{"id":2847898,"date":"2024-06-07T09:00:00","date_gmt":"2024-06-07T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2847898.html"},"modified":"2026-05-13T13:40:54","modified_gmt":"2026-05-13T13:40:54","slug":"a-poesia-tem-pes-de-la","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2847898","title":{"rendered":"A Poesia tem p\u00e9s de l\u00e3"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2024-06-07.jpg\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22649053_Fv0Dm.jpeg\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O audit\u00f3rio est\u00e1 cheio. Alunos do 3.\u00ba ciclo passam os dedos pelo ecr\u00e3 do telem\u00f3vel, conversam para os lados, para tr\u00e1s e para a frente; entortam-se, com a lateral da sapatilha sobre o joelho, como se a cadeira fosse a de uma esplanada; uma ou outra risada, meio contida, sobressai do burburinho.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nas minhas m\u00e3os, o alinhamento da sess\u00e3o. A colega j\u00e1 preparou o quadro interativo. Tudo a postos. Dizem-nos que j\u00e1 est\u00e3o todos. Que podemos come\u00e7ar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Entorno o olhar pela plateia. Ningu\u00e9m parece importar-se comigo. Tenho algum receio. \u00c9 a primeira vez, desta forma. Respiro fundo e pouso o olhar no papel.<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p>\u00abRet\u00e2ngulo verde, meio de sombra meio de sol<br \/>Vinte e dois em cuecas jogando futebol<br \/>Correndo, saltando, ziguezagueando ao som dum apito<br \/>Um homem magrito, tamb\u00e9m em cuecas<br \/>E mais dois carecas com uma bandeira\u2026\u00bb<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>Leio ao estilo de relato \u2013 n\u00e3o demasiado alto, que a minha voz n\u00e3o mo permite.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Um relance de olhar pelo p\u00fablico \u00e9 suficiente para perceber que sou agora o foco.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Continuo. Guardam-se telem\u00f3veis, endireitam-se colunas vertebrais, apoiam-se p\u00e9s no ch\u00e3o, faz-se sil\u00eancio.<br \/>Um \u00abGooooolllllooooo!\u00bb, solta-se das minhas cordas vocais, numa pujan\u00e7a que me surpreende. Enquanto prolongo o \u00abo\u00bb, dirijo a vista para a assist\u00eancia. Os rostos, que n\u00e3o deixam adivinhar emo\u00e7\u00f5es, projetam-se silenciosamente na minha dire\u00e7\u00e3o.<br \/>Continuo a leitura com o mesmo estilo, sem medo do rid\u00edculo. N\u00e3o h\u00e1 risos. N\u00e3o h\u00e1 conversa. N\u00e3o h\u00e1 distra\u00e7\u00f5es.<br \/>No final, digo apenas: <em>Ode ao Futebol<\/em>, um poema de T\u00f3ssan.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Damos in\u00edcio \u00e0 sess\u00e3o propriamente dita, que decorre muito bem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>E assim aconteceu, nas restantes sess\u00f5es que a Biblioteca Escolar desenvolveu, no \u00e2mbito do MIBE.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Resultava. N\u00e3o havia d\u00favidas. A partir da\u00ed, comecei a faz\u00ea-lo em diversas situa\u00e7\u00f5es. A substituir o \u00abVamos ouvir!\u00bb, \u00abPrestem aten\u00e7\u00e3o!\u00bb \u00abSil\u00eancio!\u00bb\u2026 por um poema. Sem conversas sobre o mesmo, sem explora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o importa se os alunos o compreendem, se percebem todas as palavras. Importa que usufruam do momento.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A poesia \u00e9 mesmo assim, chega com p\u00e9s de l\u00e3, sem avisar, sem pedir licen\u00e7a, silenciosa (mesmo no barulho das palavras, dos sons, da vida) e vai-se infiltrando, com suavidade, sem se dar por ela. Quando nos apercebemos, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 nada a fazer: j\u00e1 se entranhou (mesmo sem fase de estranhamento), j\u00e1 tatuou o nosso ser. Mesmo que em determinados momentos n\u00e3o reparemos nela, n\u00e3o lhe demos aten\u00e7\u00e3o, nos esque\u00e7amos at\u00e9 que existe, ela continua l\u00e1. E quando menos se espera, quando mais precisamos at\u00e9, ela surge, mostra-se, toma-nos no seu rega\u00e7o e aconchega-nos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Proporcionemos encontros da poesia com as crian\u00e7as e os jovens (e adultos tamb\u00e9m, nunca \u00e9 tarde), com frequ\u00eancia (di\u00e1rios, seria perfeito), para que eles tenham a oportunidade de a conhecer, de privar com ela, de se tornarem bons (os melhores) amigos. N\u00e3o importa o local: na escola, em casa, na rua, na praia (a poesia adora andar descal\u00e7a na areia), no campo, na cidade, no museu, na biblioteca\u2026e s\u00f3 depois, se assim o entenderem, poder\u00e3o renunci\u00e1-la, neg\u00e1-la, como fez M\u00f3nica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Lancemos as sementes. Mesmo que os caminhos sejam pedregosos e pouco prop\u00edcios \u00e0 gemina\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 sempre alguns gr\u00e3os de areia, entre duas ou tr\u00eas pedras, por onde algumas poder\u00e3o despontar, ainda que a medo. E quando o viandante se deparar com elas, tem pelo menos duas op\u00e7\u00f5es (em todos os cen\u00e1rios h\u00e1 sempre pelo menos duas op\u00e7\u00f5es): ou as contorna, ignorando-as (casos mais extremos poder\u00e1 at\u00e9 pis\u00e1-las, espezinh\u00e1-las), seguindo o seu caminho; ou as apanha e guarda, para fazer, quem sabe um dia, um castelo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Comecemos por n\u00f3s, professores e educadores em geral: deixemos que a poesia nos entre pelas retinas, pelos t\u00edmpanos, pelas narinas, que se entranhe na pele e passe pelas papilas gustativas; que se deite connosco \u00e0 noite.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Descubramos todos a poesia \u2013 porque a poesia ensina a cair; e a levantar.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Nota:<\/strong> Qualquer semelhan\u00e7a de algumas express\u00f5es com versos de poemas de grandes poetas como Fernando Pessoa, Herberto H\u00e9lder, Sophia de Mello Breyner Andresen, Eug\u00e9nio de Andrade, Luiza Neto Jorge, n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Isabel Gon\u00e7alves<br \/>professora bibliotec\u00e1ria AE de Arouca (at\u00e9 2022-2023)<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\ud83d\udcf7\u00a0<a href=\"https:\/\/www.rawpixel.com\/\">https:\/\/www.rawpixel.com\/<\/a>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>_______________________________________________________________________________________________________________________<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"lazyload-item lazyload-item\" height=\"44\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22559203_7JEAo.png\" width=\"960\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<ol><\/p>\n<li>Qualquer semelhan\u00e7a entre o t\u00edtulo desta rubrica e a obra\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infopedia.pt\/apoio\/artigos\/$retalhos-da-vida-de-um-medico\" rel=\"noopener\">Retalhos da vida de um m\u00e9dico<\/a>, n\u00e3o \u00e9 pura coincid\u00eancia; \u00e9 uma v\u00e9nia a Fernando Namora.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotec\u00e1rios, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, cient\u00edfica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de viv\u00eancias.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Se \u00e9 professor bibliotec\u00e1rio e gostaria de partilhar um \u201cretalho\u201d, poder\u00e1 faz\u00ea-lo, submetendo\u00a0<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSc5afn6N2wiyMUUt2SeWXWWIEDXwf6wwUJafLwjDDmTA6phjw\/viewform\" rel=\"noopener\">este formul\u00e1rio<\/a>.<\/li>\n<p><\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O audit\u00f3rio est\u00e1 cheio. Alunos do 3.\u00ba ciclo passam os dedos pelo ecr\u00e3 do telem\u00f3vel, conversam para os lados, para tr\u00e1s e para a frente; entortam-se, com a lateral da sapatilha sobre o joelho, como se a cadeira fosse a de uma esplanada; uma ou outra risada, meio contida, sobressai do burburinho. Nas minhas m\u00e3os, o alinhamento da sess\u00e3o. A colega j\u00e1 preparou o quadro interativo. Tudo a postos. Dizem-nos que j\u00e1 est\u00e3o todos. Que podemos come\u00e7ar. Entorno o olhar pela plateia. Ningu\u00e9m parece importar-se comigo. Tenho algum receio. \u00c9 a primeira vez, desta forma. Respiro fundo e pouso o olhar no papel. \u00abRet\u00e2ngulo verde, meio de sombra meio de solVinte e dois em cuecas jogando futebolCorrendo, saltando, ziguezagueando ao som dum apitoUm homem magrito, tamb\u00e9m em cuecasE mais dois carecas com uma bandeira\u2026\u00bb Leio ao estilo de relato \u2013 n\u00e3o demasiado alto, que a minha voz n\u00e3o mo permite. Um relance de olhar pelo p\u00fablico \u00e9 suficiente para perceber que sou agora o foco. Continuo. Guardam-se telem\u00f3veis, endireitam-se colunas vertebrais, apoiam-se p\u00e9s no ch\u00e3o, faz-se sil\u00eancio.Um \u00abGooooolllllooooo!\u00bb, solta-se das minhas cordas vocais, numa pujan\u00e7a que me surpreende. Enquanto prolongo o \u00abo\u00bb, dirijo a vista para a assist\u00eancia. Os rostos, que n\u00e3o deixam adivinhar emo\u00e7\u00f5es, projetam-se silenciosamente na minha dire\u00e7\u00e3o.Continuo a leitura com o mesmo estilo, sem medo do rid\u00edculo. N\u00e3o h\u00e1 risos. N\u00e3o h\u00e1 conversa. N\u00e3o h\u00e1 distra\u00e7\u00f5es.No final, digo apenas: Ode ao Futebol, um poema de T\u00f3ssan. Damos in\u00edcio \u00e0 sess\u00e3o propriamente dita, que decorre muito bem. E assim aconteceu, nas restantes sess\u00f5es que a Biblioteca Escolar desenvolveu, no \u00e2mbito do MIBE. Resultava. N\u00e3o havia d\u00favidas. A partir da\u00ed, comecei a faz\u00ea-lo em diversas situa\u00e7\u00f5es. A substituir o \u00abVamos ouvir!\u00bb, \u00abPrestem aten\u00e7\u00e3o!\u00bb \u00abSil\u00eancio!\u00bb\u2026 por um poema. Sem conversas sobre o mesmo, sem explora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o importa se os alunos o compreendem, se percebem todas as palavras. Importa que usufruam do momento. A poesia \u00e9 mesmo assim, chega com p\u00e9s de l\u00e3, sem avisar, sem pedir licen\u00e7a, silenciosa (mesmo no barulho das palavras, dos sons, da vida) e vai-se infiltrando, com suavidade, sem se dar por ela. Quando nos apercebemos, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 nada a fazer: j\u00e1 se entranhou (mesmo sem fase de estranhamento), j\u00e1 tatuou o nosso ser. Mesmo que em determinados momentos n\u00e3o reparemos nela, n\u00e3o lhe demos aten\u00e7\u00e3o, nos esque\u00e7amos at\u00e9 que existe, ela continua l\u00e1. E quando menos se espera, quando mais precisamos at\u00e9, ela surge, mostra-se, toma-nos no seu rega\u00e7o e aconchega-nos. Proporcionemos encontros da poesia com as crian\u00e7as e os jovens (e adultos tamb\u00e9m, nunca \u00e9 tarde), com frequ\u00eancia (di\u00e1rios, seria perfeito), para que eles tenham a oportunidade de a conhecer, de privar com ela, de se tornarem bons (os melhores) amigos. N\u00e3o importa o local: na escola, em casa, na rua, na praia (a poesia adora andar descal\u00e7a na areia), no campo, na cidade, no museu, na biblioteca\u2026e s\u00f3 depois, se assim o entenderem, poder\u00e3o renunci\u00e1-la, neg\u00e1-la, como fez M\u00f3nica. Lancemos as sementes. Mesmo que os caminhos sejam pedregosos e pouco prop\u00edcios \u00e0 gemina\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 sempre alguns gr\u00e3os de areia, entre duas ou tr\u00eas pedras, por onde algumas poder\u00e3o despontar, ainda que a medo. E quando o viandante se deparar com elas, tem pelo menos duas op\u00e7\u00f5es (em todos os cen\u00e1rios h\u00e1 sempre pelo menos duas op\u00e7\u00f5es): ou as contorna, ignorando-as (casos mais extremos poder\u00e1 at\u00e9 pis\u00e1-las, espezinh\u00e1-las), seguindo o seu caminho; ou as apanha e guarda, para fazer, quem sabe um dia, um castelo. Comecemos por n\u00f3s, professores e educadores em geral: deixemos que a poesia nos entre pelas retinas, pelos t\u00edmpanos, pelas narinas, que se entranhe na pele e passe pelas papilas gustativas; que se deite connosco \u00e0 noite. Descubramos todos a poesia \u2013 porque a poesia ensina a cair; e a levantar. Nota: Qualquer semelhan\u00e7a de algumas express\u00f5es com versos de poemas de grandes poetas como Fernando Pessoa, Herberto H\u00e9lder, Sophia de Mello Breyner Andresen, Eug\u00e9nio de Andrade, Luiza Neto Jorge, n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia. Isabel Gon\u00e7alvesprofessora bibliotec\u00e1ria AE de Arouca (at\u00e9 2022-2023) \ud83d\udcf7\u00a0https:\/\/www.rawpixel.com\/\u00a0 _______________________________________________________________________________________________________________________ Qualquer semelhan\u00e7a entre o t\u00edtulo desta rubrica e a obra\u00a0Retalhos da vida de um m\u00e9dico, n\u00e3o \u00e9 pura coincid\u00eancia; \u00e9 uma v\u00e9nia a Fernando Namora. Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotec\u00e1rios, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, cient\u00edfica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de viv\u00eancias. Se \u00e9 professor bibliotec\u00e1rio e gostaria de partilhar um \u201cretalho\u201d, poder\u00e1 faz\u00ea-lo, submetendo\u00a0este formul\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70,163],"tags":[],"class_list":["post-2847898","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-poesia","category-retalhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2847898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2847898"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2847898\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085894,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2847898\/revisions\/3085894"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2847898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2847898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2847898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}