{"id":2899238,"date":"2024-11-18T09:00:00","date_gmt":"2024-11-18T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2899238.html"},"modified":"2026-05-14T09:03:23","modified_gmt":"2026-05-14T09:03:23","slug":"resultados-do-pisa-2022-volume-v-estrategias-de-aprendizagem-e-atitudes-para-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2899238","title":{"rendered":"Resultados do PISA 2022 (Volume V): Estrat\u00e9gias de aprendizagem e atitudes para a vida"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"1.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2024\/1.png?size=l\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Presentemente, os sistemas educativos enfrentam o desafio sem precedentes de preparar os seus estudantes para encontrarem o seu lugar e serem bem-sucedidos num mundo marcado por <strong>profundas incertezas ambientais, sociais e econ\u00f3micas<\/strong>. Para se adaptarem com \u00eaxito a este <strong>mundo em constante muta\u00e7\u00e3o<\/strong>, os jovens de hoje precisam de ser capazes de se envolver numa <strong>din\u00e2mica de aprendizagem ao longo da vida<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Consciente deste imperativo, o inqu\u00e9rito PISA prop\u00f4s-se avaliar em que medida os estudantes de 15 anos est\u00e3o <strong>preparados para continuar a aprender para al\u00e9m da escolaridade obrigat\u00f3ria<\/strong>, sondando a forma como utilizam diferentes estrat\u00e9gias de aprendizagem fundamentais, a sua motiva\u00e7\u00e3o para aprender e a sua confian\u00e7a na sua capacidade de adquirir, sintetizar e mobilizar novos conhecimentos atrav\u00e9s do estudo e do esfor\u00e7o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c9 esse o objeto do V volume do relat\u00f3rio PISA 2022 [1], o volume final, que foi dado a conhecer no dia 13 de novembro de 2024.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Um aspeto extremamente positivo que ressalta neste volume \u00e9 que est\u00e1 ao alcance de todos os pa\u00edses e economias transmitir os <strong>valores, m\u00e9todos e atitudes<\/strong> necess\u00e1rios para formar <strong>alunos resilientes que queiram aprender<\/strong> dentro e fora da escola, hoje e ao longo da vida.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Alguns pa\u00edses destacam-se pela positiva em algumas quest\u00f5es; por exemplo <strong>os alunos portugueses s\u00e3o evidenciados pelo estudo gra\u00e7as \u00e0 sua grande capacidade de pensamento cr\u00edtico e de colocar as situa\u00e7\u00f5es em perspetiva, assim como pelo apoio que recebem das suas fam\u00edlias<\/strong>. Por\u00e9m um n\u00famero significativo de alunos continua a ter dificuldades em termos de motiva\u00e7\u00e3o, ansiedade e aprendizagem aut\u00f3noma e sem um maior empenho por parte dos pa\u00edses em remediar esta situa\u00e7\u00e3o, toda uma gera\u00e7\u00e3o de alunos n\u00e3o estar\u00e1 devidamente preparada para enfrentar os desafios de hoje e de amanh\u00e3.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Uma das pedras angulares da aprendizagem ao longo da vida \u00e9 a capacidade de <strong>autorregula\u00e7\u00e3o e perseveran\u00e7a<\/strong>. No entanto, os resultados do inqu\u00e9rito PISA 2022 revelam que a utiliza\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de aprendizagem neste sentido &#8211; <strong>fazer perguntas quando n\u00e3o se compreende algo, basear-se no que se aprendeu ou ser capaz de ter em conta outros pontos de vista<\/strong> &#8211; est\u00e1 longe de ser universal entre os alunos, havendo ainda muitos progressos a fazer para os dotar das ferramentas necess\u00e1rias para se envolverem numa din\u00e2mica de aprendizagem aut\u00f3noma e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A <strong>motiva\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 outro pilar da aprendizagem ao longo da vida. De acordo com os dados do PISA, os alunos <strong>intrinsecamente motivados t\u00eam mais probabilidades de adotar estrat\u00e9gias de aprendizagem eficazes e de pensar de forma cr\u00edtica<\/strong>. No entanto, o inqu\u00e9rito aponta tamb\u00e9m para disparidades na motiva\u00e7\u00e3o dos alunos em fun\u00e7\u00e3o do seu contexto socioecon\u00f3mico e do seu g\u00e9nero. As raparigas, por exemplo, referem frequentemente uma maior motiva\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca do que os rapazes, mas tamb\u00e9m uma maior ansiedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 matem\u00e1tica, mesmo quando os seus resultados na disciplina s\u00e3o iguais. Estas disparidades podem tamb\u00e9m ser observadas entre alunos de meios socioecon\u00f3micos favorecidos e desfavorecidos. Por conseguinte, estes resultados recordam a necessidade de <strong>interven\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para aumentar a motiva\u00e7\u00e3o e a resili\u00eancia<\/strong> de todos os alunos, independentemente da sua origem socioecon\u00f3mica e do seu g\u00e9nero.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A <strong>autoconfian\u00e7a<\/strong> de um aluno, ou seja, a medida em que ele acredita nas suas pr\u00f3prias capacidades, desempenha um <strong>papel crucial na sua vontade de enfrentar desafios e perseverar apesar das dificuldades<\/strong>. Um aluno que acredite mais nas suas capacidades tem mais probabilidades de adotar estrat\u00e9gias de aprendizagem que favore\u00e7am uma compreens\u00e3o aprofundada das mat\u00e9rias e a resolu\u00e7\u00e3o de problemas. No entanto, os resultados do inqu\u00e9rito PISA 2022 mostram que esta autoconfian\u00e7a varia muito de um pa\u00eds\/economia e de um grupo de alunos para outro, mostrando que temos de redobrar os nossos <strong>esfor\u00e7os para aumentar a autoconfian\u00e7a dos alunos<\/strong> com dificuldades.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este volume sublinha igualmente a <strong>import\u00e2ncia da aprendizagem aut\u00f3noma<\/strong>, em particular nesta <strong>era de mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas cada vez mais r\u00e1pidas<\/strong>. Embora a maioria dos estudantes afirme estar confiante na sua capacidade de encontrar informa\u00e7\u00e3o em linha, um n\u00famero muito inferior consegue <strong>avaliar facilmente a qualidade e a fiabilidade dessa informa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Esta \u00e9 uma compet\u00eancia crucial no nosso mundo cada vez mais digital, onde a capacidade de <strong>determinar a credibilidade das fontes de informa\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 um pr\u00e9-requisito n\u00e3o s\u00f3 para o sucesso acad\u00e9mico, mas tamb\u00e9m para uma cidadania informada.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Os sistemas educativos podem e devem desempenhar um papel ativo na promo\u00e7\u00e3o da aprendizagem ao longo da vida<\/strong>, trabalhando n\u00e3o s\u00f3 para garantir que os seus alunos tenham sucesso na escola, mas tamb\u00e9m para desenvolverem as compet\u00eancias, estrat\u00e9gias e atitudes que s\u00e3o essenciais para que possam participar numa din\u00e2mica de aprendizagem sustent\u00e1vel<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Sem nome.png\" height=\"589\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2024\/Sem nome.png?size=l\" style=\"width: 645px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" width=\"645\" \/><span style=\"font-size: 10pt; color: #808080;\">Percentagem de alunos que utilizam cada uma das cinco estrat\u00e9gias de aprendizagem, em m\u00e9dia, nos pa\u00edses da OCDE<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Posicionamento dos alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s principais estrat\u00e9gias de aprendizagem<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>O <strong>questionamento <\/strong>\u00e9 um motor fundamental da aprendizagem. No entanto, em m\u00e9dia, nos pa\u00edses da OCDE, <strong>menos de metade dos alunos<\/strong> (47%) fazem frequentemente perguntas quando n\u00e3o compreendem o tema da aula de matem\u00e1tica.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>O <strong>pensamento cr\u00edtico<\/strong> (ou a coloca\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es em perspetiva) \u00e9 outra estrat\u00e9gia de aprendizagem essencial. Implica ter em conta o ponto de vista de todos antes de tomar uma posi\u00e7\u00e3o e ver as coisas de diferentes \u00e2ngulos. Em m\u00e9dia, <strong>menos de 60%<\/strong> dos estudantes utilizam este tipo de estrat\u00e9gia. <strong>Em Portugal esse valor \u00e9 significativamente acima da m\u00e9dia: 80%<\/strong>.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>\u00c9 de import\u00e2ncia vital que os alunos adquiram o h\u00e1bito de estabelecer as suas pr\u00f3prias l<strong>iga\u00e7\u00f5es entre o que est\u00e3o a aprender e o que j\u00e1 sabem<\/strong>. Atualmente, por\u00e9m, <strong>menos de metade dos alunos<\/strong> dizem que o fazem mais de metade do tempo nas aulas de matem\u00e1tica.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Os alunos que adotam regularmente estas <strong>estrat\u00e9gias de aprendizagem<\/strong> obt\u00eam geralmente melhores resultados do que aqueles que n\u00e3o as adotam, mesmo tendo em conta o perfil socioecon\u00f3mico dos alunos e das escolas.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Na maior parte dos sistemas educativos, <strong>as raparigas e os estudantes socioeconomicamente mais favorecidos<\/strong> referem utilizar com mais frequ\u00eancia estrat\u00e9gias de aprendizagem do que os rapazes e os estudantes desfavorecidos.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Motiva\u00e7\u00e3o e predisposi\u00e7\u00e3o, fatores importantes para a utiliza\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de aprendizagem<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>A <strong>motiva\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca<\/strong>, como o gosto por aprender coisas novas na escola, \u00e9 um indicador sistem\u00e1tico da ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de aprendizagem, mesmo depois de se ter em conta o perfil socioecon\u00f3mico dos alunos e das escolas. No entanto, nos pa\u00edses da OCDE, apenas cerca de <strong>metade ou menos<\/strong> dos alunos, em m\u00e9dia, referem motiva\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas para aprender. Em Portugal, esta propor\u00e7\u00e3o encontra-se muito acima da m\u00e9dia (<strong>73%<\/strong>).\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>O inqu\u00e9rito PISA revela uma estreita rela\u00e7\u00e3o entre a <strong>confian\u00e7a<\/strong> dos alunos na sua capacidade de progredir a observa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias, atitudes e resultados de aprendizagem positivos. No entanto, embora <strong>58%<\/strong> dos estudantes afirmem estar geralmente confiantes na sua capacidade de progredir, apenas 35% mencionam especificamente esta mentalidade de desenvolvimento em matem\u00e1tica.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>A <strong>coopera\u00e7\u00e3o<\/strong> destaca-se como a compet\u00eancia socio-emocional mais estreitamente ligada \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de atitudes de pensamento cr\u00edtico por parte dos alunos.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>A <strong>ansiedade<\/strong> que os alunos manifestam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 matem\u00e1tica tem aumentado desde 2012, o \u00faltimo ciclo do PISA em que esta disciplina foi o principal dom\u00ednio avaliado &#8211; com todas as consequ\u00eancias que este facto pode ter para o seu bem-estar e para a sua prepara\u00e7\u00e3o para a aprendizagem ao longo da vida. No entanto, esta tend\u00eancia n\u00e3o tem nada de inevit\u00e1vel e os sistemas educativos podem contrari\u00e1-la.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Os <strong>estere\u00f3tipos de g\u00e9nero<\/strong> sobre a aprendizagem da matem\u00e1tica s\u00e3o persistentes. Os rapazes t\u00eam mais probabilidades do que as raparigas (com uma diferen\u00e7a m\u00e9dia de 7 pontos percentuais) de afirmarem que est\u00e3o confiantes na sua capacidade de progredir em matem\u00e1tica. As raparigas tamb\u00e9m referem n\u00edveis mais elevados de ansiedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 matem\u00e1tica do que os rapazes, mesmo entre os alunos com melhor desempenho.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>O papel da autonomia na aprendizagem ao longo da vida<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Os jovens de 15 anos sentem-se \u00e0 vontade para procurarem recursos na Internet.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>No entanto, os alunos t\u00eam muito mais <strong>dificuldade em avaliar a qualidade da informa\u00e7\u00e3o<\/strong> encontrada em linha, com apenas <strong>51%<\/strong> a afirmarem ser capazes de o fazer facilmente, em m\u00e9dia, nos pa\u00edses da OCDE. Isto \u00e9 particularmente verdade no caso dos alunos com fraco desempenho, 60% dos quais, em m\u00e9dia, n\u00e3o conseguem avaliar facilmente a qualidade da informa\u00e7\u00e3o em linha, em compara\u00e7\u00e3o com 43% dos alunos com elevado desempenho.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>A liga\u00e7\u00e3o entre a pesquisa de informa\u00e7\u00e3o em linha e a <strong>verifica\u00e7\u00e3o da sua fiabilidade<\/strong> n\u00e3o \u00e9 de modo algum \u00f3bvia: em m\u00e9dia, menos de 50% dos estudantes afirmam discutir a exatid\u00e3o desta informa\u00e7\u00e3o com os seus professores ou nas aulas.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Os alunos que verificam a qualidade, <strong>a credibilidade e a exatid\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o<\/strong> que encontram em linha t\u00eam mais probabilidades de serem conscienciosos, de pensarem criticamente, de estabelecerem as suas pr\u00f3prias liga\u00e7\u00f5es entre o que aprendem e os seus conhecimentos pr\u00e9vios e de terem motiva\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas e instrumentais para a aprendizagem.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Aprender para o s\u00e9culo XXI e para o mundo de amanh\u00e3<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Os alunos proativos que tentam <strong>relacionar uma nova aprendizagem com o que aprenderam<\/strong> nas aulas anteriores, que se certificam sempre de que compreenderam o que lhes est\u00e1 a ser ensinado e que s\u00e3o expostos a pr\u00e1ticas de ativa\u00e7\u00e3o cognitiva nas aulas, s\u00e3o os que t\u00eam mais probabilidades de estar confiantes nas suas compet\u00eancias matem\u00e1ticas para o s\u00e9culo XXI.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Apenas cerca de um ter\u00e7o dos alunos recebe frequentemente atividades matem\u00e1ticas do s\u00e9culo XXI nas aulas, como a <strong>extra\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica<\/strong> de diagramas, gr\u00e1ficos ou simula\u00e7\u00f5es, e apenas um em cada cinco recebe atividades como a interpreta\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas para <strong>problemas da vida real<\/strong>.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>As pr\u00e1ticas de <strong>ativa\u00e7\u00e3o cognitiva<\/strong>, tais como <strong>encorajar os alunos a pensar em formas de resolver problemas<\/strong> matem\u00e1ticos diferentes das apresentadas na aula, ou a <strong>explicar o seu racioc\u00ednio<\/strong>, est\u00e3o fortemente associadas \u00e0 sua confian\u00e7a nas suas compet\u00eancias matem\u00e1ticas para o s\u00e9culo XXI.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Os alunos <strong>proativos<\/strong>, que tentam relacionar o que est\u00e3o a aprender com os seus conhecimentos pr\u00e9vios, s\u00e3o particularmente confiantes na sua capacidade de representar, extrair e interpretar informa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica, mesmo em situa\u00e7\u00f5es do quotidiano.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Fam\u00edlia e ambiente de aprendizagem: fatores decisivos para o sucesso dos alunos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Os alunos que t\u00eam <strong>intera\u00e7\u00f5es di\u00e1rias regulares com os pais<\/strong> e que discutem com eles a sua aprendizagem e a escola (<strong>76%<\/strong> em Portugal, contra 58% na OCDE), utilizam mais estrat\u00e9gias de aprendizagem e mostram maior motiva\u00e7\u00e3o para aprender, mesmo tendo em conta o perfil socioecon\u00f3mico dos alunos e das escolas.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Os alunos que recebem <strong>mais apoio dos seus professores<\/strong> s\u00e3o frequentemente <strong>mais proativos<\/strong> na aprendizagem da matem\u00e1tica. S\u00e3o tamb\u00e9m <strong>pensadores mais cr\u00edticos, mais autorregulados<\/strong> na sua aprendizagem e <strong>mais motivados<\/strong> para aprender.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Os alunos em situa\u00e7\u00e3o de <strong>inseguran\u00e7a alimentar<\/strong> t\u00eam menos probabilidades de adotar estrat\u00e9gias de autorregula\u00e7\u00e3o para aprender e, em geral, parecem ser mais passivos na sua aprendizagem.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Os estudantes que t\u00eam um <strong>emprego a tempo parcial<\/strong> tendem a ter uma atitude mais positiva e um maior sentido de responsabilidade e elevada motiva\u00e7\u00e3o para aprender.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Notas<br \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Para uma boa compreens\u00e3o da forma como os alunos portugueses se posicionam face aos dos restantes 80 pa\u00edses abrangidos pelo estudo, s<strong>ugerimos a consulta dos gr\u00e1ficos interativos disponibilizados online<\/strong>.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Este artigo ter\u00e1 continuidade<\/strong>. Divulgar-se-\u00e3o algumas pistas, apresentadas pelo estudo, sobre o modo como os professores podem adaptar-se \u00e0s necessidades dos alunos, em toda a sua diversidade, e como podem os professores e os pais trabalhar em conjunto para garantirem que os alunos prosperam em ambientes de aprendizagem positivos.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/span><br \/>[1] OCDE. (2024).\u00a0<em>Resultados do PISA 2022: Estrat\u00e9gias e atitudes dos alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprendizagem: Pontos fortes para a vida.<\/em>\u00a0PISA. Publica\u00e7\u00e3o OCDE.\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1787\/29f9ad1c-fr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/doi.org\/10.1787\/29f9ad1c-fr<\/a> .<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\ud83d\udcf7\u00a0<em>Resultados do PISA 2022<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presentemente, os sistemas educativos enfrentam o desafio sem precedentes de preparar os seus estudantes para encontrarem o seu lugar e serem bem-sucedidos num mundo marcado por profundas incertezas ambientais, sociais e econ\u00f3micas. Para se adaptarem com \u00eaxito a este mundo em constante muta\u00e7\u00e3o, os jovens de hoje precisam de ser capazes de se envolver numa din\u00e2mica de aprendizagem ao longo da vida. Consciente deste imperativo, o inqu\u00e9rito PISA prop\u00f4s-se avaliar em que medida os estudantes de 15 anos est\u00e3o preparados para continuar a aprender para al\u00e9m da escolaridade obrigat\u00f3ria, sondando a forma como utilizam diferentes estrat\u00e9gias de aprendizagem fundamentais, a sua motiva\u00e7\u00e3o para aprender e a sua confian\u00e7a na sua capacidade de adquirir, sintetizar e mobilizar novos conhecimentos atrav\u00e9s do estudo e do esfor\u00e7o. \u00c9 esse o objeto do V volume do relat\u00f3rio PISA 2022 [1], o volume final, que foi dado a conhecer no dia 13 de novembro de 2024. Um aspeto extremamente positivo que ressalta neste volume \u00e9 que est\u00e1 ao alcance de todos os pa\u00edses e economias transmitir os valores, m\u00e9todos e atitudes necess\u00e1rios para formar alunos resilientes que queiram aprender dentro e fora da escola, hoje e ao longo da vida. Alguns pa\u00edses destacam-se pela positiva em algumas quest\u00f5es; por exemplo os alunos portugueses s\u00e3o evidenciados pelo estudo gra\u00e7as \u00e0 sua grande capacidade de pensamento cr\u00edtico e de colocar as situa\u00e7\u00f5es em perspetiva, assim como pelo apoio que recebem das suas fam\u00edlias. Por\u00e9m um n\u00famero significativo de alunos continua a ter dificuldades em termos de motiva\u00e7\u00e3o, ansiedade e aprendizagem aut\u00f3noma e sem um maior empenho por parte dos pa\u00edses em remediar esta situa\u00e7\u00e3o, toda uma gera\u00e7\u00e3o de alunos n\u00e3o estar\u00e1 devidamente preparada para enfrentar os desafios de hoje e de amanh\u00e3. Uma das pedras angulares da aprendizagem ao longo da vida \u00e9 a capacidade de autorregula\u00e7\u00e3o e perseveran\u00e7a. No entanto, os resultados do inqu\u00e9rito PISA 2022 revelam que a utiliza\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de aprendizagem neste sentido &#8211; fazer perguntas quando n\u00e3o se compreende algo, basear-se no que se aprendeu ou ser capaz de ter em conta outros pontos de vista &#8211; est\u00e1 longe de ser universal entre os alunos, havendo ainda muitos progressos a fazer para os dotar das ferramentas necess\u00e1rias para se envolverem numa din\u00e2mica de aprendizagem aut\u00f3noma e sustent\u00e1vel. A motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 outro pilar da aprendizagem ao longo da vida. De acordo com os dados do PISA, os alunos intrinsecamente motivados t\u00eam mais probabilidades de adotar estrat\u00e9gias de aprendizagem eficazes e de pensar de forma cr\u00edtica. No entanto, o inqu\u00e9rito aponta tamb\u00e9m para disparidades na motiva\u00e7\u00e3o dos alunos em fun\u00e7\u00e3o do seu contexto socioecon\u00f3mico e do seu g\u00e9nero. As raparigas, por exemplo, referem frequentemente uma maior motiva\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca do que os rapazes, mas tamb\u00e9m uma maior ansiedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 matem\u00e1tica, mesmo quando os seus resultados na disciplina s\u00e3o iguais. Estas disparidades podem tamb\u00e9m ser observadas entre alunos de meios socioecon\u00f3micos favorecidos e desfavorecidos. Por conseguinte, estes resultados recordam a necessidade de interven\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para aumentar a motiva\u00e7\u00e3o e a resili\u00eancia de todos os alunos, independentemente da sua origem socioecon\u00f3mica e do seu g\u00e9nero. A autoconfian\u00e7a de um aluno, ou seja, a medida em que ele acredita nas suas pr\u00f3prias capacidades, desempenha um papel crucial na sua vontade de enfrentar desafios e perseverar apesar das dificuldades. Um aluno que acredite mais nas suas capacidades tem mais probabilidades de adotar estrat\u00e9gias de aprendizagem que favore\u00e7am uma compreens\u00e3o aprofundada das mat\u00e9rias e a resolu\u00e7\u00e3o de problemas. No entanto, os resultados do inqu\u00e9rito PISA 2022 mostram que esta autoconfian\u00e7a varia muito de um pa\u00eds\/economia e de um grupo de alunos para outro, mostrando que temos de redobrar os nossos esfor\u00e7os para aumentar a autoconfian\u00e7a dos alunos com dificuldades. Este volume sublinha igualmente a import\u00e2ncia da aprendizagem aut\u00f3noma, em particular nesta era de mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas cada vez mais r\u00e1pidas. Embora a maioria dos estudantes afirme estar confiante na sua capacidade de encontrar informa\u00e7\u00e3o em linha, um n\u00famero muito inferior consegue avaliar facilmente a qualidade e a fiabilidade dessa informa\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 uma compet\u00eancia crucial no nosso mundo cada vez mais digital, onde a capacidade de determinar a credibilidade das fontes de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pr\u00e9-requisito n\u00e3o s\u00f3 para o sucesso acad\u00e9mico, mas tamb\u00e9m para uma cidadania informada. Os sistemas educativos podem e devem desempenhar um papel ativo na promo\u00e7\u00e3o da aprendizagem ao longo da vida, trabalhando n\u00e3o s\u00f3 para garantir que os seus alunos tenham sucesso na escola, mas tamb\u00e9m para desenvolverem as compet\u00eancias, estrat\u00e9gias e atitudes que s\u00e3o essenciais para que possam participar numa din\u00e2mica de aprendizagem sustent\u00e1vel Percentagem de alunos que utilizam cada uma das cinco estrat\u00e9gias de aprendizagem, em m\u00e9dia, nos pa\u00edses da OCDE Posicionamento dos alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s principais estrat\u00e9gias de aprendizagem O questionamento \u00e9 um motor fundamental da aprendizagem. No entanto, em m\u00e9dia, nos pa\u00edses da OCDE, menos de metade dos alunos (47%) fazem frequentemente perguntas quando n\u00e3o compreendem o tema da aula de matem\u00e1tica. O pensamento cr\u00edtico (ou a coloca\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es em perspetiva) \u00e9 outra estrat\u00e9gia de aprendizagem essencial. Implica ter em conta o ponto de vista de todos antes de tomar uma posi\u00e7\u00e3o e ver as coisas de diferentes \u00e2ngulos. Em m\u00e9dia, menos de 60% dos estudantes utilizam este tipo de estrat\u00e9gia. Em Portugal esse valor \u00e9 significativamente acima da m\u00e9dia: 80%. \u00c9 de import\u00e2ncia vital que os alunos adquiram o h\u00e1bito de estabelecer as suas pr\u00f3prias liga\u00e7\u00f5es entre o que est\u00e3o a aprender e o que j\u00e1 sabem. Atualmente, por\u00e9m, menos de metade dos alunos dizem que o fazem mais de metade do tempo nas aulas de matem\u00e1tica. Os alunos que adotam regularmente estas estrat\u00e9gias de aprendizagem obt\u00eam geralmente melhores resultados do que aqueles que n\u00e3o as adotam, mesmo tendo em conta o perfil socioecon\u00f3mico dos alunos e das escolas. Na maior parte dos sistemas educativos, as raparigas e os estudantes socioeconomicamente mais favorecidos referem utilizar com mais frequ\u00eancia estrat\u00e9gias de aprendizagem do que os rapazes e os estudantes desfavorecidos. Motiva\u00e7\u00e3o e predisposi\u00e7\u00e3o, fatores importantes para a utiliza\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de aprendizagem A motiva\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca, como o gosto por aprender coisas novas na escola, \u00e9 um indicador sistem\u00e1tico da ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de aprendizagem, mesmo depois de se ter em conta o perfil socioecon\u00f3mico dos alunos e das escolas. No entanto, nos pa\u00edses da OCDE, apenas cerca de metade ou menos dos alunos, em m\u00e9dia, referem motiva\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas para aprender. Em Portugal, esta propor\u00e7\u00e3o encontra-se muito acima da m\u00e9dia (73%). O inqu\u00e9rito PISA revela uma estreita rela\u00e7\u00e3o entre a confian\u00e7a dos alunos na sua capacidade de progredir a observa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias, atitudes e resultados de aprendizagem positivos. No entanto, embora 58% dos estudantes afirmem estar geralmente confiantes na sua capacidade de progredir, apenas 35% mencionam especificamente esta mentalidade de desenvolvimento em matem\u00e1tica. A coopera\u00e7\u00e3o destaca-se como a compet\u00eancia socio-emocional mais estreitamente ligada \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de atitudes de pensamento cr\u00edtico por parte dos alunos. A ansiedade que os alunos manifestam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 matem\u00e1tica tem aumentado desde 2012, o \u00faltimo ciclo do PISA em que esta disciplina foi o principal dom\u00ednio avaliado &#8211; com todas as consequ\u00eancias que este facto pode ter para o seu bem-estar e para a sua prepara\u00e7\u00e3o para a aprendizagem ao longo da vida. No entanto, esta tend\u00eancia n\u00e3o tem nada de inevit\u00e1vel e os sistemas educativos podem contrari\u00e1-la. Os estere\u00f3tipos de g\u00e9nero sobre a aprendizagem da matem\u00e1tica s\u00e3o persistentes. Os rapazes t\u00eam mais probabilidades do que as raparigas (com uma diferen\u00e7a m\u00e9dia de 7 pontos percentuais) de afirmarem que est\u00e3o confiantes na sua capacidade de progredir em matem\u00e1tica. As raparigas tamb\u00e9m referem n\u00edveis mais elevados de ansiedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 matem\u00e1tica do que os rapazes, mesmo entre os alunos com melhor desempenho. O papel da autonomia na aprendizagem ao longo da vida Os jovens de 15 anos sentem-se \u00e0 vontade para procurarem recursos na Internet. No entanto, os alunos t\u00eam muito mais dificuldade em avaliar a qualidade da informa\u00e7\u00e3o encontrada em linha, com apenas 51% a afirmarem ser capazes de o fazer facilmente, em m\u00e9dia, nos pa\u00edses da OCDE. Isto \u00e9 particularmente verdade no caso dos alunos com fraco desempenho, 60% dos quais, em m\u00e9dia, n\u00e3o conseguem avaliar facilmente a qualidade da informa\u00e7\u00e3o em linha, em compara\u00e7\u00e3o com 43% dos alunos com elevado desempenho. A liga\u00e7\u00e3o entre a pesquisa de informa\u00e7\u00e3o em linha e a verifica\u00e7\u00e3o da sua fiabilidade n\u00e3o \u00e9 de modo algum \u00f3bvia: em m\u00e9dia, menos de 50% dos estudantes afirmam discutir a exatid\u00e3o desta informa\u00e7\u00e3o com os seus professores ou nas aulas. Os alunos que verificam a qualidade, a credibilidade e a exatid\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o que encontram em linha t\u00eam mais probabilidades de serem conscienciosos, de pensarem criticamente, de estabelecerem as suas pr\u00f3prias liga\u00e7\u00f5es entre o que aprendem e os seus conhecimentos pr\u00e9vios e de terem motiva\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas e instrumentais para a aprendizagem. Aprender para o s\u00e9culo XXI e para o mundo de amanh\u00e3 Os alunos proativos que tentam relacionar uma nova aprendizagem com o que aprenderam nas aulas anteriores, que se certificam sempre de que compreenderam o que lhes est\u00e1 a ser ensinado e que s\u00e3o expostos a pr\u00e1ticas de ativa\u00e7\u00e3o cognitiva nas aulas, s\u00e3o os que t\u00eam mais probabilidades de estar confiantes nas suas compet\u00eancias matem\u00e1ticas para o s\u00e9culo XXI. Apenas cerca de um ter\u00e7o dos alunos recebe frequentemente atividades matem\u00e1ticas do s\u00e9culo XXI nas aulas, como a extra\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica de diagramas, gr\u00e1ficos ou simula\u00e7\u00f5es, e apenas um em cada cinco recebe atividades como a interpreta\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas para problemas da vida real. As pr\u00e1ticas de ativa\u00e7\u00e3o cognitiva, tais como encorajar os alunos a pensar em formas de resolver problemas matem\u00e1ticos diferentes das apresentadas na aula, ou a explicar o seu racioc\u00ednio, est\u00e3o fortemente associadas \u00e0 sua confian\u00e7a nas suas compet\u00eancias matem\u00e1ticas para o s\u00e9culo XXI. Os alunos proativos, que tentam relacionar o que est\u00e3o a aprender com os seus conhecimentos pr\u00e9vios, s\u00e3o particularmente confiantes na sua capacidade de representar, extrair e interpretar informa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica, mesmo em situa\u00e7\u00f5es do quotidiano. Fam\u00edlia e ambiente de aprendizagem: fatores decisivos para o sucesso dos alunos Os alunos que t\u00eam intera\u00e7\u00f5es di\u00e1rias regulares com os pais e que discutem com eles a sua aprendizagem e a escola (76% em Portugal, contra 58% na OCDE), utilizam mais estrat\u00e9gias de aprendizagem e mostram maior motiva\u00e7\u00e3o para aprender, mesmo tendo em conta o perfil socioecon\u00f3mico dos alunos e das escolas. Os alunos que recebem mais apoio dos seus professores s\u00e3o frequentemente mais proativos na aprendizagem da matem\u00e1tica. S\u00e3o tamb\u00e9m pensadores mais cr\u00edticos, mais autorregulados na sua aprendizagem e mais motivados para aprender. Os alunos em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar t\u00eam menos probabilidades de adotar estrat\u00e9gias de autorregula\u00e7\u00e3o para aprender e, em geral, parecem ser mais passivos na sua aprendizagem. Os estudantes que t\u00eam um emprego a tempo parcial tendem a ter uma atitude mais positiva e um maior sentido de responsabilidade e elevada motiva\u00e7\u00e3o para aprender. Notas Para uma boa compreens\u00e3o da forma como os alunos portugueses se posicionam face aos dos restantes 80 pa\u00edses abrangidos pelo estudo, sugerimos a consulta dos gr\u00e1ficos interativos disponibilizados online. Este artigo ter\u00e1 continuidade. Divulgar-se-\u00e3o algumas pistas, apresentadas pelo estudo, sobre o modo como os professores podem adaptar-se \u00e0s necessidades dos alunos, em toda a sua diversidade, e como podem os professores e os pais trabalhar em conjunto para garantirem que os alunos prosperam em ambientes de aprendizagem positivos. Refer\u00eancia[1] OCDE. (2024).\u00a0Resultados do PISA 2022: Estrat\u00e9gias e atitudes dos alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprendizagem: Pontos fortes para a vida.\u00a0PISA. Publica\u00e7\u00e3o OCDE.\u00a0https:\/\/doi.org\/10.1787\/29f9ad1c-fr . \ud83d\udcf7\u00a0Resultados do PISA 2022 \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32,101],"tags":[],"class_list":["post-2899238","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-aprendizagem","category-ocde"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2899238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2899238"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2899238\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085546,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2899238\/revisions\/3085546"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2899238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2899238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2899238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}