{"id":2860952,"date":"2024-07-22T09:00:00","date_gmt":"2024-07-22T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2860952.html"},"modified":"2026-05-13T13:37:13","modified_gmt":"2026-05-13T13:37:13","slug":"sugestoes-de-leituras-para-as-ferias-dos-professores-bibliotecarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2860952","title":{"rendered":"Sugest\u00f5es de leituras para as f\u00e9rias dos professores bibliotec\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2027-07-22.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665353_3VJBE.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>As bibliotecas escolares s\u00e3o recursos imprescind\u00edveis \u00e0 escola, os professores bibliotec\u00e1rios agentes de mudan\u00e7a com responsabilidade acrescida no processo educacional e nas aprendizagens dos alunos. \u00a0O valor da biblioteca escolar \u00e9 indiscut\u00edvel, numa escola de qualidade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Durante o ano letivo o professor bibliotec\u00e1rio assume v\u00e1rios pap\u00e9is: de facilitador das aprendizagens e do desenvolvimento de diferentes compet\u00eancias de literacia no processo formativo dos alunos, mas tamb\u00e9m do trabalho de coopera\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o e uma partilha efetiva; de conector entre todos os elementos da comunidade educativa; de catalisador em prol do trabalho conjunto e da cria\u00e7\u00e3o de redes de conhecimento, e por \u00faltimo, o poder da comunica\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Agora, chegou o tempo dedicado \u00e0 reflex\u00e3o, \u00e0 planifica\u00e7\u00e3o, \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o e arruma\u00e7\u00e3o, para, em breve, gozar do merecido descanso e usufruir de excelentes momentos de leitura.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Chegou o tempo para ler!<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Partilhamos algumas sugest\u00f5es de leitura para os professores bibliotec\u00e1rios:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img01.jpg\" height=\"467\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665318_rch21.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span style=\"color: #ff0000;\"><span><\/span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Ponham-nos a Ler! &#8211;\u00a0A leitura como ant\u00eddoto para os cretinos digitais<\/em>, de Michel Desmurget; Contraponto Ed.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Neste livro, a leitura surge como a base que permite \u00e0 crian\u00e7a desenvolver os tr\u00eas pilares da sua ess\u00eancia humana: aptid\u00f5es intelectuais, compet\u00eancias emocionais e habilidades sociais. Michel Desmurget mostra-nos ainda que, apesar dos esfor\u00e7os dos media para nos convencer do contr\u00e1rio, os jovens n\u00e3o s\u00f3 leem cada vez menos, como leem cada vez pior. Segundo ele, saber ler \u00e9 mais do que decifrar o alfabeto e juntar letras e s\u00edlabas &#8211; \u00e9 preciso que a crian\u00e7a compreenda e interprete o que est\u00e1 escrito. S\u00f3 assim poder\u00e1 aprender a compreender o meio em que est\u00e1 inserida. O papel dos pais \u00e9, por isso, fundamental, cabendo a estes estimular nos filhos o gosto pela leitura mediante as estrat\u00e9gias apontadas pelo autor.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Face \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o crescente dos ecr\u00e3s que tanto prejudicam o desenvolvimento dos nossos filhos, tanto a n\u00edvel intelectual e cognitivo como f\u00edsico-motor, Michel Desmurget apresenta-nos a leitura como a \u00fanica forma de resist\u00eancia poss\u00edvel ao avan\u00e7o incontrol\u00e1vel do digital, num livro absolutamente imprescind\u00edvel para pais e educadores.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Img02.jpg\" height=\"453\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665319_KhjZi.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>O Livro Que Gostaria Que Os Seus Pais Tivessem Lido<\/em>, de Philippa Perry;\u00a0Ed. Arena<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nesta obra absorvente, inteligente e divertida, a reconhecida psicoterapeuta brit\u00e2nica Philippa Perry explica o que \u00e9 realmente importante e que tipo de comportamentos devemos evitar ou fomentar no relacionamento com os nossos filhos. Em vez de desenhar o plano &#8220;perfeito&#8221;, Perry oferece-nos uma vis\u00e3o geral de como pais e filhos podem alcan\u00e7ar um bom relacionamento. Cheio de conselhos s\u00e1bios e saud\u00e1veis, este \u00e9 o livro que todos os pais querer\u00e3o ler e que todos os filhos agradecer\u00e3o que os seus pais leiam tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Img03.jpg\" height=\"470\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665320_wcMRm.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>A Livraria na Colina<\/em>, de Alba Donati;\u00a0Ed. Pergarminho<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00ab- Romano, gostava de abrir uma livraria na minha aldeia.<br \/>&#8211; Muito bem, quantos habitantes tem?<br \/>&#8211; 180.<br \/>&#8211; Ent\u00e3o, 180 mil a dividir\u2026<br \/>&#8211; N\u00e3o \u00e9 180 mil, \u00e9 180.<br \/>&#8211; \u00c9s doida.\u00bb<br \/>Um crowdfounding, em 2019, permitiu \u00e0 poeta Alba Donati deixar o seu trabalho numa das maiores editoras italianas e trocar Floren\u00e7a pela sua aldeia natal, Lucignana. Um inc\u00eandio e uma pandemia n\u00e3o foram suficientes para enterrar o sonho; pelo contr\u00e1rio, uma vez inaugurada esta pequena cabana nas montanhas, repleta de del\u00edcias liter\u00e1rias (incluindo meias e ch\u00e1s inspirados em livros e autores), os amantes da leitura, de todos os tipos e proveni\u00eancias, juntaram-se para a manter viva &#8211; e pr\u00f3spera! Visitada por escolas, turistas, peregrinos, com um festival liter\u00e1rio e diversos eventos culturais, a Libreria Sopra la Penna &#8211; pequeno espa\u00e7o cheio de grandes sonhos &#8211; tornou-se um destino global para leitores \u00e1vidos, curiosos e at\u00e9 principiantes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img05.jpg\" height=\"449\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665321_ZplmZ.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Adolescentes<\/em>, de Margarida Gaspar de Matos;\u00a0Ed.\u00a0Oficina do Livro<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Tudo o que sempre quis saber sobre o que pensam, o que desejam, o que sentem.<br \/>Baseado em estudos e evid\u00eancia cient\u00edfica, <em>Adolescentes<\/em> pretende auxiliar pais e educadores que se vejam a bra\u00e7os com esse mist\u00e9rio frequente que \u00e9 compreender os adolescentes. Este livro procura entender quais as suas expectativas e os seus sonhos, e ir ao encontro das suas necessidades f\u00edsicas e emocionais, aceitando os seus receios e uma forma de estar muito pr\u00f3pria desta fase da vida, que se tornou ainda mais exigente com todos os acontecimentos mundiais ligados \u00e0 pandemia e \u00e0s suas consequ\u00eancias mais diretas, como o isolamento e as altera\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es sociais e meio ambientais.<br \/>A especialista Margarida Gaspar de Matos vai, atrav\u00e9s da sua experi\u00eancia enquanto investigadora, mas tamb\u00e9m com testemunhos de adolescentes, mostrar aos leitores \u00abferramentas\u00bb que ajudam em termos mais pr\u00e1ticos e informados a lidar de forma mais tranquila com esta gera\u00e7\u00e3o que representa o futuro e a mudan\u00e7a.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img06.jpg\" height=\"446\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665322_780AF.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Poesia reunida<\/em>, de Jo\u00e3o Lu\u00eds Barreto Guimar\u00e3es;\u00a0Ed. Quetzal<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A poesia de Jo\u00e3o Lu\u00eds Barreto Guimar\u00e3es oscila, sempre, entre a contempla\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria, a ironia sobre as coisas comuns e quotidianas, a transforma\u00e7\u00e3o dos sentimentos em medita\u00e7\u00e3o sobre a passagem do tempo, a constru\u00e7\u00e3o de um universo pr\u00f3prio com as suas personagens, obsess\u00f5es e descobertas.<br \/>H\u00e1 nos seus versos uma aten\u00e7\u00e3o meticulosa voltada para os objetos quotidianos e que, a cada livro, foi dando lugar a uma geografia e uma enumera\u00e7\u00e3o afetuosa de lugares, mem\u00f3rias e personagens. Fala da casa, das viagens, das leituras, das hist\u00f3rias do mundo, da afirma\u00e7\u00e3o da vida. Est\u00e1 marcada pela ironia mas tamb\u00e9m pela gravidade e pela melancolia, pelo pormenor e pelo retrato de conjunto, pela leitura da solid\u00e3o mas tamb\u00e9m do amor, da amizade, das coisas de todos os dias.<br \/>Como se todos n\u00f3s tiv\u00e9ssemos direito \u00e0 poesia como ao p\u00e3o de cada dia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img07.jpg\" height=\"468\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665324_ashCy.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Como Organizar Uma Biblioteca<\/em>, de Roberto Calasso;\u00a0Ed. Edi\u00e7\u00f5es 70<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00abOrganizar uma biblioteca \u00e9 um tema altamente metaf\u00edsico.\u00bb<br \/>Aqueles que tentam p\u00f4r os seus livros em ordem devem ao mesmo tempo reconhecer e modificar uma boa parte da sua paisagem mental. Esta \u00e9 uma tarefa delicada, cheia de surpresas e descobertas, mas sem uma solu\u00e7\u00e3o. Muitos j\u00e1 o experimentaram, desde o estudioso do s\u00e9culo XVII Gabriel Naud\u00e9 at\u00e9 Aby Warburg. V\u00e1rios epis\u00f3dios s\u00e3o aqui relatados, misturados com fragmentos de uma autobiografia involunt\u00e1ria. Segue-se um perfil do breve momento em que certas revistas, entre 1920 e 1940, atuaram como polinizadores da literatura, e uma cr\u00f3nica do emblem\u00e1tico nascimento da recens\u00e3o, quando Madame de Sabl\u00e9 se viu na situa\u00e7\u00e3o embara\u00e7osa de dar publicamente conta das M\u00e1ximas do seu querido e sens\u00edvel amigo La Rochefoucauld. Por fim, o tema da arruma\u00e7\u00e3o reaparece no \u00faltimo ensaio desta colet\u00e2nea, desta vez aplicado \u00e0s livrarias de hoje, para as quais \u00e9 uma quest\u00e3o vital e quotidiana.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img08.jpg\" height=\"427\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665325_nDa5m.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>O Livro que Me Escreveu<\/em>, de M\u00e1rio L\u00facio Sousa;\u00a0Ed. D. Quixote<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Diagnosticado com uma doen\u00e7a card\u00edaca grave, um jovem decide escrever o Livro da sua vida &#8211; e escrev\u00ea-lo literalmente com o cora\u00e7\u00e3o. Sempre ao lado da mulher, leva trinta anos para completar a empreitada, passando fome e priva\u00e7\u00f5es e vivendo a cr\u00e9dito, esperando pagar as d\u00edvidas quando o Livro for publicado.<br \/>Assim que o termina, manda as folhas dactilografadas ao seu editor, mas este nunca as recebe. O desespero leva o casal e os amigos e vizinhos a uma busca desesperada em todas as esta\u00e7\u00f5es de Correios do mundo, at\u00e9 que o editor d\u00e1 a entender que finalmente recebeu o livro. S\u00f3 que n\u00e3o era o Livro\u2026. Ent\u00e3o, come\u00e7am a chover livros assinados com o nome do escritor, e o povo come\u00e7a a ler desenfreadamente, tornando a leitura um fen\u00f3meno \u00e0 escala global.<br \/><em>O Livro que Me Escreveu<\/em> \u00e9 uma novela genial, um elogio maravilhoso \u00e0 solidariedade e \u00e0 leitura, essenciais na forma\u00e7\u00e3o do ser humano.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img09.jpg\" height=\"444\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665326_eekIj.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>A Colher<\/em>, de\u00a0Sandra Siemens, Bea Lozano (Ilustr.);\u00a0Ed. F\u00e1bula<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Al\u00e9m de utilidade pr\u00e1tica, alguns objetos t\u00eam hist\u00f3rias secretas, que v\u00e3o passando de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, alimentando o seu valor afetivo e criando elos que durar\u00e3o para sempre.<br \/>Esta obra premiada, da escritora argentina Sandra Siemens e da ilustradora espanhola Bea Lozano, \u00e9 particularmente tocante para leitores cujas fam\u00edlias tiveram de migrar, mas convida todos os leitores \u00e0 partilha de mem\u00f3rias, que por vezes est\u00e3o guardadas em simples objetos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img10.jpg\" height=\"457\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665327_6t3Ho.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Hist\u00f3ria de um Homem Comum<\/em>, de\u00a0George Orwell, Jacinta Maria Matos (Int., trad. e notas); Ed. E -Primatur<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Neste romance que oscila entre um registo c\u00f3mico e um registo pessimista \u2013 especialmente no que diz respeito ao capitalismo especulativo, \u00e0s amea\u00e7as pol\u00edticas externas e \u00e0 morte de uma certa Inglaterra rural \u2013 George Bowling \u00e9 um angariador de seguros na meia-idade, que vive numa casa geminada de um sub\u00farbio ingl\u00eas com a mulher e dois filhos. Um dia, depois de ganhar algum dinheiro numa aposta, e antecipando os tempos terr\u00edveis que se adivinhavam tanto para si como para o pa\u00eds, tenta recuperar a sua inf\u00e2ncia id\u00edlica e regressa a Lower Binfield, o lugar onde nasceu, para pescar carpas num lago que lhe ficou na mem\u00f3ria durante trinta anos. Infelizmente esse lago j\u00e1 n\u00e3o existe, o vilarejo tornou-se irreconhec\u00edvel e o principal acontecimento da sua escapadela est\u00e1 longe de ser aquilo que se esperava.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img11.png\" height=\"453\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665328_UEOn9.png\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>A Lista de Leitura<\/em>, de Sara Nisha Adams;\u00a0Top Seller<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mukesh leva uma vida pacata num sub\u00farbio de Londres e tenta manter as rotinas estabelecidas pela sua mulher, Naina, que faleceu recentemente. Vai \u00e0s compras todas as quartas-feiras, frequenta o templo hindu e tenta convencer as tr\u00eas filhas de que \u00e9 perfeitamente capaz de organizar a sua vida sozinho.<br \/>Aleisha \u00e9 uma adolescente que trabalha na biblioteca local durante o ver\u00e3o e que, curiosamente, n\u00e3o gosta de ler. At\u00e9 que encontra um papel amachucado dentro de um exemplar de Mataram a Cotovia com uma lista de livros dos quais nunca ouvira falar. Intrigada, e um pouco entediada com o seu trabalho, decide come\u00e7ar a ler os livros a\u00ed sugeridos.<br \/>Quando Mukesh vai \u00e0 biblioteca para devolver um dos livros de Naina e pedir outras sugest\u00f5es de leitura, numa tentativa de criar la\u00e7os com a neta, Aleisha recomenda-lhe os t\u00edtulos da lista. \u00c9 assim que, livro a livro, v\u00e3o descobrindo a magia da leitura e encontrando novos significados para as suas vidas. E \u00e9 atrav\u00e9s destas leituras partilhadas que Aleisha e Mukesh encontram a for\u00e7a necess\u00e1ria para lidar com os desgostos e problemas do dia a dia e reencontram a alegria de viver.<br \/>Uma hist\u00f3ria sobre amizade, amor e o poder que os livros t\u00eam de mudar a vida de quem os l\u00ea.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img12.webp\" height=\"464\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665329_4RqvJ.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>A Crise Da Narra\u00e7\u00e3o<\/em>, de Byung-Chul Han;\u00a0Ed. Rel\u00f3gio D\u00b4\u00c1gua<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00abQualquer a\u00e7\u00e3o transformadora do mundo pressup\u00f5e uma narrativa. O storytelling, por seu lado, conhece uma \u00fanica forma de vida, a consumista.\u00bb<br \/>\u00c9 a partir das narrativas que se estabelecem la\u00e7os, se formam comunidades e se transformam sociedades.<br \/>Mas, hoje, o storytelling tende a converter-se numa ferramenta de promo\u00e7\u00e3o de valores consumistas, insinuando-se por todo o lado devido \u00e0 falta de sentido caracter\u00edstica da atual sociedade de informa\u00e7\u00e3o.<br \/>Com ela, os valores da narra\u00e7\u00e3o diluem-se numa corrente de informa\u00e7\u00f5es que poucas vezes formam conhecimento e confirmam a exist\u00eancia de indiv\u00edduos isolados que, como Byung-Chul Han j\u00e1 mostrou em A Sociedade do Cansa\u00e7o, t\u00eam como objetivo principal aumentar o seu rendimento e a autoexplora\u00e7\u00e3o.<br \/>E, no entanto, certas formas de narra\u00e7\u00e3o continuam a permitir-nos partilhar experi\u00eancias significativas, contribuindo para a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img13.jpg\" class=\"\" height=\"436\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665330_bajkV.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Somos Animais Po\u00e9ticos<\/em>, de Mich\u00e8le Petit;\u00a0Ed. Kalandraka<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Uma reflex\u00e3o imprescind\u00edvel sobre a import\u00e2ncia da arte e da literatura, da beleza como feito fundamental e da necessidade do \u2018in\u00fatil\u2019 em tempos cr\u00edticos.<br \/>A partir de testemunhos e de textos inicialmente escritos para interven\u00e7\u00f5es em jornadas que reuniam professores, bibliotec\u00e1rios, promotores de leitura, entre outros, Mich\u00e8le Petit analisa aqui o contributo que a literatura (oral e escrita) e a arte em todas as suas formas podem ter hoje em contextos dif\u00edceis e que nestes \u00faltimos anos n\u00e3o t\u00eam parado de se multiplicar, desde guerras, migra\u00e7\u00f5es de refugiados, altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas aos atentados terroristas ou \u00e0 pandemia de covid-19. Neste ensaio, pleno de sensibilidade, a autora faz uma apologia \u00e0 arte nas suas v\u00e1rias formas, ora abordando a supera\u00e7\u00e3o do trauma atrav\u00e9s da contempla\u00e7\u00e3o do belo, ora exaltando a transmiss\u00e3o cultural em cen\u00e1rios de ex\u00edlio, ou a linguagem e o canto como meios de conex\u00e3o com a natureza, as bibliotecas como casas de pensamento e conv\u00edvio, e ainda a import\u00e2ncia da literatura como fomentadora do sonho. <br \/>Por diferentes vias, a antrop\u00f3loga francesa relembra que o utilit\u00e1rio nunca nos basta e que n\u00e3o podemos ser reduzidos a vari\u00e1veis econ\u00f3micas, nem mesmo aos nossos pap\u00e9is sociais, pois somos tamb\u00e9m, e talvez acima de tudo, verdadeiros animais po\u00e9ticos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img14.webp\" height=\"457\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665331_QB7eO.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>48 Ensaios<\/em>, de Virginia Woolf;\u00a0Ed. Rel\u00f3gio D\u00b4\u00c1gua<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Re\u00fanem-se aqui quarenta e oito ensaios da autora de <em>As Ondas<\/em> que nos falam de escritores como Jane Austen, Defoe, Henry James, Christina Rossetti, Conrad, Sterne, Thomas Hardy, Walt Whitman, Montaigne e dos russos que eram os seus favoritos, como Tolst\u00f3i, Dostoievski e Turgenev. Virginia Woolf escreve ainda sobre a personagem ficcional, o romance g\u00f3tico, hist\u00f3rias de fantasmas, o tempo passado em bibliotecas, a arte da biografia e a situa\u00e7\u00e3o de estar doente. Assuntos como o cinema e as mulheres escritoras s\u00e3o tamb\u00e9m abordados, assim como o decl\u00ednio da escrita ensa\u00edstica, a cr\u00edtica ou o modo como se deve ler um livro. Nos \u00faltimos ensaios, pairam j\u00e1 as sombras da II Guerra Mundial, como em \u00abPensamentos de Paz num Ataque A\u00e9reo\u00bb (1942).<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img15.jpg\" height=\"450\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665333_RPd4c.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Hist\u00f3ria do Repouso<\/em>, de\u00a0Alain Corbin; Ed. Quetzal<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O descanso n\u00e3o \u00e9 sono, nem imobilidade, nem uma solu\u00e7\u00e3o para a fadiga &#8211; mas um momento em que o ser humano se reconstr\u00f3i, caminha, esquece, encontra um lugar apenas seu.<br \/>Durante muito tempo o repouso foi relegado para a \u00abvida eterna\u00bb, depois da morte e de um destino obediente e conformado. Mas tudo mudou com o s\u00e9culo XIX, tornando-se tamb\u00e9m uma necessidade terap\u00eautica &#8211; e um convite ao lazer, com a sua ind\u00fastria organizada e lucrativa.<br \/>Nos dias de hoje, o tempo de lazer ocupa o tempo livre, invade o espa\u00e7o humano, cria novas formas de depend\u00eancia e de cumprimento de hor\u00e1rios. Erradamente, n\u00e3o falamos mais de descanso, mas de momentos de relaxamento, divers\u00e3o e evas\u00e3o, o que equivale a substituir a fadiga por mais tens\u00e3o, mais tarefas, mais disciplina e mais consumo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img16.jpg\" height=\"470\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665337_TfpET.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>A Vida na Selva<\/em>, de\u00a0\u00c1lvaro Laborinho L\u00facio;\u00a0Ed. Quetzal<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>H\u00e1 quem nas\u00e7a para o romance ou para a poesia e se torne conhecido pelo seu trabalho liter\u00e1rio; e quem chegue a esse ponto depois de percorrer um longo caminho de vida, atravessando os escolhos e a complexidade de uma profiss\u00e3o, ou de uma passagem pela pol\u00edtica, ou de um reconhecimento p\u00fablico que n\u00e3o est\u00e1 ligado \u00e0 literatura. Foi o caso de \u00c1lvaro Laborinho L\u00facio, que publicou o seu primeiro e inesperado romance (O Chamador) em 2014.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, em leituras p\u00fablicas, festivais, confer\u00eancias e textos com destinos v\u00e1rios, tem feito uma viagem de que guarda mem\u00f3rias, opini\u00f5es, interesses, perguntas e respostas, perplexidades e reconhecimentos. Estes textos s\u00e3o o primeiro resumo de uma vida com a literatura &#8211; e o testemunho de um homem comprometido com as suas paix\u00f5es e o di\u00e1logo com os outros. O resultado \u00e9 comovente e t\u00e3o inesperado como foi a publica\u00e7\u00e3o do primeiro romance.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img18.webp\" height=\"488\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665338_0a8mR.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Len\u00e7os pretos, chap\u00e9us de palha e brincos de ouro<\/em>, de Moreira Marques; Ed. Companhia das Letras<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Um relato de viagem que tem como guia <em>As mulheres do meu pa\u00eds<\/em>, escrito no final dos anos 1940 por Maria Lamas, figura de proa do ativismo pol\u00edtico em Portugal.<br \/>Um ensaio sobre os textos que as mulheres n\u00e3o escreveram e as vidas que elas n\u00e3o viveram, e que poderiam ter mudado a vis\u00e3o da Hist\u00f3ria.<br \/>A narrativa autobiogr\u00e1fica de uma escritora que tenta encontrar e desvendar a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria nas hist\u00f3rias das mulheres an\u00f3nimas que povoam o nosso imagin\u00e1rio.<br \/>Susana Moreira Marques viaja pelas aldeias ruidosas do passado e as aldeias-museu do presente; passa por hot\u00e9is modernos onde j\u00e1 chegou o progresso de ter um quarto s\u00f3 para si; encontra mulheres que ainda vivem no sil\u00eancio de antigamente; procura registar velhas mem\u00f3rias e fazer perguntas que sejam \u00fateis hoje: come\u00e7a a desenhar as mulheres do pa\u00eds do futuro.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img19.jpg\" height=\"449\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665339_n8zSE.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Os Rostos<\/em>, de Tove Ditlevsen;\u00a0Ed. Dom Quixote<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Copenhaga, 1968. Lise, uma escritora de livros infantis e m\u00e3e de tr\u00eas filhos, casada, v\u00ea a sua vida quotidiana a esvair-se. \u00c9 cada vez mais assombrada por rostos e vozes sem corpo. Al\u00e9m disso, est\u00e1 convencida de que o seu marido, extravagantemente infiel, a vai deixar. Mas, acima de tudo, tem medo de n\u00e3o voltar a escrever. No entanto, \u00e0 medida que mergulha num mundo de comprimidos e hospitais, come\u00e7a a interrogar-se: ser\u00e1 a loucura algo que realmente se deva temer, ou ser\u00e1 que traz uma esp\u00e9cie de liberdade?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em <em>Os Rostos<\/em> Tove Ditlevsen reflete sobre casamento e div\u00f3rcio, amor e loucura, medo, ternura e maldade, utilizando magistralmente os meios liter\u00e1rios para tornar tang\u00edveis as mudan\u00e7as na perce\u00e7\u00e3o de uma mulher.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img20.jpg\" height=\"449\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665340_l4jyl.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Vemo-nos em Agosto<\/em>, de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez;\u00a0Ed.\u00a0Dom Quixote<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Todos os anos, a 16 de agosto, Ana Magdalena Bach apanha o <em>ferry<\/em> que a leva at\u00e9 \u00e0 ilha onde a m\u00e3e est\u00e1 enterrada, para visitar o seu t\u00famulo. Estas viagens acabam por ser um convite irresist\u00edvel para se tornar uma pessoa diferente durante uma noite por ano.<br \/>Ana \u00e9 casada e feliz h\u00e1 vinte e sete anos e n\u00e3o tem motivos para abandonar a vida que construiu com o marido e os dois filhos. No entanto, sozinha na ilha, Ana Magdalena Bach contempla os homens no bar do hotel, e todos os anos arranja um novo amante. Atrav\u00e9s das sensuais noites caribenhas repletas de salsa e boleros, homens sedutores e vigaristas, a cada agosto que passa Ana viaja mais longe para o interior do seu desejo e do medo escondido no seu cora\u00e7\u00e3o.<br \/>Escrito no estilo inconfund\u00edvel e fascinante de Garc\u00eda M\u00e1rquez, <em>Vemo-Nos em Agosto<\/em> \u00e9 um hino \u00e0 vida, \u00e0 resist\u00eancia do prazer apesar da passagem do tempo e ao desejo feminino.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img21.jpg\" height=\"449\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665342_FmwKK.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Vinte Grandes Contos de Escritoras Portuguesas<\/em>, de V\u00e1rias autoras;\u00a0Ed. Sibila Publica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00abSendo as autoras aqui representadas nascidas entre 1831 e 1982, ou seja, separadas entre si por mais de um s\u00e9culo e meio, e, como tal, apresentando-nos narrativas que se inserem em diversos estilos e sujeitas a diversos dogmas s\u00f3cio-hist\u00f3rico-culturais, seria expect\u00e1vel que encontr\u00e1ssemos uma variedade tem\u00e1tica que representasse a dist\u00e2ncia temporal entre estas. Surpreendentemente, podemos identificar dois temas constantes em todos os textos, de forma impl\u00edcita ou expl\u00edcita: um deles refere-se \u00e0 incapacidade masculina de corresponder ao amor feminino. O segundo, de certa forma relacionado com o primeiro, aborda a viol\u00eancia e a subjetiva\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o feminino, seja este f\u00edsico ou cultural.\u00bb Da introdu\u00e7\u00e3o de Deolinda M. Ad\u00e3o<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img22.jpg\" height=\"450\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665343_TJDHF.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Deus C\u00e9rebro<\/em>, de Anabela Almeida &amp; Ant\u00f3nio J. de Almeida;\u00a0Ed.\u00a0Oficina do Livro<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Foram dados passos gigantes nos \u00faltimos 20 anos na explora\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro humano, mas a dimens\u00e3o do que est\u00e1 para l\u00e1 do nosso conhecimento permanece um enigma. \u00c0 medida que se avan\u00e7a no conhecimento da mais impenetr\u00e1vel fortaleza da humanidade, maior \u00e9 a perce\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 um vasto universo por descobrir. Se os maiores mist\u00e9rios da Natureza s\u00e3o a mente e o Universo, poder\u00e1 o c\u00e9rebro humano responder a diferentes estados de acordo com a influ\u00eancia de algo mais vasto e superior a n\u00f3s \u2013 o pr\u00f3prio Universo? Neste livro, tal como na s\u00e9rie, encontramos as mais recentes abordagens e testemunhos de personalidades e investigadores de refer\u00eancia a n\u00edvel mundial a partir dos quais s\u00e3o cruzados pontos de vista e dados para uma reflex\u00e3o sobre os mist\u00e9rios do c\u00e9rebro humano. Como cheg\u00e1mos aqui e o que nos torna \u00fanicos? Qual a origem das emo\u00e7\u00f5es e dos mecanismos por detr\u00e1s do Eu? Qual o poder da gen\u00e9tica e da sociabilidade? Poderemos influenciar o comportamento humano partindo do estudo do c\u00e9rebro? Que consequ\u00eancias poder\u00e1 trazer ao c\u00e9rebro humano a fus\u00e3o com a tecnologia?<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img23.jpg\" height=\"463\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665344_PjGhg.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>Augusta B. &#8211; Ou as Jovens Instru\u00eddas 80 Anos Depois<\/em>, de Joana B\u00e9rtholo;\u00a0Ed. Caminho<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00ab\u2014 Sabes que mais? Dev\u00edamos fazer como a Agustina! \u2014 exclamou.<br \/>E foi a\u00ed que tudo come\u00e7ou.<br \/>Foi nesta frase que tudo teve in\u00edcio, quando Raquel desafiou Augusta a seguirem o exemplo de Agustina.<br \/>Os olhos de Augusta abriram-se como se ouvisse este nome pela primeira vez. A sua aten\u00e7\u00e3o cativa: o que fez Agustina?, foi a quest\u00e3o nunca formulada mas de imediato respondida.<br \/>Raquel detalhou ent\u00e3o a ousadia de um gesto que celebrava naquele ano \u2014 2024 \u2014 oitenta anos.<br \/>Tudo naquela hist\u00f3ria soava obsoleto: o ve\u00edculo, os modos e o contexto.<br \/>Mas talvez n\u00e3o o impulso, sentiram elas; talvez n\u00e3o o anseio, talvez n\u00e3o a car\u00eancia, a vol\u00fapia ou a intensidade.<br \/>Porventura nada do que realmente importa teria mudado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"img24.jpg\" height=\"429\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22665345_0gOkI.jpeg\" style=\"float: left; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>O Aprendiz de Gutenberg<\/em>, de Alix Christie;\u00a0Ed. Sa\u00edda de Emerg\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">_____________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Peter Schoeffer \u00e9 um jovem ambicioso \u00e0 beira de alcan\u00e7ar o sucesso como escriba em Paris quando o seu pai adotivo, o rico mercador Johann Fust, o convoca \u00e0 cidade de Mainz para conhecer um homem extraordin\u00e1rio. Gutenberg, inventor de profiss\u00e3o, criou um m\u00e9todo revolucion\u00e1rio &#8211; h\u00e1 quem diga blasfemo &#8211; de produ\u00e7\u00e3o de livros: uma m\u00e1quina a que chama de prensa. Fust est\u00e1 a financiar a oficina de Gutenberg e ordena a Peter que se torne o seu aprendiz. Ressentido por ser for\u00e7ado a abandonar uma carreira t\u00e3o prestigiante como escriba, Peter inicia a sua aprendizagem na \u0093arte mais negra\u0094. \u00c0 medida que as suas habilidades crescem, assim cresce tamb\u00e9m a admira\u00e7\u00e3o por Gutenberg e a dedica\u00e7\u00e3o a um projeto ousado: a impress\u00e3o de c\u00f3pias da B\u00edblia Sagrada. Mas quando for\u00e7as externas se alinham contra eles, Peter v\u00ea-se num dilema entre os velhos costumes e as novas cria\u00e7\u00f5es que amea\u00e7am transformar o mundo. Conseguir\u00e1 ele encontrar uma forma de superar os obst\u00e1culos numa batalha que poder\u00e1 mudar a Hist\u00f3ria?<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">___________________________________________________________________________________________________<\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-size: 18pt;\">\ud83d\udcf7<\/span> Imagem de\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/dixiepicks-6616856\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2814219\">dixiepicks<\/a>\u00a0por\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=2814219\">Pixabay<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\"><span>Leia outros artigos da s\u00e9rie<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/tag\/tempo+para+ler\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"95\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22630975_LsyUu.png\" style=\"width: 500px; padding: 10px 10px;\" width=\"500\" \/><\/a><span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As bibliotecas escolares s\u00e3o recursos imprescind\u00edveis \u00e0 escola, os professores bibliotec\u00e1rios agentes de mudan\u00e7a com responsabilidade acrescida no processo educacional e nas aprendizagens dos alunos. \u00a0O valor da biblioteca escolar \u00e9 indiscut\u00edvel, numa escola de qualidade. Durante o ano letivo o professor bibliotec\u00e1rio assume v\u00e1rios pap\u00e9is: de facilitador das aprendizagens e do desenvolvimento de diferentes compet\u00eancias de literacia no processo formativo dos alunos, mas tamb\u00e9m do trabalho de coopera\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o e uma partilha efetiva; de conector entre todos os elementos da comunidade educativa; de catalisador em prol do trabalho conjunto e da cria\u00e7\u00e3o de redes de conhecimento, e por \u00faltimo, o poder da comunica\u00e7\u00e3o.\u00a0 Agora, chegou o tempo dedicado \u00e0 reflex\u00e3o, \u00e0 planifica\u00e7\u00e3o, \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o e arruma\u00e7\u00e3o, para, em breve, gozar do merecido descanso e usufruir de excelentes momentos de leitura. Chegou o tempo para ler! Partilhamos algumas sugest\u00f5es de leitura para os professores bibliotec\u00e1rios: \u00a0 Ponham-nos a Ler! &#8211;\u00a0A leitura como ant\u00eddoto para os cretinos digitais, de Michel Desmurget; Contraponto Ed. _____________________________ Neste livro, a leitura surge como a base que permite \u00e0 crian\u00e7a desenvolver os tr\u00eas pilares da sua ess\u00eancia humana: aptid\u00f5es intelectuais, compet\u00eancias emocionais e habilidades sociais. Michel Desmurget mostra-nos ainda que, apesar dos esfor\u00e7os dos media para nos convencer do contr\u00e1rio, os jovens n\u00e3o s\u00f3 leem cada vez menos, como leem cada vez pior. Segundo ele, saber ler \u00e9 mais do que decifrar o alfabeto e juntar letras e s\u00edlabas &#8211; \u00e9 preciso que a crian\u00e7a compreenda e interprete o que est\u00e1 escrito. S\u00f3 assim poder\u00e1 aprender a compreender o meio em que est\u00e1 inserida. O papel dos pais \u00e9, por isso, fundamental, cabendo a estes estimular nos filhos o gosto pela leitura mediante as estrat\u00e9gias apontadas pelo autor. Face \u00e0 sedu\u00e7\u00e3o crescente dos ecr\u00e3s que tanto prejudicam o desenvolvimento dos nossos filhos, tanto a n\u00edvel intelectual e cognitivo como f\u00edsico-motor, Michel Desmurget apresenta-nos a leitura como a \u00fanica forma de resist\u00eancia poss\u00edvel ao avan\u00e7o incontrol\u00e1vel do digital, num livro absolutamente imprescind\u00edvel para pais e educadores. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 O Livro Que Gostaria Que Os Seus Pais Tivessem Lido, de Philippa Perry;\u00a0Ed. Arena _____________________________ Nesta obra absorvente, inteligente e divertida, a reconhecida psicoterapeuta brit\u00e2nica Philippa Perry explica o que \u00e9 realmente importante e que tipo de comportamentos devemos evitar ou fomentar no relacionamento com os nossos filhos. Em vez de desenhar o plano &#8220;perfeito&#8221;, Perry oferece-nos uma vis\u00e3o geral de como pais e filhos podem alcan\u00e7ar um bom relacionamento. Cheio de conselhos s\u00e1bios e saud\u00e1veis, este \u00e9 o livro que todos os pais querer\u00e3o ler e que todos os filhos agradecer\u00e3o que os seus pais leiam tamb\u00e9m. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 A Livraria na Colina, de Alba Donati;\u00a0Ed. Pergarminho _____________________________ \u00ab- Romano, gostava de abrir uma livraria na minha aldeia.&#8211; Muito bem, quantos habitantes tem?&#8211; 180.&#8211; Ent\u00e3o, 180 mil a dividir\u2026&#8211; N\u00e3o \u00e9 180 mil, \u00e9 180.&#8211; \u00c9s doida.\u00bbUm crowdfounding, em 2019, permitiu \u00e0 poeta Alba Donati deixar o seu trabalho numa das maiores editoras italianas e trocar Floren\u00e7a pela sua aldeia natal, Lucignana. Um inc\u00eandio e uma pandemia n\u00e3o foram suficientes para enterrar o sonho; pelo contr\u00e1rio, uma vez inaugurada esta pequena cabana nas montanhas, repleta de del\u00edcias liter\u00e1rias (incluindo meias e ch\u00e1s inspirados em livros e autores), os amantes da leitura, de todos os tipos e proveni\u00eancias, juntaram-se para a manter viva &#8211; e pr\u00f3spera! Visitada por escolas, turistas, peregrinos, com um festival liter\u00e1rio e diversos eventos culturais, a Libreria Sopra la Penna &#8211; pequeno espa\u00e7o cheio de grandes sonhos &#8211; tornou-se um destino global para leitores \u00e1vidos, curiosos e at\u00e9 principiantes. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 Adolescentes, de Margarida Gaspar de Matos;\u00a0Ed.\u00a0Oficina do Livro _____________________________ Tudo o que sempre quis saber sobre o que pensam, o que desejam, o que sentem.Baseado em estudos e evid\u00eancia cient\u00edfica, Adolescentes pretende auxiliar pais e educadores que se vejam a bra\u00e7os com esse mist\u00e9rio frequente que \u00e9 compreender os adolescentes. Este livro procura entender quais as suas expectativas e os seus sonhos, e ir ao encontro das suas necessidades f\u00edsicas e emocionais, aceitando os seus receios e uma forma de estar muito pr\u00f3pria desta fase da vida, que se tornou ainda mais exigente com todos os acontecimentos mundiais ligados \u00e0 pandemia e \u00e0s suas consequ\u00eancias mais diretas, como o isolamento e as altera\u00e7\u00f5es nas rela\u00e7\u00f5es sociais e meio ambientais.A especialista Margarida Gaspar de Matos vai, atrav\u00e9s da sua experi\u00eancia enquanto investigadora, mas tamb\u00e9m com testemunhos de adolescentes, mostrar aos leitores \u00abferramentas\u00bb que ajudam em termos mais pr\u00e1ticos e informados a lidar de forma mais tranquila com esta gera\u00e7\u00e3o que representa o futuro e a mudan\u00e7a. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 Poesia reunida, de Jo\u00e3o Lu\u00eds Barreto Guimar\u00e3es;\u00a0Ed. Quetzal _____________________________ A poesia de Jo\u00e3o Lu\u00eds Barreto Guimar\u00e3es oscila, sempre, entre a contempla\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria, a ironia sobre as coisas comuns e quotidianas, a transforma\u00e7\u00e3o dos sentimentos em medita\u00e7\u00e3o sobre a passagem do tempo, a constru\u00e7\u00e3o de um universo pr\u00f3prio com as suas personagens, obsess\u00f5es e descobertas.H\u00e1 nos seus versos uma aten\u00e7\u00e3o meticulosa voltada para os objetos quotidianos e que, a cada livro, foi dando lugar a uma geografia e uma enumera\u00e7\u00e3o afetuosa de lugares, mem\u00f3rias e personagens. Fala da casa, das viagens, das leituras, das hist\u00f3rias do mundo, da afirma\u00e7\u00e3o da vida. Est\u00e1 marcada pela ironia mas tamb\u00e9m pela gravidade e pela melancolia, pelo pormenor e pelo retrato de conjunto, pela leitura da solid\u00e3o mas tamb\u00e9m do amor, da amizade, das coisas de todos os dias.Como se todos n\u00f3s tiv\u00e9ssemos direito \u00e0 poesia como ao p\u00e3o de cada dia. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 Como Organizar Uma Biblioteca, de Roberto Calasso;\u00a0Ed. Edi\u00e7\u00f5es 70 _____________________________ \u00abOrganizar uma biblioteca \u00e9 um tema altamente metaf\u00edsico.\u00bbAqueles que tentam p\u00f4r os seus livros em ordem devem ao mesmo tempo reconhecer e modificar uma boa parte da sua paisagem mental. Esta \u00e9 uma tarefa delicada, cheia de surpresas e descobertas, mas sem uma solu\u00e7\u00e3o. Muitos j\u00e1 o experimentaram, desde o estudioso do s\u00e9culo XVII Gabriel Naud\u00e9 at\u00e9 Aby Warburg. V\u00e1rios epis\u00f3dios s\u00e3o aqui relatados, misturados com fragmentos de uma autobiografia involunt\u00e1ria. Segue-se um perfil do breve momento em que certas revistas, entre 1920 e 1940, atuaram como polinizadores da literatura, e uma cr\u00f3nica do emblem\u00e1tico nascimento da recens\u00e3o, quando Madame de Sabl\u00e9 se viu na situa\u00e7\u00e3o embara\u00e7osa de dar publicamente conta das M\u00e1ximas do seu querido e sens\u00edvel amigo La Rochefoucauld. Por fim, o tema da arruma\u00e7\u00e3o reaparece no \u00faltimo ensaio desta colet\u00e2nea, desta vez aplicado \u00e0s livrarias de hoje, para as quais \u00e9 uma quest\u00e3o vital e quotidiana. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 O Livro que Me Escreveu, de M\u00e1rio L\u00facio Sousa;\u00a0Ed. D. Quixote _____________________________ Diagnosticado com uma doen\u00e7a card\u00edaca grave, um jovem decide escrever o Livro da sua vida &#8211; e escrev\u00ea-lo literalmente com o cora\u00e7\u00e3o. Sempre ao lado da mulher, leva trinta anos para completar a empreitada, passando fome e priva\u00e7\u00f5es e vivendo a cr\u00e9dito, esperando pagar as d\u00edvidas quando o Livro for publicado.Assim que o termina, manda as folhas dactilografadas ao seu editor, mas este nunca as recebe. O desespero leva o casal e os amigos e vizinhos a uma busca desesperada em todas as esta\u00e7\u00f5es de Correios do mundo, at\u00e9 que o editor d\u00e1 a entender que finalmente recebeu o livro. S\u00f3 que n\u00e3o era o Livro\u2026. Ent\u00e3o, come\u00e7am a chover livros assinados com o nome do escritor, e o povo come\u00e7a a ler desenfreadamente, tornando a leitura um fen\u00f3meno \u00e0 escala global.O Livro que Me Escreveu \u00e9 uma novela genial, um elogio maravilhoso \u00e0 solidariedade e \u00e0 leitura, essenciais na forma\u00e7\u00e3o do ser humano. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 A Colher, de\u00a0Sandra Siemens, Bea Lozano (Ilustr.);\u00a0Ed. F\u00e1bula _____________________________ Al\u00e9m de utilidade pr\u00e1tica, alguns objetos t\u00eam hist\u00f3rias secretas, que v\u00e3o passando de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, alimentando o seu valor afetivo e criando elos que durar\u00e3o para sempre.Esta obra premiada, da escritora argentina Sandra Siemens e da ilustradora espanhola Bea Lozano, \u00e9 particularmente tocante para leitores cujas fam\u00edlias tiveram de migrar, mas convida todos os leitores \u00e0 partilha de mem\u00f3rias, que por vezes est\u00e3o guardadas em simples objetos. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 Hist\u00f3ria de um Homem Comum, de\u00a0George Orwell, Jacinta Maria Matos (Int., trad. e notas); Ed. E -Primatur _____________________________ Neste romance que oscila entre um registo c\u00f3mico e um registo pessimista \u2013 especialmente no que diz respeito ao capitalismo especulativo, \u00e0s amea\u00e7as pol\u00edticas externas e \u00e0 morte de uma certa Inglaterra rural \u2013 George Bowling \u00e9 um angariador de seguros na meia-idade, que vive numa casa geminada de um sub\u00farbio ingl\u00eas com a mulher e dois filhos. Um dia, depois de ganhar algum dinheiro numa aposta, e antecipando os tempos terr\u00edveis que se adivinhavam tanto para si como para o pa\u00eds, tenta recuperar a sua inf\u00e2ncia id\u00edlica e regressa a Lower Binfield, o lugar onde nasceu, para pescar carpas num lago que lhe ficou na mem\u00f3ria durante trinta anos. Infelizmente esse lago j\u00e1 n\u00e3o existe, o vilarejo tornou-se irreconhec\u00edvel e o principal acontecimento da sua escapadela est\u00e1 longe de ser aquilo que se esperava. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 A Lista de Leitura, de Sara Nisha Adams;\u00a0Top Seller _____________________________ Mukesh leva uma vida pacata num sub\u00farbio de Londres e tenta manter as rotinas estabelecidas pela sua mulher, Naina, que faleceu recentemente. Vai \u00e0s compras todas as quartas-feiras, frequenta o templo hindu e tenta convencer as tr\u00eas filhas de que \u00e9 perfeitamente capaz de organizar a sua vida sozinho.Aleisha \u00e9 uma adolescente que trabalha na biblioteca local durante o ver\u00e3o e que, curiosamente, n\u00e3o gosta de ler. At\u00e9 que encontra um papel amachucado dentro de um exemplar de Mataram a Cotovia com uma lista de livros dos quais nunca ouvira falar. Intrigada, e um pouco entediada com o seu trabalho, decide come\u00e7ar a ler os livros a\u00ed sugeridos.Quando Mukesh vai \u00e0 biblioteca para devolver um dos livros de Naina e pedir outras sugest\u00f5es de leitura, numa tentativa de criar la\u00e7os com a neta, Aleisha recomenda-lhe os t\u00edtulos da lista. \u00c9 assim que, livro a livro, v\u00e3o descobrindo a magia da leitura e encontrando novos significados para as suas vidas. E \u00e9 atrav\u00e9s destas leituras partilhadas que Aleisha e Mukesh encontram a for\u00e7a necess\u00e1ria para lidar com os desgostos e problemas do dia a dia e reencontram a alegria de viver.Uma hist\u00f3ria sobre amizade, amor e o poder que os livros t\u00eam de mudar a vida de quem os l\u00ea. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 A Crise Da Narra\u00e7\u00e3o, de Byung-Chul Han;\u00a0Ed. Rel\u00f3gio D\u00b4\u00c1gua _____________________________ \u00abQualquer a\u00e7\u00e3o transformadora do mundo pressup\u00f5e uma narrativa. O storytelling, por seu lado, conhece uma \u00fanica forma de vida, a consumista.\u00bb\u00c9 a partir das narrativas que se estabelecem la\u00e7os, se formam comunidades e se transformam sociedades.Mas, hoje, o storytelling tende a converter-se numa ferramenta de promo\u00e7\u00e3o de valores consumistas, insinuando-se por todo o lado devido \u00e0 falta de sentido caracter\u00edstica da atual sociedade de informa\u00e7\u00e3o.Com ela, os valores da narra\u00e7\u00e3o diluem-se numa corrente de informa\u00e7\u00f5es que poucas vezes formam conhecimento e confirmam a exist\u00eancia de indiv\u00edduos isolados que, como Byung-Chul Han j\u00e1 mostrou em A Sociedade do Cansa\u00e7o, t\u00eam como objetivo principal aumentar o seu rendimento e a autoexplora\u00e7\u00e3o.E, no entanto, certas formas de narra\u00e7\u00e3o continuam a permitir-nos partilhar experi\u00eancias significativas, contribuindo para a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 Somos Animais Po\u00e9ticos, de Mich\u00e8le Petit;\u00a0Ed. Kalandraka _____________________________ Uma reflex\u00e3o imprescind\u00edvel sobre a import\u00e2ncia da arte e da literatura, da beleza como feito fundamental e da necessidade do \u2018in\u00fatil\u2019 em tempos cr\u00edticos.A partir de testemunhos e de textos inicialmente escritos para interven\u00e7\u00f5es em jornadas que reuniam professores, bibliotec\u00e1rios, promotores de leitura, entre outros, Mich\u00e8le Petit analisa aqui o contributo que a literatura (oral e escrita) e a arte em todas as suas formas podem ter hoje em contextos dif\u00edceis e que nestes \u00faltimos anos n\u00e3o t\u00eam parado de se multiplicar, desde guerras, migra\u00e7\u00f5es de refugiados, altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas aos atentados terroristas ou \u00e0 pandemia de covid-19. Neste ensaio, pleno de sensibilidade, a autora faz uma apologia \u00e0 arte nas suas v\u00e1rias formas, ora abordando a supera\u00e7\u00e3o do trauma atrav\u00e9s da contempla\u00e7\u00e3o do belo, ora exaltando a transmiss\u00e3o cultural em cen\u00e1rios de ex\u00edlio, ou a linguagem e o canto como meios de conex\u00e3o com a natureza, as bibliotecas como casas de pensamento e conv\u00edvio, e ainda a import\u00e2ncia da literatura como fomentadora do sonho. Por diferentes vias, a antrop\u00f3loga francesa relembra que o utilit\u00e1rio nunca nos basta e que n\u00e3o podemos ser reduzidos a vari\u00e1veis econ\u00f3micas, nem mesmo aos nossos pap\u00e9is sociais, pois somos tamb\u00e9m, e talvez acima de tudo, verdadeiros animais po\u00e9ticos. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 48 Ensaios, de Virginia Woolf;\u00a0Ed. Rel\u00f3gio D\u00b4\u00c1gua _____________________________ Re\u00fanem-se aqui quarenta e oito ensaios da autora de As Ondas que nos falam de escritores como Jane Austen, Defoe, Henry James, Christina Rossetti, Conrad, Sterne, Thomas Hardy, Walt Whitman, Montaigne e dos russos que eram os seus favoritos, como Tolst\u00f3i, Dostoievski e Turgenev. Virginia Woolf escreve ainda sobre a personagem ficcional, o romance g\u00f3tico, hist\u00f3rias de fantasmas, o tempo passado em bibliotecas, a arte da biografia e a situa\u00e7\u00e3o de estar doente. Assuntos como o cinema e as mulheres escritoras s\u00e3o tamb\u00e9m abordados, assim como o decl\u00ednio da escrita ensa\u00edstica, a cr\u00edtica ou o modo como se deve ler um livro. Nos \u00faltimos ensaios, pairam j\u00e1 as sombras da II Guerra Mundial, como em \u00abPensamentos de Paz num Ataque A\u00e9reo\u00bb (1942). ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 Hist\u00f3ria do Repouso, de\u00a0Alain Corbin; Ed. Quetzal _____________________________ O descanso n\u00e3o \u00e9 sono, nem imobilidade, nem uma solu\u00e7\u00e3o para a fadiga &#8211; mas um momento em que o ser humano se reconstr\u00f3i, caminha, esquece, encontra um lugar apenas seu.Durante muito tempo o repouso foi relegado para a \u00abvida eterna\u00bb, depois da morte e de um destino obediente e conformado. Mas tudo mudou com o s\u00e9culo XIX, tornando-se tamb\u00e9m uma necessidade terap\u00eautica &#8211; e um convite ao lazer, com a sua ind\u00fastria organizada e lucrativa.Nos dias de hoje, o tempo de lazer ocupa o tempo livre, invade o espa\u00e7o humano, cria novas formas de depend\u00eancia e de cumprimento de hor\u00e1rios. Erradamente, n\u00e3o falamos mais de descanso, mas de momentos de relaxamento, divers\u00e3o e evas\u00e3o, o que equivale a substituir a fadiga por mais tens\u00e3o, mais tarefas, mais disciplina e mais consumo. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 A Vida na Selva, de\u00a0\u00c1lvaro Laborinho L\u00facio;\u00a0Ed. Quetzal _____________________________ H\u00e1 quem nas\u00e7a para o romance ou para a poesia e se torne conhecido pelo seu trabalho liter\u00e1rio; e quem chegue a esse ponto depois de percorrer um longo caminho de vida, atravessando os escolhos e a complexidade de uma profiss\u00e3o, ou de uma passagem pela pol\u00edtica, ou de um reconhecimento p\u00fablico que n\u00e3o est\u00e1 ligado \u00e0 literatura. Foi o caso de \u00c1lvaro Laborinho L\u00facio, que publicou o seu primeiro e inesperado romance (O Chamador) em 2014. Desde ent\u00e3o, em leituras p\u00fablicas, festivais, confer\u00eancias e textos com destinos v\u00e1rios, tem feito uma viagem de que guarda mem\u00f3rias, opini\u00f5es, interesses, perguntas e respostas, perplexidades e reconhecimentos. Estes textos s\u00e3o o primeiro resumo de uma vida com a literatura &#8211; e o testemunho de um homem comprometido com as suas paix\u00f5es e o di\u00e1logo com os outros. O resultado \u00e9 comovente e t\u00e3o inesperado como foi a publica\u00e7\u00e3o do primeiro romance. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 Len\u00e7os pretos, chap\u00e9us de palha e brincos de ouro, de Moreira Marques; Ed. Companhia das Letras _____________________________ Um relato de viagem que tem como guia As mulheres do meu pa\u00eds, escrito no final dos anos 1940 por Maria Lamas, figura de proa do ativismo pol\u00edtico em Portugal.Um ensaio sobre os textos que as mulheres n\u00e3o escreveram e as vidas que elas n\u00e3o viveram, e que poderiam ter mudado a vis\u00e3o da Hist\u00f3ria.A narrativa autobiogr\u00e1fica de uma escritora que tenta encontrar e desvendar a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria nas hist\u00f3rias das mulheres an\u00f3nimas que povoam o nosso imagin\u00e1rio.Susana Moreira Marques viaja pelas aldeias ruidosas do passado e as aldeias-museu do presente; passa por hot\u00e9is modernos onde j\u00e1 chegou o progresso de ter um quarto s\u00f3 para si; encontra mulheres que ainda vivem no sil\u00eancio de antigamente; procura registar velhas mem\u00f3rias e fazer perguntas que sejam \u00fateis hoje: come\u00e7a a desenhar as mulheres do pa\u00eds do futuro. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 Os Rostos, de Tove Ditlevsen;\u00a0Ed. Dom Quixote _____________________________ Copenhaga, 1968. Lise, uma escritora de livros infantis e m\u00e3e de tr\u00eas filhos, casada, v\u00ea a sua vida quotidiana a esvair-se. \u00c9 cada vez mais assombrada por rostos e vozes sem corpo. Al\u00e9m disso, est\u00e1 convencida de que o seu marido, extravagantemente infiel, a vai deixar. Mas, acima de tudo, tem medo de n\u00e3o voltar a escrever. No entanto, \u00e0 medida que mergulha num mundo de comprimidos e hospitais, come\u00e7a a interrogar-se: ser\u00e1 a loucura algo que realmente se deva temer, ou ser\u00e1 que traz uma esp\u00e9cie de liberdade? Em Os Rostos Tove Ditlevsen reflete sobre casamento e div\u00f3rcio, amor e loucura, medo, ternura e maldade, utilizando magistralmente os meios liter\u00e1rios para tornar tang\u00edveis as mudan\u00e7as na perce\u00e7\u00e3o de uma mulher. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 Vemo-nos em Agosto, de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez;\u00a0Ed.\u00a0Dom Quixote _____________________________ Todos os anos, a 16 de agosto, Ana Magdalena Bach apanha o ferry que a leva at\u00e9 \u00e0 ilha onde a m\u00e3e est\u00e1 enterrada, para visitar o seu t\u00famulo. Estas viagens acabam por ser um convite irresist\u00edvel para se tornar uma pessoa diferente durante uma noite por ano.Ana \u00e9 casada e feliz h\u00e1 vinte e sete anos e n\u00e3o tem motivos para abandonar a vida que construiu com o marido e os dois filhos. No entanto, sozinha na ilha, Ana Magdalena Bach contempla os homens no bar do hotel, e todos os anos arranja um novo amante. Atrav\u00e9s das sensuais noites caribenhas repletas de salsa e boleros, homens sedutores e vigaristas, a cada agosto que passa Ana viaja mais longe para o interior do seu desejo e do medo escondido no seu cora\u00e7\u00e3o.Escrito no estilo inconfund\u00edvel e fascinante de Garc\u00eda M\u00e1rquez, Vemo-Nos em Agosto \u00e9 um hino \u00e0 vida, \u00e0 resist\u00eancia do prazer apesar da passagem do tempo e ao desejo feminino. ___________________________________________________________________________________________________ \u00a0 Vinte Grandes Contos de Escritoras Portuguesas, de V\u00e1rias autoras;\u00a0Ed. Sibila Publica\u00e7\u00f5es _____________________________ \u00abSendo as autoras aqui representadas nascidas entre 1831 e 1982, ou seja, separadas entre si por mais de um s\u00e9culo e meio, e, como tal, apresentando-nos narrativas que se inserem em diversos estilos e sujeitas a diversos dogmas s\u00f3cio-hist\u00f3rico-culturais, seria expect\u00e1vel que encontr\u00e1ssemos uma variedade tem\u00e1tica que representasse a dist\u00e2ncia temporal entre estas. Surpreendentemente,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140,169],"tags":[],"class_list":["post-2860952","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros","category-tempo-para-ler"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2860952","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2860952"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2860952\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085809,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2860952\/revisions\/3085809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2860952"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2860952"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2860952"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}