{"id":2891285,"date":"2024-10-30T09:00:00","date_gmt":"2024-10-30T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2891285.html"},"modified":"2026-05-14T09:04:15","modified_gmt":"2026-05-14T09:04:15","slug":"usar-inteligencia-artificial-nao-e-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2891285","title":{"rendered":"Usar Intelig\u00eancia Artificial n\u00e3o \u00e9 arte"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2024-10-30.jpg\" height=\"480\" src=\"https:\/\/blogs.sl.pt\/cloud\/thumb\/1a44a2c597da688a0ed21ef60e7bdccc\/bibliotecasescolares\/2024\/2024-10-30.jpg?size=l\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O s\u00e9culo XX ampliou o terreno das artes e da cultura, em parte pelas \u00a0interse\u00e7\u00f5es\/influ\u00eancias reciprocas\/hibridez dos seus diferentes formatos, pelo que <strong>um dos principais temas da arte \u00e9 a sua evolu\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Recentemente a arte alargou-se ao artificial, \u00e0 m\u00e1quina, ao algoritmo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ferramentas digitais podem produzir, infinitamente, filmes, literatura e outros textos, m\u00fasica, pintura, fotografia, esculturas (ligadas a impressoras 3D)\u2026<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No futuro, ser\u00e1 que o artista\/realizador\/escritor\u2026 mais virtuoso ser\u00e1 n\u00e3o humano?<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>A arte expressa<\/strong> \u2013 atrav\u00e9s de imagens, palavras, sons, movimentos, monumentos e objetos, meios digitais\u2026 &#8211; <strong>uma descontinuidade\/transforma\u00e7\u00e3o de ideias\/conceitos<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Como <strong>a IA (Intelig\u00eancia Artificial] produz os seus trabalhos a partir de amostras<\/strong> de outras obras f\u00edlmicas\/liter\u00e1rias\u2026 criadas por humanos e <strong>j\u00e1 existentes<\/strong>, usadas para treino, estes trabalhos <strong>n\u00e3o podem ser considerados originais, n\u00e3o s\u00e3o arte<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A IA \u00e9 conservadora e tendenciosa, tende a reproduzir preconceitos e desigualdades herdadas e expressas nos filmes e literatura e \u00e9 tendencialmente monolingue, refor\u00e7ando a invisibilidade de determinadas culturas no espa\u00e7o p\u00fablico &#8211; o ingl\u00eas \u00e9 o principal idioma das bases de dados usadas para treino e as principais empresas privadas que nela investem concentram-se num \u00fanico continente, EUA.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>De acordo com autores\/artistas de arte cient\u00edfica, <a href=\"https:\/\/science-art-society.ec.europa.eu\/\">Sci-Art (Comiss\u00e3o Europeia, 2024)<\/a> como Leonel Moura, \u201cna arte tecnol\u00f3gica h\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o muito clara entre os artistas que utilizam aplica\u00e7\u00f5es e tecnologias e os que usam c\u00f3digo\u201d <strong>autores s\u00e3o os de c\u00f3digo, que programam, criam os algoritmos<\/strong> (Lucas &amp; Gaud\u00eancio, 2024).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sobre o Rob\u00f4 Pintor, RAP (Robotic Action Painter), criado em 2007 por Leonel Moura (Moura, 2024) e que faz parte da exposi\u00e7\u00e3o permanente do Museu Americano de Hist\u00f3ria Natural (USA), <em>What Makes Us Humans?\/O que nos torna humanos?<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cn\u00e3o tem inspira\u00e7\u00e3o criativa. RAP n\u00e3o sabe que est\u00e1 fazendo arte, nem sabe o que \u00e9 arte; est\u00e1 apenas seguindo um conjunto de regras simples escritas por um artista humano\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>A intelig\u00eancia artificial n\u00e3o \u00e9 imprevis\u00edvel e, portanto, \u201cn\u00e3o pode ser criativa\u201d <\/strong>e <strong>o pr\u00f3prio conceito de Intelig\u00eancia quando aplicado a IA \u00e9 desapropriado<\/strong>: \u201ca verdadeira intelig\u00eancia envolve uma combina\u00e7\u00e3o de conhecimento, julgamento e criatividade, compet\u00eancias que a IA ainda n\u00e3o pode emular (Innerarity, 2024).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Provavelmente a IA ir\u00e1 evoluir no sentido da sua autonomia\/independ\u00eancia do humano, mas no contexto atual, n\u00e3o gera ideias, estas s\u00e3o humanas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c9 importante desmistificar a ideia de que ao usarmos ferramentas de IA de v\u00eddeo, escrita, pintura\u2026 somos artistas porque ela <strong>provoca empobrecimento das artes, da cultura, da IA e ci\u00eancia, da imagina\u00e7\u00e3o e do pensamento, da civiliza\u00e7\u00e3o humana<\/strong>. Este empobrecimento reflete-se nos desafios globais atuais que podem p\u00f4r em risco a esp\u00e9cie humana: conflitos armados, altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, crescimento da desinforma\u00e7\u00e3o e extrema-direita (suportado por algumas empresas de IA) e desigualdades.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, IA pode ser um valioso <strong>parceiro<\/strong>\/colaborador do artista, podendo ajudar os humanos a melhorar as suas cria\u00e7\u00f5es, a sua arte.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este artigo continua no dia 07\/11\/2024.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Outros artigos:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li><a title=\"Innerarity: Intelig\u00eancia Artificial e Democracia\" href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/innerarity-inteligencia-artificial-e-2886551\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Innerarity: Intelig\u00eancia Artificial e Democracia<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.rbe.mec.pt\/np4\/ArtesePatrimonio.html\">Artes e patrim\u00f3nio com a biblioteca escolar<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li><a href=\"https:\/\/www.rbe.mec.pt\/np4\/cidadania-recursos-criadores-lusofonos-contra-o-racismo\">Criadores lus\u00f3fonos contra o racismo<\/a><\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">Nota<\/span>:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Esta comunica\u00e7\u00e3o foi apresentada pela Rede de Bibliotecas Escolares na 13.\u00aa ed. das Jornadas da Rede de Bibliotecas da Maia, <em>Lentes e livros: di\u00e1logos infinitos entre cinema e leitura<\/em> (F\u00f3rum da Maia, 25 out. 2024).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na <a href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/o-poder-da-imagem-2781547\"><strong>12.\u00aa edi\u00e7\u00e3o das Jornadas, <em>O Poder da Imagem<\/em><\/strong><\/a><em>,<\/em> a Rede de Bibliotecas Escolares destacou que:<\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Web e redes sociais (Instagram, TikTok\u2026) s\u00e3o um meio altamente visual que facilita a capta\u00e7\u00e3o e a partilha de imagens. Na era digital parte significativa da informa\u00e7\u00e3o atual a que acedemos &#8211; na comunica\u00e7\u00e3o e entretenimento quotidianos e no trabalho &#8211; \u00e9 visual;\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>Objetos visuais\/imagens, n\u00e3o s\u00e3o neutros, n\u00e3o representam a verdade\/realidade, uma vez que podem ser modificados na sua cria\u00e7\u00e3o e partilha<\/strong>: <a href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/a-informacao-objetiva-e-uma-2561905\">\u201ca luz , o \u00e2ngulo de focagem ou a lente utilizada, podem subjetivar[manipular] o que nos est\u00e1 a ser mostrado\u201d<\/a> pelo que \u201cnecessitamos muitas vezes de um contexto que as explique\u201d (Saramago, 2004);<span style=\"font-size: 14pt;\">\n<p><\/span><\/li>\n<p><\/p>\n<li>A literacia\/educa\u00e7\u00e3o visual, que faz parte da literacia da informa\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia, deve ter um peso crescente nas sess\u00f5es com alunos na biblioteca escolar, \u00e9 preciso que crian\u00e7as e jovens aprender a ler e a escrever\/criar com imagens.<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ol><\/p>\n<li>AMNH. (n.d.).<em> What makes us humans? <\/em>American Museum of Natural History. <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20070701062716\/http:\/www.amnh.org\/exhibitions\/permanent\/humanorigins\/human\/art2.php\"><em>https:\/\/web.archive.org\/web\/20070701062716\/http:\/\/www.amnh.org\/exhibitions\/permanent\/humanorigins\/human\/art2.php<\/em><\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>C\u00e2mara Municipal da Maia. (2024). <em>XIII Jornadas da Rede de Bibliotecas da Maia &#8211; \u201cLentes e livros: di\u00e1logos infinitos entre cinema e leitura\u201d.<\/em> <a href=\"https:\/\/www.cm-maia.pt\/institucional\/agenda\/evento\/xiii-jornadas-da-rede-de-bibliotecas-da-maia-25-e-26-de-outubro-de-2024-forum-da-maia\">https:\/\/www.cm-maia.pt\/institucional\/agenda\/evento\/xiii-jornadas-da-rede-de-bibliotecas-da-maia-25-e-26-de-outubro-de-2024-forum-da-maia<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Comiss\u00e3o Europeia. (2024). <em>Sci-Art<\/em>. <a href=\"https:\/\/science-art-society.ec.europa.eu\/\">https:\/\/science-art-society.ec.europa.eu\/<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Innerarity, D. (2024). <em>Daniel Innerarity: &#8220;A intelig\u00eancia artificial n\u00e3o saber\u00e1 como pensar por voc\u00ea&#8221;.<\/em> Neosmart. <a href=\"https:\/\/neosmart.ai\/br\/daniel-innerarity-a-inteligencia-artificial-nao-sabera-como-pensar-por-voce\/\">https:\/\/neosmart.ai\/br\/daniel-innerarity-a-inteligencia-artificial-nao-sabera-como-pensar-por-voce\/<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Lucas, I. &amp; Gaud\u00eancio, R. (2024). <em>Leonel Moura: \u201cA IA tem muito mais imagina\u00e7\u00e3o do que a maioria dos artistas\u201d. <\/em>P\u00fablico. <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/08\/25\/culturaipsilon\/entrevista\/leonel-moura-quis-qualquer-ficar-historia-2101785\">https:\/\/www.publico.pt\/2024\/08\/25\/culturaipsilon\/entrevista\/leonel-moura-quis-qualquer-ficar-historia-2101785<\/a><\/li>\n<p><\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O s\u00e9culo XX ampliou o terreno das artes e da cultura, em parte pelas \u00a0interse\u00e7\u00f5es\/influ\u00eancias reciprocas\/hibridez dos seus diferentes formatos, pelo que um dos principais temas da arte \u00e9 a sua evolu\u00e7\u00e3o. Recentemente a arte alargou-se ao artificial, \u00e0 m\u00e1quina, ao algoritmo. Ferramentas digitais podem produzir, infinitamente, filmes, literatura e outros textos, m\u00fasica, pintura, fotografia, esculturas (ligadas a impressoras 3D)\u2026 No futuro, ser\u00e1 que o artista\/realizador\/escritor\u2026 mais virtuoso ser\u00e1 n\u00e3o humano? A arte expressa \u2013 atrav\u00e9s de imagens, palavras, sons, movimentos, monumentos e objetos, meios digitais\u2026 &#8211; uma descontinuidade\/transforma\u00e7\u00e3o de ideias\/conceitos.\u00a0 Como a IA (Intelig\u00eancia Artificial] produz os seus trabalhos a partir de amostras de outras obras f\u00edlmicas\/liter\u00e1rias\u2026 criadas por humanos e j\u00e1 existentes, usadas para treino, estes trabalhos n\u00e3o podem ser considerados originais, n\u00e3o s\u00e3o arte. A IA \u00e9 conservadora e tendenciosa, tende a reproduzir preconceitos e desigualdades herdadas e expressas nos filmes e literatura e \u00e9 tendencialmente monolingue, refor\u00e7ando a invisibilidade de determinadas culturas no espa\u00e7o p\u00fablico &#8211; o ingl\u00eas \u00e9 o principal idioma das bases de dados usadas para treino e as principais empresas privadas que nela investem concentram-se num \u00fanico continente, EUA. De acordo com autores\/artistas de arte cient\u00edfica, Sci-Art (Comiss\u00e3o Europeia, 2024) como Leonel Moura, \u201cna arte tecnol\u00f3gica h\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o muito clara entre os artistas que utilizam aplica\u00e7\u00f5es e tecnologias e os que usam c\u00f3digo\u201d autores s\u00e3o os de c\u00f3digo, que programam, criam os algoritmos (Lucas &amp; Gaud\u00eancio, 2024). Sobre o Rob\u00f4 Pintor, RAP (Robotic Action Painter), criado em 2007 por Leonel Moura (Moura, 2024) e que faz parte da exposi\u00e7\u00e3o permanente do Museu Americano de Hist\u00f3ria Natural (USA), What Makes Us Humans?\/O que nos torna humanos? \u201cn\u00e3o tem inspira\u00e7\u00e3o criativa. RAP n\u00e3o sabe que est\u00e1 fazendo arte, nem sabe o que \u00e9 arte; est\u00e1 apenas seguindo um conjunto de regras simples escritas por um artista humano\u201d. A intelig\u00eancia artificial n\u00e3o \u00e9 imprevis\u00edvel e, portanto, \u201cn\u00e3o pode ser criativa\u201d e o pr\u00f3prio conceito de Intelig\u00eancia quando aplicado a IA \u00e9 desapropriado: \u201ca verdadeira intelig\u00eancia envolve uma combina\u00e7\u00e3o de conhecimento, julgamento e criatividade, compet\u00eancias que a IA ainda n\u00e3o pode emular (Innerarity, 2024). Provavelmente a IA ir\u00e1 evoluir no sentido da sua autonomia\/independ\u00eancia do humano, mas no contexto atual, n\u00e3o gera ideias, estas s\u00e3o humanas. \u00c9 importante desmistificar a ideia de que ao usarmos ferramentas de IA de v\u00eddeo, escrita, pintura\u2026 somos artistas porque ela provoca empobrecimento das artes, da cultura, da IA e ci\u00eancia, da imagina\u00e7\u00e3o e do pensamento, da civiliza\u00e7\u00e3o humana. Este empobrecimento reflete-se nos desafios globais atuais que podem p\u00f4r em risco a esp\u00e9cie humana: conflitos armados, altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, crescimento da desinforma\u00e7\u00e3o e extrema-direita (suportado por algumas empresas de IA) e desigualdades. N\u00e3o obstante, IA pode ser um valioso parceiro\/colaborador do artista, podendo ajudar os humanos a melhorar as suas cria\u00e7\u00f5es, a sua arte. Este artigo continua no dia 07\/11\/2024. Outros artigos: Innerarity: Intelig\u00eancia Artificial e Democracia Artes e patrim\u00f3nio com a biblioteca escolar Criadores lus\u00f3fonos contra o racismo Nota: Esta comunica\u00e7\u00e3o foi apresentada pela Rede de Bibliotecas Escolares na 13.\u00aa ed. das Jornadas da Rede de Bibliotecas da Maia, Lentes e livros: di\u00e1logos infinitos entre cinema e leitura (F\u00f3rum da Maia, 25 out. 2024). Na 12.\u00aa edi\u00e7\u00e3o das Jornadas, O Poder da Imagem, a Rede de Bibliotecas Escolares destacou que: Web e redes sociais (Instagram, TikTok\u2026) s\u00e3o um meio altamente visual que facilita a capta\u00e7\u00e3o e a partilha de imagens. Na era digital parte significativa da informa\u00e7\u00e3o atual a que acedemos &#8211; na comunica\u00e7\u00e3o e entretenimento quotidianos e no trabalho &#8211; \u00e9 visual; Objetos visuais\/imagens, n\u00e3o s\u00e3o neutros, n\u00e3o representam a verdade\/realidade, uma vez que podem ser modificados na sua cria\u00e7\u00e3o e partilha: \u201ca luz , o \u00e2ngulo de focagem ou a lente utilizada, podem subjetivar[manipular] o que nos est\u00e1 a ser mostrado\u201d pelo que \u201cnecessitamos muitas vezes de um contexto que as explique\u201d (Saramago, 2004); A literacia\/educa\u00e7\u00e3o visual, que faz parte da literacia da informa\u00e7\u00e3o e m\u00e9dia, deve ter um peso crescente nas sess\u00f5es com alunos na biblioteca escolar, \u00e9 preciso que crian\u00e7as e jovens aprender a ler e a escrever\/criar com imagens. Refer\u00eancias AMNH. (n.d.). What makes us humans? American Museum of Natural History. https:\/\/web.archive.org\/web\/20070701062716\/http:\/\/www.amnh.org\/exhibitions\/permanent\/humanorigins\/human\/art2.php C\u00e2mara Municipal da Maia. (2024). XIII Jornadas da Rede de Bibliotecas da Maia &#8211; \u201cLentes e livros: di\u00e1logos infinitos entre cinema e leitura\u201d. https:\/\/www.cm-maia.pt\/institucional\/agenda\/evento\/xiii-jornadas-da-rede-de-bibliotecas-da-maia-25-e-26-de-outubro-de-2024-forum-da-maia Comiss\u00e3o Europeia. (2024). Sci-Art. https:\/\/science-art-society.ec.europa.eu\/ Innerarity, D. (2024). Daniel Innerarity: &#8220;A intelig\u00eancia artificial n\u00e3o saber\u00e1 como pensar por voc\u00ea&#8221;. Neosmart. https:\/\/neosmart.ai\/br\/daniel-innerarity-a-inteligencia-artificial-nao-sabera-como-pensar-por-voce\/ Lucas, I. &amp; Gaud\u00eancio, R. (2024). Leonel Moura: \u201cA IA tem muito mais imagina\u00e7\u00e3o do que a maioria dos artistas\u201d. P\u00fablico. https:\/\/www.publico.pt\/2024\/08\/25\/culturaipsilon\/entrevista\/leonel-moura-quis-qualquer-ficar-historia-2101785<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[],"class_list":["post-2891285","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-inteligencia-artificial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2891285","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2891285"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2891285\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085557,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2891285\/revisions\/3085557"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2891285"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2891285"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2891285"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}