos, nem leis e justi\u00e7a fora da imagina\u00e7\u00e3o comum dos seres humanos. Tudo isto existe gra\u00e7as \u00e0s hist\u00f3rias que as pessoas inventam e contam umas \u00e0s outras. \u2026 Ao longo dos anos as pessoas teceram uma rede incrivelmente complexa de hist\u00f3rias. As coisas que as pessoas criam atrav\u00e9s desta rede de hist\u00f3rias s\u00e3o conhecidas nos c\u00edrculos acad\u00e9micos como \u00abfic\u00e7\u00f5es\u00bb, \u00abconstructos sociais\u00bb ou \u00abrealidades imaginadas\u00bb. Uma realidade imaginada n\u00e3o \u00e9 uma mentira, mas algo que suscita uma cren\u00e7a coletiva. \u2026 As tradi\u00e7\u00f5es antigas geralmente formulavam as suas teorias em torno de hist\u00f3rias. A ci\u00eancia moderna usa a matem\u00e1tica. Quando as hist\u00f3rias passaram a ser escritas em suportes suscet\u00edveis de serem guardados, surgiram as primeiras bibliotecas. Hoje em dia h\u00e1 milh\u00f5es de bibliotecas que guardam milh\u00f5es de hist\u00f3rias, muitas das quais tamb\u00e9m existem na internet. Os bibliotec\u00e1rios s\u00e3o os guardi\u00f5es dessas hist\u00f3rias. Os professores bibliotec\u00e1rios, em particular, d\u00e3o o seu melhor para que nenhuma crian\u00e7a cres\u00e7a sem conhecer o prazer de uma hist\u00f3ria. Diz ainda Vallejo [5]: De alguma forma misteriosa e espont\u00e2nea, o amor pelos livros criou uma cadeia invis\u00edvel de gente \u2013 homens e mulheres \u2013 que, sem se conhecerem, salvaram o tesouro dos melhores relatos, sonhos e pensamentos ao longo do tempo. Os autores das melhores dessas hist\u00f3rias s\u00e3o pessoas a quem devemos muito, que ajudaram a construir a nossa identidade, nos alargaram o mundo, nos fizeram viver v\u00e1rias vidas no per\u00edodo limitado da vida de cada um. E agora? Agora que vivemos o princ\u00edpio de uma nova era? Agora que a nossa intelig\u00eancia que criou a IA come\u00e7a a ser questionada por ela? Agora que a IA escreve hist\u00f3rias que talvez nos venham a provocar tanta vontade de as ler como as dos autores, mortos e vivos, que veneramos? Na revista Medium, o autor Tony Stubblebine desafia os leitores a comentarem o seu texto Como podem os escritores usar a IA para contar hist\u00f3rias humanas? [4]. \u00c9 verdade que a IA pode ajudar muito, por exemplo, na investiga\u00e7\u00e3o que \u00e9 preciso fazer para escrever uma hist\u00f3ria sobre um assunto, mas ser\u00e1 poss\u00edvel garantir que ela n\u00e3o faz o trabalho todo? Num dos coment\u00e1rios ao artigo, Josephis K. Wade escreve:\u00a0 A IA pode construir um muro tecnicamente perfeito, mas n\u00e3o conhece a sensa\u00e7\u00e3o de tocar na pedra fria, nem tem a mem\u00f3ria das m\u00e3os que o constru\u00edram. O poder da tua hist\u00f3ria n\u00e3o est\u00e1 nos dados que apresenta, mas na fus\u00e3o desses dados com a tua experi\u00eancia vivida. N\u00e3o te limitaste a apresentar informa\u00e7\u00e3o; constru\u00edste um mundo em torno de uma verdade e convidaste o leitor a habit\u00e1-lo. \u00c9 um ato de cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o.\u201d\u00a0 Confessamos que este coment\u00e1rio nos d\u00e1 algum conforto, mas s\u00f3 at\u00e9 nos lembrarmos outra vez do conto do ChatGPT. Jeanette Winterson, que tamb\u00e9m escreveu acerca do conto em The Guardian de 12 de mar\u00e7o de 2025 [6], afirma na sua conclus\u00e3o:\u00a0 Os humanos querer\u00e3o sempre ler o que outros humanos t\u00eam para dizer, mas, quer se goste quer n\u00e3o, os humanos viver\u00e3o rodeados de entidades n\u00e3o biol\u00f3gicas. Modos alternativos de ver. E talvez de ser. Precisamos de perceber que isto n\u00e3o \u00e9 apenas tecnologia. A IA \u00e9 treinada com os nossos dados. Os humanos tamb\u00e9m s\u00e3o treinados com dados \u2013 a nossa fam\u00edlia, os amigos, a educa\u00e7\u00e3o, o ambiente, o que lemos ou vemos, tudo s\u00e3o dados. A IA l\u00ea-nos. Agora \u00e9 tempo de n\u00f3s lermos a IA. Muito sabiamente, neste m\u00eas de outubro de 2025, a IASL convida os professores bibliotec\u00e1rios a olharem, pensarem e interrogarem-se \u201cpara al\u00e9m das estantes\u201d. Melhor ou pior, sabemos o que fazer com as hist\u00f3rias que temos nas estantes. O que n\u00e3o temos ainda claro \u00e9 o que fazer com a IA. Com uma IA que escreve hist\u00f3rias, boas hist\u00f3rias. Sabemos apenas que tem de ser formativo, educativo, nunca trivial. E, j\u00e1 agora, criativo. E que ajude a contar hist\u00f3rias em que o humano seja mais do que uma mem\u00f3ria. Que o MIBE 2025 constitua uma oportunidade para lermos, questionarmos, pensarmos. Se este artigo puder ajudar, tanto melhor! Bom M\u00eas Internacional da Biblioteca Escolar! \u00a0 Refer\u00eancias \u00a0[1] Altman, (2025, 12 de mar\u00e7o). \u2018A machine-shaped hand\u2019: Read a story from OpenAI\u2019s new creative writing model. The Guardian. https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2025\/mar\/12\/a-machine-shaped-hand-read-a-story-from-openais-new-creative-writing-model\u00a0 [2] Harari, Y.N. (2020). Sapiens. Hist\u00f3ria Breve da Humanidade. Elsinore [3] Kamathome (2025, 3 de setembro). Always Winter? Never Christmas. Medium.https:\/\/baos.pub\/always-winter-never-christmas-45f822d6817e\u00a0 [4] Stubblebine, T. (2025, 21 de agosto). We want your feedback: How can writers use AI to tell human stories? Medium\u00a0 https:\/\/baos.pub\/always-winter-never-christmas-45f822d6817e\u00a0 [5] Vallejo, I. (2020). O Infinito num Junco. Bertrand Editora [6] Winterson, J. (2025, 12 de mar\u00e7o). OpenAI\u2019s metafictional short story about grief is beautiful and moving. The Guardian https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2025\/mar\/12\/jeanette-winterson-ai-alternative-intelligence-its-capacity-to-be-other-is-just-what-the-human-race-needs\u00a0\u00a0 \u00a0 Outras leituras para ajudar a pensar \ud83d\udcd6Freedman, D. (2023, abril 14). AI: Rise or fall of creative writing? Duke English. https:\/\/english.duke.edu\/news\/ai-rise-or-fall-creative-writing \ud83d\udcd6Literary Hub. (2023, julho 17). Against AI: An open letter from writers to publishers. Literary Hub. https:\/\/lithub.com\/against-ai-an-open-letter-from-writers-to-publishers\/ \ud83d\udcd6Ver\u00edssimo, A, Sim\u00f5es, D. &amp; Amaral, H. (2023, novembro 7). \u201cNunca publicar\u00edamos um livro escrito por intelig\u00eancia artificial\u201d. ECO. https:\/\/eco.sapo.pt\/entrevista\/nunca-publicariamos-um-livro-escrito-por-inteligencia-artificial\/ \ud83d\udcd6Silva, R. (2023, dezembro 29). Humanos vs. m\u00e1quinas: Como \u00e9 que a IA est\u00e1 a afetar a literatura? Time Out Lisboa. https:\/\/www.timeout.pt\/lisboa\/pt\/noticias\/humanos-vs-maquinas-como-e-que-a-ia-esta-a-afectar-a-literatura-122923\u00a0 \ud83d\udcd6LUSA. (2024, abril 5). Carta aberta exige medidas contra uso da IA pelas editoras. SIC Not\u00edcias. https:\/\/sicnoticias.pt\/especiais\/inteligencia-artificial\/2024-04-05-Carta-aberta-exige-medidas-contra-uso-da-IA-pelas-editoras-d73cc41d \ud83d\udcd6Costa, M.J. (2025, fevereiro 21). Da morte da literatura ao fim dos tradutores: Intelig\u00eancia artificial faz soar alarmes. Renascen\u00e7a. https:\/\/rr.pt\/noticia\/vida\/2025\/02\/21\/da-morte-da-literatura-ao-fim-dos-tradutores-inteligencia-artificial-faz-soar-alarmes\/414526\/ \ud83d\udcd6El Pa\u00eds. (2025, maio 8). Agatha Christie, muerta en 1976, es la nueva profesora de escritura de la BBC gracias a la IA. El Pa\u00eds. https:\/\/elpais.com\/cultura\/2025-05-08\/agatha-christie-muerta-en-1976-es-la-nueva-profesora-de-escritura-de-la-bbc-gracias-a-la-ia.html \ud83d\udcd6Smyth, J. (2025, maio 23). I am writing this with a pencil \u2013 it could be an author\u2019s last line of defence against AI. The Guardian. https:\/\/www.theguardian.com\/commentisfree\/2025\/may\/23\/i-am-writing-this-with-a-pencil-it-could-be-an-authors-last-line-of-defence-against-ai \ud83d\udcd6Sponchiato, D. (2025, junho 23). Em 2025, escrever ignorando a intelig\u00eancia artificial \u00e9 antirrealismo. Veja. https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/conta-gotas\/em-2025-escrever-ignorando-a-inteligencia-artificial-e-antirrealismo\/ \ud83d\udcd6Self, J. (2025, agosto 18). Author Rie Qudan: Why I used ChatGPT to write my prize-winning novel. The Guardian. https:\/\/www.theguardian.com\/books\/2025\/aug\/18\/author-rie-qudan-why-i-used-chatgpt-to-write-my-prize-winning-novel<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[115,30,119],"tags":[],"class_list":["post-3004155","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bibliotecas-escolares","category-inteligencia-artificial","category-mibe"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3004155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3004155"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3004155\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085163,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3004155\/revisions\/3085163"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3004155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3004155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3004155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}