{"id":2851367,"date":"2024-06-20T09:00:00","date_gmt":"2024-06-20T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2851367.html"},"modified":"2026-05-13T13:39:50","modified_gmt":"2026-05-13T13:39:50","slug":"as-bibliotecas-escolares-cobriram-portugal-de-cravos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2851367","title":{"rendered":"As bibliotecas escolares cobriram Portugal de cravos*"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2024-06-20.jpg\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22653033_ljjeF.jpeg\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><strong style=\"font-size: 14pt;\">\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ano ap\u00f3s ano, com maior ou menor express\u00e3o, as bibliotecas escolares assinalam o 25 de abril de 1974.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Para que nunca se esque\u00e7a, porque as bibliotecas s\u00e3o espa\u00e7os de mem\u00f3ria.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da Hist\u00f3ria humana, desde que se aprendeu a fazer registos escritos, as bibliotecas re\u00fanem em si a mem\u00f3ria da humanidade. Com t\u00e1buas de argila, rolos de papiro, pergaminhos, c\u00f3dices, livros impressos ou e-books\u2026 Com mapas, gravuras, registos sonoros, programas inform\u00e1ticos\u2026 e tantos, tantos outros formatos, nas suas cole\u00e7\u00f5es se re\u00fane e preserva a nossa heran\u00e7a cultural e intelectual.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As bibliotecas agregam e n\u00e3o deixam esquecer o que a nossa ci\u00eancia j\u00e1 alcan\u00e7ou, mas tamb\u00e9m as nossas cria\u00e7\u00f5es, tradi\u00e7\u00f5es, as nossas cren\u00e7as, os nossos valores. S\u00e3o, portanto, essenciais para conhecermos o nosso passado individual e coletivo e nos ajudarem a compreender o presente e a equacionar o futuro.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c0s bibliotecas, devemos a possibilidade de nos irmos \u201cda lei da morte libertando\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Pelo seu potencial sentido agregador, em uma sociedade escassa em consensos, as formas e os tempos em que essas mem\u00f3rias e hist\u00f3rias s\u00e3o guardadas, s\u00e3o apagadas, s\u00e3o esquecidas, s\u00e3o organizadas e s\u00e3o comunicadas n\u00e3o s\u00e3o menos cr\u00edticos e estrat\u00e9gicos, diante da torrente informacional da atualidade que tem o smartphone como o seu totem principal. [1]<\/span><\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Para que sempre se celebre, porque as bibliotecas s\u00e3o espa\u00e7os de liberdade.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>As bibliotecas s\u00e3o espa\u00e7os de liberdade porque \u00e9 sua miss\u00e3o fornecer acesso livre ao conhecimento e \u00e0 cultura, para todos, independentemente das suas m\u00faltiplas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>S\u00e3o espa\u00e7os de liberdade porque as mem\u00f3rias que agregam s\u00e3o plurais e refletem o todo da variedade humana.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Porque acolhem todos, dando resposta adequada a cada necessidade individual e permitindo que cada um encontre o seu caminho e explore conhecimentos, ideias e manifesta\u00e7\u00f5es culturais, sem qualquer tipo de constrangimento, desenvolvendo em plenitude o seu potencial.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Porque s\u00e3o locais de aprendizagem que promovem a leitura e o desenvolvimento de literacias cr\u00edticas indispens\u00e1veis para pesquisar, estudar e interagir com o conhecimento de forma din\u00e2mica e construirr conhecimento pr\u00f3prio e informado.<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">As bibliotecas s\u00e3o agentes b\u00e1sicos da democracia, \u00e0 qual s\u00e3o t\u00e3o necess\u00e1rias como o p\u00e3o na alimenta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">(\u2026) A participa\u00e7\u00e3o construtiva e o desenvolvimento da democracia dependem tanto de uma educa\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria como de um acesso livre e sem limites ao conhecimento, ao pensamento, \u00e0 cultura e \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. [2]<\/span><\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Foi bonita a festa, p\u00e1! [3]<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Face a esta assumida voca\u00e7\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e da liberdade, \u00e9 natural o envolvimento cont\u00ednuo das bibliotecas escolares com a conserva\u00e7\u00e3o do legado de uma revolu\u00e7\u00e3o que devolveu ao povo portugu\u00eas a sua liberdade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o espanta que quando, em 25 de abril de 2023, a Rede de Bibliotecas Escolares lan\u00e7ou o desafio <a href=\"https:\/\/www.rbe.mec.pt\/np4\/abril-depois-de-abril.html\">Abril depois de Abril<\/a> e o apelo a uma celebra\u00e7\u00e3o especial da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, por se assinalarem os 50 anos dessa data, as bibliotecas tenham desde logo respondido \u00e0 chamada e come\u00e7ado a registar a sua participa\u00e7\u00e3o na atividade. Foram 486 agrupamentos de escolas e muitas, muitas mais bibliotecas que trabalharam com todos, para que a data (e o que representa) n\u00e3o fique nunca esquecida.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O que espanta, isso sim (ou talvez n\u00e3o), \u00e9 qualidade, a variedade e a criatividade das a\u00e7\u00f5es concretizadas e a abrang\u00eancia que atingiram.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Num momento em come\u00e7amos j\u00e1 a fazer alguns balan\u00e7os de um ano letivo que se encaminha para o fim, n\u00e3o podemos deixar de apelar a que se explore o excelente trabalho das bibliotecas na preserva\u00e7\u00e3o desta mem\u00f3ria. Cada cravo, um agrupamento, v\u00e1rias bibliotecas, muitas a\u00e7\u00f5es, muitos jovens, muitos presentes e futuros\u2026<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Convidamos a apreciar, com vagar e admira\u00e7\u00e3o, este recordat\u00f3rio de tudo o que aconteceu. <strong>Para que nunca se esque\u00e7a! Para que sempre se celebre a liberdade!<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia videos\" style=\"text-align: center;\"><iframe src=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/d\/u\/0\/embed?mid=1HYiTIXAAWN_vtDEgcBPCBLQPJf4kfUY&#038;ehbc=2E312F\" width=\"840\" height=\"480\" style=\"width: 640px; padding: 10px 10px;\" loading=\"lazy\"><\/iframe><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia videos\"><span><\/span><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Nota<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>* Este t\u00edtulo feliz, foi retirado de uma publica\u00e7\u00e3o de uma biblioteca escolar no <em>Instagram<\/em>, em abril\/ maio de 2024, que n\u00e3o se conseguiu localizar. Apela-se \u00e0 biblioteca que o publicou que coloque a hiperliga\u00e7\u00e3o para essa publica\u00e7\u00e3o como coment\u00e1rio a este artigo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>[1] Nassar, P. (2023, 19 de dezembro). Os lugares de mem\u00f3ria s\u00e3o lugares extraordin\u00e1rios. <em>Jornal da USP<\/em>. <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/articulistas\/paulo-nassar\/os-lugares-de-memoria-sao-lugares-extraordinarios\/\">https:\/\/jornal.usp.br\/articulistas\/paulo-nassar\/os-lugares-de-memoria-sao-lugares-extraordinarios\/<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>[2] Numes, M &amp; Vitorino, M. (2024, 29 de fevereiro). Acesso a todos: algumas notas sobre bibliotecas e democracia. <em>Setenta e Quatro<\/em>. <a href=\"https:\/\/setentaequatro.pt\/ensaio\/acesso-todos-algumas-notas-sobre-bibliotecas-e-democracia\">https:\/\/setentaequatro.pt\/ensaio\/acesso-todos-algumas-notas-sobre-bibliotecas-e-democracia<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>[3] Buarque, C. (1975) <em>Tanto mar<\/em>. <a href=\"https:\/\/www.letras.mus.br\/chico-buarque\/45178\/\">https:\/\/www.letras.mus.br\/chico-buarque\/45178\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Ano ap\u00f3s ano, com maior ou menor express\u00e3o, as bibliotecas escolares assinalam o 25 de abril de 1974. Para que nunca se esque\u00e7a, porque as bibliotecas s\u00e3o espa\u00e7os de mem\u00f3ria. Desde o in\u00edcio da Hist\u00f3ria humana, desde que se aprendeu a fazer registos escritos, as bibliotecas re\u00fanem em si a mem\u00f3ria da humanidade. Com t\u00e1buas de argila, rolos de papiro, pergaminhos, c\u00f3dices, livros impressos ou e-books\u2026 Com mapas, gravuras, registos sonoros, programas inform\u00e1ticos\u2026 e tantos, tantos outros formatos, nas suas cole\u00e7\u00f5es se re\u00fane e preserva a nossa heran\u00e7a cultural e intelectual. As bibliotecas agregam e n\u00e3o deixam esquecer o que a nossa ci\u00eancia j\u00e1 alcan\u00e7ou, mas tamb\u00e9m as nossas cria\u00e7\u00f5es, tradi\u00e7\u00f5es, as nossas cren\u00e7as, os nossos valores. S\u00e3o, portanto, essenciais para conhecermos o nosso passado individual e coletivo e nos ajudarem a compreender o presente e a equacionar o futuro. \u00c0s bibliotecas, devemos a possibilidade de nos irmos \u201cda lei da morte libertando\u201d. Pelo seu potencial sentido agregador, em uma sociedade escassa em consensos, as formas e os tempos em que essas mem\u00f3rias e hist\u00f3rias s\u00e3o guardadas, s\u00e3o apagadas, s\u00e3o esquecidas, s\u00e3o organizadas e s\u00e3o comunicadas n\u00e3o s\u00e3o menos cr\u00edticos e estrat\u00e9gicos, diante da torrente informacional da atualidade que tem o smartphone como o seu totem principal. [1] Para que sempre se celebre, porque as bibliotecas s\u00e3o espa\u00e7os de liberdade. As bibliotecas s\u00e3o espa\u00e7os de liberdade porque \u00e9 sua miss\u00e3o fornecer acesso livre ao conhecimento e \u00e0 cultura, para todos, independentemente das suas m\u00faltiplas circunst\u00e2ncias. S\u00e3o espa\u00e7os de liberdade porque as mem\u00f3rias que agregam s\u00e3o plurais e refletem o todo da variedade humana. Porque acolhem todos, dando resposta adequada a cada necessidade individual e permitindo que cada um encontre o seu caminho e explore conhecimentos, ideias e manifesta\u00e7\u00f5es culturais, sem qualquer tipo de constrangimento, desenvolvendo em plenitude o seu potencial. Porque s\u00e3o locais de aprendizagem que promovem a leitura e o desenvolvimento de literacias cr\u00edticas indispens\u00e1veis para pesquisar, estudar e interagir com o conhecimento de forma din\u00e2mica e construirr conhecimento pr\u00f3prio e informado. As bibliotecas s\u00e3o agentes b\u00e1sicos da democracia, \u00e0 qual s\u00e3o t\u00e3o necess\u00e1rias como o p\u00e3o na alimenta\u00e7\u00e3o. (\u2026) A participa\u00e7\u00e3o construtiva e o desenvolvimento da democracia dependem tanto de uma educa\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria como de um acesso livre e sem limites ao conhecimento, ao pensamento, \u00e0 cultura e \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. [2] Foi bonita a festa, p\u00e1! [3] Face a esta assumida voca\u00e7\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e da liberdade, \u00e9 natural o envolvimento cont\u00ednuo das bibliotecas escolares com a conserva\u00e7\u00e3o do legado de uma revolu\u00e7\u00e3o que devolveu ao povo portugu\u00eas a sua liberdade. Assim, n\u00e3o espanta que quando, em 25 de abril de 2023, a Rede de Bibliotecas Escolares lan\u00e7ou o desafio Abril depois de Abril e o apelo a uma celebra\u00e7\u00e3o especial da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, por se assinalarem os 50 anos dessa data, as bibliotecas tenham desde logo respondido \u00e0 chamada e come\u00e7ado a registar a sua participa\u00e7\u00e3o na atividade. Foram 486 agrupamentos de escolas e muitas, muitas mais bibliotecas que trabalharam com todos, para que a data (e o que representa) n\u00e3o fique nunca esquecida. O que espanta, isso sim (ou talvez n\u00e3o), \u00e9 qualidade, a variedade e a criatividade das a\u00e7\u00f5es concretizadas e a abrang\u00eancia que atingiram. Num momento em come\u00e7amos j\u00e1 a fazer alguns balan\u00e7os de um ano letivo que se encaminha para o fim, n\u00e3o podemos deixar de apelar a que se explore o excelente trabalho das bibliotecas na preserva\u00e7\u00e3o desta mem\u00f3ria. Cada cravo, um agrupamento, v\u00e1rias bibliotecas, muitas a\u00e7\u00f5es, muitos jovens, muitos presentes e futuros\u2026 Convidamos a apreciar, com vagar e admira\u00e7\u00e3o, este recordat\u00f3rio de tudo o que aconteceu. Para que nunca se esque\u00e7a! Para que sempre se celebre a liberdade! Nota * Este t\u00edtulo feliz, foi retirado de uma publica\u00e7\u00e3o de uma biblioteca escolar no Instagram, em abril\/ maio de 2024, que n\u00e3o se conseguiu localizar. Apela-se \u00e0 biblioteca que o publicou que coloque a hiperliga\u00e7\u00e3o para essa publica\u00e7\u00e3o como coment\u00e1rio a este artigo. Refer\u00eancias [1] Nassar, P. (2023, 19 de dezembro). Os lugares de mem\u00f3ria s\u00e3o lugares extraordin\u00e1rios. Jornal da USP. https:\/\/jornal.usp.br\/articulistas\/paulo-nassar\/os-lugares-de-memoria-sao-lugares-extraordinarios\/ [2] Numes, M &amp; Vitorino, M. (2024, 29 de fevereiro). Acesso a todos: algumas notas sobre bibliotecas e democracia. Setenta e Quatro. https:\/\/setentaequatro.pt\/ensaio\/acesso-todos-algumas-notas-sobre-bibliotecas-e-democracia [3] Buarque, C. 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