{"id":2821252,"date":"2024-03-13T09:00:00","date_gmt":"2024-03-13T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2821252.html"},"modified":"2026-05-13T13:48:12","modified_gmt":"2026-05-13T13:48:12","slug":"metodologias-ativas-na-promocao-da-leitura-e-da-escrita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2821252","title":{"rendered":"Metodologias ativas na promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2024-03-12.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22613477_ZtzZ3.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>1. De que falamos quando nos referimos a <em>metodologias ativas<\/em>?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Em educa\u00e7\u00e3o, o conceito <em>metodologias ativas<\/em> \u00e9 utilizado quando colocamos o aluno no centro do ato de aprender, conduzindo-o a participar, a refletir, a colaborar e a resolver problemas, por oposi\u00e7\u00e3o a metodologias mais centradas na a\u00e7\u00e3o do professor. Embora os modelos de ensino mais centrados no professor continuem a fazer sentido para dar instru\u00e7\u00f5es diretas ou para apresentar e explicar conceitos, as metodologias centradas no aluno t\u00eam a vantagem de contribuir para o desenvolvimento de compet\u00eancias que s\u00e3o hoje socialmente valorizadas e para transformar as aprendizagens dos alunos em aprendizagens mais significativas. O professor deve ser ecl\u00e9tico no uso e combina\u00e7\u00e3o que faz das diferentes metodologias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Neste artigo, referimos tr\u00eas modelos de ensino centrados no aluno, apresentados por\u00a0Richard Arends:<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Aprendizagem cooperativa<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Com ra\u00edzes na Gr\u00e9cia Antiga, esta metodologia foi desenvolvida ao longo dos tempos e, mais recentemente, beneficiou do trabalho de psic\u00f3logos e pensadores como Piaget e Vygotsky. Os alunos expostos a este tipo de metodologia s\u00e3o encorajados a trabalhar numa tarefa comum, sendo necess\u00e1rio coordenar esfor\u00e7os para a realizarem. Uma vez que trabalham em equipas heterog\u00e9neas, em termos de aproveitamento acad\u00e9mico, g\u00e9nero e contexto social e cultural, os alunos alcan\u00e7am resultados acad\u00e9micos e, em simult\u00e2neo, desenvolvem a toler\u00e2ncia, a aceita\u00e7\u00e3o da diversidade e compet\u00eancias sociais, como a coopera\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00a0 <strong>Aprendizagem baseada em problemas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>Ao contr\u00e1rio das metodologias centradas na a\u00e7\u00e3o do professor, que privilegiam a instru\u00e7\u00e3o direta, a aprendizagem baseada em problemas implica que o docente confronte os alunos com a resolu\u00e7\u00e3o de problemas, lhes fa\u00e7a perguntas, os instigue a investigarem e os prepare para saberem dialogar.\u00a0 Com suporte na psicologia cognitiva e no pensamento de Dewey, esta abordagem n\u00e3o se foca no que os alunos est\u00e3o a fazer, mas no que est\u00e3o a pensar, enquanto fazem algo, ou seja, enquanto investigam e resolvem problemas. O recurso a um conjunto de t\u00e9cnicas\/estrat\u00e9gias (<em>scaffolding<\/em>) que permitem que o aluno alcance n\u00edveis mais elevados de compreens\u00e3o e de autonomia face \u00e0 aprendizagem \u00e9 um aspeto muito importante a ter em conta neste tipo de metodologia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para que a aprendizagem baseada em problemas seja bem-sucedida, \u00e9 necess\u00e1rio que o professor seja capaz de criar ambientes de aprendizagem prop\u00edcios \u00e0 troca aberta e honesta de ideias. Este tipo de metodologia permite que os alunos desenvolvam o seu pensamento cr\u00edtico, compet\u00eancias de pesquisa e resolu\u00e7\u00e3o de problemas, aprendam a desempenhar pap\u00e9is atribu\u00eddos a adultos, atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o reais ou simuladas, e se tornem aprendentes mais aut\u00f3nomos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Discuss\u00e3o em sala de aula<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A <em>discuss\u00e3o em sala de aula<\/em> \u00e9 uma metodologia que pode ser utilizada <em>per se<\/em> ou inclu\u00edda noutros modelos de ensino, implicando o desenvolvimento de situa\u00e7\u00f5es em que alunos e professor, ou alunos e alunos, conversam uns com os outros e partilham ideias e opini\u00f5es. A <em>discuss\u00e3o em sala de aula<\/em> \u00e9 utilizada para ajudar os alunos a melhorarem o seu pensamento e a compreens\u00e3o dos conceitos acad\u00e9micos, para aumentar o seu grau de envolvimento e motiva\u00e7\u00e3o para debater assuntos para al\u00e9m da sala de aula, e para desenvolverem compet\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A <em>discuss\u00e3o em sala de aula<\/em> \u00e9 uma metodologia que, tal como outras, exige que seja bem planificada e concretizada para ser eficaz. O professor deve ter em conta o prop\u00f3sito da discuss\u00e3o, saber quais os conhecimentos pr\u00e9vios que os alunos t\u00eam sobre o tema em debate, conduzir a discuss\u00e3o com mestria, ajudar os alunos a resumirem o que foi dito e, por vezes, refletir sobre o modo como esta metodologia decorre.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>2. Metodologias ativas na promo\u00e7\u00e3o a leitura e da escrita<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A experi\u00eancia e os estudos (Yopp &amp; Yopp, 2014) dizem-nos que a promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita, quer em contexto de sala de aula, quer em articula\u00e7\u00e3o com a biblioteca escolar, \u00e9 mais eficaz se os alunos forem envolvidos ativamente nas atividades que os preparam para ler e escrever, assim como nas atividades que adv\u00eam da leitura e da escrita. Isto \u00e9, a promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita assumem mais sentido junto dos alunos, quando estes realizam atividades significativas, cooperam uns com os outros, trabalhando em pares ou em grupo, s\u00e3o desafiados a resolver problemas, questionam-se, assumem posi\u00e7\u00f5es, argumentam, colocam-se no papel do outro, refletem e s\u00e3o, muitas vezes, conduzidos \u00e0 a\u00e7\u00e3o que extravasa os muros da escola.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ao desenhar e desenvolver projetos de leitura e de escrita nas escolas, desejavelmente em articula\u00e7\u00e3o com a biblioteca escolar, o professor da \u00e1rea disciplinar\/o professor titular de turma\/o educador e o professor bibliotec\u00e1rio devem estar conscientes da import\u00e2ncia de desenvolver estrat\u00e9gias l\u00fadico-pedag\u00f3gicas que envolvam efetivamente o aluno e n\u00e3o atividades que, muitas vezes, implicam demasiada energia do mediador, mas pouco contribuem para o desenvolvimento de compet\u00eancias do aluno. Isto \u00e9 v\u00e1lido para as diferentes atividades preparadas e realizadas no \u00e2mbito da promo\u00e7\u00e3o a leitura recreativa e orientada, ou nas atividades que preveem a socializa\u00e7\u00e3o e o envolvimento das fam\u00edlias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>3. Perguntas que os professores devem fazer quando preparam atividades de promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>De acordo com as especialistas Yopp &amp; Yopp, ao desenharem atividades de promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita, os professores, al\u00e9m de conhecerem muito bem as obras ou textos que pretendem que os seus alunos leiam, devem fazer uma reflex\u00e3o em torno destas quest\u00f5es:<\/p>\n<p><\/p>\n<ul><\/p>\n<li>A atividade ativa ou desenvolve o conhecimento pr\u00e9vio do aluno sobre o assunto?\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>A atividade exige que o aluno utilize estrat\u00e9gias de compreens\u00e3o? Essas estrat\u00e9gias incluem: definir objetivos de leitura, prever, ativar conhecimentos pr\u00e9vios, monitorizar, inferir, perguntar, resumir, fazer esquemas.\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>A atividade estimula a reflex\u00e3o sobre as ideias do texto e promove o pensamento cr\u00edtico? O aluno \u00e9 conduzido a compreender, a aplicar, a analisar, a avaliar e a criar?\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>A atividade \u00e9 adequada a um leque alargado de leitores?\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>A atividade promove o trabalho colaborativo e a partilha e constru\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00f5es?\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>O aluno beneficia da atividade? Ou seja, a atividade desenvolve a compreens\u00e3o? O aluno tem oportunidade de ser criativo?\n<\/li>\n<p><\/p>\n<li>A atividade promove a discuss\u00e3o em torno do texto, induz \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conex\u00f5es e incentiva \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de respostas pessoais?<\/li>\n<p><\/ul>\n<p><\/p>\n<p>O desenvolvimento de atividades de promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita deve representar um modo de fazer refletido e estrat\u00e9gico, recorrendo a metodologias centradas no aluno. \u00a0De acordo com as autoras, as atividades devem servir de suporte \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita e n\u00e3o distrair os alunos do texto. Os professores deveriam proporcionar aos alunos momentos de leitura e de discuss\u00e3o \u00e0 volta dos textos v\u00e1rias vezes por dia e em diferentes contextos. Estas oportunidades permitir\u00e3o que os alunos se transformem em leitores competentes, independentes e apaixonados pela leitura. A biblioteca escolar pode e deve ser uma estrutura catalisadora.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<ol><\/p>\n<li>Arends, R.I. (2009). <em>Learning to teach, <\/em>8<sup>th<\/sup> edition. McGraw-Hill<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Yopp, H. K. &amp; Yopp, R. H. (2014). <em>Literature-based reading activities: Engaging Students with\u00a0Literary and Informational Text<\/em>, 6th edition. Pearson.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>\ud83d\udcf7\u00a0Escola B\u00e1sica e Secund\u00e1ria de Valen\u00e7a<\/li>\n<p><\/ol>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. De que falamos quando nos referimos a metodologias ativas? \u00a0Em educa\u00e7\u00e3o, o conceito metodologias ativas \u00e9 utilizado quando colocamos o aluno no centro do ato de aprender, conduzindo-o a participar, a refletir, a colaborar e a resolver problemas, por oposi\u00e7\u00e3o a metodologias mais centradas na a\u00e7\u00e3o do professor. Embora os modelos de ensino mais centrados no professor continuem a fazer sentido para dar instru\u00e7\u00f5es diretas ou para apresentar e explicar conceitos, as metodologias centradas no aluno t\u00eam a vantagem de contribuir para o desenvolvimento de compet\u00eancias que s\u00e3o hoje socialmente valorizadas e para transformar as aprendizagens dos alunos em aprendizagens mais significativas. O professor deve ser ecl\u00e9tico no uso e combina\u00e7\u00e3o que faz das diferentes metodologias. Neste artigo, referimos tr\u00eas modelos de ensino centrados no aluno, apresentados por\u00a0Richard Arends: Aprendizagem cooperativa Com ra\u00edzes na Gr\u00e9cia Antiga, esta metodologia foi desenvolvida ao longo dos tempos e, mais recentemente, beneficiou do trabalho de psic\u00f3logos e pensadores como Piaget e Vygotsky. Os alunos expostos a este tipo de metodologia s\u00e3o encorajados a trabalhar numa tarefa comum, sendo necess\u00e1rio coordenar esfor\u00e7os para a realizarem. Uma vez que trabalham em equipas heterog\u00e9neas, em termos de aproveitamento acad\u00e9mico, g\u00e9nero e contexto social e cultural, os alunos alcan\u00e7am resultados acad\u00e9micos e, em simult\u00e2neo, desenvolvem a toler\u00e2ncia, a aceita\u00e7\u00e3o da diversidade e compet\u00eancias sociais, como a coopera\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o. \u00a0 Aprendizagem baseada em problemas \u00a0Ao contr\u00e1rio das metodologias centradas na a\u00e7\u00e3o do professor, que privilegiam a instru\u00e7\u00e3o direta, a aprendizagem baseada em problemas implica que o docente confronte os alunos com a resolu\u00e7\u00e3o de problemas, lhes fa\u00e7a perguntas, os instigue a investigarem e os prepare para saberem dialogar.\u00a0 Com suporte na psicologia cognitiva e no pensamento de Dewey, esta abordagem n\u00e3o se foca no que os alunos est\u00e3o a fazer, mas no que est\u00e3o a pensar, enquanto fazem algo, ou seja, enquanto investigam e resolvem problemas. O recurso a um conjunto de t\u00e9cnicas\/estrat\u00e9gias (scaffolding) que permitem que o aluno alcance n\u00edveis mais elevados de compreens\u00e3o e de autonomia face \u00e0 aprendizagem \u00e9 um aspeto muito importante a ter em conta neste tipo de metodologia. Para que a aprendizagem baseada em problemas seja bem-sucedida, \u00e9 necess\u00e1rio que o professor seja capaz de criar ambientes de aprendizagem prop\u00edcios \u00e0 troca aberta e honesta de ideias. Este tipo de metodologia permite que os alunos desenvolvam o seu pensamento cr\u00edtico, compet\u00eancias de pesquisa e resolu\u00e7\u00e3o de problemas, aprendam a desempenhar pap\u00e9is atribu\u00eddos a adultos, atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o reais ou simuladas, e se tornem aprendentes mais aut\u00f3nomos. Discuss\u00e3o em sala de aula A discuss\u00e3o em sala de aula \u00e9 uma metodologia que pode ser utilizada per se ou inclu\u00edda noutros modelos de ensino, implicando o desenvolvimento de situa\u00e7\u00f5es em que alunos e professor, ou alunos e alunos, conversam uns com os outros e partilham ideias e opini\u00f5es. A discuss\u00e3o em sala de aula \u00e9 utilizada para ajudar os alunos a melhorarem o seu pensamento e a compreens\u00e3o dos conceitos acad\u00e9micos, para aumentar o seu grau de envolvimento e motiva\u00e7\u00e3o para debater assuntos para al\u00e9m da sala de aula, e para desenvolverem compet\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o. A discuss\u00e3o em sala de aula \u00e9 uma metodologia que, tal como outras, exige que seja bem planificada e concretizada para ser eficaz. O professor deve ter em conta o prop\u00f3sito da discuss\u00e3o, saber quais os conhecimentos pr\u00e9vios que os alunos t\u00eam sobre o tema em debate, conduzir a discuss\u00e3o com mestria, ajudar os alunos a resumirem o que foi dito e, por vezes, refletir sobre o modo como esta metodologia decorre. 2. Metodologias ativas na promo\u00e7\u00e3o a leitura e da escrita \u00a0A experi\u00eancia e os estudos (Yopp &amp; Yopp, 2014) dizem-nos que a promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita, quer em contexto de sala de aula, quer em articula\u00e7\u00e3o com a biblioteca escolar, \u00e9 mais eficaz se os alunos forem envolvidos ativamente nas atividades que os preparam para ler e escrever, assim como nas atividades que adv\u00eam da leitura e da escrita. Isto \u00e9, a promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita assumem mais sentido junto dos alunos, quando estes realizam atividades significativas, cooperam uns com os outros, trabalhando em pares ou em grupo, s\u00e3o desafiados a resolver problemas, questionam-se, assumem posi\u00e7\u00f5es, argumentam, colocam-se no papel do outro, refletem e s\u00e3o, muitas vezes, conduzidos \u00e0 a\u00e7\u00e3o que extravasa os muros da escola. Ao desenhar e desenvolver projetos de leitura e de escrita nas escolas, desejavelmente em articula\u00e7\u00e3o com a biblioteca escolar, o professor da \u00e1rea disciplinar\/o professor titular de turma\/o educador e o professor bibliotec\u00e1rio devem estar conscientes da import\u00e2ncia de desenvolver estrat\u00e9gias l\u00fadico-pedag\u00f3gicas que envolvam efetivamente o aluno e n\u00e3o atividades que, muitas vezes, implicam demasiada energia do mediador, mas pouco contribuem para o desenvolvimento de compet\u00eancias do aluno. Isto \u00e9 v\u00e1lido para as diferentes atividades preparadas e realizadas no \u00e2mbito da promo\u00e7\u00e3o a leitura recreativa e orientada, ou nas atividades que preveem a socializa\u00e7\u00e3o e o envolvimento das fam\u00edlias. 3. Perguntas que os professores devem fazer quando preparam atividades de promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita \u00a0De acordo com as especialistas Yopp &amp; Yopp, ao desenharem atividades de promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita, os professores, al\u00e9m de conhecerem muito bem as obras ou textos que pretendem que os seus alunos leiam, devem fazer uma reflex\u00e3o em torno destas quest\u00f5es: A atividade ativa ou desenvolve o conhecimento pr\u00e9vio do aluno sobre o assunto? A atividade exige que o aluno utilize estrat\u00e9gias de compreens\u00e3o? Essas estrat\u00e9gias incluem: definir objetivos de leitura, prever, ativar conhecimentos pr\u00e9vios, monitorizar, inferir, perguntar, resumir, fazer esquemas. A atividade estimula a reflex\u00e3o sobre as ideias do texto e promove o pensamento cr\u00edtico? O aluno \u00e9 conduzido a compreender, a aplicar, a analisar, a avaliar e a criar? A atividade \u00e9 adequada a um leque alargado de leitores? A atividade promove o trabalho colaborativo e a partilha e constru\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00f5es? O aluno beneficia da atividade? Ou seja, a atividade desenvolve a compreens\u00e3o? O aluno tem oportunidade de ser criativo? A atividade promove a discuss\u00e3o em torno do texto, induz \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conex\u00f5es e incentiva \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de respostas pessoais? O desenvolvimento de atividades de promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita deve representar um modo de fazer refletido e estrat\u00e9gico, recorrendo a metodologias centradas no aluno. \u00a0De acordo com as autoras, as atividades devem servir de suporte \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita e n\u00e3o distrair os alunos do texto. Os professores deveriam proporcionar aos alunos momentos de leitura e de discuss\u00e3o \u00e0 volta dos textos v\u00e1rias vezes por dia e em diferentes contextos. Estas oportunidades permitir\u00e3o que os alunos se transformem em leitores competentes, independentes e apaixonados pela leitura. A biblioteca escolar pode e deve ser uma estrutura catalisadora. Refer\u00eancias Arends, R.I. (2009). Learning to teach, 8th edition. McGraw-Hill Yopp, H. K. &amp; Yopp, R. H. (2014). Literature-based reading activities: Engaging Students with\u00a0Literary and Informational Text, 6th edition. Pearson. \ud83d\udcf7\u00a0Escola B\u00e1sica e Secund\u00e1ria de Valen\u00e7a \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[157,198],"tags":[],"class_list":["post-2821252","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-leitura","category-metodologias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2821252","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2821252"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2821252\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3086127,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2821252\/revisions\/3086127"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2821252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2821252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2821252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}