{"id":2786613,"date":"2023-11-20T09:00:00","date_gmt":"2023-11-20T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2786613.html"},"modified":"2026-05-13T13:56:50","modified_gmt":"2026-05-13T13:56:50","slug":"sete-razoes-para-amar-a-filosofia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2786613","title":{"rendered":"Sete Raz\u00f5es para amar a filosofia"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-11-20.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22567348_MSQgN.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em 2002, a UNESCO instituiu o Dia Mundial da Filosofia, reconhecendo a esta \u00e1rea do saber um papel essencial nas nossas vidas. A filosofia \u00e9 frequentemente considerada um saber complicado, dif\u00edcil, demasiado abstrato, mas n\u00e3o para aqueles que a amam. Ler, estudar e compreender filosofia \u00e9 um exerc\u00edcio ben\u00e9fico para as pessoas, para a Humanidade. <strong><em>Giuseppe Cambiano<a href=\"\/rbe\/#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><span>[1]<\/span><\/a><\/em><\/strong> encontra muitas raz\u00f5es para uma aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade que se apresenta pelo nome de Filosofia, assim, no m\u00eas em que se comemora o Dia Mundial de Filosofia<a href=\"\/rbe\/#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><span>[2]<\/span><\/a> partilhamos a leitura do livro <strong><em>Sete Raz\u00f5es para Amar a Filosofia<a href=\"\/rbe\/#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><span>[3]<\/span><\/a>.<\/em><\/strong> Afinal, porque devemos amar a filosofia? Porque nos liberta da \u201ctirania<em> da habitua\u00e7\u00e3o<\/em>, <em>sacode o dogmatismo arrogante e mant\u00e9m desperto o nosso espanto<\/em>\u201d, porque a leitura dos textos e os \u00a0ensinamentos filos\u00f3ficos poder\u00e3o ajudar nas atitudes, assim como \u201c<em>a avaliar e a orientar o que se diz ou que se faz habitualmente, ou se encontra formulado em textos impressos ou nos ecr\u00e3s dos computadores, para tentarmos ser livres em rela\u00e7\u00e3o a eles, sem sofremos passivamente condicionamentos ou press\u00f5es externas.\u201d <\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Entre muitas raz\u00f5es para amar a filosofia, o autor do livro prop\u00f5e sete motivos que se prendem com aspetos intr\u00ednsecos deste saber, s\u00e3o eles:<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>1) Fazer perguntas.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Perguntamos quando sentimos falta de algo, quando queremos compreender, o mundo e tudo o que nos rodeia. Sem perguntas \u201c<em>a vida quotidiana acabaria por se paralisar<\/em>\u201d, o espanto talvez n\u00e3o existisse e a simples curiosidade da vida, em geral, perderia o significado.\u00a0 <strong><em>Cambiano<\/em><\/strong> esclarece-nos que h\u00e1 diferentes tipos de perguntas, que h\u00e1 no mundo pessoas que n\u00e3o gostam de fazer perguntas apesar do \u201cjogo das perguntas\u201d ser o mais antigo do mundo e que as respostas \u201c<em>s\u00e3o frequentemente procuradas naquilo que, em tempos antiqu\u00edssimos, se chamava \u00abnatureza\u00bb, isto \u00e9, no pr\u00f3prio universo<\/em>\u201d. O territ\u00f3rio das perguntas filos\u00f3ficas \u00e9 um mundo gigantesco e simultaneamente fabuloso.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>2) Usar palavras. <\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer uma pergunta, ao contr\u00e1rio do que muitos pensam. Para se fazer perguntas \u00e9 preciso dominar os termos, as palavras. Afinal, o \u201c<em>uso das palavras na vida quotidiana permite orientar-nos com sucesso, consoante a abund\u00e2ncia de vocabul\u00e1rio de que se disp\u00f5e: cada palavra \u00e9 como uma janela nova que se abre para o mundo na sua imensa variedade, para as in\u00fameras tonalidades dos sentimentos e para os mais subtis itiner\u00e1rios do pensamento.<\/em>\u201d Os fil\u00f3sofos gostam de pensar nas palavras, elas s\u00e3o apropria\u00e7\u00e3o do real, um verdadeiro instrumento do pensamento. Com elas compreendemos situa\u00e7\u00f5es, atitudes de algumas pessoas, aliviamos a dor, criamos, fazemos crescer ou matamos amizades, amores e cumplicidades.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>3) Procurar respostas.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Todos ansiamos por respostas, desde a mais tenra idade. Na adolesc\u00eancia as respostas parecem ser mais importantes que as perguntas. Queremos respostas para edificar a nossa vis\u00e3o do mundo. Envolvidos numa ansiedade desmedida pode-se correr o risco de aceitar respostas baseadas em cren\u00e7as n\u00e3o justificadas ou limitarmo-nos a permanecer nos imediatismos do senso comum. \u00a0Nem sempre os fil\u00f3sofos encontram respostas, mas sentem, muitas vezes, a necessidade de as encontrarem mesmo que sejam satisfat\u00f3rias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>4) Apreciar a discord\u00e2ncia. <\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Muitos s\u00e3o os fil\u00f3sofos que discordaram, na hist\u00f3ria da filosofia encontramos com alguma frequ\u00eancia, fil\u00f3sofos que se contradizem. \u00a0Talvez a raz\u00e3o de tal atitude \u00e9 que gostam de dialogar, de escutar e argumentar. \u201cO<em> mundo dos fil\u00f3sofos \u00e9 um mundo de competi\u00e7\u00f5es<\/em>\u201d e esta ideia n\u00e3o \u00e9 negativa, pelo contr\u00e1rio. Os fil\u00f3sofos gostam de disputar ideias e argumentos, encontrar fal\u00e1cias, evitar percursos err\u00f3neos e o formular o melhor dos racioc\u00ednios. Sabem que a diverg\u00eancia, desde que sustentada por argumentos fortes, \u00e9 um excelente exerc\u00edcio.\u00a0 A diverg\u00eancia \u00e9 um exerc\u00edcio de liberdade, onde cada um escolhe os seus pr\u00f3prios argumentos, as suas raz\u00f5es e toma as suas decis\u00f5es.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>5) Abrir horizontes.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A filosofia n\u00e3o pretende ter o monop\u00f3lio nem das perguntas nem das respostas, apenas deseja exercitar o pensamento, pensar criticamente, ser capaz de entrela\u00e7ar ideias, diferentes conce\u00e7\u00f5es do mundo e deste modo ampliar conhecimentos e perspetivas. \u00c9 neste ambiente que, por exemplo, a bio\u00e9tica cresce procurando refletir sobre escolhas poss\u00edveis perante dilemas, indecis\u00f5es que a vida nos coloca.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>6) Compreender os outros: outros tempos.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>\u201cA exig\u00eancia de compreender os outros, aquilo que dizem e fazem, \u00e9 central para a vida quotidiana.\u201d\u00a0 <\/em>Sem os outros seria dif\u00edcil conhecermo-nos e ser quem somos. A leitura, a an\u00e1lise e discuss\u00e3o de textos filos\u00f3ficos s\u00e3o verdadeiras ferramentas de reflex\u00e3o, promovendo a rela\u00e7\u00e3o com as palavras de outros e desafiando-nos ao exerc\u00edcio da compreens\u00e3o, de nos colocar no lugar do outro, de questionar, de apresentar argumentos, de viver noutros tempos e de transformar o passado em presente.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>7) Compreender os outros: outros mundos.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Quando a leitura, a an\u00e1lise e discuss\u00e3o de textos filos\u00f3ficos ecoam em n\u00f3s concretiza-se uma abertura a outros mundos, a outras formas de pensar, de ser e de estar, a outras tradi\u00e7\u00f5es e geografias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por \u00faltimo, ousamos acrescentar que amar a filosofia \u00e9 tamb\u00e9m amar a literatura e neste pequeno, mas intenso, livro habitam m\u00faltiplas refer\u00eancias \u00e0 literatura. Afinal, foram muitos os escritores que se inspiraram e amaram, consciente ou inconscientemente, a filosofia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Notas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><a href=\"\/rbe\/#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span>[1]<\/span><\/a> <strong>Giuseppe Cambiano<\/strong> licenciou-se em Filosofia em 1965. \u00c9 professor em\u00e9rito de Hist\u00f3ria da Filosofia Antiga na <em>Scuola Normale Superiore di Pisa<\/em> e docente na Universidade de Torino. \u00c9 tamb\u00e9m s\u00f3cio da Academia Nacional de Lincei e diretor da revista Antiquorum Philosophia, fundada em 2007. Tem uma vasta obra publicada em It\u00e1lia. Em Portugal, <strong><em>Sete Raz\u00f5es Para Amar a Filosofia<\/em><\/strong> \u00e9 o \u00fanico t\u00edtulo dispon\u00edvel.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><a href=\"\/rbe\/#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><span>[2]<\/span><\/a> Em 2002, a UNESCO proclamou a celebra\u00e7\u00e3o do DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA, em todo o mundo, na terceira quinta-feira do m\u00eas de novembro.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><a href=\"\/rbe\/#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><span>[3]<\/span><\/a> Cambiano, G. (2020). Sete raz\u00f5es para amar a Filosofia. Edi\u00e7\u00f5es 70<\/p>\n<p><\/p>\n<p><a title=\"Veja outros artigos no \u00e2mbito desta rubrica\" href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/tag\/tempo+para+ler\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Veja outros artigos no \u00e2mbito desta rubrica<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2002, a UNESCO instituiu o Dia Mundial da Filosofia, reconhecendo a esta \u00e1rea do saber um papel essencial nas nossas vidas. A filosofia \u00e9 frequentemente considerada um saber complicado, dif\u00edcil, demasiado abstrato, mas n\u00e3o para aqueles que a amam. Ler, estudar e compreender filosofia \u00e9 um exerc\u00edcio ben\u00e9fico para as pessoas, para a Humanidade. Giuseppe Cambiano[1] encontra muitas raz\u00f5es para uma aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade que se apresenta pelo nome de Filosofia, assim, no m\u00eas em que se comemora o Dia Mundial de Filosofia[2] partilhamos a leitura do livro Sete Raz\u00f5es para Amar a Filosofia[3]. Afinal, porque devemos amar a filosofia? Porque nos liberta da \u201ctirania da habitua\u00e7\u00e3o, sacode o dogmatismo arrogante e mant\u00e9m desperto o nosso espanto\u201d, porque a leitura dos textos e os \u00a0ensinamentos filos\u00f3ficos poder\u00e3o ajudar nas atitudes, assim como \u201ca avaliar e a orientar o que se diz ou que se faz habitualmente, ou se encontra formulado em textos impressos ou nos ecr\u00e3s dos computadores, para tentarmos ser livres em rela\u00e7\u00e3o a eles, sem sofremos passivamente condicionamentos ou press\u00f5es externas.\u201d Entre muitas raz\u00f5es para amar a filosofia, o autor do livro prop\u00f5e sete motivos que se prendem com aspetos intr\u00ednsecos deste saber, s\u00e3o eles: 1) Fazer perguntas. Perguntamos quando sentimos falta de algo, quando queremos compreender, o mundo e tudo o que nos rodeia. Sem perguntas \u201ca vida quotidiana acabaria por se paralisar\u201d, o espanto talvez n\u00e3o existisse e a simples curiosidade da vida, em geral, perderia o significado.\u00a0 Cambiano esclarece-nos que h\u00e1 diferentes tipos de perguntas, que h\u00e1 no mundo pessoas que n\u00e3o gostam de fazer perguntas apesar do \u201cjogo das perguntas\u201d ser o mais antigo do mundo e que as respostas \u201cs\u00e3o frequentemente procuradas naquilo que, em tempos antiqu\u00edssimos, se chamava \u00abnatureza\u00bb, isto \u00e9, no pr\u00f3prio universo\u201d. O territ\u00f3rio das perguntas filos\u00f3ficas \u00e9 um mundo gigantesco e simultaneamente fabuloso.\u00a0 2) Usar palavras. \u00a0N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer uma pergunta, ao contr\u00e1rio do que muitos pensam. Para se fazer perguntas \u00e9 preciso dominar os termos, as palavras. Afinal, o \u201cuso das palavras na vida quotidiana permite orientar-nos com sucesso, consoante a abund\u00e2ncia de vocabul\u00e1rio de que se disp\u00f5e: cada palavra \u00e9 como uma janela nova que se abre para o mundo na sua imensa variedade, para as in\u00fameras tonalidades dos sentimentos e para os mais subtis itiner\u00e1rios do pensamento.\u201d Os fil\u00f3sofos gostam de pensar nas palavras, elas s\u00e3o apropria\u00e7\u00e3o do real, um verdadeiro instrumento do pensamento. Com elas compreendemos situa\u00e7\u00f5es, atitudes de algumas pessoas, aliviamos a dor, criamos, fazemos crescer ou matamos amizades, amores e cumplicidades. 3) Procurar respostas. Todos ansiamos por respostas, desde a mais tenra idade. Na adolesc\u00eancia as respostas parecem ser mais importantes que as perguntas. Queremos respostas para edificar a nossa vis\u00e3o do mundo. Envolvidos numa ansiedade desmedida pode-se correr o risco de aceitar respostas baseadas em cren\u00e7as n\u00e3o justificadas ou limitarmo-nos a permanecer nos imediatismos do senso comum. \u00a0Nem sempre os fil\u00f3sofos encontram respostas, mas sentem, muitas vezes, a necessidade de as encontrarem mesmo que sejam satisfat\u00f3rias. 4) Apreciar a discord\u00e2ncia. Muitos s\u00e3o os fil\u00f3sofos que discordaram, na hist\u00f3ria da filosofia encontramos com alguma frequ\u00eancia, fil\u00f3sofos que se contradizem. \u00a0Talvez a raz\u00e3o de tal atitude \u00e9 que gostam de dialogar, de escutar e argumentar. \u201cO mundo dos fil\u00f3sofos \u00e9 um mundo de competi\u00e7\u00f5es\u201d e esta ideia n\u00e3o \u00e9 negativa, pelo contr\u00e1rio. Os fil\u00f3sofos gostam de disputar ideias e argumentos, encontrar fal\u00e1cias, evitar percursos err\u00f3neos e o formular o melhor dos racioc\u00ednios. Sabem que a diverg\u00eancia, desde que sustentada por argumentos fortes, \u00e9 um excelente exerc\u00edcio.\u00a0 A diverg\u00eancia \u00e9 um exerc\u00edcio de liberdade, onde cada um escolhe os seus pr\u00f3prios argumentos, as suas raz\u00f5es e toma as suas decis\u00f5es. 5) Abrir horizontes. A filosofia n\u00e3o pretende ter o monop\u00f3lio nem das perguntas nem das respostas, apenas deseja exercitar o pensamento, pensar criticamente, ser capaz de entrela\u00e7ar ideias, diferentes conce\u00e7\u00f5es do mundo e deste modo ampliar conhecimentos e perspetivas. \u00c9 neste ambiente que, por exemplo, a bio\u00e9tica cresce procurando refletir sobre escolhas poss\u00edveis perante dilemas, indecis\u00f5es que a vida nos coloca. 6) Compreender os outros: outros tempos. \u201cA exig\u00eancia de compreender os outros, aquilo que dizem e fazem, \u00e9 central para a vida quotidiana.\u201d\u00a0 Sem os outros seria dif\u00edcil conhecermo-nos e ser quem somos. A leitura, a an\u00e1lise e discuss\u00e3o de textos filos\u00f3ficos s\u00e3o verdadeiras ferramentas de reflex\u00e3o, promovendo a rela\u00e7\u00e3o com as palavras de outros e desafiando-nos ao exerc\u00edcio da compreens\u00e3o, de nos colocar no lugar do outro, de questionar, de apresentar argumentos, de viver noutros tempos e de transformar o passado em presente. 7) Compreender os outros: outros mundos. Quando a leitura, a an\u00e1lise e discuss\u00e3o de textos filos\u00f3ficos ecoam em n\u00f3s concretiza-se uma abertura a outros mundos, a outras formas de pensar, de ser e de estar, a outras tradi\u00e7\u00f5es e geografias. Por \u00faltimo, ousamos acrescentar que amar a filosofia \u00e9 tamb\u00e9m amar a literatura e neste pequeno, mas intenso, livro habitam m\u00faltiplas refer\u00eancias \u00e0 literatura. Afinal, foram muitos os escritores que se inspiraram e amaram, consciente ou inconscientemente, a filosofia. Notas [1] Giuseppe Cambiano licenciou-se em Filosofia em 1965. \u00c9 professor em\u00e9rito de Hist\u00f3ria da Filosofia Antiga na Scuola Normale Superiore di Pisa e docente na Universidade de Torino. \u00c9 tamb\u00e9m s\u00f3cio da Academia Nacional de Lincei e diretor da revista Antiquorum Philosophia, fundada em 2007. Tem uma vasta obra publicada em It\u00e1lia. Em Portugal, Sete Raz\u00f5es Para Amar a Filosofia \u00e9 o \u00fanico t\u00edtulo dispon\u00edvel.\u00a0 [2] Em 2002, a UNESCO proclamou a celebra\u00e7\u00e3o do DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA, em todo o mundo, na terceira quinta-feira do m\u00eas de novembro. [3] Cambiano, G. (2020). Sete raz\u00f5es para amar a Filosofia. 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