{"id":2836785,"date":"2024-05-05T09:00:00","date_gmt":"2024-05-05T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2836785.html"},"modified":"2026-05-13T13:43:43","modified_gmt":"2026-05-13T13:43:43","slug":"ler-em-portugues-festa-e-cor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2836785","title":{"rendered":"Ler em portugu\u00eas&#8230; festa e cor!"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2024-05-05.jpg\" class=\"editing\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637965_1Br4s.jpeg\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A data de 5 de maio foi oficialmente estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa (CPLP) &#8211; organiza\u00e7\u00e3o intergovernamental, parceira oficial da UNESCO desde 2000, que re\u00fane os povos que t\u00eam a l\u00edngua portuguesa como um dos fundamentos da sua identidade espec\u00edfica &#8211; para celebrar a l\u00edngua portuguesa e as culturas lus\u00f3fonas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em 2019, a 40.\u00aa sess\u00e3o da Confer\u00eancia Geral da UNESCO decidiu proclamar o dia 5 de maio de cada ano como <strong>Dia Mundial da L\u00edngua Portuguesa.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A l\u00edngua portuguesa, \u00e9 a l\u00edngua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Guin\u00e9 Equatorial, Mo\u00e7ambique, Portugal, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Timor-Leste. S\u00e3o mais de 260 milh\u00f5es de falantes, espalhados por todos os continentes. A l\u00edngua mais falada no hemisf\u00e9rio sul.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia videos\" style=\"text-align: center;\"><iframe src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qyAMOE3MWTA?feature=oembed\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" style=\"width: 640px; padding: 10px 10px;\" loading=\"lazy\"><\/iframe><br \/><span><\/span><span style=\"font-size: 10pt;\">Mensagem do Secret\u00e1rio-Geral da Na\u00e7\u00f5es Unidas, Ant\u00f3nio Guterres, a prop\u00f3sito do Dia Mundial da L\u00edngua Portuguesa.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Esta celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 inspiradora para todos n\u00f3s, falantes da l\u00edngua portuguesa, contribuindo para promover o di\u00e1logo intercultural, defender e preservar a nossa l\u00edngua e divulgar todos os que escrevem e leem em portugu\u00eas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A prop\u00f3sito desta efem\u00e9ride divulgamos a cole\u00e7\u00e3o <em>Perer\u00ea<\/em>, publicada pela editora Tinta da China e o Jornal P\u00fablico. Esta publica\u00e7\u00e3o disponibiliza, em Portugal, os maiores cl\u00e1ssicos da literatura infantojuvenil brasileira, numa edi\u00e7\u00e3o graficamente cuidada e bel\u00edssima. Os livros s\u00e3o publicados no texto original, em portugu\u00eas do Brasil, sem adapta\u00e7\u00f5es, com o objetivo de apresentar \u00e0s crian\u00e7as e jovens portugueses a riqueza da l\u00edngua comum e o modo como ela pode ser festa e cor.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem1.png\" class=\"\" height=\"433\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22636911_mmJcI.png\" style=\"width: 700px; padding: 10px 10px;\" width=\"700\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na impossibilidade de falar de todos, mencionamos mais pormenorizadamente tr\u00eas t\u00edtulos: <em>Flicts<\/em>, <em>A Bolsa Amarela e Bisa Bia Bisa Bel<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem2.png\" height=\"440\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22636912_YcyJR.png\" style=\"float: left; width: 350px; padding: 10px 10px;\" width=\"350\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><em>Flicts<\/em><\/strong>, escrito por <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ziraldo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ziraldo<\/a>, a lenda da literatura brasileira, do grafismo e do poder da cor como linguagem, que perdemos h\u00e1 um m\u00eas, apresenta-se em Portugal 50 anos depois de ter nascido, inaugurando a cole\u00e7\u00e3o Perer\u00ea.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c<em>Era uma vez uma cor muito rara e muito triste que se chamava Flicts.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>N\u00e3o tinha a For\u00e7a do Vermelho, n\u00e3o tinha a imensa luz do Amarelo, nem a paz que o Azul tem.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>Era apenas o fr\u00e1gil e feio e aflito Flicts.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>Tudo no mundo tem uma cor, tudo no mundo \u00e9 Azul, Cor- de- Rosa ou Furta-Cor, \u00e9 Vermelho, Amarelo, Roxo, Violeta ou Lil\u00e1s. Mas n\u00e3o existe nada no mundo que seja Flicts. &#8211; Nem a sua solid\u00e3o<\/em> \u2013 (\u2026) \u201c<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Muitas s\u00e3o as cores que habitam no mundo: quentes, frias, prim\u00e1rias e secund\u00e1rias, claras e escuras, opacas ou neutras.\u00a0 Cores que nos irritam ou nos fazem sonhar, que provocam emo\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es, mas nenhum \u00e9 <em>Flicts<\/em>. Parece que \u201c<em>n\u00e3o tem lugar para Flicts<\/em>\u201d, a cor que n\u00e3o \u00e9 igual a nenhuma outra e que s\u00f3 quer encontrar um amigo que a aceite tal como ela \u00e9, por isso decide correr mundo em busca do seu lugar. Por mar, por terra, a procura n\u00e3o termina. A viagem \u00e9 longa.\u00a0 Ser\u00e1 que <em>Flicts<\/em> encontra o seu lugar, o seu espa\u00e7o no mundo?<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>Flicts <\/em>\u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o no grafismo, mas n\u00e3o s\u00f3. Um poema visual \u00edmpar. Raro, incompar\u00e1vel, inimit\u00e1vel. As ilustra\u00e7\u00f5es falam por si. As simbologias das cores d\u00e3o ritmo e sentido \u00e0s palavras.\u00a0 \u00c0 cor \u00e9 dada vida como nunca tinha acontecido na literatura. Grafismo e texto pintam o mundo, o arco-\u00edris, bandeiras e a(s) lua(s).\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este \u00e9 um livro para nos acompanhar, para dar cor \u00e0 nossa vida, ao nosso lugar no mundo. O livro inclui ainda um texto de Fernando de Castro Ferro da primeira edi\u00e7\u00e3o e uma recens\u00e3o de Carlos Drummond de Andrade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem4.png\" height=\"439\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22636913_Eu7VT.png\" style=\"float: left; width: 350px; padding: 10px 10px;\" width=\"350\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><em>A Bolsa Amarela<\/em>, <\/strong>escrito por <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Lygia_Bojunga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lygia Bojunga<\/a>, conta a hist\u00f3ria de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a fam\u00edlia ao reprimir tr\u00eas grandes vontades.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c<em>Eu tenho que achar um lugar pra esconder as minhas vontades. N\u00e3o digo vontade magra, pequenina, que nem tomar sorvete a toda hora, dar sumi\u00e7o da aula de matem\u00e1tica, comprar um sapato novo que eu n\u00e3o aguento mais o meu. Vontade assim todo mundo pode ver, n\u00e3o t\u00f4 ligando a m\u00ednima. Mas as outras \u2013 as tr\u00eas que de repente v\u00e3o crescendo e engordando toda a vida -, ah, essas eu n\u00e3o quero mostrar. De jeito nenhum. <\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>Nem sei qual das tr\u00eas me enrola mais. \u00c0s vezes acho que \u00e9 a vontade de crescer de uma vez e deixar de ser crian\u00e7a. Outra hora acho que \u00e9 a vontade de ter nascido garoto em vez de menina.\u00a0 Mas hoje t\u00f4 achando que \u00e9 a vontade de escrever.<\/em> \u201c<\/p>\n<p><\/p>\n<p>P\u00e1gina ap\u00f3s p\u00e1gina vamos conhecendo uma menina sens\u00edvel, insatisfeita e imaginativa que partilha connosco o seu dia\u2011a\u2011dia. Contesta ordens e recomenda\u00e7\u00f5es, afirmando-se como pessoa que pensava, questiona, argumenta e opina. Uma menina que quer saber qual o seu lugar no mundo e na fam\u00edlia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Um dia ganhou uma bolsa. Era amarela, a cor mais bonita que existe. Na bolsa escondia segredos, fantasias e amigos incr\u00edveis, como por exemplo o galo Rei que depois passa a chamar-se Afonso e que queria que todos tivessem voz, que desejava a igualdade e liberdade ou o galo Terr\u00edvel, treinado para ganhar todas as lutas, at\u00e9 que um dia apareceu um galo mais novo que foi mais forte e passou a vencer todas as lutas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma hist\u00f3ria onde o mundo real e a fic\u00e7\u00e3o s\u00e3o um s\u00f3.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este \u00e9 um livro maravilhoso, deslumbrante.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem5.png\" height=\"442\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22636914_OuzKz.png\" style=\"float: left; width: 350px; padding: 10px 10px;\" width=\"350\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Bisa Bia Bisa Bel (Tinta da China, 2023), <\/strong>\u00e9 mais um dos t\u00edtulos da cole\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma narrativa cheia de imagina\u00e7\u00e3o, onde o tempo \u00e9 um elemento essencial e perguntas n\u00e3o podem faltar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c<em>A primeira vez, bem que Bisa Bia estava escondida. S\u00f3 apareceu por causa das arruma\u00e7\u00f5es da minha m\u00e3e. (\u2026) D\u00e1 uma geral, como ela diz. Arruma, arruma, arruma, dois, tr\u00eas dias seguidos\u2026 (\u2026) Pois foi numa dessas arruma\u00e7\u00f5es, quando minha m\u00e3e estava dando uma geral, que eu fiquei conhecendo Bisa Bia. (\u2026) <\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>&#8211; U\u00e9, essa av\u00f3 eu n\u00e3o conhe\u00e7o. S\u00f3 conhe\u00e7o a v\u00f3 Din\u00e1 e a v\u00f3 Ester. Tem outras, \u00e9?<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>&#8211; Tem, mas \u00e9 minha. Vov\u00f3 Beatriz. Sua bisav\u00f3<\/em>.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A fotografia da av\u00f3 Beatriz \u00e9 o ponto de partida. Entre o passado e o presente, entre a realidade e o imagin\u00e1rio, a bisav\u00f3 entra na vida de Bel, acompanhando-a para todos os lugares e revelando-nos um mundo que j\u00e1 n\u00e3o existe. Entre o espanto e as perguntas sobre a vida, a roupa, os objetos e os costumes, vamos, pouco a pouco, compreendendo o papel da mulher e as mudan\u00e7as sociais.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Fica a sugest\u00e3o. Descubra os outros t\u00edtulos da cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Celebre tamb\u00e9m a l\u00edngua portuguesa com outros autores lus\u00f3fonos (entre muitos):<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo1.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637446_gHqUu.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo2.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637447_zK4pK.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo3.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637448_uZOcM.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo4.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637449_OzKZd.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo5.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637450_3K6iZ.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo6.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637451_a0ozB.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo7.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637452_OUudZ.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo8.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637453_tRUQw.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo9.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637454_yyYq0.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo10.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637455_uOD0v.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo11.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637456_Sc2Tt.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo12.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637459_1UnyN.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo13.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637460_Nq4re.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo14.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637463_GZtQg.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Diapositivo15.JPG\" class=\"\" height=\"306\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22637464_QUdcz.jpeg\" style=\"width: 270px; padding: 10px 10px;\" width=\"270\" \/><span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A data de 5 de maio foi oficialmente estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa (CPLP) &#8211; organiza\u00e7\u00e3o intergovernamental, parceira oficial da UNESCO desde 2000, que re\u00fane os povos que t\u00eam a l\u00edngua portuguesa como um dos fundamentos da sua identidade espec\u00edfica &#8211; para celebrar a l\u00edngua portuguesa e as culturas lus\u00f3fonas. Em 2019, a 40.\u00aa sess\u00e3o da Confer\u00eancia Geral da UNESCO decidiu proclamar o dia 5 de maio de cada ano como Dia Mundial da L\u00edngua Portuguesa. A l\u00edngua portuguesa, \u00e9 a l\u00edngua oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Guin\u00e9 Equatorial, Mo\u00e7ambique, Portugal, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Timor-Leste. S\u00e3o mais de 260 milh\u00f5es de falantes, espalhados por todos os continentes. A l\u00edngua mais falada no hemisf\u00e9rio sul. Mensagem do Secret\u00e1rio-Geral da Na\u00e7\u00f5es Unidas, Ant\u00f3nio Guterres, a prop\u00f3sito do Dia Mundial da L\u00edngua Portuguesa. Esta celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 inspiradora para todos n\u00f3s, falantes da l\u00edngua portuguesa, contribuindo para promover o di\u00e1logo intercultural, defender e preservar a nossa l\u00edngua e divulgar todos os que escrevem e leem em portugu\u00eas. A prop\u00f3sito desta efem\u00e9ride divulgamos a cole\u00e7\u00e3o Perer\u00ea, publicada pela editora Tinta da China e o Jornal P\u00fablico. Esta publica\u00e7\u00e3o disponibiliza, em Portugal, os maiores cl\u00e1ssicos da literatura infantojuvenil brasileira, numa edi\u00e7\u00e3o graficamente cuidada e bel\u00edssima. Os livros s\u00e3o publicados no texto original, em portugu\u00eas do Brasil, sem adapta\u00e7\u00f5es, com o objetivo de apresentar \u00e0s crian\u00e7as e jovens portugueses a riqueza da l\u00edngua comum e o modo como ela pode ser festa e cor. Na impossibilidade de falar de todos, mencionamos mais pormenorizadamente tr\u00eas t\u00edtulos: Flicts, A Bolsa Amarela e Bisa Bia Bisa Bel \u00a0 Flicts, escrito por Ziraldo, a lenda da literatura brasileira, do grafismo e do poder da cor como linguagem, que perdemos h\u00e1 um m\u00eas, apresenta-se em Portugal 50 anos depois de ter nascido, inaugurando a cole\u00e7\u00e3o Perer\u00ea. \u201cEra uma vez uma cor muito rara e muito triste que se chamava Flicts. N\u00e3o tinha a For\u00e7a do Vermelho, n\u00e3o tinha a imensa luz do Amarelo, nem a paz que o Azul tem. Era apenas o fr\u00e1gil e feio e aflito Flicts. Tudo no mundo tem uma cor, tudo no mundo \u00e9 Azul, Cor- de- Rosa ou Furta-Cor, \u00e9 Vermelho, Amarelo, Roxo, Violeta ou Lil\u00e1s. Mas n\u00e3o existe nada no mundo que seja Flicts. &#8211; Nem a sua solid\u00e3o \u2013 (\u2026) \u201c Muitas s\u00e3o as cores que habitam no mundo: quentes, frias, prim\u00e1rias e secund\u00e1rias, claras e escuras, opacas ou neutras.\u00a0 Cores que nos irritam ou nos fazem sonhar, que provocam emo\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es, mas nenhum \u00e9 Flicts. Parece que \u201cn\u00e3o tem lugar para Flicts\u201d, a cor que n\u00e3o \u00e9 igual a nenhuma outra e que s\u00f3 quer encontrar um amigo que a aceite tal como ela \u00e9, por isso decide correr mundo em busca do seu lugar. Por mar, por terra, a procura n\u00e3o termina. A viagem \u00e9 longa.\u00a0 Ser\u00e1 que Flicts encontra o seu lugar, o seu espa\u00e7o no mundo? Flicts \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o no grafismo, mas n\u00e3o s\u00f3. Um poema visual \u00edmpar. Raro, incompar\u00e1vel, inimit\u00e1vel. As ilustra\u00e7\u00f5es falam por si. As simbologias das cores d\u00e3o ritmo e sentido \u00e0s palavras.\u00a0 \u00c0 cor \u00e9 dada vida como nunca tinha acontecido na literatura. Grafismo e texto pintam o mundo, o arco-\u00edris, bandeiras e a(s) lua(s).\u00a0 Este \u00e9 um livro para nos acompanhar, para dar cor \u00e0 nossa vida, ao nosso lugar no mundo. O livro inclui ainda um texto de Fernando de Castro Ferro da primeira edi\u00e7\u00e3o e uma recens\u00e3o de Carlos Drummond de Andrade. \u00a0 A Bolsa Amarela, escrito por Lygia Bojunga, conta a hist\u00f3ria de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a fam\u00edlia ao reprimir tr\u00eas grandes vontades. \u201cEu tenho que achar um lugar pra esconder as minhas vontades. N\u00e3o digo vontade magra, pequenina, que nem tomar sorvete a toda hora, dar sumi\u00e7o da aula de matem\u00e1tica, comprar um sapato novo que eu n\u00e3o aguento mais o meu. Vontade assim todo mundo pode ver, n\u00e3o t\u00f4 ligando a m\u00ednima. Mas as outras \u2013 as tr\u00eas que de repente v\u00e3o crescendo e engordando toda a vida -, ah, essas eu n\u00e3o quero mostrar. De jeito nenhum. Nem sei qual das tr\u00eas me enrola mais. \u00c0s vezes acho que \u00e9 a vontade de crescer de uma vez e deixar de ser crian\u00e7a. Outra hora acho que \u00e9 a vontade de ter nascido garoto em vez de menina.\u00a0 Mas hoje t\u00f4 achando que \u00e9 a vontade de escrever. \u201c P\u00e1gina ap\u00f3s p\u00e1gina vamos conhecendo uma menina sens\u00edvel, insatisfeita e imaginativa que partilha connosco o seu dia\u2011a\u2011dia. Contesta ordens e recomenda\u00e7\u00f5es, afirmando-se como pessoa que pensava, questiona, argumenta e opina. Uma menina que quer saber qual o seu lugar no mundo e na fam\u00edlia. Um dia ganhou uma bolsa. Era amarela, a cor mais bonita que existe. Na bolsa escondia segredos, fantasias e amigos incr\u00edveis, como por exemplo o galo Rei que depois passa a chamar-se Afonso e que queria que todos tivessem voz, que desejava a igualdade e liberdade ou o galo Terr\u00edvel, treinado para ganhar todas as lutas, at\u00e9 que um dia apareceu um galo mais novo que foi mais forte e passou a vencer todas as lutas. Esta \u00e9 uma hist\u00f3ria onde o mundo real e a fic\u00e7\u00e3o s\u00e3o um s\u00f3. Este \u00e9 um livro maravilhoso, deslumbrante. Bisa Bia Bisa Bel (Tinta da China, 2023), \u00e9 mais um dos t\u00edtulos da cole\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma narrativa cheia de imagina\u00e7\u00e3o, onde o tempo \u00e9 um elemento essencial e perguntas n\u00e3o podem faltar. \u201cA primeira vez, bem que Bisa Bia estava escondida. S\u00f3 apareceu por causa das arruma\u00e7\u00f5es da minha m\u00e3e. (\u2026) D\u00e1 uma geral, como ela diz. Arruma, arruma, arruma, dois, tr\u00eas dias seguidos\u2026 (\u2026) Pois foi numa dessas arruma\u00e7\u00f5es, quando minha m\u00e3e estava dando uma geral, que eu fiquei conhecendo Bisa Bia. (\u2026) &#8211; U\u00e9, essa av\u00f3 eu n\u00e3o conhe\u00e7o. S\u00f3 conhe\u00e7o a v\u00f3 Din\u00e1 e a v\u00f3 Ester. Tem outras, \u00e9? &#8211; Tem, mas \u00e9 minha. Vov\u00f3 Beatriz. Sua bisav\u00f3.\u201d \u00a0 \u00a0 A fotografia da av\u00f3 Beatriz \u00e9 o ponto de partida. Entre o passado e o presente, entre a realidade e o imagin\u00e1rio, a bisav\u00f3 entra na vida de Bel, acompanhando-a para todos os lugares e revelando-nos um mundo que j\u00e1 n\u00e3o existe. Entre o espanto e as perguntas sobre a vida, a roupa, os objetos e os costumes, vamos, pouco a pouco, compreendendo o papel da mulher e as mudan\u00e7as sociais. Fica a sugest\u00e3o. Descubra os outros t\u00edtulos da cole\u00e7\u00e3o. Celebre tamb\u00e9m a l\u00edngua portuguesa com outros autores lus\u00f3fonos (entre muitos):<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140,169],"tags":[],"class_list":["post-2836785","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros","category-tempo-para-ler"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2836785","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2836785"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2836785\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3085987,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2836785\/revisions\/3085987"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2836785"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2836785"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2836785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}