{"id":2931672,"date":"2025-03-08T09:00:00","date_gmt":"2025-03-08T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2931672.html"},"modified":"2026-05-14T08:59:23","modified_gmt":"2026-05-14T08:59:23","slug":"hoje-e-dia-internacional-da-mulher-direitos-iguais-oportunidades-iguais-poder-igual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2931672","title":{"rendered":"Hoje \u00e9 Dia Internacional da Mulher! Direitos iguais. Oportunidades iguais. Poder igual."},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2025-03-08.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/2025-03-08.png?size=l\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2024, o <a title=\"Tempo para Ler\" href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/dia-internacional-da-mulher-todos-2820185\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tempo para Ler<\/a>\u00a0comemorou o Dia Internacional da Mulher com muitos livros sobre mulheres e deu destaque ao livro <em>Todos Devemos Ser Feministas<\/em>, de Chimamanda Ngozi Adichie. Regressamos, hoje, para voltar a celebrar o\u00a0<a title=\"Dia Internacional da Mulher\" href=\"https:\/\/www.unwomen.org\/en\/get-involved\/international-womens-day\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dia Internacional da Mulher<\/a>\u00a0com livros sobre mulheres e apelamos a que os professores bibliotec\u00e1rios divulguem e deem a ler para que este dia, que s\u00f3 foi oficializado em 1975, em assembleia da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, n\u00e3o seja esquecido.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img1 (2).jpg\" height=\"459\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img1 (2).jpg?size=l\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cQuando a senhora secret\u00e1ria me convidou para aqui vir, disse-me que esta Sociedade se preocupa com os empregos para as mulheres e sugeriu que dissesse algumas palavras sobre as minhas pr\u00f3prias experi\u00eancias profissionais. \u00c9 verdade que sou uma mulher; e \u00e9 verdade que estou empregada; mas que experi\u00eancias profissionais tive eu? \u00c9 dif\u00edcil dizer. A minha profiss\u00e3o \u00e9 a literatura; e nessa profiss\u00e3o h\u00e1 menos experi\u00eancias para as mulheres do que noutra qualquer, excepto o palco \u2014 menos, quero eu dizer, que sejam peculiares \u00e0s mulheres, porque a estrada foi aberta h\u00e1 muitos anos \u2014 por Fanny Burney, por Aphra Behn, por Harriet Martineau, por Jane Austen, por George Eliot. Antes de mim houve muitas mulheres famosas e muitas outras desconhecidas e esquecidas que aplanaram o caminho e me marcaram o passo. Assim, quando comecei a escrever, havia muito poucos obst\u00e1culos materiais no meu caminho. Escrever era uma ocupa\u00e7\u00e3o respeit\u00e1vel e inofensiva. A paz familiar n\u00e3o foi quebrada pelo rabiscar de uma caneta no papel. N\u00e3o foram pedidos esfor\u00e7os \u00e0 bolsa familiar. (\u2026) O facto de o papel ser t\u00e3o barato \u00e9, obviamente, a raz\u00e3o por que as mulheres alcan\u00e7aram \u00eaxito como escritoras antes de o terem alcan\u00e7ado noutras profiss\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Profiss\u00f5es para Mulheres, in <em>Ensaios Escolhidos<\/em> (2014), de Virg\u00ednia Woolf. Lisboa: Editora Rel\u00f3gio D\u2019 \u00c1gua<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img2 (2).jpg\" height=\"466\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img2 (2).jpg?size=l\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cEsta obra revolucion\u00e1ria e fundadora do feminismo \u00e9 um cl\u00e1ssico essencial sobre o papel social das mulheres. Em 1792, inspirada pela conquista dos direitos do Homem na Fran\u00e7a revolucion\u00e1ria, Mary Wollstonecraft proclamava alto e bom som que cabia ao \u00absexo fraco\u00bb tomar as r\u00e9deas do seu destino e quebrar as cadeias da submiss\u00e3o e ignor\u00e2ncia que o prendiam. Trava-se, nestas p\u00e1ginas, um corajoso combate com uma moral conservadora que condenava metade da humanidade ao papel decorativo de companheira d\u00f3cil do homem. Em cada linha desta resposta a \u00c9mile, de Jean-Jacques Rousseau, perpassam o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao trabalho, como condi\u00e7\u00e3o da emancipa\u00e7\u00e3o feminina, e a ideia de que, sem liberdade, n\u00e3o h\u00e1 deveres sociais a cumprir. Uma Vindica\u00e7\u00e3o dos Direitos da Mulher conserva toda a sua actualidade e continuar\u00e1 a influenciar gera\u00e7\u00f5es de leitores.\u201d [sinopse da responsabilidade da editora]<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img3 (1).jpg\" height=\"449\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img3 (1).jpg?size=l\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00abSendo as autoras aqui representadas nascidas entre 1831 e 1982, ou seja, separadas entre si por mais de um s\u00e9culo e meio, e, como tal, apresentando-nos narrativas que se inserem em diversos estilos e sujeitas a diversos dogmas s\u00f3cio-hist\u00f3rico-culturais, seria expect\u00e1vel que encontr\u00e1ssemos uma variedade tem\u00e1tica que representasse a dist\u00e2ncia temporal entre estas. Surpreendentemente, podemos identificar dois temas constantes em todos os textos, de forma impl\u00edcita ou expl\u00edcita: um deles refere-se \u00e0 incapacidade masculina de corresponder ao amor feminino. O segundo, de certa forma relacionado com o primeiro, aborda a viol\u00eancia e a subjectiva\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o feminino, seja este f\u00edsico ou cultural.\u00bb Da introdu\u00e7\u00e3o de Deolinda M. Ad\u00e3o<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img4 (2).jpg\" height=\"464\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img4 (2).jpg?size=l\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u201c26 de novembro de 1950<br \/>Fiz mal em comprar este caderno, muito mal. Mas agora \u00e9 tarde para me lamentar, o estrago j\u00e1 est\u00e1 feito. N\u00e3o sei sequer o que me levou a compr\u00e1-lo, foi um mero acaso. Nunca pensei em ter um di\u00e1rio, at\u00e9 porque um di\u00e1rio deve permanecer secreto e, por isso, seria preciso escond\u00ea-lo de Michele e dos mi\u00fados. N\u00e3o me agrada esconder coisas; de resto, em nossa casa h\u00e1 t\u00e3o pouco espa\u00e7o, que seria imposs\u00edvel faz\u00ea-lo. Foi assim: h\u00e1 quinze dias, era domingo, sa\u00ed de casa bastante cedo de manh\u00e3. Ia comprar cigarros para Michele; queria que, quando ele acordasse, os encontrasse na mesinha de cabeceira: aos domingos, dorme sempre at\u00e9 tarde. Estava um dia bonito, quente, n\u00e3o obstante o outono avan\u00e7ado. Sentia uma alegria infantil ao caminhar pelas ruas, do lado do sol, a ver as \u00e1rvores ainda verdes e as pessoas contentes como parecem sempre estar nos dias festivos. Por isso, decidi dar um breve passeio, ir at\u00e9 \u00e0 tabacaria na pra\u00e7a. Ao longo do caminho, vi que muitos paravam na banca da florista, e parei tamb\u00e9m, comprei um ramo de cal\u00eandulas. \u00abH\u00e1 que ter flores na mesa, ao domingo\u00bb, disse-me a florista, \u00abos homens reparam nisso.\u00bb Eu sorri, anuindo. (\u2026) \u201c\u00a0<br \/>Alba de C\u00e9spedes (2024). <em>O Caderno Proibido<\/em>. Lisboa: Alfaguara.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cRoma, d\u00e9cada de 1950: Valeria Cossati vai comprar cigarros para o marido, ignorando que sair\u00e1 da tabacaria com um caderno que h\u00e1 de mudar a sua vida. Ao transformar esse caderno num di\u00e1rio secreto onde regista pensamentos e desejos do dia-a-dia, Valeria transforma-o num instrumento de emancipa\u00e7\u00e3o: liberta-se das conven\u00e7\u00f5es sociais, do sentido de dever para com o marido e os filhos, dos limites autoimpostos que regem o seu pequeno mundo. A partir daqui tudo \u00e9 questionado. Valeria compreende que est\u00e1 em transla\u00e7\u00e3o e decide conquistar o lugar que escolheu para si.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Cl\u00e1ssico redescoberto, testemunho hist\u00f3rico de uma \u00e9poca, retrato primoroso da turbul\u00eancia dom\u00e9stica, <em>O Caderno Proibido<\/em> condensa a sede de liberdade de toda uma gera\u00e7\u00e3o e das outras que se lhe seguiriam. Precursora da linhagem liter\u00e1ria mais disruptiva da modernidade &#8211; de Virginia Woolf a Natalia Ginzburg, de Marguerite Duras a Vivian Gornick -, Alba de C\u00e9spedes celebra aqui o poder da escrita e a aud\u00e1cia ind\u00f3mita de uma mulher numa sociedade em ebuli\u00e7\u00e3o.\u201d [sinopse da responsabilidade da editora]<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img5 (2).jpg\" class=\"\" height=\"300\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img5 (2).jpg?size=l\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/>\u201cNo ano da comemora\u00e7\u00e3o dos 50 anos do 25 de Abril, somos convidados a conhecer as hist\u00f3rias de <em>25 Mulheres<\/em>, contadas pela sua voz. Esta viagem \u00e0 sociedade portuguesa do in\u00edcio dos anos 70, espelha as contradi\u00e7\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o feminina, com as quais ainda nos debatemos hoje, meio s\u00e9culo depois. O que mudou? Como mudou? Como nos v\u00edamos na altura? Como nos vemos agora?<br \/>Isolar 25 hist\u00f3rias \u00e9 tarefa ingrata, mas fica a esperan\u00e7a de que as selecionadas possam representar, de forma digna, a gloriosa diversidade da exist\u00eancia no feminino. Acima de tudo, fica o desejo de que este livro favore\u00e7a a curiosidade e o di\u00e1logo, quer pelo aprofundamento das ra\u00edzes hist\u00f3ricas dos relatos aqui narrados, quer pela indaga\u00e7\u00e3o do significado contempor\u00e2neo do ser mulher. Tal como o caminho para a liberdade, este \u00e9 um livro em permanente constru\u00e7\u00e3o. \u201c\u00a0 [ sinopse da responsabilidade da editora]<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img6.png\" height=\"413\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img6.png?size=l\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u201c Nunca me foi estranho o mundo das m\u00e1quinas. Sempre convivi com m\u00e1quinas. \u00c9-me tudo estranho. Este \u00e9 o mundo das mulheres e dos homens. Faz-me confus\u00e3o \u00e9 que haja mulheres que achem que as m\u00e1quinas s\u00e3o o mundo dos homens. Ser mulher e pensar em m\u00e1quinas nunca me fez confus\u00e3o nenhuma. N\u00e3o foi por ter come\u00e7ado a trabalhar desde pequena numa f\u00e1brica. N\u00e3o, n\u00e3o foi por isso. Plasticamente, as m\u00e1quinas fascinam-me, mas n\u00e3o \u00e9 fascina\u00e7\u00e3o no sentido da exalta\u00e7\u00e3o do objecto. Inquieta-me. Inquieta-me a vida do homem atrav\u00e9s da m\u00e1quina. Antigamente, o homem funcionava com a m\u00e1quina. Agora j\u00e1 \u00e9 a m\u00e1quina que auxilia a m\u00e1quina, o homem s\u00f3 est\u00e1 ali a carregar nos bot\u00f5es. Inquieta-me tamb\u00e9m pela polui\u00e7\u00e3o, pela transfigura\u00e7\u00e3o, pelo movimento. O barulho, os ru\u00eddos. Toda a maquinaria, s\u00e3o objectos perigos\u00edssimos. Sinistros. Os sat\u00e9lites, os avi\u00f5es. Pode-se estar sossegada nesta paisagem urbana? N\u00e3o estou aqui para pintar Portugal alegre. O aspecto residual \u00e9 muito importante. \u201c<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Aldina Costa \u2013 Artista Pl\u00e1stica, M\u00e1quina e maquina\u00e7\u00f5es. in <em>Artistas Artes\u00e3s Pioneiras \u2013 Conversas singulares entre mulheres extraordin\u00e1rias<\/em> (2024). Lisboa: Ed. Edi\u00e7\u00f5es Caixa Alta<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Outras sugest\u00f5es de leituras sobre mulheres:\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\">\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img7 (2).jpg\" class=\"editing\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img7 (2).jpg?size=l\" style=\"width: 231px; padding: 10px 10px;\" width=\"231\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img8 (2).jpg\" class=\"\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img8 (2).jpg?size=l\" style=\"width: 214px; padding: 10px 10px;\" width=\"214\" \/>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img9 (2).jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img9 (2).jpg?size=l\" style=\"width: 294px; padding: 10px;\" width=\"294\" \/>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img10.png\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img10.png?size=l\" style=\"width: 212px; padding: 10px 10px;\" width=\"212\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img11 (3).jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img11 (3).jpg?size=l\" style=\"width: 236px; padding: 10px 10px;\" width=\"236\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img12 (2).jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img12 (2).jpg?size=l\" style=\"width: 267px; padding: 10px;\" width=\"267\" \/>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img13 (3).jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img13 (3).jpg?size=l\" style=\"width: 223px; padding: 10px 10px;\" width=\"223\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img14 (1).jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img14 (1).jpg?size=l\" style=\"width: 224px; padding: 10px 10px;\" width=\"224\" \/>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img15 (2).jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img15 (2).jpg?size=l\" style=\"width: 348px; padding: 10px;\" width=\"348\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img16 (2).jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img16 (2).jpg?size=l\" style=\"width: 225px; padding: 10px 10px;\" width=\"225\" \/>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img17 (2).jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img17 (2).jpg?size=l\" style=\"width: 230px; padding: 10px 10px;\" width=\"230\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img18 (1).jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img18 (1).jpg?size=l\" style=\"width: 226px; padding: 10px 10px;\" width=\"226\" \/><span><\/span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img19.jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img19.jpg?size=l\" style=\"width: 236px; padding: 10px 10px;\" width=\"236\" \/>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img20.jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img20.jpg?size=l\" style=\"width: 234px; padding: 10px 10px;\" width=\"234\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img21 (1).jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img21 (1).jpg?size=l\" style=\"width: 236px; padding: 10px 10px;\" width=\"236\" \/>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img22.jpg\" height=\"350\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/img22.jpg?size=l\" style=\"width: 228px; padding: 10px 10px;\" width=\"228\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: left;\"><span>\ud83d\udcf7\u00a0<a href=\"https:\/\/www.canva.com\/\">https:\/\/www.canva.com\/<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>______________________________________________________<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>* J\u00falia Martins<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Acredita no poder da leitura. Dar a ler \u00e9 um desafio que gosta de abra\u00e7ar. \u00c9 leitora e frequenta, de forma ass\u00eddua, Clubes de Leitura.<span>\u00a0<\/span><a title=\"Saiba mais\" href=\"https:\/\/www.rbe.mec.pt\/np4\/VL-oradores-julia-martins.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Saiba mais<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>______________________________________________________<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Leia outros artigos da s\u00e9rie<\/strong><\/span><strong><br \/><a href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/tag\/tempo+para+ler\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem23.png\" class=\"lazyload-item lazyload-item lazyload-item lazyload-item lazyload-item\" height=\"67\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22630975_LsyUu.png\" width=\"348\" \/><\/a><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mar\u00e7o de 2024, o Tempo para Ler\u00a0comemorou o Dia Internacional da Mulher com muitos livros sobre mulheres e deu destaque ao livro Todos Devemos Ser Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie. Regressamos, hoje, para voltar a celebrar o\u00a0Dia Internacional da Mulher\u00a0com livros sobre mulheres e apelamos a que os professores bibliotec\u00e1rios divulguem e deem a ler para que este dia, que s\u00f3 foi oficializado em 1975, em assembleia da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, n\u00e3o seja esquecido. \u201cQuando a senhora secret\u00e1ria me convidou para aqui vir, disse-me que esta Sociedade se preocupa com os empregos para as mulheres e sugeriu que dissesse algumas palavras sobre as minhas pr\u00f3prias experi\u00eancias profissionais. \u00c9 verdade que sou uma mulher; e \u00e9 verdade que estou empregada; mas que experi\u00eancias profissionais tive eu? \u00c9 dif\u00edcil dizer. A minha profiss\u00e3o \u00e9 a literatura; e nessa profiss\u00e3o h\u00e1 menos experi\u00eancias para as mulheres do que noutra qualquer, excepto o palco \u2014 menos, quero eu dizer, que sejam peculiares \u00e0s mulheres, porque a estrada foi aberta h\u00e1 muitos anos \u2014 por Fanny Burney, por Aphra Behn, por Harriet Martineau, por Jane Austen, por George Eliot. Antes de mim houve muitas mulheres famosas e muitas outras desconhecidas e esquecidas que aplanaram o caminho e me marcaram o passo. Assim, quando comecei a escrever, havia muito poucos obst\u00e1culos materiais no meu caminho. Escrever era uma ocupa\u00e7\u00e3o respeit\u00e1vel e inofensiva. A paz familiar n\u00e3o foi quebrada pelo rabiscar de uma caneta no papel. N\u00e3o foram pedidos esfor\u00e7os \u00e0 bolsa familiar. (\u2026) O facto de o papel ser t\u00e3o barato \u00e9, obviamente, a raz\u00e3o por que as mulheres alcan\u00e7aram \u00eaxito como escritoras antes de o terem alcan\u00e7ado noutras profiss\u00f5es.&#8221; Profiss\u00f5es para Mulheres, in Ensaios Escolhidos (2014), de Virg\u00ednia Woolf. Lisboa: Editora Rel\u00f3gio D\u2019 \u00c1gua ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^ \u201cEsta obra revolucion\u00e1ria e fundadora do feminismo \u00e9 um cl\u00e1ssico essencial sobre o papel social das mulheres. Em 1792, inspirada pela conquista dos direitos do Homem na Fran\u00e7a revolucion\u00e1ria, Mary Wollstonecraft proclamava alto e bom som que cabia ao \u00absexo fraco\u00bb tomar as r\u00e9deas do seu destino e quebrar as cadeias da submiss\u00e3o e ignor\u00e2ncia que o prendiam. Trava-se, nestas p\u00e1ginas, um corajoso combate com uma moral conservadora que condenava metade da humanidade ao papel decorativo de companheira d\u00f3cil do homem. Em cada linha desta resposta a \u00c9mile, de Jean-Jacques Rousseau, perpassam o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao trabalho, como condi\u00e7\u00e3o da emancipa\u00e7\u00e3o feminina, e a ideia de que, sem liberdade, n\u00e3o h\u00e1 deveres sociais a cumprir. Uma Vindica\u00e7\u00e3o dos Direitos da Mulher conserva toda a sua actualidade e continuar\u00e1 a influenciar gera\u00e7\u00f5es de leitores.\u201d [sinopse da responsabilidade da editora] ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^ \u00abSendo as autoras aqui representadas nascidas entre 1831 e 1982, ou seja, separadas entre si por mais de um s\u00e9culo e meio, e, como tal, apresentando-nos narrativas que se inserem em diversos estilos e sujeitas a diversos dogmas s\u00f3cio-hist\u00f3rico-culturais, seria expect\u00e1vel que encontr\u00e1ssemos uma variedade tem\u00e1tica que representasse a dist\u00e2ncia temporal entre estas. Surpreendentemente, podemos identificar dois temas constantes em todos os textos, de forma impl\u00edcita ou expl\u00edcita: um deles refere-se \u00e0 incapacidade masculina de corresponder ao amor feminino. O segundo, de certa forma relacionado com o primeiro, aborda a viol\u00eancia e a subjectiva\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o feminino, seja este f\u00edsico ou cultural.\u00bb Da introdu\u00e7\u00e3o de Deolinda M. Ad\u00e3o ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^ \u201c26 de novembro de 1950Fiz mal em comprar este caderno, muito mal. Mas agora \u00e9 tarde para me lamentar, o estrago j\u00e1 est\u00e1 feito. N\u00e3o sei sequer o que me levou a compr\u00e1-lo, foi um mero acaso. Nunca pensei em ter um di\u00e1rio, at\u00e9 porque um di\u00e1rio deve permanecer secreto e, por isso, seria preciso escond\u00ea-lo de Michele e dos mi\u00fados. N\u00e3o me agrada esconder coisas; de resto, em nossa casa h\u00e1 t\u00e3o pouco espa\u00e7o, que seria imposs\u00edvel faz\u00ea-lo. Foi assim: h\u00e1 quinze dias, era domingo, sa\u00ed de casa bastante cedo de manh\u00e3. Ia comprar cigarros para Michele; queria que, quando ele acordasse, os encontrasse na mesinha de cabeceira: aos domingos, dorme sempre at\u00e9 tarde. Estava um dia bonito, quente, n\u00e3o obstante o outono avan\u00e7ado. Sentia uma alegria infantil ao caminhar pelas ruas, do lado do sol, a ver as \u00e1rvores ainda verdes e as pessoas contentes como parecem sempre estar nos dias festivos. Por isso, decidi dar um breve passeio, ir at\u00e9 \u00e0 tabacaria na pra\u00e7a. Ao longo do caminho, vi que muitos paravam na banca da florista, e parei tamb\u00e9m, comprei um ramo de cal\u00eandulas. \u00abH\u00e1 que ter flores na mesa, ao domingo\u00bb, disse-me a florista, \u00abos homens reparam nisso.\u00bb Eu sorri, anuindo. (\u2026) \u201c\u00a0Alba de C\u00e9spedes (2024). O Caderno Proibido. Lisboa: Alfaguara.\u00a0 \u201cRoma, d\u00e9cada de 1950: Valeria Cossati vai comprar cigarros para o marido, ignorando que sair\u00e1 da tabacaria com um caderno que h\u00e1 de mudar a sua vida. Ao transformar esse caderno num di\u00e1rio secreto onde regista pensamentos e desejos do dia-a-dia, Valeria transforma-o num instrumento de emancipa\u00e7\u00e3o: liberta-se das conven\u00e7\u00f5es sociais, do sentido de dever para com o marido e os filhos, dos limites autoimpostos que regem o seu pequeno mundo. A partir daqui tudo \u00e9 questionado. Valeria compreende que est\u00e1 em transla\u00e7\u00e3o e decide conquistar o lugar que escolheu para si. Cl\u00e1ssico redescoberto, testemunho hist\u00f3rico de uma \u00e9poca, retrato primoroso da turbul\u00eancia dom\u00e9stica, O Caderno Proibido condensa a sede de liberdade de toda uma gera\u00e7\u00e3o e das outras que se lhe seguiriam. Precursora da linhagem liter\u00e1ria mais disruptiva da modernidade &#8211; de Virginia Woolf a Natalia Ginzburg, de Marguerite Duras a Vivian Gornick -, Alba de C\u00e9spedes celebra aqui o poder da escrita e a aud\u00e1cia ind\u00f3mita de uma mulher numa sociedade em ebuli\u00e7\u00e3o.\u201d [sinopse da responsabilidade da editora] ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^ \u201cNo ano da comemora\u00e7\u00e3o dos 50 anos do 25 de Abril, somos convidados a conhecer as hist\u00f3rias de 25 Mulheres, contadas pela sua voz. Esta viagem \u00e0 sociedade portuguesa do in\u00edcio dos anos 70, espelha as contradi\u00e7\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o feminina, com as quais ainda nos debatemos hoje, meio s\u00e9culo depois. O que mudou? Como mudou? Como nos v\u00edamos na altura? Como nos vemos agora?Isolar 25 hist\u00f3rias \u00e9 tarefa ingrata, mas fica a esperan\u00e7a de que as selecionadas possam representar, de forma digna, a gloriosa diversidade da exist\u00eancia no feminino. Acima de tudo, fica o desejo de que este livro favore\u00e7a a curiosidade e o di\u00e1logo, quer pelo aprofundamento das ra\u00edzes hist\u00f3ricas dos relatos aqui narrados, quer pela indaga\u00e7\u00e3o do significado contempor\u00e2neo do ser mulher. Tal como o caminho para a liberdade, este \u00e9 um livro em permanente constru\u00e7\u00e3o. \u201c\u00a0 [ sinopse da responsabilidade da editora] ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^ \u201c Nunca me foi estranho o mundo das m\u00e1quinas. Sempre convivi com m\u00e1quinas. \u00c9-me tudo estranho. Este \u00e9 o mundo das mulheres e dos homens. Faz-me confus\u00e3o \u00e9 que haja mulheres que achem que as m\u00e1quinas s\u00e3o o mundo dos homens. Ser mulher e pensar em m\u00e1quinas nunca me fez confus\u00e3o nenhuma. N\u00e3o foi por ter come\u00e7ado a trabalhar desde pequena numa f\u00e1brica. N\u00e3o, n\u00e3o foi por isso. Plasticamente, as m\u00e1quinas fascinam-me, mas n\u00e3o \u00e9 fascina\u00e7\u00e3o no sentido da exalta\u00e7\u00e3o do objecto. Inquieta-me. Inquieta-me a vida do homem atrav\u00e9s da m\u00e1quina. Antigamente, o homem funcionava com a m\u00e1quina. Agora j\u00e1 \u00e9 a m\u00e1quina que auxilia a m\u00e1quina, o homem s\u00f3 est\u00e1 ali a carregar nos bot\u00f5es. Inquieta-me tamb\u00e9m pela polui\u00e7\u00e3o, pela transfigura\u00e7\u00e3o, pelo movimento. O barulho, os ru\u00eddos. Toda a maquinaria, s\u00e3o objectos perigos\u00edssimos. Sinistros. Os sat\u00e9lites, os avi\u00f5es. Pode-se estar sossegada nesta paisagem urbana? N\u00e3o estou aqui para pintar Portugal alegre. O aspecto residual \u00e9 muito importante. \u201c Aldina Costa \u2013 Artista Pl\u00e1stica, M\u00e1quina e maquina\u00e7\u00f5es. in Artistas Artes\u00e3s Pioneiras \u2013 Conversas singulares entre mulheres extraordin\u00e1rias (2024). Lisboa: Ed. Edi\u00e7\u00f5es Caixa Alta Outras sugest\u00f5es de leituras sobre mulheres:\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \ud83d\udcf7\u00a0https:\/\/www.canva.com\/ ______________________________________________________ * J\u00falia Martins Acredita no poder da leitura. Dar a ler \u00e9 um desafio que gosta de abra\u00e7ar. \u00c9 leitora e frequenta, de forma ass\u00eddua, Clubes de Leitura.\u00a0Saiba mais ______________________________________________________ Leia outros artigos da s\u00e9rie<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[169],"tags":[],"class_list":["post-2931672","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-tempo-para-ler"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2931672","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2931672"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2931672\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085478,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2931672\/revisions\/3085478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2931672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2931672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2931672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}