{"id":2993720,"date":"2025-09-02T09:00:00","date_gmt":"2025-09-02T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2993720.html"},"modified":"2026-05-13T13:03:36","modified_gmt":"2026-05-13T13:03:36","slug":"a-promessa-quebrada-de-um-bibliotecario-convicto-num-tom-heroico-e-ironico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2993720","title":{"rendered":"A promessa quebrada de um bibliotec\u00e1rio convicto (num tom heroico e ir\u00f3nico)"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Retalhos (2).png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22793278_21kU1.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Tenho anos suficientes para me recordar da Feira Popular de Lisboa. Ah, a Feira Popular\u2026 um universo de luzes e carross\u00e9is, cheiros a farturas e algod\u00e3o doce e aquela promessa infantil, selada com um n\u00f3 na garganta e olhos arregalados, depois da primeira e aterradora viagem na montanha russa: &#8220;Nunca mais!&#8221;. Prometi-me, como s\u00f3 uma crian\u00e7a ing\u00e9nua e traumatizada o faz, que jamais me submeteria a semelhante tortura. E durante anos cumpri essa promessa. Mal sabia eu, naquele long\u00ednquo in\u00edcio dos anos 80, enquanto membro orgulhoso de um Rancho Infantil (onde a adrenalina se limitava a acertar o passo e a aguentar o calor de agosto, com cal\u00e7as de burel), que o destino me reservava uma vers\u00e3o muito pr\u00f3pria e di\u00e1ria daquele brinquedo diab\u00f3lico, onde a promessa solene seria irremediavelmente quebrada.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Quatro d\u00e9cadas depois, a Feira Popular j\u00e1 n\u00e3o existe, mas a montanha russa&#8230; ah, essa instalou-se permanentemente na minha vida quando decidi tornar-me professor bibliotec\u00e1rio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Quem me dera que os solavancos daquela primeira montanha russa se comparassem \u00e0 suave ondula\u00e7\u00e3o de alguns dias na biblioteca! H\u00e1 dias de calmaria. \u00c9 verdade. O carrinho da nossa &#8220;vida profissional&#8221; sobe lentamente pela rampa, dando-nos a perspetiva do panorama. Conseguimos catalogar uns quantos livros sem sobressaltos, at\u00e9 folheamos um ou outro, absorvendo um pouco do conhecimento silencioso que nos rodeia. E, claro, relemos. Ah, a arte da releitura dos documentos basilares! Na calmaria, h\u00e1 tempo para ler uns, reler outros \u2014 especialmente os tais Referenciais, que nos orientam a a\u00e7\u00e3o, esse Santo Graal em formato PDF, que cont\u00e9m tudo e mais alguma coisa, desde o que fazer com alunos de 1.\u00ba ano at\u00e9 \u00e0 reinterpreta\u00e7\u00e3o da epistemologia da leitura em contexto escolar. Quando dou por mim, j\u00e1 estou de novo a marcar prazos, a redefinir objetivos e a reestruturar grelhas \u2014 essas nossas plan\u00edcies existenciais.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas, invariavelmente, a calmaria precede a tempestade. De repente, o carrinho atinge o topo e paira, por breves instantes, antes da queda vertiginosa. \u00c9 o &#8220;projeto para ontem&#8221;, a plataforma digital que era para &#8220;anteontem&#8221;, as atividades que se multiplicam como coelhos, os projetos &#8220;inovadores&#8221; que surgem do (quase) nada e as a\u00e7\u00f5es e concursos para preencher cada milissegundo dos dias seguintes. A respira\u00e7\u00e3o acelera, o cora\u00e7\u00e3o palpita e a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de cair num abismo de prazos imposs\u00edveis e tarefas sobrepostas. Registar documentos transforma-se numa maratona contra o tempo. No meio deste turbilh\u00e3o, agarramo-nos \u00e0 nossa miss\u00e3o de promover a leitura como um n\u00e1ufrago a uma t\u00e1bua. Sim, aquela leitura que os algoritmos dizem estar em decl\u00ednio, mas que, por um milagre pedag\u00f3gico qualquer, ainda conseguimos fazer renascer com uma boa hist\u00f3ria, um clube, um jogo, uma dramatiza\u00e7\u00e3o improvisada com fantoches de papel e um peda\u00e7o de esperan\u00e7a. E, depois, l\u00e1 vem o aux\u00edlio ao curr\u00edculo. Porque um professor bibliotec\u00e1rio que se preze conhece de cor os objetivos de aprendizagem de Ci\u00eancias Naturais, sabe fazer liga\u00e7\u00e3o com o perfil dos alunos e ainda consegue introduzir um poema de Eug\u00e9nio de Andrade numa atividade sobre reciclagem e ODS. Multitarefa? N\u00e3o. Multipresen\u00e7a.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Devagar, voltamos a subir. H\u00e1 uma brisa leve. V\u00ea-se l\u00e1 do alto o recreio, os alunos a correrem, os professores a partilharem sorrisos apressados, os assistentes a resolverem o caos com uma efici\u00eancia sobre-humana. E n\u00f3s, l\u00e1 em cima, admiramos a feira: h\u00e1 ideias boas a acontecer, projetos a dar frutos, concursos que surpreendem pela criatividade dos alunos. H\u00e1 o prazer, por vezes fugaz, de um projeto bem-sucedido, de uma vit\u00f3ria premiada com\u2026 mais trabalho, o breve instante de descontra\u00e7\u00e3o num caf\u00e9 apressado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>E, por um momento, somos passageiros atentos, gratos, at\u00e9 felizes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas a lei da montanha russa \u00e9 implac\u00e1vel. A descida (re)come\u00e7a. A primeira curva \u00e9 j\u00e1 de cortar a respira\u00e7\u00e3o. Com ela regressa a adrenalina, o stress, aquela sensa\u00e7\u00e3o de que estamos sempre um passo atr\u00e1s. Os e-mails acumulam-se, os pedidos multiplicam-se, o tempo desaparece.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>E l\u00e1 vamos n\u00f3s, em queda livre, com o cora\u00e7\u00e3o acelerado, a respira\u00e7\u00e3o descontrolada, os cabelos ao vento (os poucos que restam), num <em>vortex<\/em> de decis\u00f5es, reuni\u00f5es e imprevisibilidades. No fundo da descida, entre o caos e o cansa\u00e7o, h\u00e1 sempre uma crian\u00e7a que pede um livro <em>com drag\u00f5es e feiticeiros, mas que seja tamb\u00e9m sobre amizade<\/em> \u2014 e \u00e9 a\u00ed que tudo faz sentido.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>E assim, caro leitor, o professor bibliotec\u00e1rio segue o seu circuito di\u00e1rio, entre subidas lentas e descidas estonteantes, agarrado \u00e0 esperan\u00e7a de que, algures no meio desta montanha russa, haja um breve instante de plan\u00edcie, onde se possa respirar fundo e desfrutar da paisagem\u2026 antes da pr\u00f3xima curva acentuada e da inevit\u00e1vel queda livre.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sorrio. Talvez a montanha russa n\u00e3o seja t\u00e3o m\u00e1 quanto me lembrava. No amanh\u00e3 da vida, come\u00e7a outra volta neste carrossel vertiginoso, mas hoje, como no final daquela primeira viagem, no in\u00edcio dos anos 80, sinto aquela mistura estranha de al\u00edvio e vontade de repetir a experi\u00eancia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Afinal, nas montanhas russas da vida, n\u00e3o \u00e9 o medo da queda que importa, mas a vista do alto e a hist\u00f3ria que contamos quando chegamos ao fim da linha.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Afinal, a vida, tal como a Feira Popular, \u00e9 feita de emo\u00e7\u00f5es fortes. E n\u00f3s, professores bibliotec\u00e1rios, somos os destemidos passageiros desta aventura liter\u00e1ria e pedag\u00f3gica. O PB n\u00e3o vive numa biblioteca. Vive numa montanha russa. E aprendeu, com alguma ironia, v\u00e1rias voltas no est\u00f4mago e uma taquicardia profissional cr\u00f3nica, a achar nisso tudo uma forma peculiar de prazer.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Jo\u00e3o Alves dos Reis,<br \/>Professor bibliotec\u00e1rio,<br \/>AE de Argoncilhe, Santa Maria da Feira<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400; color: #ff0000;\"><strong>__________________________________________________________________________________________________________________<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<div><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Retalhos (3).png\" class=\"\" height=\"42\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22793291_qlmbO.png\" style=\"width: 600px;padding: 10px 10px;\" width=\"600\" \/><span><\/span><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ol><\/p>\n<li>Qualquer semelhan\u00e7a entre o t\u00edtulo desta rubrica e a obra\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infopedia.pt\/apoio\/artigos\/$retalhos-da-vida-de-um-medico\" rel=\"noopener\">Retalhos da vida de um m\u00e9dico<\/a>, n\u00e3o \u00e9 pura coincid\u00eancia; \u00e9 uma v\u00e9nia a Fernando Namora.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotec\u00e1rios, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, cient\u00edfica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de viv\u00eancias.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Se \u00e9 professor bibliotec\u00e1rio e gostaria de partilhar um \u201cretalho\u201d, poder\u00e1 faz\u00ea-lo, submetendo\u00a0<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSc5afn6N2wiyMUUt2SeWXWWIEDXwf6wwUJafLwjDDmTA6phjw\/viewform\" rel=\"noopener\">este formul\u00e1rio<\/a>.<\/li>\n<p><\/ol>\n<p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Tenho anos suficientes para me recordar da Feira Popular de Lisboa. Ah, a Feira Popular\u2026 um universo de luzes e carross\u00e9is, cheiros a farturas e algod\u00e3o doce e aquela promessa infantil, selada com um n\u00f3 na garganta e olhos arregalados, depois da primeira e aterradora viagem na montanha russa: &#8220;Nunca mais!&#8221;. Prometi-me, como s\u00f3 uma crian\u00e7a ing\u00e9nua e traumatizada o faz, que jamais me submeteria a semelhante tortura. E durante anos cumpri essa promessa. Mal sabia eu, naquele long\u00ednquo in\u00edcio dos anos 80, enquanto membro orgulhoso de um Rancho Infantil (onde a adrenalina se limitava a acertar o passo e a aguentar o calor de agosto, com cal\u00e7as de burel), que o destino me reservava uma vers\u00e3o muito pr\u00f3pria e di\u00e1ria daquele brinquedo diab\u00f3lico, onde a promessa solene seria irremediavelmente quebrada. Quatro d\u00e9cadas depois, a Feira Popular j\u00e1 n\u00e3o existe, mas a montanha russa&#8230; ah, essa instalou-se permanentemente na minha vida quando decidi tornar-me professor bibliotec\u00e1rio. Quem me dera que os solavancos daquela primeira montanha russa se comparassem \u00e0 suave ondula\u00e7\u00e3o de alguns dias na biblioteca! H\u00e1 dias de calmaria. \u00c9 verdade. O carrinho da nossa &#8220;vida profissional&#8221; sobe lentamente pela rampa, dando-nos a perspetiva do panorama. Conseguimos catalogar uns quantos livros sem sobressaltos, at\u00e9 folheamos um ou outro, absorvendo um pouco do conhecimento silencioso que nos rodeia. E, claro, relemos. Ah, a arte da releitura dos documentos basilares! Na calmaria, h\u00e1 tempo para ler uns, reler outros \u2014 especialmente os tais Referenciais, que nos orientam a a\u00e7\u00e3o, esse Santo Graal em formato PDF, que cont\u00e9m tudo e mais alguma coisa, desde o que fazer com alunos de 1.\u00ba ano at\u00e9 \u00e0 reinterpreta\u00e7\u00e3o da epistemologia da leitura em contexto escolar. Quando dou por mim, j\u00e1 estou de novo a marcar prazos, a redefinir objetivos e a reestruturar grelhas \u2014 essas nossas plan\u00edcies existenciais. Mas, invariavelmente, a calmaria precede a tempestade. De repente, o carrinho atinge o topo e paira, por breves instantes, antes da queda vertiginosa. \u00c9 o &#8220;projeto para ontem&#8221;, a plataforma digital que era para &#8220;anteontem&#8221;, as atividades que se multiplicam como coelhos, os projetos &#8220;inovadores&#8221; que surgem do (quase) nada e as a\u00e7\u00f5es e concursos para preencher cada milissegundo dos dias seguintes. A respira\u00e7\u00e3o acelera, o cora\u00e7\u00e3o palpita e a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de cair num abismo de prazos imposs\u00edveis e tarefas sobrepostas. Registar documentos transforma-se numa maratona contra o tempo. No meio deste turbilh\u00e3o, agarramo-nos \u00e0 nossa miss\u00e3o de promover a leitura como um n\u00e1ufrago a uma t\u00e1bua. Sim, aquela leitura que os algoritmos dizem estar em decl\u00ednio, mas que, por um milagre pedag\u00f3gico qualquer, ainda conseguimos fazer renascer com uma boa hist\u00f3ria, um clube, um jogo, uma dramatiza\u00e7\u00e3o improvisada com fantoches de papel e um peda\u00e7o de esperan\u00e7a. E, depois, l\u00e1 vem o aux\u00edlio ao curr\u00edculo. Porque um professor bibliotec\u00e1rio que se preze conhece de cor os objetivos de aprendizagem de Ci\u00eancias Naturais, sabe fazer liga\u00e7\u00e3o com o perfil dos alunos e ainda consegue introduzir um poema de Eug\u00e9nio de Andrade numa atividade sobre reciclagem e ODS. Multitarefa? N\u00e3o. Multipresen\u00e7a. Devagar, voltamos a subir. H\u00e1 uma brisa leve. V\u00ea-se l\u00e1 do alto o recreio, os alunos a correrem, os professores a partilharem sorrisos apressados, os assistentes a resolverem o caos com uma efici\u00eancia sobre-humana. E n\u00f3s, l\u00e1 em cima, admiramos a feira: h\u00e1 ideias boas a acontecer, projetos a dar frutos, concursos que surpreendem pela criatividade dos alunos. H\u00e1 o prazer, por vezes fugaz, de um projeto bem-sucedido, de uma vit\u00f3ria premiada com\u2026 mais trabalho, o breve instante de descontra\u00e7\u00e3o num caf\u00e9 apressado. E, por um momento, somos passageiros atentos, gratos, at\u00e9 felizes. Mas a lei da montanha russa \u00e9 implac\u00e1vel. A descida (re)come\u00e7a. A primeira curva \u00e9 j\u00e1 de cortar a respira\u00e7\u00e3o. Com ela regressa a adrenalina, o stress, aquela sensa\u00e7\u00e3o de que estamos sempre um passo atr\u00e1s. Os e-mails acumulam-se, os pedidos multiplicam-se, o tempo desaparece. E l\u00e1 vamos n\u00f3s, em queda livre, com o cora\u00e7\u00e3o acelerado, a respira\u00e7\u00e3o descontrolada, os cabelos ao vento (os poucos que restam), num vortex de decis\u00f5es, reuni\u00f5es e imprevisibilidades. No fundo da descida, entre o caos e o cansa\u00e7o, h\u00e1 sempre uma crian\u00e7a que pede um livro com drag\u00f5es e feiticeiros, mas que seja tamb\u00e9m sobre amizade \u2014 e \u00e9 a\u00ed que tudo faz sentido. E assim, caro leitor, o professor bibliotec\u00e1rio segue o seu circuito di\u00e1rio, entre subidas lentas e descidas estonteantes, agarrado \u00e0 esperan\u00e7a de que, algures no meio desta montanha russa, haja um breve instante de plan\u00edcie, onde se possa respirar fundo e desfrutar da paisagem\u2026 antes da pr\u00f3xima curva acentuada e da inevit\u00e1vel queda livre. Sorrio. Talvez a montanha russa n\u00e3o seja t\u00e3o m\u00e1 quanto me lembrava. No amanh\u00e3 da vida, come\u00e7a outra volta neste carrossel vertiginoso, mas hoje, como no final daquela primeira viagem, no in\u00edcio dos anos 80, sinto aquela mistura estranha de al\u00edvio e vontade de repetir a experi\u00eancia. Afinal, nas montanhas russas da vida, n\u00e3o \u00e9 o medo da queda que importa, mas a vista do alto e a hist\u00f3ria que contamos quando chegamos ao fim da linha. Afinal, a vida, tal como a Feira Popular, \u00e9 feita de emo\u00e7\u00f5es fortes. E n\u00f3s, professores bibliotec\u00e1rios, somos os destemidos passageiros desta aventura liter\u00e1ria e pedag\u00f3gica. O PB n\u00e3o vive numa biblioteca. Vive numa montanha russa. E aprendeu, com alguma ironia, v\u00e1rias voltas no est\u00f4mago e uma taquicardia profissional cr\u00f3nica, a achar nisso tudo uma forma peculiar de prazer. Jo\u00e3o Alves dos Reis,Professor bibliotec\u00e1rio,AE de Argoncilhe, Santa Maria da Feira __________________________________________________________________________________________________________________ Qualquer semelhan\u00e7a entre o t\u00edtulo desta rubrica e a obra\u00a0Retalhos da vida de um m\u00e9dico, n\u00e3o \u00e9 pura coincid\u00eancia; \u00e9 uma v\u00e9nia a Fernando Namora. Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotec\u00e1rios, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, cient\u00edfica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de viv\u00eancias. Se \u00e9 professor bibliotec\u00e1rio e gostaria de partilhar um \u201cretalho\u201d, poder\u00e1 faz\u00ea-lo, submetendo\u00a0este formul\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[163],"tags":[],"class_list":["post-2993720","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-retalhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2993720","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2993720"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2993720\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085198,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2993720\/revisions\/3085198"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2993720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2993720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2993720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}