{"id":2970504,"date":"2025-07-02T09:00:00","date_gmt":"2025-07-02T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2970504.html"},"modified":"2026-05-13T13:10:12","modified_gmt":"2026-05-13T13:10:12","slug":"porque-lemos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2970504","title":{"rendered":"Porque lemos?"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Blogue.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22773635_8R0h6.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>Porque lemos: setenta escritores sobre a n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o<\/em>, editado por Josephine Greywoode [1], \u00e9 uma antologia de 70 ensaios breves de autores contempor\u00e2neos que oferecem uma perspetiva singular, rica e complexa sobre o ato de ler, explorando as raz\u00f5es pelas quais lemos, de que modo lemos, o valor da n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o e a fluidez da sua fronteira com a fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este \u00e9 o segundo de uma <a href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/porque-lemos-2961580\">s\u00e9rie de 3 artigos sobre o livro<\/a> e destaca os ensaios de Jonathan Haidt e Daniel Lieberman.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt; color: #ff0000;\"><strong>Jonathan Haidt<\/strong><\/span>, psic\u00f3logo social especialista em emo\u00e7\u00f5es, identifica 3 importantes raz\u00f5es emocionais para a leitura de fic\u00e7\u00e3o bem escrita.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"300x.jpg\" height=\"448\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22773636_4jSU4.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>1.\u00aa<\/strong> <strong>Proporciona o \u201ctransporte narrativo\u201d<\/strong> <strong>(<em>narrative transportation<\/em>)<\/strong>: \u201cestado de fluxo em que entramos como leitores, quando o &#8216;mundo real desaparece&#8217; e o livro parece virar as p\u00e1ginas por si s\u00f3&#8221;.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este conceito descreve uma experi\u00eancia intensa a n\u00edvel <strong>emocional, cognitivo e sensorial<\/strong>, capaz de transformar temporariamente as atitudes ou cren\u00e7as do leitor. Foi estudado por <strong>Melanie Green<\/strong><strong>, <\/strong>psic\u00f3loga da <em>Ohio State University<\/em> e est\u00e1 intimamente ligado ao \u201c<strong>estado de fluxo\u201d<\/strong> <strong>(<em>flow<\/em>)<\/strong> de <strong>Mih\u00e1ly Cs\u00edkszentmih\u00e1lyi<\/strong>, que corresponde ao mais alto n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o e envolvimento.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O leitor perde a no\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o, desconectando-se da realidade externa e vivendo plenamente a experi\u00eancia narrativa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>2.\u00aa\u00a0 <\/strong><strong>Proporciona a emo\u00e7\u00e3o da \u201celeva\u00e7\u00e3o moral\u201d (<em>moral elevation<\/em>)<\/strong>, conceito descrito em 1771 por Thomas Jefferson, ao reconhecer que \u201cuma boa escrita pode desencadear emo\u00e7\u00f5es morais edificantes e educativas&#8221;.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"capa_-A-Infantilizacao-da-Vida-Moderna_300dpi-scal\" class=\"\" height=\"452\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22773637_fyMzr.jpeg\" style=\"float: right; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Esta emo\u00e7\u00e3o, associada a sentimentos de admira\u00e7\u00e3o e inspira\u00e7\u00e3o, desencadeados pela leitura, pode gerar a vontade de agir moralmente e contribuir para o desenvolvimento de valores \u00e9ticos e a consci\u00eancia e compromisso social.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica contempor\u00e2nea, nomeadamente os estudos de Jonathan Haidt em psicologia moral, refor\u00e7a esta liga\u00e7\u00e3o entre literatura, emo\u00e7\u00e3o moral e forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>3.\u00aa<\/strong> <strong>Proporciona a emo\u00e7\u00e3o de &#8220;deslumbramento&#8221;<\/strong> <strong>(awe)<\/strong>, que Jonathan Haidt descreve como tendo \u201cduas caracter\u00edsticas: 1) a perce\u00e7\u00e3o de vastid\u00e3o e 2) algo na experi\u00eancia que n\u00e3o pode ser acomodado nas estruturas mentais atuais; essas estruturas precisam de ser alteradas, ampliadas ou reconstru\u00eddas\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Pode gerar esta resposta emocional intensa, ao confrontar o leitor com ideias ou realidades complexas e impressionantes. Esta experi\u00eancia obriga \u00e0 reconfigura\u00e7\u00e3o dos esquemas mentais e pode traduzir-se numa transforma\u00e7\u00e3o cognitiva e emocional duradoura.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Jonathan Haidt \u00e9 autor de in\u00fameros livros traduzidos para portugu\u00eas:<\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Em <em>A Gera\u00e7\u00e3o Ansiosa<\/em> defende que <strong>o uso generalizado de smartphones e estilos parentais superprotetores s\u00e3o a principal causa desta gera\u00e7\u00e3o ansiosa<\/strong> e que os smartphones provocam priva\u00e7\u00e3o social, priva\u00e7\u00e3o do sono, fragmenta\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o e adi\u00e7\u00e3o\/v\u00edcio, que est\u00e3o na base das doen\u00e7as mentais da juventude.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Em <em>A Infantiliza\u00e7\u00e3o da Mente Humana<\/em> defende que <strong>uma gera\u00e7\u00e3o incapaz de se envolver com ideias que a deixam desconfort\u00e1vel tem um impacto terr\u00edvel na sociedade, abrindo a porta ao autoritarismo e a movimentos antidemocr\u00e1ticos<\/strong>.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt; color: #ff0000;\"><strong>Daniel Lieberman<\/strong><\/span>, paleoantrop\u00f3logo, considera que, numa perspetiva evolutiva e antropol\u00f3gica, \u201cler \u00e9 um comportamento estranho, incr\u00edvel e completamente novo\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c9 completamente novo porque \u201cDos cerca de 300.000 anos de exist\u00eancia da nossa esp\u00e9cie, <strong>os seres humanos s\u00f3 come\u00e7aram a ler h\u00e1 cerca de 5.000 anos. Isso representa apenas cerca de 1% da nossa exist\u00eancia\u201d. <\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Apesar de recente, o surgimento da leitura est\u00e1 alinhado com tra\u00e7os profundamente humanos e evolutivos, como a natureza social e cooperativa dos seres humanos:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cevolu\u00edmos como seres altamente sociais, que cooperam partilhando n\u00e3o apenas alimentos e afeto, mas tamb\u00e9m ideias, emo\u00e7\u00f5es e conhecimento. Durante milh\u00f5es de anos, comunic\u00e1mos principalmente atrav\u00e9s de gestos e da fala. Mas, <strong>ao aprendermos a ler, abrimos uma forma adicional \u2014 e potencialmente mais profunda \u2014 de comunicar (\u2026) [que] de forma literal, permite que outros entrem na nossa mente\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ler \u00e9 um comportamento cultural adquirido, semelhante a conduzir um autom\u00f3vel ou usar um cart\u00e3o de cr\u00e9dito que <strong>tem a capacidade de conectar as pessoas de forma profunda<\/strong>. Conectar a n\u00edvel sensorial e emocional &#8211; como a dan\u00e7a, a m\u00fasica ou a pintura \u2013 e tamb\u00e9m a n\u00edvel intelectual. Neste sentido, a leitura possibilita a partilha, continuidade e evolu\u00e7\u00e3o do pensamento e da cultura e, ao faz\u00ea-lo, \u00e9 fonte de humaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ol><\/p>\n<li>Greywoode, Josephine (Ed.). (2002). <em>Why We Read: Seventy Writers on Non-Fiction<\/em>. Penguin Books Ltd. <a href=\"https:\/\/cdn.penguin.co.uk\/dam-assets\/books\/9781802060959\/9781802060959-sample.pdf\">https:\/\/cdn.penguin.co.uk\/dam-assets\/books\/9781802060959\/9781802060959-sample.pdf<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Haidt, Jonathan &amp; Lukianoff, Greg. (2025). <em>A Infantiliza\u00e7\u00e3o da Mente Moderna<\/em>. Guerra &amp; Paz. <a href=\"https:\/\/www.guerraepaz.pt\/produto\/a-infantilizacao-da-mente-moderna\/\">https:\/\/www.guerraepaz.pt\/produto\/a-infantilizacao-da-mente-moderna\/<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Haidt, Jonathan. (2024). <em style=\"font-size: 14pt;\">A Gera\u00e7\u00e3o Ansiosa: Como a Grande Reconfigura\u00e7\u00e3o da Inf\u00e2ncia est\u00e1 a provocar uma Epidemia de Doen\u00e7a Mental<\/em><span style=\"font-size: 14pt;\">. Dom Quixote. <\/span><a style=\"font-size: 14pt;\" href=\"https:\/\/www.bertrand.pt\/livro\/a-geracao-ansiosa-jonathan-haidt\/30118842?srsltid=AfmBOor_yLrn8GvUgQNzntZIFLChUGQ3GF5L2FEDvEHy8tC0JNbaZl8g\">https:\/\/www.bertrand.pt\/livro\/a-geracao-ansiosa-jonathan-haidt\/30118842?srsltid=AfmBOor_yLrn8GvUgQNzntZIFLChUGQ3GF5L2FEDvEHy8tC0JNbaZl8g<\/a><\/li>\n<p><\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Porque lemos: setenta escritores sobre a n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o, editado por Josephine Greywoode [1], \u00e9 uma antologia de 70 ensaios breves de autores contempor\u00e2neos que oferecem uma perspetiva singular, rica e complexa sobre o ato de ler, explorando as raz\u00f5es pelas quais lemos, de que modo lemos, o valor da n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o e a fluidez da sua fronteira com a fic\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 o segundo de uma s\u00e9rie de 3 artigos sobre o livro e destaca os ensaios de Jonathan Haidt e Daniel Lieberman. Jonathan Haidt, psic\u00f3logo social especialista em emo\u00e7\u00f5es, identifica 3 importantes raz\u00f5es emocionais para a leitura de fic\u00e7\u00e3o bem escrita. \u00a01.\u00aa Proporciona o \u201ctransporte narrativo\u201d (narrative transportation): \u201cestado de fluxo em que entramos como leitores, quando o &#8216;mundo real desaparece&#8217; e o livro parece virar as p\u00e1ginas por si s\u00f3&#8221;. Este conceito descreve uma experi\u00eancia intensa a n\u00edvel emocional, cognitivo e sensorial, capaz de transformar temporariamente as atitudes ou cren\u00e7as do leitor. Foi estudado por Melanie Green, psic\u00f3loga da Ohio State University e est\u00e1 intimamente ligado ao \u201cestado de fluxo\u201d (flow) de Mih\u00e1ly Cs\u00edkszentmih\u00e1lyi, que corresponde ao mais alto n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o e envolvimento.\u00a0 O leitor perde a no\u00e7\u00e3o do tempo e do espa\u00e7o, desconectando-se da realidade externa e vivendo plenamente a experi\u00eancia narrativa. 2.\u00aa\u00a0 Proporciona a emo\u00e7\u00e3o da \u201celeva\u00e7\u00e3o moral\u201d (moral elevation), conceito descrito em 1771 por Thomas Jefferson, ao reconhecer que \u201cuma boa escrita pode desencadear emo\u00e7\u00f5es morais edificantes e educativas&#8221;. Esta emo\u00e7\u00e3o, associada a sentimentos de admira\u00e7\u00e3o e inspira\u00e7\u00e3o, desencadeados pela leitura, pode gerar a vontade de agir moralmente e contribuir para o desenvolvimento de valores \u00e9ticos e a consci\u00eancia e compromisso social. A investiga\u00e7\u00e3o emp\u00edrica contempor\u00e2nea, nomeadamente os estudos de Jonathan Haidt em psicologia moral, refor\u00e7a esta liga\u00e7\u00e3o entre literatura, emo\u00e7\u00e3o moral e forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica. 3.\u00aa Proporciona a emo\u00e7\u00e3o de &#8220;deslumbramento&#8221; (awe), que Jonathan Haidt descreve como tendo \u201cduas caracter\u00edsticas: 1) a perce\u00e7\u00e3o de vastid\u00e3o e 2) algo na experi\u00eancia que n\u00e3o pode ser acomodado nas estruturas mentais atuais; essas estruturas precisam de ser alteradas, ampliadas ou reconstru\u00eddas\u201d. Pode gerar esta resposta emocional intensa, ao confrontar o leitor com ideias ou realidades complexas e impressionantes. Esta experi\u00eancia obriga \u00e0 reconfigura\u00e7\u00e3o dos esquemas mentais e pode traduzir-se numa transforma\u00e7\u00e3o cognitiva e emocional duradoura. Jonathan Haidt \u00e9 autor de in\u00fameros livros traduzidos para portugu\u00eas: Em A Gera\u00e7\u00e3o Ansiosa defende que o uso generalizado de smartphones e estilos parentais superprotetores s\u00e3o a principal causa desta gera\u00e7\u00e3o ansiosa e que os smartphones provocam priva\u00e7\u00e3o social, priva\u00e7\u00e3o do sono, fragmenta\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o e adi\u00e7\u00e3o\/v\u00edcio, que est\u00e3o na base das doen\u00e7as mentais da juventude. Em A Infantiliza\u00e7\u00e3o da Mente Humana defende que uma gera\u00e7\u00e3o incapaz de se envolver com ideias que a deixam desconfort\u00e1vel tem um impacto terr\u00edvel na sociedade, abrindo a porta ao autoritarismo e a movimentos antidemocr\u00e1ticos. Daniel Lieberman, paleoantrop\u00f3logo, considera que, numa perspetiva evolutiva e antropol\u00f3gica, \u201cler \u00e9 um comportamento estranho, incr\u00edvel e completamente novo\u201d. \u00c9 completamente novo porque \u201cDos cerca de 300.000 anos de exist\u00eancia da nossa esp\u00e9cie, os seres humanos s\u00f3 come\u00e7aram a ler h\u00e1 cerca de 5.000 anos. Isso representa apenas cerca de 1% da nossa exist\u00eancia\u201d. Apesar de recente, o surgimento da leitura est\u00e1 alinhado com tra\u00e7os profundamente humanos e evolutivos, como a natureza social e cooperativa dos seres humanos: \u201cevolu\u00edmos como seres altamente sociais, que cooperam partilhando n\u00e3o apenas alimentos e afeto, mas tamb\u00e9m ideias, emo\u00e7\u00f5es e conhecimento. Durante milh\u00f5es de anos, comunic\u00e1mos principalmente atrav\u00e9s de gestos e da fala. Mas, ao aprendermos a ler, abrimos uma forma adicional \u2014 e potencialmente mais profunda \u2014 de comunicar (\u2026) [que] de forma literal, permite que outros entrem na nossa mente\u201d. Ler \u00e9 um comportamento cultural adquirido, semelhante a conduzir um autom\u00f3vel ou usar um cart\u00e3o de cr\u00e9dito que tem a capacidade de conectar as pessoas de forma profunda. Conectar a n\u00edvel sensorial e emocional &#8211; como a dan\u00e7a, a m\u00fasica ou a pintura \u2013 e tamb\u00e9m a n\u00edvel intelectual. Neste sentido, a leitura possibilita a partilha, continuidade e evolu\u00e7\u00e3o do pensamento e da cultura e, ao faz\u00ea-lo, \u00e9 fonte de humaniza\u00e7\u00e3o. \u00a0 Refer\u00eancias Greywoode, Josephine (Ed.). (2002). Why We Read: Seventy Writers on Non-Fiction. Penguin Books Ltd. https:\/\/cdn.penguin.co.uk\/dam-assets\/books\/9781802060959\/9781802060959-sample.pdf Haidt, Jonathan &amp; Lukianoff, Greg. (2025). A Infantiliza\u00e7\u00e3o da Mente Moderna. Guerra &amp; Paz. https:\/\/www.guerraepaz.pt\/produto\/a-infantilizacao-da-mente-moderna\/ Haidt, Jonathan. (2024). A Gera\u00e7\u00e3o Ansiosa: Como a Grande Reconfigura\u00e7\u00e3o da Inf\u00e2ncia est\u00e1 a provocar uma Epidemia de Doen\u00e7a Mental. Dom Quixote. https:\/\/www.bertrand.pt\/livro\/a-geracao-ansiosa-jonathan-haidt\/30118842?srsltid=AfmBOor_yLrn8GvUgQNzntZIFLChUGQ3GF5L2FEDvEHy8tC0JNbaZl8g<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[157,140],"tags":[],"class_list":["post-2970504","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-leitura","category-livros"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2970504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2970504"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2970504\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085356,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2970504\/revisions\/3085356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2970504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2970504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2970504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}