{"id":2917923,"date":"2025-01-16T09:00:00","date_gmt":"2025-01-16T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2917923.html"},"modified":"2026-05-14T09:01:16","modified_gmt":"2026-05-14T09:01:16","slug":"na-era-digital-a-liberdade-esta-em-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2917923","title":{"rendered":"Na era digital, a liberdade est\u00e1 em crise?"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2024-01-16.jpg\" height=\"480\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/2024-01-16.jpg?size=l\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; background-color: #ff0000; color: #ffffff;\">1.<\/span><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; color: #ffffff;\"> <\/span>O que \u00e9 a liberdade?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem1.png\" class=\"\" height=\"366\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/Imagem1.png?size=l\" style=\"float: left; width: 252px; padding: 10px 10px;\" width=\"252\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A liberdade \u00e9 o poder \u2013 e o direito &#8211; para cada um decidir o seu destino de acordo com a pr\u00f3pria vontade (autonomia).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O exerc\u00edcio da liberdade exige a tomada de consci\u00eancia sobre os fatores que nela interferem e as metas a alcan\u00e7ar e a vontade em percorrer o caminho.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Perdida na floresta, \u201cAlice perguntou: Gato Cheshire&#8230; pode dizer-me qual o caminho que eu devo tomar? Isso depende muito do lugar para onde voc\u00ea quer ir \u2013 disse o Gato. Eu n\u00e3o sei para onde ir! \u2013 disse Alice. Se voc\u00ea n\u00e3o sabe para onde ir, qualquer caminho serve\u201d [2].<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na era digital\/global parte substancial do exerc\u00edcio da liberdade ocorre na internet.\u00a0<strong>\u00c9 mediada por algoritmos, <em>bots, cookies, avatares\u2026<\/em><\/strong> que se alimentam de dados pessoais e foram desenvolvidos por empresas privadas de escala quase universal.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; background-color: #ff0000; color: #ffffff;\">2.<\/span> Capitalismo digital de vigil\u00e2ncia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A internet, como a experienciamos hoje, \u00e9 um modelo de neg\u00f3cio baseado na extra\u00e7\u00e3o e tratamento de dados pessoais.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da agrega\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de informa\u00e7\u00e3o (internet personalizada), as plataformas digitais t\u00eam possibilidade de construir um perfil de cada utilizador\/consumidor e de vigiar todos os seus comportamentos e prefer\u00eancias pessoais, em todos os dom\u00ednios.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O capitalismo digital atual \u00e9, em boa parte, desmaterializado e invis\u00edvel. Estrutura-se com base num modelo de personaliza\u00e7\u00e3o e de vigil\u00e2ncia que tem no Google\/Alphabet um dos seus primeiros e grandes representantes. Estamos longe do capitalismo industrial, representado pelo modelo de produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie de Henry Ford.\u00a0<br \/>\u00c9 importante esta consciencializa\u00e7\u00e3o para que se abandone a falsa ideia da neutralidade das ferramentas e plataformas digitais.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Qual \u00e9 a estrutura deste capitalismo?<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem2.png\" height=\"404\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/Imagem2.png?size=l\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\">Fonte das imagens [3].<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; background-color: #ff0000; color: #ffffff;\">2.1.<\/span><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; color: #ffffff;\"> <\/span>Grupos empresariais<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Utilizado em 70% de dispositivos m\u00f3veis, o Google\/Alphabet disp\u00f5e, <strong>de forma integrada<\/strong>, de uma rede de empresas em todos os setores: correio (Gmail), mapas (Google Maps), tradu\u00e7\u00e3o (Google Translate), jornalismo (Google News), filmes e entretenimento (YouTube), armazenamento na nuvem (Cloud), estat\u00edsticas (Google Analytics), rel\u00f3gios inteligentes (Fibit), sa\u00fade e longevidade (Verify, Calico), publicidade (DoubleClick), eletrodom\u00e9sticos inteligentes (Verify Life), etc., etc.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Estas empresas operam, em simult\u00e2neo, em m\u00faltiplas \u00e1reas de neg\u00f3cio para conhecer melhor os seus clientes e recolher a maior quantidade de dados.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O capital na bolsa do Google\/Alphabet \u00e9 de 2,143 trili\u00f5es de d\u00f3lares, valor muit\u00edssimo superior ao PIB de Portugal &#8211;\u00a0 27,832.655 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013 e da maioria dos pa\u00edses [4].<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O Google\/Alphabet \u00e9 uma DDDN (Data Driven Digital Networks\/Rede Digital Movida por Dados) que oferece gratuitamente uma s\u00e9rie de servi\u00e7os a troco dos dados de todos seus clientes\/utilizadores que conhece de modo profundo, personalizado\/pessoal, quase \u00edntimo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este conhecimento permite-lhe oferecer conte\u00fados \u00e0 medida e aumentar os lucros deste modelo de neg\u00f3cio de internet personalizada, perpetuando-o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os dados dos clientes\/utilizadores s\u00e3o recolhidos atrav\u00e9s:<\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>de navega\u00e7\u00e3o no motor de busca;<\/li>\n<p><\/p>\n<li>do cruzamento com a utiliza\u00e7\u00e3o dos demais servi\u00e7os de todas as empresas que det\u00e9m e \u00e9 parceira.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; background-color: #ff0000; color: #ffffff;\">2.2.<\/span><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; color: #ffffff;\"> <\/span>Redes Sociais<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m as redes sociais contribuem para amplificar este neg\u00f3cio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A comunidade de cada uma das principais redes sociais \u00e9 muito superior ao total de habitantes dos pa\u00edses: Facebook \u2013 3 bilh\u00f5es, YouTube \u2013 2,5 bilh\u00f5es, Instagram \u2013 2 bilh\u00f5es, Portugal &#8211; 10 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Considerando que h\u00e1, no mundo inteiro, cerca de 8 bilh\u00f5es de habitantes, s\u00f3 a rede social Facebook tem quase um ter\u00e7o dos habitantes do planeta.\u00a0<br \/>\u00a0<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem3.png\" height=\"234\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/Imagem3.png?size=l\" style=\"width: 660px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" width=\"660\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\">Fonte da imagem [5].<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">As redes sociais s\u00e3o um modelo de neg\u00f3cio alimentado pela publicidade e baseado na <strong>quantidade<\/strong> de acessos e de tempo e de aten\u00e7\u00e3o e de envolvimento que os clientes\/utilizadores passam ligados. A sua l\u00f3gica \u00e9: quanto mais e mais rapidamente se comunica\/consome, melhor. A quantidade \u00e9 um fim em si, incentivando o pensamento impulsivo, que reage e protesta sem refletir e argumentar, como qualquer consumidor e espetador [<a title=\"\u201cdemocracia de espetadores\u201d, Innerarity\" href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/innerarity-inteligencia-artificial-e-2886551\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cdemocracia de espetadores\u201d, Innerarity<\/a> ].<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os especialistas que trabalharam na cria\u00e7\u00e3o de ferramentas das redes sociais alertam:<strong> \u201cO que [os utilizadores] n\u00e3o percebem \u00e9 que h\u00e1 equipas de engenheiros cujo trabalho \u00e9 usar a nossa psicologia [e vulnerabilidades] contra n\u00f3s\u201d. <\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Notifica\u00e7\u00f5es, retic\u00eancias, likes, imagens, gamifica\u00e7\u00e3o\u2026 s\u00e3o estrat\u00e9gias eficazes para aprisionarem a nossa aten\u00e7\u00e3o e autonomia. Segundo eles, \u201cTodas as nossas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o monitorizadas e registadas\u201d<\/strong> [6].<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt;\"><span style=\"background-color: #ff0000; color: #ffffff;\">2.3<\/span>.<\/span> Internet of Things (IoT)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na era digital, n\u00e3o somos apenas n\u00f3s que estamos ligados \u00e0 rede, tamb\u00e9m as nossas coisas:<\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Em casa, atrav\u00e9s de assistentes de voz (e.g. Alexa da Amazon), eletrodom\u00e9sticos inteligentes\u2026<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Na rua, atrav\u00e9s de smartwatches, ve\u00edculos inteligentes\u2026<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong>Os dados que as coisas recolhem e comunicam, automaticamente e em tempo real, \u00e0s empresas que as fabricam, s\u00e3o os nossos dados pessoais<\/strong>: localiza\u00e7\u00e3o; n\u00famero de passos; velocidade com que corremos; horas acordados, a ver televis\u00e3o ou a conduzir; peso (evolu\u00e7\u00e3o); ritmo card\u00edaco; velocidade de leitura\u2026<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; background-color: #ff0000; color: #ffffff;\">2.4.<\/span> IA<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A IA (Intelig\u00eancia artificial) automatiza vers\u00f5es agregadas de compet\u00eancias humanas com valor, usadas para ler, conhecer, expressar e influenciar\/manipular.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Alimenta-se de grande quantidade de dados e tem a capacidade de process\u00e1-los rapidamente e de aprender com essas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A sua evolu\u00e7\u00e3o tem sido veloz, pelo que, na maioria destas compet\u00eancias, <strong>a IA ultrapassou o desempenho humano e est\u00e1 na posse de um n\u00famero muito reduzido de empresas privadas e de pa\u00edses.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; background-color: #800000; color: #ffffff;\"><span style=\"background-color: #ff0000;\">3.<\/span><\/span><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; color: #ffffff;\"> <\/span>Omnipresen\u00e7a e invisibilidade do digital<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Um pouco por todo o planeta, as tecnologias digitais tornam-se omnipresentes, operando de forma invis\u00edvel, sem termos delas consci\u00eancia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em muitas prov\u00edncias da China recolhem-se dados biom\u00e9tricos, sens\u00edveis, para pagamento, transporte, dep\u00f3sito de lixo e outras a\u00e7\u00f5es do dia a dia e em Xinjiang, a empresa SenseNets implantou 6,7 milh\u00f5es de rastreadores para monitorizar os movimentos de 2,5 milh\u00f5es de pessoas das minorias uigur e cazaque [7].<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em Portugal, o aeroporto de Lisboa disp\u00f5e de embarque de passageiros com recurso a leitura biom\u00e9trica [rosto e impress\u00e3o digital \u2013 dados sens\u00edveis] e a intelig\u00eancia artificial, mediante ades\u00e3o volunt\u00e1ria para adultos &#8211; Biometrics Experience [8].<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; background-color: #ff0000; color: #ffffff;\">4.<\/span> A intelig\u00eancia do sistema digital<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Qual \u00e9 a estrutura do algoritmo?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na internet aquilo a que os utilizadores t\u00eam acesso resulta da aplica\u00e7\u00e3o de um algoritmo que, em primeiro lugar, recomenda conte\u00fados patrocinados e, depois, prioriza os conte\u00fados dispon\u00edveis de acordo com:\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>1. Os interesses do utilizador definidos no seu perfil;\u00a0<br \/>2. O desempenho que esse conte\u00fado est\u00e1 a ter;\u00a0<br \/>3. A novidade do conte\u00fado.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>O sucesso de um conte\u00fado na internet n\u00e3o depende da sua qualidade<\/strong>, como mostra o v\u00eddeo <em>Tamb\u00e9m \u00e9 uma alface<\/em> <em>do Lidl?<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A sujei\u00e7\u00e3o dos nossos comportamentos aos algoritmos faz com que, segundo Eli Pariser, na internet, os utilizadores ficam menos expostos a pontos de vista diversos, tendem a permanecer, isolados, nas suas <strong>bolhas (&#8220;filter bubble&#8221;)<\/strong> ideol\u00f3gicas e culturais, <strong>recebem principalmente not\u00edcias agrad\u00e1veis e familiares, que confirmam as suas cren\u00e7as e pontos de vista.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Segundo John Scruggs (1998), a internet funciona como uma <strong>c\u00e2mara de eco<\/strong>: informa\u00e7\u00f5es, ideias ou cren\u00e7as, quando comunicadas e repetidas dentro de um determinado sistema, refor\u00e7am-se, amplificam-se. &#8220;Quanto mais uma vis\u00e3o ou uma informa\u00e7\u00e3o particular &#8216;ecoa&#8217; ou ressoa atrav\u00e9s deste grupo, maior \u00e9 o seu impacto\u201d [9].<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Como estes filtros s\u00e3o invis\u00edveis e silenciosos, o ser humano sup\u00f5e-se livre. Como os prisioneiros da Alegoria da Caverna de Plat\u00e3o, vivemos na caverna: ouvimos os ecos e vemos as sombras na parede e julgamos que essa \u00e9 a verdadeira realidade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>A estrutura da rede digital \u00e9 fragmentada, n\u00e3o corresponde a um espa\u00e7o p\u00fablico, comum a todos. A informa\u00e7\u00e3o circula entre espa\u00e7os privados fechados e homog\u00e9neos.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>A intelig\u00eancia\/ efic\u00e1cia do sistema digital \u00e9 que o indiv\u00edduo se oferece voluntariamente<\/strong>, deixando abertura para as perguntas:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Queremos \u2026ser livres? \u2026agir? \u2026ser respons\u00e1veis?<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"font-family: &#39;arial black&#39;, sans-serif; font-size: 18pt; color: #ffffff; background-color: #ff0000;\">5.<\/span> O papel da biblioteca escolar<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A liberdade (da ignor\u00e2ncia\/manipula\u00e7\u00e3o, opress\u00e3o\u2026) \u00e9 um c<strong>aminho\/conquista (a posteri) que resulta de literacia digital, da informa\u00e7\u00e3o e <em>media<\/em> e da leitura<\/strong>, por prazer e no \u00e2mbito de todas as \u00e1reas do saber.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No seu dia a dia a biblioteca escolar contribui para que <strong>todas as pessoas possam, em plena consci\u00eancia e liberdade, decidir o seu destino.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Observa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/span><br \/>Este artigo resultou de uma comunica\u00e7\u00e3o, junto de alunos de Filosofia e professores, do Agrupamento de Escolas de Bonfim, Portalegre.\u00a0<br \/>\u00a0<br \/><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Bibliografia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ol><\/p>\n<li>Innerarity, Daniel. (2024). <em>A liberdade democr\u00e1tica<\/em>. Rel\u00f3gio d\u2019\u00c1gua.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Pereira da Silva, Jorge. (2024). <em>Direitos Fundamentais para o Universo Digital<\/em>. FFMS<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Han, Byung-Chul. (2017). <em>Psicopol\u00edtica<\/em>. Rel\u00f3gio d&#8217;\u00c1gua<\/li>\n<p><\/ol>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ol><\/p>\n<li>Alice-in-Wonderland.net. (2024). <em>Alice\u2019s Adventures in Wonderland pictures<\/em>. <a href=\"https:\/\/www.alice-in-wonderland.net\/resources\/pictures\/alices-adventures-in-wonderland\/\">https:\/\/www.alice-in-wonderland.net\/resources\/pictures\/alices-adventures-in-wonderland\/<\/a>\u00a0<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Carroll, Lewis. (1865). <em>Alice no Pa\u00eds das Maravilhas<\/em>.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Morellec, Guillaume. (2024). 1984 &#8211; George Orwell. <em>B\u00e8hance<\/em>. <a href=\"https:\/\/www.behance.net\/gallery\/33546269\/1984-George-Orwell?locale=pt_BR\">https:\/\/www.behance.net\/gallery\/33546269\/1984-George-Orwell?locale=pt_BR<\/a>\u00a0<br \/>StockCake. (n.d.). <em>Morning Light Shadow<\/em>. <a href=\"https:\/\/stockcake.com\/i\/morning-light-shadow_1505677_1170017\">https:\/\/stockcake.com\/i\/morning-light-shadow_1505677_1170017<\/a>\u00a0<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Market capitalization of Alphabet (Google). <a href=\"https:\/\/companiesmarketcap.com\/alphabet-google\/marketcap\/\">https:\/\/companiesmarketcap.com\/alphabet-google\/marketcap\/<\/a>\u00a0<br \/>Portugal Pib Per Capita. <a href=\"https:\/\/www.ceicdata.com\/pt\/indicator\/portugal\/gdp-per-capita\">https:\/\/www.ceicdata.com\/pt\/indicator\/portugal\/gdp-per-capita<\/a>\u00a0<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Statista. (2024). <em>Redes sociais mais populares no mundo em abril de 2024, por n\u00famero de utilizadores ativos mensais<\/em> [em bilh\u00f5es]. <a href=\"https:\/\/www.statista.com\/statistics\/272014\/global-social-networks-ranked-by-number-of-users\/\">https:\/\/www.statista.com\/statistics\/272014\/global-social-networks-ranked-by-number-of-users\/<\/a>\u00a0<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Netflix. (2020). <em>O Dilema das Redes Sociais<\/em>. <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/pt\/title\/81254224\">https:\/\/www.netflix.com\/pt\/title\/81254224<\/a>\u00a0<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Matthys, M\u00e1ximo. (2021). 2091: O Minist\u00e9rio da Privacidade. <em>Bienal 21<\/em>. <a href=\"https:\/\/bienal21.bienalfotografiaporto.pt\/en\/exhibitions\/the-horizon-is-moving-nearer\/2091-the-ministry-of-privacy\/\">https:\/\/bienal21.bienalfotografiaporto.pt\/en\/exhibitions\/the-horizon-is-moving-nearer\/2091-the-ministry-of-privacy\/<\/a>\u00a0<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Expresso. (2024). Cidad\u00e3os de fora do espa\u00e7o Schengen que entrem em Portugal obrigados a recolha de dados biom\u00e9tricos [Ag\u00eancia Lusa]. <a href=\"https:\/\/expresso.pt\/sociedade\/2024-09-26-cidadaos-de-fora-do-espaco-schengen-que-entrem-em-portugal-obrigados-a-recolha-de-dados-biometricos-57b4ef3c\">https:\/\/expresso.pt\/sociedade\/2024-09-26-cidadaos-de-fora-do-espaco-schengen-que-entrem-em-portugal-obrigados-a-recolha-de-dados-biometricos-57b4ef3c<\/a>\u00a0<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Wikipedia. (2024). <em>C\u00e2mara de Eco<\/em>. <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/C%C3%A2mara_de_eco\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/C%C3%A2mara_de_eco<\/a>\u00a0<\/li>\n<p><\/ol>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. O que \u00e9 a liberdade? A liberdade \u00e9 o poder \u2013 e o direito &#8211; para cada um decidir o seu destino de acordo com a pr\u00f3pria vontade (autonomia). O exerc\u00edcio da liberdade exige a tomada de consci\u00eancia sobre os fatores que nela interferem e as metas a alcan\u00e7ar e a vontade em percorrer o caminho.\u00a0 Perdida na floresta, \u201cAlice perguntou: Gato Cheshire&#8230; pode dizer-me qual o caminho que eu devo tomar? Isso depende muito do lugar para onde voc\u00ea quer ir \u2013 disse o Gato. Eu n\u00e3o sei para onde ir! \u2013 disse Alice. Se voc\u00ea n\u00e3o sabe para onde ir, qualquer caminho serve\u201d [2]. Na era digital\/global parte substancial do exerc\u00edcio da liberdade ocorre na internet.\u00a0\u00c9 mediada por algoritmos, bots, cookies, avatares\u2026 que se alimentam de dados pessoais e foram desenvolvidos por empresas privadas de escala quase universal.\u00a0 2. Capitalismo digital de vigil\u00e2ncia A internet, como a experienciamos hoje, \u00e9 um modelo de neg\u00f3cio baseado na extra\u00e7\u00e3o e tratamento de dados pessoais. Atrav\u00e9s da agrega\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de informa\u00e7\u00e3o (internet personalizada), as plataformas digitais t\u00eam possibilidade de construir um perfil de cada utilizador\/consumidor e de vigiar todos os seus comportamentos e prefer\u00eancias pessoais, em todos os dom\u00ednios. O capitalismo digital atual \u00e9, em boa parte, desmaterializado e invis\u00edvel. Estrutura-se com base num modelo de personaliza\u00e7\u00e3o e de vigil\u00e2ncia que tem no Google\/Alphabet um dos seus primeiros e grandes representantes. Estamos longe do capitalismo industrial, representado pelo modelo de produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie de Henry Ford.\u00a0\u00c9 importante esta consciencializa\u00e7\u00e3o para que se abandone a falsa ideia da neutralidade das ferramentas e plataformas digitais. Qual \u00e9 a estrutura deste capitalismo? Fonte das imagens [3]. 2.1. Grupos empresariais Utilizado em 70% de dispositivos m\u00f3veis, o Google\/Alphabet disp\u00f5e, de forma integrada, de uma rede de empresas em todos os setores: correio (Gmail), mapas (Google Maps), tradu\u00e7\u00e3o (Google Translate), jornalismo (Google News), filmes e entretenimento (YouTube), armazenamento na nuvem (Cloud), estat\u00edsticas (Google Analytics), rel\u00f3gios inteligentes (Fibit), sa\u00fade e longevidade (Verify, Calico), publicidade (DoubleClick), eletrodom\u00e9sticos inteligentes (Verify Life), etc., etc. Estas empresas operam, em simult\u00e2neo, em m\u00faltiplas \u00e1reas de neg\u00f3cio para conhecer melhor os seus clientes e recolher a maior quantidade de dados. O capital na bolsa do Google\/Alphabet \u00e9 de 2,143 trili\u00f5es de d\u00f3lares, valor muit\u00edssimo superior ao PIB de Portugal &#8211;\u00a0 27,832.655 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013 e da maioria dos pa\u00edses [4]. O Google\/Alphabet \u00e9 uma DDDN (Data Driven Digital Networks\/Rede Digital Movida por Dados) que oferece gratuitamente uma s\u00e9rie de servi\u00e7os a troco dos dados de todos seus clientes\/utilizadores que conhece de modo profundo, personalizado\/pessoal, quase \u00edntimo. Este conhecimento permite-lhe oferecer conte\u00fados \u00e0 medida e aumentar os lucros deste modelo de neg\u00f3cio de internet personalizada, perpetuando-o. Os dados dos clientes\/utilizadores s\u00e3o recolhidos atrav\u00e9s: de navega\u00e7\u00e3o no motor de busca; do cruzamento com a utiliza\u00e7\u00e3o dos demais servi\u00e7os de todas as empresas que det\u00e9m e \u00e9 parceira. 2.2. Redes Sociais Tamb\u00e9m as redes sociais contribuem para amplificar este neg\u00f3cio. A comunidade de cada uma das principais redes sociais \u00e9 muito superior ao total de habitantes dos pa\u00edses: Facebook \u2013 3 bilh\u00f5es, YouTube \u2013 2,5 bilh\u00f5es, Instagram \u2013 2 bilh\u00f5es, Portugal &#8211; 10 milh\u00f5es de habitantes. Considerando que h\u00e1, no mundo inteiro, cerca de 8 bilh\u00f5es de habitantes, s\u00f3 a rede social Facebook tem quase um ter\u00e7o dos habitantes do planeta.\u00a0\u00a0Fonte da imagem [5]. As redes sociais s\u00e3o um modelo de neg\u00f3cio alimentado pela publicidade e baseado na quantidade de acessos e de tempo e de aten\u00e7\u00e3o e de envolvimento que os clientes\/utilizadores passam ligados. A sua l\u00f3gica \u00e9: quanto mais e mais rapidamente se comunica\/consome, melhor. A quantidade \u00e9 um fim em si, incentivando o pensamento impulsivo, que reage e protesta sem refletir e argumentar, como qualquer consumidor e espetador [\u201cdemocracia de espetadores\u201d, Innerarity ]. Os especialistas que trabalharam na cria\u00e7\u00e3o de ferramentas das redes sociais alertam: \u201cO que [os utilizadores] n\u00e3o percebem \u00e9 que h\u00e1 equipas de engenheiros cujo trabalho \u00e9 usar a nossa psicologia [e vulnerabilidades] contra n\u00f3s\u201d. Notifica\u00e7\u00f5es, retic\u00eancias, likes, imagens, gamifica\u00e7\u00e3o\u2026 s\u00e3o estrat\u00e9gias eficazes para aprisionarem a nossa aten\u00e7\u00e3o e autonomia. Segundo eles, \u201cTodas as nossas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o monitorizadas e registadas\u201d [6]. 2.3. Internet of Things (IoT) Na era digital, n\u00e3o somos apenas n\u00f3s que estamos ligados \u00e0 rede, tamb\u00e9m as nossas coisas: Em casa, atrav\u00e9s de assistentes de voz (e.g. Alexa da Amazon), eletrodom\u00e9sticos inteligentes\u2026 Na rua, atrav\u00e9s de smartwatches, ve\u00edculos inteligentes\u2026 Os dados que as coisas recolhem e comunicam, automaticamente e em tempo real, \u00e0s empresas que as fabricam, s\u00e3o os nossos dados pessoais: localiza\u00e7\u00e3o; n\u00famero de passos; velocidade com que corremos; horas acordados, a ver televis\u00e3o ou a conduzir; peso (evolu\u00e7\u00e3o); ritmo card\u00edaco; velocidade de leitura\u2026 2.4. IA A IA (Intelig\u00eancia artificial) automatiza vers\u00f5es agregadas de compet\u00eancias humanas com valor, usadas para ler, conhecer, expressar e influenciar\/manipular. Alimenta-se de grande quantidade de dados e tem a capacidade de process\u00e1-los rapidamente e de aprender com essas opera\u00e7\u00f5es. A sua evolu\u00e7\u00e3o tem sido veloz, pelo que, na maioria destas compet\u00eancias, a IA ultrapassou o desempenho humano e est\u00e1 na posse de um n\u00famero muito reduzido de empresas privadas e de pa\u00edses. 3. Omnipresen\u00e7a e invisibilidade do digital Um pouco por todo o planeta, as tecnologias digitais tornam-se omnipresentes, operando de forma invis\u00edvel, sem termos delas consci\u00eancia. Em muitas prov\u00edncias da China recolhem-se dados biom\u00e9tricos, sens\u00edveis, para pagamento, transporte, dep\u00f3sito de lixo e outras a\u00e7\u00f5es do dia a dia e em Xinjiang, a empresa SenseNets implantou 6,7 milh\u00f5es de rastreadores para monitorizar os movimentos de 2,5 milh\u00f5es de pessoas das minorias uigur e cazaque [7]. Em Portugal, o aeroporto de Lisboa disp\u00f5e de embarque de passageiros com recurso a leitura biom\u00e9trica [rosto e impress\u00e3o digital \u2013 dados sens\u00edveis] e a intelig\u00eancia artificial, mediante ades\u00e3o volunt\u00e1ria para adultos &#8211; Biometrics Experience [8]. 4. A intelig\u00eancia do sistema digital Qual \u00e9 a estrutura do algoritmo? Na internet aquilo a que os utilizadores t\u00eam acesso resulta da aplica\u00e7\u00e3o de um algoritmo que, em primeiro lugar, recomenda conte\u00fados patrocinados e, depois, prioriza os conte\u00fados dispon\u00edveis de acordo com:\u00a0 1. Os interesses do utilizador definidos no seu perfil;\u00a02. O desempenho que esse conte\u00fado est\u00e1 a ter;\u00a03. A novidade do conte\u00fado.\u00a0 O sucesso de um conte\u00fado na internet n\u00e3o depende da sua qualidade, como mostra o v\u00eddeo Tamb\u00e9m \u00e9 uma alface do Lidl? A sujei\u00e7\u00e3o dos nossos comportamentos aos algoritmos faz com que, segundo Eli Pariser, na internet, os utilizadores ficam menos expostos a pontos de vista diversos, tendem a permanecer, isolados, nas suas bolhas (&#8220;filter bubble&#8221;) ideol\u00f3gicas e culturais, recebem principalmente not\u00edcias agrad\u00e1veis e familiares, que confirmam as suas cren\u00e7as e pontos de vista. Segundo John Scruggs (1998), a internet funciona como uma c\u00e2mara de eco: informa\u00e7\u00f5es, ideias ou cren\u00e7as, quando comunicadas e repetidas dentro de um determinado sistema, refor\u00e7am-se, amplificam-se. &#8220;Quanto mais uma vis\u00e3o ou uma informa\u00e7\u00e3o particular &#8216;ecoa&#8217; ou ressoa atrav\u00e9s deste grupo, maior \u00e9 o seu impacto\u201d [9]. Como estes filtros s\u00e3o invis\u00edveis e silenciosos, o ser humano sup\u00f5e-se livre. Como os prisioneiros da Alegoria da Caverna de Plat\u00e3o, vivemos na caverna: ouvimos os ecos e vemos as sombras na parede e julgamos que essa \u00e9 a verdadeira realidade. A estrutura da rede digital \u00e9 fragmentada, n\u00e3o corresponde a um espa\u00e7o p\u00fablico, comum a todos. A informa\u00e7\u00e3o circula entre espa\u00e7os privados fechados e homog\u00e9neos. A intelig\u00eancia\/ efic\u00e1cia do sistema digital \u00e9 que o indiv\u00edduo se oferece voluntariamente, deixando abertura para as perguntas: Queremos \u2026ser livres? \u2026agir? \u2026ser respons\u00e1veis? 5. O papel da biblioteca escolar A liberdade (da ignor\u00e2ncia\/manipula\u00e7\u00e3o, opress\u00e3o\u2026) \u00e9 um caminho\/conquista (a posteri) que resulta de literacia digital, da informa\u00e7\u00e3o e media e da leitura, por prazer e no \u00e2mbito de todas as \u00e1reas do saber. No seu dia a dia a biblioteca escolar contribui para que todas as pessoas possam, em plena consci\u00eancia e liberdade, decidir o seu destino.\u00a0 Observa\u00e7\u00e3o:Este artigo resultou de uma comunica\u00e7\u00e3o, junto de alunos de Filosofia e professores, do Agrupamento de Escolas de Bonfim, Portalegre.\u00a0\u00a0Bibliografia Innerarity, Daniel. (2024). A liberdade democr\u00e1tica. Rel\u00f3gio d\u2019\u00c1gua. Pereira da Silva, Jorge. (2024). Direitos Fundamentais para o Universo Digital. FFMS Han, Byung-Chul. (2017). Psicopol\u00edtica. Rel\u00f3gio d&#8217;\u00c1gua Refer\u00eancias Alice-in-Wonderland.net. (2024). Alice\u2019s Adventures in Wonderland pictures. https:\/\/www.alice-in-wonderland.net\/resources\/pictures\/alices-adventures-in-wonderland\/\u00a0 Carroll, Lewis. (1865). Alice no Pa\u00eds das Maravilhas. Morellec, Guillaume. (2024). 1984 &#8211; George Orwell. B\u00e8hance. https:\/\/www.behance.net\/gallery\/33546269\/1984-George-Orwell?locale=pt_BR\u00a0StockCake. (n.d.). Morning Light Shadow. https:\/\/stockcake.com\/i\/morning-light-shadow_1505677_1170017\u00a0 Market capitalization of Alphabet (Google). https:\/\/companiesmarketcap.com\/alphabet-google\/marketcap\/\u00a0Portugal Pib Per Capita. https:\/\/www.ceicdata.com\/pt\/indicator\/portugal\/gdp-per-capita\u00a0 Statista. (2024). Redes sociais mais populares no mundo em abril de 2024, por n\u00famero de utilizadores ativos mensais [em bilh\u00f5es]. https:\/\/www.statista.com\/statistics\/272014\/global-social-networks-ranked-by-number-of-users\/\u00a0 Netflix. (2020). O Dilema das Redes Sociais. https:\/\/www.netflix.com\/pt\/title\/81254224\u00a0 Matthys, M\u00e1ximo. (2021). 2091: O Minist\u00e9rio da Privacidade. Bienal 21. https:\/\/bienal21.bienalfotografiaporto.pt\/en\/exhibitions\/the-horizon-is-moving-nearer\/2091-the-ministry-of-privacy\/\u00a0 Expresso. (2024). Cidad\u00e3os de fora do espa\u00e7o Schengen que entrem em Portugal obrigados a recolha de dados biom\u00e9tricos [Ag\u00eancia Lusa]. https:\/\/expresso.pt\/sociedade\/2024-09-26-cidadaos-de-fora-do-espaco-schengen-que-entrem-em-portugal-obrigados-a-recolha-de-dados-biometricos-57b4ef3c\u00a0 Wikipedia. (2024). C\u00e2mara de Eco. https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/C%C3%A2mara_de_eco\u00a0 \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57,29],"tags":[],"class_list":["post-2917923","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambientes-digitais","category-liberdade-de-expressao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2917923","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2917923"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2917923\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085508,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2917923\/revisions\/3085508"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2917923"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2917923"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2917923"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}