{"id":2926394,"date":"2025-02-14T09:00:00","date_gmt":"2025-02-14T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2926394.html"},"modified":"2026-05-14T09:00:02","modified_gmt":"2026-05-14T09:00:02","slug":"novos-horizontes-da-inteligencia-artificial-nas-bibliotecas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2926394","title":{"rendered":"Novos Horizontes da Intelig\u00eancia Artificial nas Bibliotecas"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2025-02-14 Blogue.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/2025-02-14 Blogue.png?size=l\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A obra <em>New Horizons in Artificial Intelligence in Libraries<\/em>, editada por Edmund Balnaves, Leda Bultrini, Andrew Cox e Raymond Uzwyshyn, publicada pela IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions), explora o impacto crescente da Intelig\u00eancia Artificial (IA) no setor das bibliotecas. Por ser um assunto de grande import\u00e2ncia para o nosso setor de atividade, apresentamos um resumo do livro que, por estar em acesso aberto, pode ser lido na \u00edntegra, fazendo o download de cada cap\u00edtulo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Organizado em quatro partes principais, o livro aborda desde a situa\u00e7\u00e3o atual da IA nas bibliotecas at\u00e9 projetos concretos e implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Intelig\u00eancia Artificial e Bibliotecas: Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O livro introduz a IA como um conjunto de sistemas inform\u00e1ticos que realizam tarefas anteriormente reservadas ao intelecto humano, como reconhecimento de imagens, an\u00e1lise de dados e processamento de linguagem natural. A tecnologia est\u00e1 a ser cada vez mais integrada nos servi\u00e7os bibliotec\u00e1rios, melhorando a pesquisa, a classifica\u00e7\u00e3o e a personaliza\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia do utilizador. Al\u00e9m disso, a IA permite otimizar a organiza\u00e7\u00e3o das cole\u00e7\u00f5es e facilitar o acesso a grandes volumes de dados, tornando o trabalho dos bibliotec\u00e1rios mais eficiente.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ao longo da introdu\u00e7\u00e3o, os autores analisam a evolu\u00e7\u00e3o da IA desde os primeiros sistemas de automatiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0s tecnologias mais avan\u00e7adas, como os modelos de linguagem generativa e redes neurais profundas. A implementa\u00e7\u00e3o da IA em bibliotecas n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural dos servi\u00e7os oferecidos ao p\u00fablico.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Parte I<\/strong><\/span><br \/><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Estado da arte em Intelig\u00eancia Artificial nas Bibliotecas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A primeira parte do livro discute o modo como a IA j\u00e1 est\u00e1 presente nas bibliotecas, auxiliando na classifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de documentos, na an\u00e1lise sem\u00e2ntica de textos e na recomenda\u00e7\u00e3o de conte\u00fados personalizados. Destacam-se iniciativas europeias que procuram desenvolver a IA de forma \u00e9tica, garantindo transpar\u00eancia e equidade no acesso ao conhecimento.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, referem-se as novas abordagens para digitaliza\u00e7\u00e3o de acervos, ferramentas de an\u00e1lise preditiva para identificar tend\u00eancias de uso de materiais e sistemas inteligentes para facilitar a navega\u00e7\u00e3o em bases de dados complexas. Essas tecnologias permitem que as bibliotecas modernizem os seus servi\u00e7os e aumentem a sua relev\u00e2ncia para os utilizadores.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Outro ponto relevante abordado \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o da IA em cat\u00e1logos eletr\u00f3nicos e interfaces de pesquisa, permitindo que os utilizadores obtenham resultados mais precisos atrav\u00e9s da an\u00e1lise de padr\u00f5es de pesquisa e interesses.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ferramentas como <em>chatbots<\/em> avan\u00e7ados e assistentes virtuais est\u00e3o a tornar-se comuns para facilitar a intera\u00e7\u00e3o com os servi\u00e7os bibliotec\u00e1rios.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Parte II<\/strong><\/span><br \/><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Implica\u00e7\u00f5es da Intelig\u00eancia Artificial na educa\u00e7\u00e3o e nas bibliotecas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A segunda parte foca-se nos desafios e oportunidades trazidos pela IA para bibliotecas acad\u00e9micas e institui\u00e7\u00f5es de ensino. S\u00e3o abordados temas como:<\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li><strong>O impacto da IA na educa\u00e7\u00e3o:<\/strong> A personaliza\u00e7\u00e3o da aprendizagem atrav\u00e9s da IA pode permitir um ensino mais adaptado \u00e0s necessidades individuais dos alunos, melhorando a reten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e a acessibilidade a recursos educativos. A IA pode ajudar a criar ambientes de aprendizagem imersivos, proporcionando feedback imediato e adaptando os materiais ao n\u00edvel de conhecimento de cada estudante;\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>O risco de vieses algor\u00edtmicos nos sistemas de IA:<\/strong> Como os algoritmos de IA s\u00e3o treinados em dados hist\u00f3ricos, podem reproduzir e amplificar preconceitos, afetando a equidade no acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Os autores alertam para a necessidade de monitoriza\u00e7\u00e3o constante dos sistemas e a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos que garantam justi\u00e7a e inclus\u00e3o na recomenda\u00e7\u00e3o de conte\u00fados;\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>A necessidade de pol\u00edticas que garantam um desenvolvimento \u00e9tico da tecnologia:<\/strong> Para evitar problemas como a manipula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es ou discrimina\u00e7\u00e3o, \u00e9 essencial desenvolver normas claras para o uso da IA nas bibliotecas. Os autores destacam exemplos de regulamenta\u00e7\u00f5es emergentes e diretrizes propostas por organiza\u00e7\u00f5es internacionais para garantir que a IA seja utilizada de forma respons\u00e1vel.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Parte III<\/strong><\/span><br \/><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Projetos em Aprendizagem Autom\u00e1tica e Processamento de Linguagem Natural<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nesta se\u00e7\u00e3o, s\u00e3o apresentados projetos pr\u00e1ticos que demonstram a aplica\u00e7\u00e3o da IA em bibliotecas, incluindo:<\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li><strong>Modelagem de t\u00f3picos para classifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de documentos:<\/strong> Sistemas baseados em IA s\u00e3o utilizados para agrupar documentos por temas de forma automatizada, facilitando a recupera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es. Algoritmos de clustering e an\u00e1lise sem\u00e2ntica desempenham um papel essencial na cria\u00e7\u00e3o de taxonomias din\u00e2micas;\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Reconhecimento de entidades em registos bibliogr\u00e1ficos:<\/strong> T\u00e9cnicas de IA permitem identificar autores, t\u00edtulos, assuntos e outros elementos relevantes para a indexa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica. O uso de redes neurais para extrair metadados tem contribu\u00eddo para a melhoria dos sistemas de recupera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o;\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Uso de IA para otimizar os processos de cataloga\u00e7\u00e3o e indexa\u00e7\u00e3o:<\/strong> Solu\u00e7\u00f5es inteligentes s\u00e3o desenvolvidas para agilizar o trabalho de catalogadores e melhorar a precis\u00e3o das descri\u00e7\u00f5es bibliogr\u00e1ficas. A automa\u00e7\u00e3o baseada em IA reduz significativamente o tempo necess\u00e1rio para cataloga\u00e7\u00e3o manual, garantindo maior uniformidade nos registos.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p>Al\u00e9m destes exemplos, o livro apresenta casos em que IA \u00e9 utilizada para melhorar a acessibilidade, como na cria\u00e7\u00e3o de descri\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas de imagens e na transcri\u00e7\u00e3o de conte\u00fados audiovisuais. Essas tecnologias beneficiam utilizadores com defici\u00eancia visual ou auditiva, tornando o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o mais inclusivo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Parte IV<\/strong><\/span><br \/><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Intelig\u00eancia Artificial nos Servi\u00e7os Bibliotec\u00e1rios<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A \u00faltima parte explora casos reais de bibliotecas que j\u00e1 utilizam IA, tais como:<\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li><strong>Uso de <em>chatbots<\/em> para melhorar a assist\u00eancia ao utilizador:<\/strong> H\u00e1 bibliotecas que implementam assistentes virtuais para responder a perguntas frequentes, facilitar a pesquisa e orientar os utilizadores. Por exemplo, algumas bibliotecas universit\u00e1rias que utilizam IA para oferecer suporte 24\/7;\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Implementa\u00e7\u00e3o de jogos educativos baseados em IA para promover a literacia digital:<\/strong> Algumas bibliotecas utilizam intelig\u00eancia artificial para desenvolver atividades interativas que ensinam compet\u00eancias digitais de forma l\u00fadica. Estes jogos ajudam os utilizadores a compreender melhor a gest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e a navega\u00e7\u00e3o em bases de dados;\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Desenvolvimento de assistentes virtuais para apoiar a pesquisa acad\u00e9mica:<\/strong> Sistemas baseados em IA ajudam investigadores a encontrar artigos relevantes, sugerem refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas e organizam informa\u00e7\u00f5es de forma automatizada. Estas ferramentas est\u00e3o a ser integradas em plataformas de gest\u00e3o de conhecimento para facilitar o trabalho de investigadores e estudantes.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Conclus\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O livro enfatiza a necessidade de uma <strong>abordagem equilibrada \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da IA em bibliotecas<\/strong>, considerando tanto os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos como as <strong>implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e sociais<\/strong>. A IA tem o potencial de revolucionar a forma como as bibliotecas operam, mas \u00e9 fundamental garantir que a sua <strong>implementa\u00e7\u00e3o seja transparente, acess\u00edvel e eticamente respons\u00e1vel<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a obra destaca a <strong>import\u00e2ncia do papel dos bibliotec\u00e1rios no uso da IA<\/strong>, enquanto <strong>curadores e mediadores<\/strong> da informa\u00e7\u00e3o, assegurando que as novas tecnologias sejam utilizadas de forma justa e eficiente para o benef\u00edcio de toda a comunidade. A <strong>forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos profissionais da informa\u00e7\u00e3o<\/strong> e o desenvolvimento de compet\u00eancias digitais s\u00e3o essenciais para garantir que a IA seja implementada de forma sustent\u00e1vel e eficaz.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Balnaves, E., Bultrini, L., Cox, A. &amp; Uzwyshyn, R. (2025). New Horizons in Artificial Intelligence in Libraries. Berlin, Boston: De Gruyter Saur. <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1515\/9783111336435\">https:\/\/doi.org\/10.1515\/9783111336435<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A obra New Horizons in Artificial Intelligence in Libraries, editada por Edmund Balnaves, Leda Bultrini, Andrew Cox e Raymond Uzwyshyn, publicada pela IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions), explora o impacto crescente da Intelig\u00eancia Artificial (IA) no setor das bibliotecas. Por ser um assunto de grande import\u00e2ncia para o nosso setor de atividade, apresentamos um resumo do livro que, por estar em acesso aberto, pode ser lido na \u00edntegra, fazendo o download de cada cap\u00edtulo. Organizado em quatro partes principais, o livro aborda desde a situa\u00e7\u00e3o atual da IA nas bibliotecas at\u00e9 projetos concretos e implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas. Intelig\u00eancia Artificial e Bibliotecas: Introdu\u00e7\u00e3o O livro introduz a IA como um conjunto de sistemas inform\u00e1ticos que realizam tarefas anteriormente reservadas ao intelecto humano, como reconhecimento de imagens, an\u00e1lise de dados e processamento de linguagem natural. A tecnologia est\u00e1 a ser cada vez mais integrada nos servi\u00e7os bibliotec\u00e1rios, melhorando a pesquisa, a classifica\u00e7\u00e3o e a personaliza\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia do utilizador. Al\u00e9m disso, a IA permite otimizar a organiza\u00e7\u00e3o das cole\u00e7\u00f5es e facilitar o acesso a grandes volumes de dados, tornando o trabalho dos bibliotec\u00e1rios mais eficiente. Ao longo da introdu\u00e7\u00e3o, os autores analisam a evolu\u00e7\u00e3o da IA desde os primeiros sistemas de automatiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0s tecnologias mais avan\u00e7adas, como os modelos de linguagem generativa e redes neurais profundas. A implementa\u00e7\u00e3o da IA em bibliotecas n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural dos servi\u00e7os oferecidos ao p\u00fablico. Parte IEstado da arte em Intelig\u00eancia Artificial nas Bibliotecas A primeira parte do livro discute o modo como a IA j\u00e1 est\u00e1 presente nas bibliotecas, auxiliando na classifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de documentos, na an\u00e1lise sem\u00e2ntica de textos e na recomenda\u00e7\u00e3o de conte\u00fados personalizados. Destacam-se iniciativas europeias que procuram desenvolver a IA de forma \u00e9tica, garantindo transpar\u00eancia e equidade no acesso ao conhecimento. Al\u00e9m disso, referem-se as novas abordagens para digitaliza\u00e7\u00e3o de acervos, ferramentas de an\u00e1lise preditiva para identificar tend\u00eancias de uso de materiais e sistemas inteligentes para facilitar a navega\u00e7\u00e3o em bases de dados complexas. Essas tecnologias permitem que as bibliotecas modernizem os seus servi\u00e7os e aumentem a sua relev\u00e2ncia para os utilizadores. Outro ponto relevante abordado \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o da IA em cat\u00e1logos eletr\u00f3nicos e interfaces de pesquisa, permitindo que os utilizadores obtenham resultados mais precisos atrav\u00e9s da an\u00e1lise de padr\u00f5es de pesquisa e interesses. Ferramentas como chatbots avan\u00e7ados e assistentes virtuais est\u00e3o a tornar-se comuns para facilitar a intera\u00e7\u00e3o com os servi\u00e7os bibliotec\u00e1rios. Parte IIImplica\u00e7\u00f5es da Intelig\u00eancia Artificial na educa\u00e7\u00e3o e nas bibliotecas A segunda parte foca-se nos desafios e oportunidades trazidos pela IA para bibliotecas acad\u00e9micas e institui\u00e7\u00f5es de ensino. S\u00e3o abordados temas como: O impacto da IA na educa\u00e7\u00e3o: A personaliza\u00e7\u00e3o da aprendizagem atrav\u00e9s da IA pode permitir um ensino mais adaptado \u00e0s necessidades individuais dos alunos, melhorando a reten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e a acessibilidade a recursos educativos. A IA pode ajudar a criar ambientes de aprendizagem imersivos, proporcionando feedback imediato e adaptando os materiais ao n\u00edvel de conhecimento de cada estudante; O risco de vieses algor\u00edtmicos nos sistemas de IA: Como os algoritmos de IA s\u00e3o treinados em dados hist\u00f3ricos, podem reproduzir e amplificar preconceitos, afetando a equidade no acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Os autores alertam para a necessidade de monitoriza\u00e7\u00e3o constante dos sistemas e a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos que garantam justi\u00e7a e inclus\u00e3o na recomenda\u00e7\u00e3o de conte\u00fados; A necessidade de pol\u00edticas que garantam um desenvolvimento \u00e9tico da tecnologia: Para evitar problemas como a manipula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es ou discrimina\u00e7\u00e3o, \u00e9 essencial desenvolver normas claras para o uso da IA nas bibliotecas. Os autores destacam exemplos de regulamenta\u00e7\u00f5es emergentes e diretrizes propostas por organiza\u00e7\u00f5es internacionais para garantir que a IA seja utilizada de forma respons\u00e1vel. Parte IIIProjetos em Aprendizagem Autom\u00e1tica e Processamento de Linguagem Natural Nesta se\u00e7\u00e3o, s\u00e3o apresentados projetos pr\u00e1ticos que demonstram a aplica\u00e7\u00e3o da IA em bibliotecas, incluindo: Modelagem de t\u00f3picos para classifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de documentos: Sistemas baseados em IA s\u00e3o utilizados para agrupar documentos por temas de forma automatizada, facilitando a recupera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es. Algoritmos de clustering e an\u00e1lise sem\u00e2ntica desempenham um papel essencial na cria\u00e7\u00e3o de taxonomias din\u00e2micas; Reconhecimento de entidades em registos bibliogr\u00e1ficos: T\u00e9cnicas de IA permitem identificar autores, t\u00edtulos, assuntos e outros elementos relevantes para a indexa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica. O uso de redes neurais para extrair metadados tem contribu\u00eddo para a melhoria dos sistemas de recupera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o; Uso de IA para otimizar os processos de cataloga\u00e7\u00e3o e indexa\u00e7\u00e3o: Solu\u00e7\u00f5es inteligentes s\u00e3o desenvolvidas para agilizar o trabalho de catalogadores e melhorar a precis\u00e3o das descri\u00e7\u00f5es bibliogr\u00e1ficas. A automa\u00e7\u00e3o baseada em IA reduz significativamente o tempo necess\u00e1rio para cataloga\u00e7\u00e3o manual, garantindo maior uniformidade nos registos. Al\u00e9m destes exemplos, o livro apresenta casos em que IA \u00e9 utilizada para melhorar a acessibilidade, como na cria\u00e7\u00e3o de descri\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas de imagens e na transcri\u00e7\u00e3o de conte\u00fados audiovisuais. Essas tecnologias beneficiam utilizadores com defici\u00eancia visual ou auditiva, tornando o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o mais inclusivo. Parte IVIntelig\u00eancia Artificial nos Servi\u00e7os Bibliotec\u00e1rios A \u00faltima parte explora casos reais de bibliotecas que j\u00e1 utilizam IA, tais como: Uso de chatbots para melhorar a assist\u00eancia ao utilizador: H\u00e1 bibliotecas que implementam assistentes virtuais para responder a perguntas frequentes, facilitar a pesquisa e orientar os utilizadores. Por exemplo, algumas bibliotecas universit\u00e1rias que utilizam IA para oferecer suporte 24\/7; Implementa\u00e7\u00e3o de jogos educativos baseados em IA para promover a literacia digital: Algumas bibliotecas utilizam intelig\u00eancia artificial para desenvolver atividades interativas que ensinam compet\u00eancias digitais de forma l\u00fadica. Estes jogos ajudam os utilizadores a compreender melhor a gest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e a navega\u00e7\u00e3o em bases de dados; Desenvolvimento de assistentes virtuais para apoiar a pesquisa acad\u00e9mica: Sistemas baseados em IA ajudam investigadores a encontrar artigos relevantes, sugerem refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas e organizam informa\u00e7\u00f5es de forma automatizada. Estas ferramentas est\u00e3o a ser integradas em plataformas de gest\u00e3o de conhecimento para facilitar o trabalho de investigadores e estudantes. Conclus\u00e3o O livro enfatiza a necessidade de uma abordagem equilibrada \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da IA em bibliotecas, considerando tanto os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos como as implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e sociais. A IA tem o potencial de revolucionar a forma como as bibliotecas operam, mas \u00e9 fundamental garantir que a sua implementa\u00e7\u00e3o seja transparente, acess\u00edvel e eticamente respons\u00e1vel. Al\u00e9m disso, a obra destaca a import\u00e2ncia do papel dos bibliotec\u00e1rios no uso da IA, enquanto curadores e mediadores da informa\u00e7\u00e3o, assegurando que as novas tecnologias sejam utilizadas de forma justa e eficiente para o benef\u00edcio de toda a comunidade. A forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos profissionais da informa\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de compet\u00eancias digitais s\u00e3o essenciais para garantir que a IA seja implementada de forma sustent\u00e1vel e eficaz. Balnaves, E., Bultrini, L., Cox, A. &amp; Uzwyshyn, R. (2025). New Horizons in Artificial Intelligence in Libraries. Berlin, Boston: De Gruyter Saur. https:\/\/doi.org\/10.1515\/9783111336435\u00a0 \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[123,87,30],"tags":[],"class_list":["post-2926394","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bibliotecas","category-ifla","category-inteligencia-artificial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2926394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2926394"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2926394\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085490,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2926394\/revisions\/3085490"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2926394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2926394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2926394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}