{"id":2852029,"date":"2024-06-19T09:00:00","date_gmt":"2024-06-19T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2852029.html"},"modified":"2026-05-13T13:39:40","modified_gmt":"2026-05-13T13:39:40","slug":"um-referencial-para-a-literacia-em-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2852029","title":{"rendered":"Um referencial para a literacia em IA"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"imagem IA 4.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22653444_s7cGb.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>As equipas acad\u00e9micas e tecnol\u00f3gicas do Barnard College desenvolveram um referencial de literacia em IA para fornecer uma base conceptual que contribua para a educa\u00e7\u00e3o e programa\u00e7\u00e3o em IA em contextos institucionais de ensino superior.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O Barnard College \u00e9 uma faculdade de letras e humanidades para mulheres. \u00c9 simultaneamente uma institui\u00e7\u00e3o distinta e um membro do ecossistema mais alargado da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. V\u00e1rias equipas pequenas mas ativas desse campus est\u00e3o a trabalhar para dinamizar discuss\u00f5es sobre t\u00f3picos de intelig\u00eancia artificial (IA) generativa. Como membros do Instructional Media and Academic Technology Services (IMATS) e do Center for Engaged Pedagogy (CEP), desenvolvemos programas educativos sobre v\u00e1rios t\u00f3picos de IA para a comunidade Barnard. Ao longo do ano passado, realiz\u00e1mos sess\u00f5es de open lab para testar diferentes ferramentas de IA baseadas em texto e imagem, recebemos oradores convidados sobre direitos de autor e utiliza\u00e7\u00e3o leg\u00edtima, disponibiliz\u00e1mos workshops para debate sobre programas de IA generativa para o corpo docente, realiz\u00e1mos workshops de instru\u00e7\u00e3o (GenAI 101) e conduzimos sess\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o destinadas a departamentos do corpo docente. Este processo tem sido cont\u00ednuo e iterativo \u00e0 medida que as ferramentas mudam e as necessidades dos membros da comunidade do campus se alteram. Tamb\u00e9m implement\u00e1mos mecanismos internos de inqu\u00e9rito, avalia\u00e7\u00e3o e feedback para compreender melhor as necessidades do corpo docente e do restante pessoal relacionadas com a utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas de IA generativa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>A necessidade de literacia em IA<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O Barnard College criou v\u00e1rios grupos de trabalho internos e task forces para discutir quest\u00f5es maiores sobre o impacto da IA na nossa institui\u00e7\u00e3o. Atualmente, n\u00e3o existe qualquer ordem ou recomenda\u00e7\u00e3o para que os professores adotem ou pro\u00edbam a IA nas suas salas de aula. No entanto, os professores s\u00e3o encorajados a definir e discutir as suas expectativas relativamente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da IA nas suas tarefas. (O CEP criou muitos recursos para o corpo docente, incluindo \u00e1rvores de decis\u00e3o para orientar o corpo docente no planeamento, exemplos de de programa de estudos, tarefas que integram a IA generativa e outros materiais, para ajudar a orientar a tomada de decis\u00f5es sobre se e como incorporar a IA generativa na sala de aula). N\u00edveis mais elevados de literacia em IA podem ajudar os docentes a tomar decis\u00f5es informadas sobre a utiliza\u00e7\u00e3o da IA nos seus cursos e trabalhos. No que diz respeito aos servi\u00e7os de tecnologia acad\u00e9mica, a equipa do IMATS decidiu n\u00e3o implementar nem procurar tecnologia de vigil\u00e2ncia da IA para monitorizar a integridade acad\u00e9mica devido \u00e0 parcialidade e \u00e0 fiabilidade question\u00e1vel destas ferramentas.<a href=\"\/rbe\/#_edn1\" name=\"_ednref1\"><span>[1]<\/span><\/a> No entanto, o panorama e as pol\u00edticas dele decorrentes podem mudar \u00e0 medida que as tecnologias de IA generativa evoluem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Um enquadramento para a literacia em IA<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os membros do IMATS e do CEP desenvolveram a seguinte abordagem para <strong>orientar o desenvolvimento e a expans\u00e3o da literacia em IA entre professores, alunos e funcion\u00e1rios do Barnard College<\/strong>. O nosso enquadramento fornece uma estrutura para aprender a utilizar a IA, incluindo explica\u00e7\u00f5es dos principais conceitos de IA e quest\u00f5es a considerar quando se utiliza a IA. A estrutura em pir\u00e2mide de quatro partes foi adaptada do trabalho efectuado por investigadores da Universidade de Hong Kong e da Universidade de Ci\u00eancia e Tecnologia de Hong Kong (ver figura 1). (O trabalho dos investigadores de Hong Kong baseia-se na Taxonomia de Bloom.) <a href=\"\/rbe\/#_edn2\" name=\"_ednref2\"><span>[2]<\/span><\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O <strong>referencial destina-se a ir ao encontro das pessoas onde elas se encontram, partindo do n\u00edvel de literacia em IA<\/strong> de cada uma, quer tenham pouco ou nenhum conhecimento de IA, quer estejam preparadas para construir o seu pr\u00f3prio modelo de linguagem de grande dimens\u00e3o (LLM). O referencial divide a literacia em IA nos quatro n\u00edveis seguintes:<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt; font-family: impact, sans-serif;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 1.<\/span> Compreender a IA<br \/><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt; font-family: impact, sans-serif;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 2.<\/span> Utilizar e aplicar a IA<br \/><span style=\"font-size: 24pt; font-family: impact, sans-serif; color: #ff0000;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 3.<\/span> Analisar e avaliar a IA<br \/><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt; font-family: impact, sans-serif;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 4. <\/span>Criar IA<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ao aplicar este referencial, \u00e9 importante ter em conta que a IA \u00e9 um dom\u00ednio vasto. Existem muitos tipos de IA, tanto reais como te\u00f3ricos. Embora os conceitos enumerados neste artigo se centrem principalmente na IA generativa, a estrutura geral do referencial pode ser aplicada a outras formas de IA e literacias tecnol\u00f3gicas (por exemplo, ciberseguran\u00e7a). E, embora a informa\u00e7\u00e3o em cada n\u00edvel se baseie nos conceitos discutidos no n\u00edvel anterior, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio aprender tudo num n\u00edvel antes de passar ao seguinte. Por exemplo, ao analisar o impacto que a IA generativa pode ter no mercado de trabalho, \u00e9 \u00fatil compreender como s\u00e3o treinados os modelos de IA generativa; no entanto, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio dominar os meandros das redes neuronais para efetuar essa an\u00e1lise.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #808080; font-size: 12pt;\">Figura 1. Um enquadramento para a literacia em IA<\/span><br \/><\/strong><span style=\"font-size: 10pt;\"><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem1.jpg\" height=\"249\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22653045_HzjbO.jpeg\" style=\"width: 550px; padding: 10px 10px;\" width=\"550\" \/><br \/><span style=\"color: #999999;\"><em style=\"font-size: 10pt;\">Cr\u00e9dito: Melanie Hibbert. Usada pelos autores com autoriza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>\u00a0<\/em>N\u00edvel 1: Compreender a IA<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A base da pir\u00e2mide abrange termos e conceitos b\u00e1sicos de IA. A maior parte da programa\u00e7\u00e3o e do ensino em Barnard tem-se centrado nos n\u00edveis um e dois (compreender, utilizar e aplicar a IA), uma vez que se trata de uma tecnologia em r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o e que ainda existe muito desconhecimento sobre ela.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Compet\u00eancias essenciais<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Ser capaz de definir os termos \u201cintelig\u00eancia artificial\u201d, \u201caprendizagem autom\u00e1tica\u201d (&#8220;machine learning&#8221;), \u201cmodelo de linguagem de grande dimens\u00e3o\u201d e \u201crede neuronal\u201d\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Reconhecer os benef\u00edcios e as limita\u00e7\u00f5es das ferramentas de IA\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Identificar e explicar as diferen\u00e7as entre os v\u00e1rios tipos de IA, de acordo com as suas capacidades e mecanismos computacionais<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong>Conceitos-chave<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Intelig\u00eancia artificial, aprendizagem autom\u00e1tica (&#8220;machine learning&#8221;), redes neuronais artificiais, modelos de linguagem de grande dimens\u00e3o e modelos de difus\u00e3o\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Intelig\u00eancia artificial restrita, intelig\u00eancia artificial geral, superintelig\u00eancia artificial, m\u00e1quinas reactivas, mem\u00f3ria limitada, teoria da mente e auto-consci\u00eancia\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Ferramentas de IA, como o ChatGPT (ver figura 2), Siri, Alexa, Deep Blue e texto preditivo\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Quadros t\u00e9cnicos relacionados com a IA (modelos de c\u00f3digo aberto versus modelos fechados, API e modo de utiliza\u00e7\u00e3o)<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong>Perguntas de reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>&#8211; Que tipo de IA \u00e9 esta?<\/li>\n<p><\/p>\n<li>&#8211; Que tecnologias \u00e9 que esta ferramenta de IA utiliza?<\/li>\n<p><\/p>\n<li>&#8211; Para que \u00e9 que esta ferramenta foi concebida? Que tipo de informa\u00e7\u00e3o aceita como <em>input<\/em> e devolve como resposta (texto, v\u00eddeo, \u00e1udio, etc.)?<\/li>\n<p><\/p>\n<li>&#8211; Para que \u00e9 que esta ferramenta pode ser particularmente \u00fatil?<\/li>\n<p><\/p>\n<li>&#8211; Para que \u00e9 que n\u00e3o seria \u00fatil?<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt; color: #808080;\"><strong>Figura 2. Desenvolvimento de uma compreens\u00e3o b\u00e1sica dos conceitos de IA generativa<\/strong><\/span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem2.jpg\" height=\"317\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22653046_Btj77.jpeg\" style=\"width: 567px; padding: 10px 10px;\" width=\"567\" \/><br \/><span><\/span><span style=\"font-size: 12pt; color: #808080;\"><\/span><span style=\"color: #999999; font-size: 10pt;\"><em>Cr\u00e9dito: Imagem criada por Elana Altman, Tristan Shippen, and Melissa Wright. Usada com autoriza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>N\u00edvel 2: Utilizar e aplicar a IA<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O segundo n\u00edvel de flu\u00eancia em IA indica que os utilizadores podem utilizar ferramentas como o ChatGPT para atingir os seus objectivos; estes utilizadores est\u00e3o familiarizados com as t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o de <em>prompts<\/em> e sabem como refinar, iterar e editar de forma colaborativa com ferramentas de IA generativas. A programa\u00e7\u00e3o concebida para desenvolver a flu\u00eancia de n\u00edvel dois no Barnard College inclui <strong>laborat\u00f3rios pr\u00e1ticos e t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o de prompts colaborativas<\/strong> em tempo real (ver figura 3).<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Compet\u00eancias essenciais<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Utilizar com sucesso ferramentas de IA generativas para obter as respostas desejadas\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Experimentar t\u00e9cnicas de elabora\u00e7\u00e3o de prompts e afinar a linguagem do prompt para melhorar o resultado gerado pela IA\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Rever o conte\u00fado gerado pela IA com vista a potenciais \u201calucina\u00e7\u00f5es\u201d, racioc\u00ednios incorretos e enviesamentos<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong>Conceitos-chave<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Engenharia de <em>prompts,<\/em> janelas de contexto, alucina\u00e7\u00f5es, enviesamento, <em>prompts<\/em> de disparo zero (&#8220;zero-shot prompting&#8221;) e prompts de disparo <em>reduzido<\/em> (&#8220;few-shot prompting&#8221;)\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>T\u00e9cnicas de formula\u00e7\u00e3o <em>prompts<\/em> para IA generativa baseada em texto, como adicionar especificidade, usar contexto e detalhes e pedir ao modelo que considere pr\u00f3s e contras ou avalie posi\u00e7\u00f5es alternativas\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Considera\u00e7\u00f5es sobre privacidade, confidencialidade e direitos de autor para as informa\u00e7\u00f5es introduzidas nas ferramentas de <em>prompts<\/em><\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong>Perguntas de reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>&#8211; Porque \u00e9 que um prompt gerou uma determinada resposta?<\/li>\n<p><\/p>\n<li>&#8211; Como \u00e9 que o prompt poderia ser ajustado para obter uma resposta diferente?<\/li>\n<p><\/p>\n<li>&#8211; Que estrat\u00e9gias podem ser utilizadas para reduzir o enviesamento e as alucina\u00e7\u00f5es?<\/li>\n<p><\/p>\n<li>&#8211; Como \u00e9 que os resultados da IA podem ser verificados quanto a enviesamentos e alucina\u00e7\u00f5es?<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt; color: #808080;\"><strong>Figura 3. Elabora\u00e7\u00e3o colaborativa de prompts em tempo real<br \/><\/strong><\/span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem3.jpg\" height=\"381\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22653050_dy775.jpeg\" style=\"width: 567px; padding: 10px 10px;\" width=\"567\" \/><br \/><span><\/span><span style=\"color: #999999; font-size: 10pt;\"><em>Captura de ecr\u00e3 de uma apresenta\u00e7\u00e3o de Marko Krkeljas, programador s\u00e9nior de software e aplica\u00e7\u00f5es do IMATS e diretor t\u00e9cnico do Centro de Ci\u00eancias Computacionais (CSC) de Barnard. Durante a sua apresenta\u00e7\u00e3o aos membros da comunidade de pr\u00e1tica de IA generativa de Barnard, Krkeljas demonstrou a engenharia r\u00e1pida em tempo real com o contributo dos participantes. Usado pelos autores com autoriza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>N\u00edvel 3: Analisar e avaliar a IA<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Analisar e avaliar a IA envolve uma meta-compreens\u00e3o mais complexa da IA generativa. A este n\u00edvel, os utilizadores devem ser capazes de <strong>refletir criticamente sobre resultados, enviesamentos, \u00e9tica e outros t\u00f3picos<\/strong> para al\u00e9m da janela do prompt. Um exemplo de programa\u00e7\u00e3o a este n\u00edvel \u00e9 um evento que contou com a participa\u00e7\u00e3o de um perito que discutiu as quest\u00f5es actuais de <strong>direitos de autor e de propriedade intelectual<\/strong> em torno da IA e os<strong> impactos ambientais e clim\u00e1ticos<\/strong> que a IA generativa pode ter (ver figura 3). \u00c9 claro que se pode participar em conversas sobre estas quest\u00f5es e ideias sem conhecer todas as defini\u00e7\u00f5es de IA. No entanto, a familiaridade com os n\u00edveis anteriores da pir\u00e2mide informa a compreens\u00e3o e o vocabul\u00e1rio de base de uma pessoa, ajudando-a a compreender como a IA se cruza com outros dom\u00ednios.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Compet\u00eancias essenciais<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Examinar a IA num contexto mais vasto, integrando conhecimentos da sua disciplina ou interesses pessoais\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Criticar as ferramentas de IA e apresentar argumentos a favor ou contra a sua cria\u00e7\u00e3o, utiliza\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Analisar considera\u00e7\u00f5es \u00e9ticas no desenvolvimento e aplica\u00e7\u00e3o da IA<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong>Conceitos-chave<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Perspetivas cr\u00edticas sobre a IA (Os exemplos seguintes n\u00e3o pretendem ser exaustivos)\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>sustentabilidade ambiental\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>trabalho\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>privacidade\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>direitos de autor\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>ra\u00e7a, g\u00e9nero, classe e outros enviesamentos\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>desinforma\u00e7\u00e3o<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong>Quest\u00f5es para reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>&#8211; Que outras perspetivas ou enquadramentos podem ser \u00fateis para avaliar as implica\u00e7\u00f5es da utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas de IA generativa?<\/li>\n<p><\/p>\n<li>&#8211; De onde podem vir os enviesamentos na IA?<\/li>\n<p><\/p>\n<li>&#8211; De que forma \u00e9 que a utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas de IA generativa coincide ou diverge dos seus valores pessoais?<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Figura 4. Criar imagens geradas por IA e avali\u00e1-las quanto a enviesamentos<\/strong><\/span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem4.jpg\" height=\"428\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22653051_wm9Ye.jpeg\" style=\"width: 750px; padding: 10px 10px;\" width=\"750\" \/><br \/><span><\/span><span style=\"color: #808080; font-size: 10pt;\"><em>Imagem de um workshop sobre IA generativa e artes visuais realizado por Melanie Hibbert e Emily Alexander. Durante o workshop, as imagens foram geradas e analisadas quanto a preconceitos. Esta imagem foi gerada utilizando o DALL-E 3 a partir do seguinte prompt: \u201cGerar uma imagem de uma equipa de filmagem a trabalhar num cen\u00e1rio de cinema.\u201d<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>N\u00edvel 4: Criar IA<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A este n\u00edvel de flu\u00eancia em IA, os utilizadores s\u00e3o capazes de interagir com a IA ao n\u00edvel da cria\u00e7\u00e3o. Por exemplo, os utilizadores podem basear-se em APIs (<em>Application Programming Interface<\/em>) abertas para criar o seu pr\u00f3prio LLM (<em>large language model<\/em>) ou tirar partido da IA para desenvolver novos sistemas (ver figura 5). Atualmente, Barnard oferece menos programa\u00e7\u00e3o no n\u00edvel quatro do que nos outros tr\u00eas n\u00edveis, mas tem havido workshops no Centro de Ci\u00eancia Computacional que fornecem ensinamentos t\u00e9cnicos relacionados com a <strong>constru\u00e7\u00e3o de modelos de IA e de modelos de <em>machine-learning<\/em><\/strong>. \u00c9 importante envolver pessoas em todos os n\u00edveis de flu\u00eancia em IA.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Compet\u00eancias essenciais<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>Sintetizar a aprendizagem para concetualizar ou criar novas ideias, tecnologias ou estruturas relacionadas com a IA. Atingir este n\u00edvel de literacia pode incluir o seguinte:\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Conceber novas utiliza\u00e7\u00f5es para a IA\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Construir software que tire partido da tecnologia de IA\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Propor teorias sobre a IA<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p><strong>Perguntas de reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>&#8211; O que h\u00e1 de exclusivamente humano nas suas ideias, tecnologias ou estruturas? Em que \u00e9 que elas podem ser diferentes das que uma IA poderia criar?<\/li>\n<p><\/p>\n<li>&#8211; Que caracter\u00edsticas espec\u00edficas da IA conferem possibilidades \u00fanicas \u00e0s ideias, tecnologias ou estruturas?<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt; color: #808080;\"><strong>Figura 5. Utilizar ferramentas de IA para desenvolver software<br \/><\/strong><\/span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem5.jpg\" height=\"262\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22653052_l5zbN.jpeg\" style=\"width: 567px; padding: 10px 10px;\" width=\"567\" \/><br \/><span><\/span><span style=\"font-size: 10pt; color: #808080;\"><em>Imagem de um workshop ministrado por Marko Krkeljas que envolveu os participantes na utiliza\u00e7\u00e3o da IA para criar software. Utilizada pelos autores com autoriza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o e pr\u00f3ximas etapas<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Embora este referencial de literacia em IA n\u00e3o seja exaustivo, fornece uma <strong>base concetual para os esfor\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o<\/strong> e programa\u00e7\u00e3o em IA, particularmente em contextos institucionais de ensino superior. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 manter a neutralidade na utiliza\u00e7\u00e3o da IA, reconhecendo que a literacia tecnol\u00f3gica pode levar \u00e0 decis\u00e3o de n\u00e3o a utilizar. O impacto da IA no ensino superior ser\u00e1 provavelmente significativo, afectando as admiss\u00f5es, a investiga\u00e7\u00e3o e os curr\u00edculos. <strong>A educa\u00e7\u00e3o e a literacia de base s\u00e3o os primeiros passos para que uma comunidade se envolva de forma produtiva com esta tecnologia em r\u00e1pida muta\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>S\u00e3o muitos os pr\u00f3ximos passos que o Barnard College pode dar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 IA generativa, mas, especificamente no que diz respeito \u00e0 abordagem da literacia em IA, as equipas do IMATS e do CEP podem explorar a possibilidade de \u201csubir\u201d na pir\u00e2mide da literacia em termos de programa\u00e7\u00e3o, recursos e eventos, \u00e0 medida que a sensibiliza\u00e7\u00e3o e a literacia b\u00e1sica aumentam. Atualmente, a maioria das nossas ofertas situa-se nos n\u00edveis um e dois, mas esperamos mudar o foco da nossa programa\u00e7\u00e3o para os n\u00edveis dois e tr\u00eas. Um inqu\u00e9rito recente revelou que um n\u00famero significativo de professores e alunos ainda n\u00e3o utilizou a IA generativa e tem uma perce\u00e7\u00e3o negativa destas ferramentas, pelo que as nossas equipas est\u00e3o tamb\u00e9m a explorar formas de facilitar o envolvimento pr\u00e1tico e cr\u00edtico.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Outro objetivo da iniciativa de literacia em IA \u00e9 sublinhar o aspeto humano destas tecnologias.<\/strong> Embora a utiliza\u00e7\u00e3o de IA generativa possa parecer quase alquimia &#8211; extrair ouro de um texto simples atrav\u00e9s de tecnologia de caixa negra &#8211; ela \u00e9 em grande medida <strong>constru\u00edda com base no conhecimento humano, que tem os seus pr\u00f3prios preconceitos e desigualdades<\/strong>. A utiliza\u00e7\u00e3o de uma <strong>lente cr\u00edtica ao interagir com a IA generativa<\/strong> pode ajudar os utilizadores a identificar os enviesamentos existentes e evitar que os utilizadores os exacerbem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Notas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><a href=\"\/rbe\/#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> Weixin Liang, Mert Yuksekgonul, Yining Mao, Eric Wu, and James Zou,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cell.com\/patterns\/fulltext\/S2666-3899(23)00130-7\"><strong>&#8220;GPT Detectors Are Biased Against Non-native English Writers,&#8221;<\/strong><\/a>\u00a0<em>Patterns<\/em>\u00a04, no. 7 (July 2023): 100779.\u00a0<a href=\"https:\/\/er.educause.edu\/articles\/2024\/6\/a-framework-for-ai-literacy#fnr1\"><strong>Jump back to footnote 1 in the text.<\/strong><strong>\u21a9<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><a href=\"\/rbe\/#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Davy Tsz Kit Ng, Jac Ka Lok Leung, Samuel Kai Wah Chu, and Maggie Shen Qiao,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2666920X21000357?via%3Dihub\"><strong>&#8220;Conceptualizing AI Literacy: An Exploratory Review,&#8221;<\/strong><\/a>\u00a0<em>Computers and Education: Artificial Intelligence<\/em>\u00a02 (2021); Benjamin S. Bloom, Max D. Engelhart, Edward J. Furst, Walker H. Hill, and David R. Krathwohl,\u00a0<em>Taxonomy of Educational Objectives: The Classification of Educational Goals, Handbook I: Cognitive Domain<\/em>\u00a0(New York: David McKay, 1956).\u00a0<a href=\"https:\/\/er.educause.edu\/articles\/2024\/6\/a-framework-for-ai-literacy#fnr2\"><strong>Jump back to footnote 2 in the text.<\/strong><strong>\u21a9<\/strong><\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>* Sobre os autores<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Melanie Hibbert<\/strong> \u00e9 Diretora dos Servi\u00e7os de Tecnologia Acad\u00e9mica e de Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Instrucionais e do Sloate Media Center no Barnard College, Universidade de Columbia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Elana Altman<\/strong> \u00e9 Diretora Associada S\u00e9nior de UX e Tecnologias Acad\u00e9micas no Barnard College, Universidade de Columbia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Tristan Shippen<\/strong> \u00e9 Especialista S\u00e9nior em Tecnologia Acad\u00e9mica, Biblioteca Barnard e Servi\u00e7os de Informa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica no Barnard College, Universidade de Columbia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Melissa Wright<\/strong> \u00e9 Diretora Executiva do Centro de Pedagogia Dedicada, no Barnard College, Universidade de Columbia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Hibbert, M., Altman, E., Shippen, T. &amp; Wright, M. (2024, 3 de junho). A Framework for AI Literacy. <em>EDUCAUSE Review<\/em>. <a href=\"https:\/\/er.educause.edu\/articles\/2024\/6\/a-framework-for-ai-literacy\">https:\/\/er.educause.edu\/articles\/2024\/6\/a-framework-for-ai-literacy<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este artigo foi traduzido. O conte\u00fado est\u00e1 licenciado ao abrigo de uma Licen\u00e7a Internacional Creative Commons BY-NC 4.0.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As equipas acad\u00e9micas e tecnol\u00f3gicas do Barnard College desenvolveram um referencial de literacia em IA para fornecer uma base conceptual que contribua para a educa\u00e7\u00e3o e programa\u00e7\u00e3o em IA em contextos institucionais de ensino superior. O Barnard College \u00e9 uma faculdade de letras e humanidades para mulheres. \u00c9 simultaneamente uma institui\u00e7\u00e3o distinta e um membro do ecossistema mais alargado da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. V\u00e1rias equipas pequenas mas ativas desse campus est\u00e3o a trabalhar para dinamizar discuss\u00f5es sobre t\u00f3picos de intelig\u00eancia artificial (IA) generativa. Como membros do Instructional Media and Academic Technology Services (IMATS) e do Center for Engaged Pedagogy (CEP), desenvolvemos programas educativos sobre v\u00e1rios t\u00f3picos de IA para a comunidade Barnard. Ao longo do ano passado, realiz\u00e1mos sess\u00f5es de open lab para testar diferentes ferramentas de IA baseadas em texto e imagem, recebemos oradores convidados sobre direitos de autor e utiliza\u00e7\u00e3o leg\u00edtima, disponibiliz\u00e1mos workshops para debate sobre programas de IA generativa para o corpo docente, realiz\u00e1mos workshops de instru\u00e7\u00e3o (GenAI 101) e conduzimos sess\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o destinadas a departamentos do corpo docente. Este processo tem sido cont\u00ednuo e iterativo \u00e0 medida que as ferramentas mudam e as necessidades dos membros da comunidade do campus se alteram. Tamb\u00e9m implement\u00e1mos mecanismos internos de inqu\u00e9rito, avalia\u00e7\u00e3o e feedback para compreender melhor as necessidades do corpo docente e do restante pessoal relacionadas com a utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas de IA generativa. A necessidade de literacia em IA O Barnard College criou v\u00e1rios grupos de trabalho internos e task forces para discutir quest\u00f5es maiores sobre o impacto da IA na nossa institui\u00e7\u00e3o. Atualmente, n\u00e3o existe qualquer ordem ou recomenda\u00e7\u00e3o para que os professores adotem ou pro\u00edbam a IA nas suas salas de aula. No entanto, os professores s\u00e3o encorajados a definir e discutir as suas expectativas relativamente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da IA nas suas tarefas. (O CEP criou muitos recursos para o corpo docente, incluindo \u00e1rvores de decis\u00e3o para orientar o corpo docente no planeamento, exemplos de de programa de estudos, tarefas que integram a IA generativa e outros materiais, para ajudar a orientar a tomada de decis\u00f5es sobre se e como incorporar a IA generativa na sala de aula). N\u00edveis mais elevados de literacia em IA podem ajudar os docentes a tomar decis\u00f5es informadas sobre a utiliza\u00e7\u00e3o da IA nos seus cursos e trabalhos. No que diz respeito aos servi\u00e7os de tecnologia acad\u00e9mica, a equipa do IMATS decidiu n\u00e3o implementar nem procurar tecnologia de vigil\u00e2ncia da IA para monitorizar a integridade acad\u00e9mica devido \u00e0 parcialidade e \u00e0 fiabilidade question\u00e1vel destas ferramentas.[1] No entanto, o panorama e as pol\u00edticas dele decorrentes podem mudar \u00e0 medida que as tecnologias de IA generativa evoluem. Um enquadramento para a literacia em IA Os membros do IMATS e do CEP desenvolveram a seguinte abordagem para orientar o desenvolvimento e a expans\u00e3o da literacia em IA entre professores, alunos e funcion\u00e1rios do Barnard College. O nosso enquadramento fornece uma estrutura para aprender a utilizar a IA, incluindo explica\u00e7\u00f5es dos principais conceitos de IA e quest\u00f5es a considerar quando se utiliza a IA. A estrutura em pir\u00e2mide de quatro partes foi adaptada do trabalho efectuado por investigadores da Universidade de Hong Kong e da Universidade de Ci\u00eancia e Tecnologia de Hong Kong (ver figura 1). (O trabalho dos investigadores de Hong Kong baseia-se na Taxonomia de Bloom.) [2] O referencial destina-se a ir ao encontro das pessoas onde elas se encontram, partindo do n\u00edvel de literacia em IA de cada uma, quer tenham pouco ou nenhum conhecimento de IA, quer estejam preparadas para construir o seu pr\u00f3prio modelo de linguagem de grande dimens\u00e3o (LLM). O referencial divide a literacia em IA nos quatro n\u00edveis seguintes: \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 1. Compreender a IA\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 2. Utilizar e aplicar a IA\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 3. Analisar e avaliar a IA\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 4. Criar IA Ao aplicar este referencial, \u00e9 importante ter em conta que a IA \u00e9 um dom\u00ednio vasto. Existem muitos tipos de IA, tanto reais como te\u00f3ricos. Embora os conceitos enumerados neste artigo se centrem principalmente na IA generativa, a estrutura geral do referencial pode ser aplicada a outras formas de IA e literacias tecnol\u00f3gicas (por exemplo, ciberseguran\u00e7a). E, embora a informa\u00e7\u00e3o em cada n\u00edvel se baseie nos conceitos discutidos no n\u00edvel anterior, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio aprender tudo num n\u00edvel antes de passar ao seguinte. Por exemplo, ao analisar o impacto que a IA generativa pode ter no mercado de trabalho, \u00e9 \u00fatil compreender como s\u00e3o treinados os modelos de IA generativa; no entanto, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio dominar os meandros das redes neuronais para efetuar essa an\u00e1lise.\u00a0 Figura 1. Um enquadramento para a literacia em IA Cr\u00e9dito: Melanie Hibbert. Usada pelos autores com autoriza\u00e7\u00e3o. \u00a0N\u00edvel 1: Compreender a IA A base da pir\u00e2mide abrange termos e conceitos b\u00e1sicos de IA. A maior parte da programa\u00e7\u00e3o e do ensino em Barnard tem-se centrado nos n\u00edveis um e dois (compreender, utilizar e aplicar a IA), uma vez que se trata de uma tecnologia em r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o e que ainda existe muito desconhecimento sobre ela. Compet\u00eancias essenciais Ser capaz de definir os termos \u201cintelig\u00eancia artificial\u201d, \u201caprendizagem autom\u00e1tica\u201d (&#8220;machine learning&#8221;), \u201cmodelo de linguagem de grande dimens\u00e3o\u201d e \u201crede neuronal\u201d Reconhecer os benef\u00edcios e as limita\u00e7\u00f5es das ferramentas de IA Identificar e explicar as diferen\u00e7as entre os v\u00e1rios tipos de IA, de acordo com as suas capacidades e mecanismos computacionais Conceitos-chave Intelig\u00eancia artificial, aprendizagem autom\u00e1tica (&#8220;machine learning&#8221;), redes neuronais artificiais, modelos de linguagem de grande dimens\u00e3o e modelos de difus\u00e3o Intelig\u00eancia artificial restrita, intelig\u00eancia artificial geral, superintelig\u00eancia artificial, m\u00e1quinas reactivas, mem\u00f3ria limitada, teoria da mente e auto-consci\u00eancia Ferramentas de IA, como o ChatGPT (ver figura 2), Siri, Alexa, Deep Blue e texto preditivo Quadros t\u00e9cnicos relacionados com a IA (modelos de c\u00f3digo aberto versus modelos fechados, API e modo de utiliza\u00e7\u00e3o) Perguntas de reflex\u00e3o &#8211; Que tipo de IA \u00e9 esta? &#8211; Que tecnologias \u00e9 que esta ferramenta de IA utiliza? &#8211; Para que \u00e9 que esta ferramenta foi concebida? Que tipo de informa\u00e7\u00e3o aceita como input e devolve como resposta (texto, v\u00eddeo, \u00e1udio, etc.)? &#8211; Para que \u00e9 que esta ferramenta pode ser particularmente \u00fatil? &#8211; Para que \u00e9 que n\u00e3o seria \u00fatil? Figura 2. Desenvolvimento de uma compreens\u00e3o b\u00e1sica dos conceitos de IA generativaCr\u00e9dito: Imagem criada por Elana Altman, Tristan Shippen, and Melissa Wright. Usada com autoriza\u00e7\u00e3o. \u00a0N\u00edvel 2: Utilizar e aplicar a IA O segundo n\u00edvel de flu\u00eancia em IA indica que os utilizadores podem utilizar ferramentas como o ChatGPT para atingir os seus objectivos; estes utilizadores est\u00e3o familiarizados com as t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o de prompts e sabem como refinar, iterar e editar de forma colaborativa com ferramentas de IA generativas. A programa\u00e7\u00e3o concebida para desenvolver a flu\u00eancia de n\u00edvel dois no Barnard College inclui laborat\u00f3rios pr\u00e1ticos e t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o de prompts colaborativas em tempo real (ver figura 3). Compet\u00eancias essenciais Utilizar com sucesso ferramentas de IA generativas para obter as respostas desejadas Experimentar t\u00e9cnicas de elabora\u00e7\u00e3o de prompts e afinar a linguagem do prompt para melhorar o resultado gerado pela IA Rever o conte\u00fado gerado pela IA com vista a potenciais \u201calucina\u00e7\u00f5es\u201d, racioc\u00ednios incorretos e enviesamentos Conceitos-chave Engenharia de prompts, janelas de contexto, alucina\u00e7\u00f5es, enviesamento, prompts de disparo zero (&#8220;zero-shot prompting&#8221;) e prompts de disparo reduzido (&#8220;few-shot prompting&#8221;) T\u00e9cnicas de formula\u00e7\u00e3o prompts para IA generativa baseada em texto, como adicionar especificidade, usar contexto e detalhes e pedir ao modelo que considere pr\u00f3s e contras ou avalie posi\u00e7\u00f5es alternativas Considera\u00e7\u00f5es sobre privacidade, confidencialidade e direitos de autor para as informa\u00e7\u00f5es introduzidas nas ferramentas de prompts Perguntas de reflex\u00e3o &#8211; Porque \u00e9 que um prompt gerou uma determinada resposta? &#8211; Como \u00e9 que o prompt poderia ser ajustado para obter uma resposta diferente? &#8211; Que estrat\u00e9gias podem ser utilizadas para reduzir o enviesamento e as alucina\u00e7\u00f5es? &#8211; Como \u00e9 que os resultados da IA podem ser verificados quanto a enviesamentos e alucina\u00e7\u00f5es? Figura 3. Elabora\u00e7\u00e3o colaborativa de prompts em tempo realCaptura de ecr\u00e3 de uma apresenta\u00e7\u00e3o de Marko Krkeljas, programador s\u00e9nior de software e aplica\u00e7\u00f5es do IMATS e diretor t\u00e9cnico do Centro de Ci\u00eancias Computacionais (CSC) de Barnard. Durante a sua apresenta\u00e7\u00e3o aos membros da comunidade de pr\u00e1tica de IA generativa de Barnard, Krkeljas demonstrou a engenharia r\u00e1pida em tempo real com o contributo dos participantes. Usado pelos autores com autoriza\u00e7\u00e3o. N\u00edvel 3: Analisar e avaliar a IA Analisar e avaliar a IA envolve uma meta-compreens\u00e3o mais complexa da IA generativa. A este n\u00edvel, os utilizadores devem ser capazes de refletir criticamente sobre resultados, enviesamentos, \u00e9tica e outros t\u00f3picos para al\u00e9m da janela do prompt. Um exemplo de programa\u00e7\u00e3o a este n\u00edvel \u00e9 um evento que contou com a participa\u00e7\u00e3o de um perito que discutiu as quest\u00f5es actuais de direitos de autor e de propriedade intelectual em torno da IA e os impactos ambientais e clim\u00e1ticos que a IA generativa pode ter (ver figura 3). \u00c9 claro que se pode participar em conversas sobre estas quest\u00f5es e ideias sem conhecer todas as defini\u00e7\u00f5es de IA. No entanto, a familiaridade com os n\u00edveis anteriores da pir\u00e2mide informa a compreens\u00e3o e o vocabul\u00e1rio de base de uma pessoa, ajudando-a a compreender como a IA se cruza com outros dom\u00ednios. \u00a0Compet\u00eancias essenciais Examinar a IA num contexto mais vasto, integrando conhecimentos da sua disciplina ou interesses pessoais Criticar as ferramentas de IA e apresentar argumentos a favor ou contra a sua cria\u00e7\u00e3o, utiliza\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o Analisar considera\u00e7\u00f5es \u00e9ticas no desenvolvimento e aplica\u00e7\u00e3o da IA Conceitos-chave Perspetivas cr\u00edticas sobre a IA (Os exemplos seguintes n\u00e3o pretendem ser exaustivos) sustentabilidade ambiental trabalho privacidade direitos de autor ra\u00e7a, g\u00e9nero, classe e outros enviesamentos desinforma\u00e7\u00e3o Quest\u00f5es para reflex\u00e3o &#8211; Que outras perspetivas ou enquadramentos podem ser \u00fateis para avaliar as implica\u00e7\u00f5es da utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas de IA generativa? &#8211; De onde podem vir os enviesamentos na IA? &#8211; De que forma \u00e9 que a utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas de IA generativa coincide ou diverge dos seus valores pessoais? \u00a0Figura 4. Criar imagens geradas por IA e avali\u00e1-las quanto a enviesamentosImagem de um workshop sobre IA generativa e artes visuais realizado por Melanie Hibbert e Emily Alexander. Durante o workshop, as imagens foram geradas e analisadas quanto a preconceitos. Esta imagem foi gerada utilizando o DALL-E 3 a partir do seguinte prompt: \u201cGerar uma imagem de uma equipa de filmagem a trabalhar num cen\u00e1rio de cinema.\u201d N\u00edvel 4: Criar IA A este n\u00edvel de flu\u00eancia em IA, os utilizadores s\u00e3o capazes de interagir com a IA ao n\u00edvel da cria\u00e7\u00e3o. Por exemplo, os utilizadores podem basear-se em APIs (Application Programming Interface) abertas para criar o seu pr\u00f3prio LLM (large language model) ou tirar partido da IA para desenvolver novos sistemas (ver figura 5). Atualmente, Barnard oferece menos programa\u00e7\u00e3o no n\u00edvel quatro do que nos outros tr\u00eas n\u00edveis, mas tem havido workshops no Centro de Ci\u00eancia Computacional que fornecem ensinamentos t\u00e9cnicos relacionados com a constru\u00e7\u00e3o de modelos de IA e de modelos de machine-learning. \u00c9 importante envolver pessoas em todos os n\u00edveis de flu\u00eancia em IA. Compet\u00eancias essenciais Sintetizar a aprendizagem para concetualizar ou criar novas ideias, tecnologias ou estruturas relacionadas com a IA. Atingir este n\u00edvel de literacia pode incluir o seguinte: Conceber novas utiliza\u00e7\u00f5es para a IA Construir software que tire partido da tecnologia de IA Propor teorias sobre a IA Perguntas de reflex\u00e3o &#8211; O que h\u00e1 de exclusivamente humano nas suas ideias, tecnologias ou estruturas? Em que \u00e9 que elas podem ser diferentes das que uma IA poderia criar? &#8211; Que caracter\u00edsticas espec\u00edficas da IA conferem possibilidades \u00fanicas \u00e0s ideias, tecnologias ou estruturas? Figura 5. Utilizar ferramentas de IA para desenvolver softwareImagem de um workshop ministrado por Marko Krkeljas que envolveu os participantes na utiliza\u00e7\u00e3o da IA para criar software. Utilizada pelos autores com autoriza\u00e7\u00e3o. Conclus\u00e3o e pr\u00f3ximas etapas Embora este referencial de literacia em IA n\u00e3o seja exaustivo, fornece uma base concetual para os esfor\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o e programa\u00e7\u00e3o em IA, particularmente em contextos institucionais de ensino superior. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 manter a neutralidade na utiliza\u00e7\u00e3o da IA, reconhecendo que a literacia tecnol\u00f3gica pode levar \u00e0 decis\u00e3o de n\u00e3o a utilizar. O impacto da IA no ensino superior ser\u00e1 provavelmente significativo, afectando as admiss\u00f5es, a investiga\u00e7\u00e3o e os curr\u00edculos. A educa\u00e7\u00e3o e a literacia de base s\u00e3o os primeiros passos para que uma comunidade se envolva de forma produtiva com esta tecnologia em r\u00e1pida muta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o muitos os pr\u00f3ximos passos que o Barnard College pode dar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 IA generativa, mas, especificamente no que diz respeito \u00e0 abordagem da literacia em IA, as equipas do IMATS e do CEP podem explorar a possibilidade de \u201csubir\u201d na pir\u00e2mide da literacia em termos de programa\u00e7\u00e3o, recursos e eventos, \u00e0 medida que a sensibiliza\u00e7\u00e3o e a literacia b\u00e1sica aumentam. Atualmente, a maioria das nossas ofertas situa-se nos n\u00edveis um e dois, mas esperamos mudar o foco da nossa programa\u00e7\u00e3o para os n\u00edveis dois e tr\u00eas. Um inqu\u00e9rito recente revelou que um n\u00famero significativo de professores e alunos ainda n\u00e3o utilizou a IA generativa e tem uma perce\u00e7\u00e3o negativa destas ferramentas, pelo que as nossas equipas est\u00e3o tamb\u00e9m a explorar formas de facilitar o envolvimento pr\u00e1tico e cr\u00edtico. Outro objetivo da iniciativa de literacia em IA \u00e9 sublinhar o aspeto humano destas tecnologias. Embora a utiliza\u00e7\u00e3o de IA generativa possa parecer quase alquimia &#8211; extrair ouro de um texto simples atrav\u00e9s de tecnologia de caixa negra &#8211; ela \u00e9 em grande medida constru\u00edda com base no conhecimento humano, que tem os seus pr\u00f3prios preconceitos e desigualdades. A utiliza\u00e7\u00e3o de uma lente cr\u00edtica ao interagir com a IA generativa pode ajudar os utilizadores a identificar os enviesamentos existentes e evitar que os utilizadores os exacerbem. Notas [1] Weixin Liang, Mert Yuksekgonul, Yining Mao, Eric Wu, and James Zou,\u00a0&#8220;GPT Detectors Are Biased Against Non-native English Writers,&#8221;\u00a0Patterns\u00a04, no. 7 (July 2023): 100779.\u00a0Jump back to footnote 1 in the text.\u21a9 [2] Davy Tsz Kit Ng, Jac Ka Lok Leung, Samuel Kai Wah Chu, and Maggie Shen Qiao,\u00a0&#8220;Conceptualizing AI Literacy: An Exploratory Review,&#8221;\u00a0Computers and Education: Artificial Intelligence\u00a02 (2021); Benjamin S. Bloom, Max D. Engelhart, Edward J. Furst, Walker H. Hill, and David R. Krathwohl,\u00a0Taxonomy of Educational Objectives: The Classification of Educational Goals, Handbook I: Cognitive Domain\u00a0(New York: David McKay, 1956).\u00a0Jump back to footnote 2 in the text.\u21a9 * Sobre os autores Melanie Hibbert \u00e9 Diretora dos Servi\u00e7os de Tecnologia Acad\u00e9mica e de Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Instrucionais e do Sloate Media Center no Barnard College, Universidade de Columbia. Elana Altman \u00e9 Diretora Associada S\u00e9nior de UX e Tecnologias Acad\u00e9micas no Barnard College, Universidade de Columbia. Tristan Shippen \u00e9 Especialista S\u00e9nior em Tecnologia Acad\u00e9mica, Biblioteca Barnard e Servi\u00e7os de Informa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica no Barnard College, Universidade de Columbia. Melissa Wright \u00e9 Diretora Executiva do Centro de Pedagogia Dedicada, no Barnard College, Universidade de Columbia. Refer\u00eancia Hibbert, M., Altman, E., Shippen, T. &amp; Wright, M. (2024, 3 de junho). A Framework for AI Literacy. EDUCAUSE Review. https:\/\/er.educause.edu\/articles\/2024\/6\/a-framework-for-ai-literacy Este artigo foi traduzido. O conte\u00fado est\u00e1 licenciado ao abrigo de uma Licen\u00e7a Internacional Creative Commons BY-NC 4.0. \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[30,160],"tags":[],"class_list":["post-2852029","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-inteligencia-artificial","category-literacia-dos-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2852029","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2852029"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2852029\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085869,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2852029\/revisions\/3085869"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2852029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2852029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2852029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}