{"id":2913808,"date":"2025-01-13T09:00:00","date_gmt":"2025-01-13T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2913808.html"},"modified":"2026-05-14T09:01:26","modified_gmt":"2026-05-14T09:01:26","slug":"ajudar-os-alunos-a-desenvolver-o-gosto-pela-leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2913808","title":{"rendered":"Ajudar os alunos a desenvolver o gosto pela leitura"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2025-01-06.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2025\/2025-01-06.png?size=l\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 12pt;\">Eis como construir uma cultura de leitura para acolher os alunos que est\u00e3o a aprender uma nova l\u00edngua, especialmente os que v\u00eam de pa\u00edses com fortes tradi\u00e7\u00f5es de narra\u00e7\u00e3o oral.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os meus alunos v\u00eam de todo o mundo. Muitos s\u00e3o de pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, onde a narra\u00e7\u00e3o oral de hist\u00f3rias est\u00e1 profundamente enraizada na sua cultura. Nessas regi\u00f5es, as tradi\u00e7\u00f5es de narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias s\u00e3o transmitidas atrav\u00e9s de gera\u00e7\u00f5es de uma forma que enfatiza o falar e o ouvir, muitas vezes com um foco na liga\u00e7\u00e3o pessoal e na comunidade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No entanto, os meus alunos confessam frequentemente que a leitura por prazer n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o presente nas suas culturas como noutras partes do mundo. Senti isto em primeira m\u00e3o na minha pr\u00f3pria fam\u00edlia. O meu marido, que \u00e9 peruano, adora contar hist\u00f3rias fant\u00e1sticas e cheias de imagina\u00e7\u00e3o aos nossos filhos, mas n\u00e3o sente a mesma atra\u00e7\u00e3o natural pelos livros que eu. Eu cresci numa fam\u00edlia polaco-americana onde devor\u00e1vamos livros como se fossem pierogis. O meu marido prefere partilhar as suas hist\u00f3rias da mesma forma que aprendeu enquanto crescia \u2013 por meio da tradi\u00e7\u00e3o oral. Esta din\u00e2mica n\u00e3o \u00e9 invulgar nas fam\u00edlias de muitos dos meus alunos, o que tornou a tarefa de fomentar o gosto pela leitura de livros um pouco mais desafiante na minha sala de aula.\u00a0<br \/>Este ano, \u00e9 uma sorte ter a oportunidade de colaborar com um colega novo, fant\u00e1stico, que tem v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es criativas para ajudar os meus alunos a estabelecerem liga\u00e7\u00f5es com os livros de uma forma que se enquadra no seu contexto cultural.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Fazer do tempo de leitura uma atividade de grupo<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Uma das estrat\u00e9gias com maior impacto que transformou a atitude dos meus alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura foi torn\u00e1-la <strong>uma atividade partilhada<\/strong>. Em vez de atribuir tarefas de leitura individuais, comecei a enquadrar o tempo de leitura como a<strong>lgo que fazemos em conjunto, como uma turma<\/strong>. Durante o nosso tempo de leitura, coloco as carteiras ou cadeiras em c\u00edrculo e juntamo-nos para partilhar uma hist\u00f3ria. Em grupo, exploramos o texto em conjunto e eu tomo a iniciativa de ler em voz alta. Uma vez que ensino principalmente alunos rec\u00e9m-chegados com um ingl\u00eas muito limitado, <strong>recorremos frequentemente a livros simples, mas cativantes<\/strong>, como os escritos por Mo Willems. Estes livros recorrem ao humor, a ilustra\u00e7\u00f5es claras e \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o para os tornar acess\u00edveis aos alunos, ao mesmo tempo que proporcionam oportunidades para um debate significativo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Depois de ler uma hist\u00f3ria aos alunos, altero as coisas, dando-lhes a oportunidade de assumirem a lideran\u00e7a.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Pe\u00e7o-lhes que <strong>leiam uns para os outros ou para toda a turma<\/strong>. O que mais me surpreendeu foi o facto de eles terem aceitado este papel com entusiasmo. N\u00e3o s\u00f3 est\u00e3o dispostos a ler, como est\u00e3o entusiasmados por o fazer, e v\u00e3o mais longe, utilizando vozes expressivas, dramatizando e at\u00e9 reinterpretando as personagens de forma a refletirem as suas pr\u00f3prias experi\u00eancias culturais. Esta <strong>experi\u00eancia partilhada tornou a leitura menos intimidante<\/strong> <strong>e mais agrad\u00e1vel<\/strong> para os alunos, transformando-a de uma tarefa solit\u00e1ria numa <strong>atividade social e de colabora\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Envolver os alunos na narra\u00e7\u00e3o oral de hist\u00f3rias<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para al\u00e9m de ler livros em conjunto, tamb\u00e9m introduzi um c\u00edrculo de narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias na rotina da nossa sala de aula. Esta tem sido uma ferramenta incrivelmente eficaz para <strong>envolver os meus alunos, uma vez que honra as tradi\u00e7\u00f5es de narra\u00e7\u00e3o oral que s\u00e3o centrais em muitas das suas culturas<\/strong>. Durante os c\u00edrculos de narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, os alunos s\u00e3o encorajados a partilhar hist\u00f3rias pessoais da sua vida ou da hist\u00f3ria da sua fam\u00edlia. Estas hist\u00f3rias podem ser engra\u00e7adas, s\u00e9rias ou qualquer outra coisa do g\u00e9nero, e o formato \u00e9 muito descontra\u00eddo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O que \u00e9 eficaz nestes c\u00edrculos \u00e9 que <strong>validam os antecedentes culturais dos meus alunos<\/strong>, ao mesmo tempo que estabelecem uma liga\u00e7\u00e3o direta entre a <strong>narra\u00e7\u00e3o oral de hist\u00f3rias e os textos escritos<\/strong> que lemos na aula. Um dos meus superpoderes como professora \u00e9 contar hist\u00f3rias, por isso esta \u00e9 uma das minhas atividades favoritas na sala de aula. As hist\u00f3rias s\u00e3o transversais \u00e0s culturas e fazem sobressair a humanidade e a liga\u00e7\u00e3o que todos partilhamos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O c\u00edrculo de narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias n\u00e3o s\u00f3 envolve os alunos que talvez n\u00e3o se considerem leitores, como tamb\u00e9m os ajuda a apropriarem-se das hist\u00f3rias que lemos e partilhamos. Come\u00e7am a compreender que <strong>as hist\u00f3rias, sejam elas orais ou escritas, lhes pertencem e podem refletir as suas pr\u00f3prias vidas e experi\u00eancias<\/strong>. Isto tem sido especialmente importante para criar um sentido de comunidade na sala de aula. Os alunos come\u00e7am a perceber que ler n\u00e3o \u00e9 apenas descodificar palavras numa p\u00e1gina, mas tamb\u00e9m partilhar ideias, experi\u00eancias e emo\u00e7\u00f5es. Tem sido espantoso ver os alunos a ligarem as suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias \u00e0s personagens e situa\u00e7\u00f5es dos livros que lemos\u00a0 \u0336\u00a0 e, por sua vez, a criarem uma liga\u00e7\u00e3o mais profunda \u00e0 pr\u00f3pria leitura.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>N\u00e3o se trata apenas de livros<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Desde que introduzi estas mudan\u00e7as na minha sala de aula, notei uma mudan\u00e7a significativa na atitude dos meus alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura. Os alunos que antes resistiam a pegar num livro, agora v\u00eaem-no como uma <strong>oportunidade de se relacionarem\u00a0 \u0336\u00a0 com os colegas, com as fam\u00edlias e com as suas pr\u00f3prias experi\u00eancias<\/strong>. O que antes era visto como uma tarefa assustadora tornou-se algo pelo qual eles anseiam. Rimo-nos juntos, orgulhamo-nos de ler em voz alta e envolvemo-nos em discuss\u00f5es significativas sobre as hist\u00f3rias que lemos. Esta mudan\u00e7a \u00e9 algo que eu n\u00e3o tinha previsto, mas tem sido bem-vinda e marcante.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Como educadora, acho que \u00e9 f\u00e1cil pensar que a chave do sucesso \u00e9 sempre encontrar o livro ou a estrat\u00e9gia \u201ccerta\u201d, mas o que aprendi este ano \u00e9 que n\u00e3o se trata apenas dos livros em si\u00a0 \u0336\u00a0 trata-se de <strong>criar um sentido de comunidade e de relev\u00e2ncia cultural em torno da leitura<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ir ao encontro dos meus alunos, tanto a n\u00edvel cultural como lingu\u00edstico, e fazer da leitura uma experi\u00eancia partilhada abre a porta ao gosto pela leitura para toda a vida, que \u00e9 aut\u00eantico e significativo. \u00c9 tamb\u00e9m \u00f3timo para nos lembrar que quando os alunos s\u00e3o ouvidos e se sentem valorizados, \u00e9 mais prov\u00e1vel que se empenhem, n\u00e3o s\u00f3 nos livros, mas na aprendizagem como um todo. Sempre que pudermos transformar o trabalho na sala de aula num trabalho com um prop\u00f3sito e significado, estamos a ganhar. <strong>Fazer com que a leitura seja sentida como algo pessoal, importante e que capacita \u00e9 dar aos nossos alunos um presente que eles podem levar consigo para toda a vida.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>O texto deste artigo foi traduzido e publicado com a autoriza\u00e7\u00e3o da\u00a0<em>Edutopia<\/em>:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Wysocki, S. (2024, 19 de novembro). Helping English Language Learners Develop a Love of Reading.\u00a0<em>Edutopia<\/em>. <a href=\"https:\/\/www.edutopia.org\/article\/encouraging-love-reading-ells\">https:\/\/www.edutopia.org\/article\/encouraging-love-reading-ells<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>* Sobre Sarah Wysocki<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sarah Wysocki \u00e9 uma educadora de longa data, defensora das crian\u00e7as, autora e m\u00e3e que vive em Annandale, Virg\u00ednia. \u00c9 uma aprendiz ao longo da vida com um bacharelato em psicologia da sa\u00fade, um mestrado em ensino e um certificado de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em TESOL. A Sarah est\u00e1 empenhada em apoiar o crescimento e o desenvolvimento de toda a crian\u00e7a, com um interesse especial no bem-estar social e emocional. Quando n\u00e3o est\u00e1 ocupada a despertar o amor pela aprendizagem nos seus alunos, pode ser encontrada a fazer voluntariado no seu bairro ou nos campos de pickleball, a desenvolver a amizade e a comunidade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span><strong>Nota:<\/strong><\/span>\u00a0\u00a9\u00a0Excecionalmente, por se tratar de uma tradu\u00e7\u00e3o que careceu de autoriza\u00e7\u00e3o, este trabalho tem todos os direitos reservados.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\ud83d\udcf7\u00a0<a href=\"https:\/\/www.rawpixel.com\/\">https:\/\/www.rawpixel.com\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eis como construir uma cultura de leitura para acolher os alunos que est\u00e3o a aprender uma nova l\u00edngua, especialmente os que v\u00eam de pa\u00edses com fortes tradi\u00e7\u00f5es de narra\u00e7\u00e3o oral. Os meus alunos v\u00eam de todo o mundo. Muitos s\u00e3o de pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, onde a narra\u00e7\u00e3o oral de hist\u00f3rias est\u00e1 profundamente enraizada na sua cultura. Nessas regi\u00f5es, as tradi\u00e7\u00f5es de narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias s\u00e3o transmitidas atrav\u00e9s de gera\u00e7\u00f5es de uma forma que enfatiza o falar e o ouvir, muitas vezes com um foco na liga\u00e7\u00e3o pessoal e na comunidade. No entanto, os meus alunos confessam frequentemente que a leitura por prazer n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o presente nas suas culturas como noutras partes do mundo. Senti isto em primeira m\u00e3o na minha pr\u00f3pria fam\u00edlia. O meu marido, que \u00e9 peruano, adora contar hist\u00f3rias fant\u00e1sticas e cheias de imagina\u00e7\u00e3o aos nossos filhos, mas n\u00e3o sente a mesma atra\u00e7\u00e3o natural pelos livros que eu. Eu cresci numa fam\u00edlia polaco-americana onde devor\u00e1vamos livros como se fossem pierogis. O meu marido prefere partilhar as suas hist\u00f3rias da mesma forma que aprendeu enquanto crescia \u2013 por meio da tradi\u00e7\u00e3o oral. Esta din\u00e2mica n\u00e3o \u00e9 invulgar nas fam\u00edlias de muitos dos meus alunos, o que tornou a tarefa de fomentar o gosto pela leitura de livros um pouco mais desafiante na minha sala de aula.\u00a0Este ano, \u00e9 uma sorte ter a oportunidade de colaborar com um colega novo, fant\u00e1stico, que tem v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es criativas para ajudar os meus alunos a estabelecerem liga\u00e7\u00f5es com os livros de uma forma que se enquadra no seu contexto cultural. Fazer do tempo de leitura uma atividade de grupo Uma das estrat\u00e9gias com maior impacto que transformou a atitude dos meus alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura foi torn\u00e1-la uma atividade partilhada. Em vez de atribuir tarefas de leitura individuais, comecei a enquadrar o tempo de leitura como algo que fazemos em conjunto, como uma turma. Durante o nosso tempo de leitura, coloco as carteiras ou cadeiras em c\u00edrculo e juntamo-nos para partilhar uma hist\u00f3ria. Em grupo, exploramos o texto em conjunto e eu tomo a iniciativa de ler em voz alta. Uma vez que ensino principalmente alunos rec\u00e9m-chegados com um ingl\u00eas muito limitado, recorremos frequentemente a livros simples, mas cativantes, como os escritos por Mo Willems. Estes livros recorrem ao humor, a ilustra\u00e7\u00f5es claras e \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o para os tornar acess\u00edveis aos alunos, ao mesmo tempo que proporcionam oportunidades para um debate significativo. Depois de ler uma hist\u00f3ria aos alunos, altero as coisas, dando-lhes a oportunidade de assumirem a lideran\u00e7a. Pe\u00e7o-lhes que leiam uns para os outros ou para toda a turma. O que mais me surpreendeu foi o facto de eles terem aceitado este papel com entusiasmo. N\u00e3o s\u00f3 est\u00e3o dispostos a ler, como est\u00e3o entusiasmados por o fazer, e v\u00e3o mais longe, utilizando vozes expressivas, dramatizando e at\u00e9 reinterpretando as personagens de forma a refletirem as suas pr\u00f3prias experi\u00eancias culturais. Esta experi\u00eancia partilhada tornou a leitura menos intimidante e mais agrad\u00e1vel para os alunos, transformando-a de uma tarefa solit\u00e1ria numa atividade social e de colabora\u00e7\u00e3o. Envolver os alunos na narra\u00e7\u00e3o oral de hist\u00f3rias Para al\u00e9m de ler livros em conjunto, tamb\u00e9m introduzi um c\u00edrculo de narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias na rotina da nossa sala de aula. Esta tem sido uma ferramenta incrivelmente eficaz para envolver os meus alunos, uma vez que honra as tradi\u00e7\u00f5es de narra\u00e7\u00e3o oral que s\u00e3o centrais em muitas das suas culturas. 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O c\u00edrculo de narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias n\u00e3o s\u00f3 envolve os alunos que talvez n\u00e3o se considerem leitores, como tamb\u00e9m os ajuda a apropriarem-se das hist\u00f3rias que lemos e partilhamos. Come\u00e7am a compreender que as hist\u00f3rias, sejam elas orais ou escritas, lhes pertencem e podem refletir as suas pr\u00f3prias vidas e experi\u00eancias. Isto tem sido especialmente importante para criar um sentido de comunidade na sala de aula. Os alunos come\u00e7am a perceber que ler n\u00e3o \u00e9 apenas descodificar palavras numa p\u00e1gina, mas tamb\u00e9m partilhar ideias, experi\u00eancias e emo\u00e7\u00f5es. Tem sido espantoso ver os alunos a ligarem as suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias \u00e0s personagens e situa\u00e7\u00f5es dos livros que lemos\u00a0 \u0336\u00a0 e, por sua vez, a criarem uma liga\u00e7\u00e3o mais profunda \u00e0 pr\u00f3pria leitura. 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Como educadora, acho que \u00e9 f\u00e1cil pensar que a chave do sucesso \u00e9 sempre encontrar o livro ou a estrat\u00e9gia \u201ccerta\u201d, mas o que aprendi este ano \u00e9 que n\u00e3o se trata apenas dos livros em si\u00a0 \u0336\u00a0 trata-se de criar um sentido de comunidade e de relev\u00e2ncia cultural em torno da leitura. Ir ao encontro dos meus alunos, tanto a n\u00edvel cultural como lingu\u00edstico, e fazer da leitura uma experi\u00eancia partilhada abre a porta ao gosto pela leitura para toda a vida, que \u00e9 aut\u00eantico e significativo. \u00c9 tamb\u00e9m \u00f3timo para nos lembrar que quando os alunos s\u00e3o ouvidos e se sentem valorizados, \u00e9 mais prov\u00e1vel que se empenhem, n\u00e3o s\u00f3 nos livros, mas na aprendizagem como um todo. Sempre que pudermos transformar o trabalho na sala de aula num trabalho com um prop\u00f3sito e significado, estamos a ganhar. Fazer com que a leitura seja sentida como algo pessoal, importante e que capacita \u00e9 dar aos nossos alunos um presente que eles podem levar consigo para toda a vida. \u00a0 O texto deste artigo foi traduzido e publicado com a autoriza\u00e7\u00e3o da\u00a0Edutopia: Wysocki, S. (2024, 19 de novembro). Helping English Language Learners Develop a Love of Reading.\u00a0Edutopia. https:\/\/www.edutopia.org\/article\/encouraging-love-reading-ells\u00a0 * Sobre Sarah Wysocki Sarah Wysocki \u00e9 uma educadora de longa data, defensora das crian\u00e7as, autora e m\u00e3e que vive em Annandale, Virg\u00ednia. \u00c9 uma aprendiz ao longo da vida com um bacharelato em psicologia da sa\u00fade, um mestrado em ensino e um certificado de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em TESOL. A Sarah est\u00e1 empenhada em apoiar o crescimento e o desenvolvimento de toda a crian\u00e7a, com um interesse especial no bem-estar social e emocional. Quando n\u00e3o est\u00e1 ocupada a despertar o amor pela aprendizagem nos seus alunos, pode ser encontrada a fazer voluntariado no seu bairro ou nos campos de pickleball, a desenvolver a amizade e a comunidade. Nota:\u00a0\u00a9\u00a0Excecionalmente, por se tratar de uma tradu\u00e7\u00e3o que careceu de autoriza\u00e7\u00e3o, este trabalho tem todos os direitos reservados. \ud83d\udcf7\u00a0https:\/\/www.rawpixel.com\/<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[157],"tags":[],"class_list":["post-2913808","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-leitura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2913808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2913808"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2913808\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085516,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2913808\/revisions\/3085516"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2913808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2913808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2913808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}