{"id":2785722,"date":"2023-11-15T09:00:00","date_gmt":"2023-11-15T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2785722.html"},"modified":"2026-05-13T13:57:06","modified_gmt":"2026-05-13T13:57:06","slug":"configurar-as-bibliotecas-para-serem-o-melhor-espaco-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2785722","title":{"rendered":"Configurar as bibliotecas para serem o melhor espa\u00e7o na escola"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-11-15.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22564388_SHDNr.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Demos uma espreitadela a bibliotecas escolares por toda a Am\u00e9rica para ver de que forma os bibliotec\u00e1rios est\u00e3o a reestruturar o espa\u00e7o para apoiar o crescimento social, emocional e criativo dos alunos, dando ao mesmo tempo prioridade a excelentes leituras.<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Todos os dias, mais de 500 alunos visitam a biblioteca da Campbell High School em Smyrna, Ge\u00f3rgia &#8211; muitas vezes antes do in\u00edcio do dia escolar ou durante o per\u00edodo de almo\u00e7o. Por outras palavras, os alunos optam por passar &#8220;o pouco tempo n\u00e3o estruturado que t\u00eam&#8221; na biblioteca, diz Andy Spinks, um dos dois especialistas em bibliotecas da escola.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A biblioteca recentemente renovada &#8211; agora conhecida como <strong>Learning Commons<\/strong> &#8211; \u00e9 um <strong>centro polivalente espa\u00e7oso e luminoso<\/strong> dentro da escola. H\u00e1 <strong>mesas de caf\u00e9<\/strong> onde as crian\u00e7as podem trabalhar em conjunto; <strong>assentos confort\u00e1veis e flex\u00edveis<\/strong>; um <strong>espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o<\/strong> onde os alunos podem explorar atividades como costura e joalharia; um <strong>est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o<\/strong> de \u00e1udio; e um est\u00fadio de produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo onde as crian\u00e7as podem criar TikToks ou v\u00eddeos do YouTube utilizando os seus telem\u00f3veis ou computadores port\u00e1teis fornecidos pela escola. Est\u00e1 muito longe do espa\u00e7o que costumava ser (uma folha de presen\u00e7as de 2008 registou apenas 21 alunos a entrar na biblioteca num dia).<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um local onde os alunos se juntam, interagem e constroem uma comunidade&#8221;, afirma Spinks. Ou\u00e7o frequentemente os adultos queixarem-se de que os adolescentes est\u00e3o &#8220;sempre a olhar para o telem\u00f3vel&#8221; e n\u00e3o conseguem interagir com as pessoas cara a cara, mas n\u00e3o \u00e9 isso que vejo. Vejo-os a conversar, a trabalhar em projetos de grupo, a jogar xadrez e Uno e a exercitar a sua criatividade de forma colaborativa. At\u00e9 o tempo que passam no ecr\u00e3 &#8211; a jogar jogos de v\u00eddeo, a fazer v\u00eddeos e a gravar m\u00fasica &#8211; \u00e9 colaborativo&#8221;.<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>Spinks e outros bibliotec\u00e1rios com ideias semelhantes em toda a Am\u00e9rica est\u00e3o a transformar as bibliotecas escolares de reposit\u00f3rios silenciosos e s\u00f3brios de conhecimento em <strong>espa\u00e7os vibrantes<\/strong> que acolhem as crian\u00e7as e encorajam &#8220;a explora\u00e7\u00e3o, a cria\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o&#8221;, <a href=\"https:\/\/www.edutopia.org\/blog\/21st-century-libraries-learning-commons-beth-holland\">escreve a investigadora e antiga professora Beth Holland<\/a>. Atrav\u00e9s de uma planifica\u00e7\u00e3o cuidadosa e com a ajuda do contributo dos alunos, a biblioteca da Escola Secund\u00e1ria Campbell, e outras semelhantes, oferecem um <strong>ref\u00fagio<\/strong> indispens\u00e1vel para escapar \u00e0 agita\u00e7\u00e3o do dia a dia, servindo de n\u00facleo de apoio a todo o tipo de necessidades sociais, emocionais e criativas &#8211; ao mesmo tempo que proporcionam acesso a bons livros.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para termos uma ideia de como as escolas est\u00e3o a repensar as bibliotecas, fal\u00e1mos com bibliotec\u00e1rios e especialistas em bibliotecas de todo o pa\u00eds sobre as <strong>solu\u00e7\u00f5es criativas<\/strong> que est\u00e3o a utilizar para transformarem as bibliotecas nos <strong>melhores locais para estar na escola<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Colocando as crian\u00e7as no centro<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na A. P. Giannini Middle School em S\u00e3o Francisco, quase metade dos livros trazidos para a cole\u00e7\u00e3o da escola prov\u00eam de pedidos dos alunos, diz a professora bibliotec\u00e1ria Shannon Engelbrecht. Se um mi\u00fado chega e pergunta: &#8220;Tem este livro?&#8221; e eu respondo: &#8220;N\u00e3o tenho; preencha a folha de requisi\u00e7\u00e3o&#8221;, recebemo-lo numa semana atrav\u00e9s do sistema de encomendas r\u00e1pidas&#8221;. O mesmo acontece com o espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o, maioritariamente abastecido com artigos que os mi\u00fados pedem, comprados a partir de um or\u00e7amento fornecido pela Associa\u00e7\u00e3o de Pais.<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p>&#8220;Vou ao Dollar Tree e vejo se t\u00eam m\u00e1quinas de fazer pompons para que o que temos no centro de cria\u00e7\u00e3o seja o que os alunos pediram&#8221;, diz Engelbrecht. Assim, \u00e9 muito mais prov\u00e1vel que queiram ler um livro ou recomend\u00e1-lo aos amigos e dizer: &#8220;Escolhi este livro para a biblioteca. Devias experimentar&#8221;. Ou &#8216;J\u00e1 experimentaste uma m\u00e1quina de fazer pompons?'&#8221;.<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>Depois de ter conclu\u00eddo uma avalia\u00e7\u00e3o das necessidades dos alunos, o bibliotec\u00e1rio Christopher Stewart, de Washington, D.C., come\u00e7ou a fazer <strong>pequenas altera\u00e7\u00f5es<\/strong> na biblioteca da escola, exibindo, por exemplo, tecidos e arte relacionados com as <strong>v\u00e1rias culturas<\/strong> dos alunos. &#8220;Quero que eles fa\u00e7am parte dela&#8221;, diz Stewart. &#8220;Encomendar tecido afro-americano [para expor nos moldes de vestu\u00e1rio], encomendar arte do M\u00e9xico que represente os alunos. N\u00e3o basta ter uma cole\u00e7\u00e3o de livros que seja representativa. Queria garantir que os alunos se vissem n\u00e3o s\u00f3 nas p\u00e1ginas dos livros, mas tamb\u00e9m no mobili\u00e1rio e na arte.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Stewart tamb\u00e9m contrata estudantes para agirem como &#8220;embaixadores da marca da biblioteca&#8221;, funcionando como uma esp\u00e9cie de painel de pesquisa de mercado com informa\u00e7\u00f5es sobre a cole\u00e7\u00e3o de livros da biblioteca, tipos de programa\u00e7\u00e3o que gostariam de ver e sele\u00e7\u00f5es para o clube de leitura, entre outras coisas. &#8220;\u00c9 bonito porque eles s\u00e3o os ouvidos dos seus pares&#8221;, diz. &#8220;Est\u00e1 a mostrar intencionalidade da parte da biblioteca. Porque n\u00e3o quero dar-vos o que acho que devem ter; quero dar-vos <strong>o que querem e precisam<\/strong>.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Reestrutura\u00e7\u00e3o para a criatividade e at\u00e9 algum barulho<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>As bibliotecas do Herricks Union Free School District em Long Island, Nova Iorque, nem sempre s\u00e3o silenciosas &#8211; e isso \u00e9 intencional, diz Michael Imondi, diretor de <em>ELA, Leitura e Servi\u00e7os de Biblioteca<\/em> do ensino b\u00e1sico e secund\u00e1rio. Os dias de sussurros entre as prateleiras j\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o e quando o distrito decidiu renovar as suas bibliotecas, as prioridades de <em>design<\/em> centraram-se nos quatro Cs &#8211; <strong>comunica\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o, criatividade e pensamento cr\u00edtico<\/strong>. &#8220;Este n\u00e3o \u00e9 um espa\u00e7o calmo&#8221;, diz ele. &#8220;\u00c9 um espa\u00e7o de <strong>trabalho<\/strong>, um espa\u00e7o de <strong>colabora\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Existem <strong>mesas grandes<\/strong> para incentivar a colabora\u00e7\u00e3o dos alunos, bem como <strong>salas de estudo<\/strong> silenciosas onde as crian\u00e7as podem trabalhar de forma independente. Na biblioteca da escola secund\u00e1ria, <strong>alguns tampos de mesa s\u00e3o quadros brancos<\/strong> nos quais se pode escrever diretamente quando se planificam projetos de grupo ou se tra\u00e7a um mapa de ideias. Um pequeno ajuste no nome &#8211; de biblioteca para <em>Library Learning Suite<\/em> &#8211; ajudou a enfatizar o novo foco. &#8220;As palavras s\u00e3o importantes&#8221;, diz Imondi. Ter a palavra &#8220;aprendizagem&#8221; \u00e9 importante porque \u00e9 isso que est\u00e1 a acontecer agora. Quer venha ler um romance da prateleira ou utilize a nossa impressora 3D para construir algo para a sua aula de ci\u00eancias, \u00e9 um <strong>espa\u00e7o de aprendizagem<\/strong>.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><a href=\"https:\/\/twitter.com\/drmikeimondi\/status\/1588569832437723136?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1588569832437723136%7Ctwgr%5Ea24280889a883e1a8369075d5d54023816a09f9e%7Ctwcon%5Es1_&amp;ref_url=https%3A%2F%2Fwww.edutopia.org%2Farticle%2Fsetting-up-libraries-to-be-the-best-space-in-school%2F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem 1.png\" class=\"editing\" height=\"509\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22564395_Adwz9.png\" style=\"width: 550px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" width=\"550\" \/><\/a><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na biblioteca da Escola Secund\u00e1ria de Campbell, Spinks diz que uma das grandes mudan\u00e7as nos \u00faltimos anos diz respeito ao papel fundamental das bibliotecas como espa\u00e7os &#8220;principalmente preocupados com a informa\u00e7\u00e3o que os alunos recebem&#8221;. Agora, est\u00e3o &#8220;a concentrar-se mais em fazer coisas, produzir informa\u00e7\u00e3o e meios de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;. Uma dessas \u00e1reas \u00e9 a das artes criativas: Spinks ficou surpreendido com o talento que os estudantes demonstraram nos est\u00fadios de \u00e1udio e produ\u00e7\u00e3o da biblioteca.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;Estes mi\u00fados s\u00e3o t\u00e3o talentosos, t\u00e3o criativos&#8221;, diz Spinks. Inicialmente, pensou que o est\u00fadio poderia n\u00e3o ser muito utilizado durante o dia de escola, porque os alunos precisariam de uma ou duas horas para fazer qualquer coisa. Mas eles continuam a surpreend\u00ea-lo com o que s\u00e3o capazes de fazer em curtos per\u00edodos de tempo: &#8220;Eles chegam e, durante um bloco de almo\u00e7o de 25 minutos, podem carregar a m\u00fasica, fazer um v\u00eddeo e ter algo para partilhar com os amigos.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Bibliotecas onde as crian\u00e7as descontraem<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Depois de se aperceber de que os alunos precisavam de um &#8220;espa\u00e7o que fosse s\u00f3 deles&#8221; onde pudessem processar as suas emo\u00e7\u00f5es em seguran\u00e7a, Stewart criou uma sala de paz, amor e medita\u00e7\u00e3o dentro da biblioteca. &#8220;\u00c9 o centro&#8221;, diz ele. &#8220;Um lugar para n\u00e3o se sentirem julgados, para sentirem muito amor e para se sentirem aconchegados.&#8221; Uma pausa bem-vinda e necess\u00e1ria do stress do mundo exterior, com m\u00fasica relaxante e uma fonte de \u00e1gua, tamb\u00e9m funciona como um local para sess\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o para a justi\u00e7a, bem como uma sala aberta que os conselheiros e terapeutas utilizam para atender \u00e0s necessidades da comunidade escolar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Criar uma zona <strong>livre de preconceitos<\/strong> no interior da biblioteca \u00e9 tamb\u00e9m uma prioridade para Engelbrecht. Precisa de utilizar um dos computadores de secret\u00e1ria para terminar os trabalhos de casa antes da aula? Isso n\u00e3o \u00e9 um problema. Est\u00e1 a ter dificuldade em manter os olhos abertos? A Engelbrecht n\u00e3o se importa que os alunos adorme\u00e7am ocasionalmente no <strong>grande sof\u00e1 em forma de U<\/strong> no centro da sala &#8211; tem capacidade para cerca de sete crian\u00e7as sentadas, e ela n\u00e3o lhe diz para manter os p\u00e9s no ch\u00e3o. &#8220;Nunca se pode fazer isso na escola porque n\u00e3o \u00e9 suposto p\u00f4r os p\u00e9s em cima da mob\u00edlia&#8221;, diz ela. &#8220;Mas n\u00f3s temos tr\u00eas pe\u00e7as de mobili\u00e1rio especificamente para p\u00f4r os p\u00e9s em cima&#8221;.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ainda assim, livre de preconceitos n\u00e3o significa sem regras, diz ela. Engelbrecht vai a todas as turmas de ingl\u00eas uma vez por m\u00eas e d\u00e1 diferentes li\u00e7\u00f5es sobre <em>media<\/em>, tecnologia, literacia digital e cidadania. O seu lema \u00e9 &#8220;Assumir a melhor inten\u00e7\u00e3o, equidade de espa\u00e7o, cora\u00e7\u00e3o bondoso&#8221;. As conversas que tem com os alunos sobre tudo, desde o cyberbullying a como reagir quando algu\u00e9m nos faz sentir desconfort\u00e1veis, s\u00e3o cruciais para criar rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a e estabelecer a biblioteca como um <strong>porto seguro<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Entretanto, nos estados onde as proibi\u00e7\u00f5es de livros est\u00e3o em vigor, fal\u00e1mos com bibliotec\u00e1rios que est\u00e3o a encontrar formas de manter os seus <strong>espa\u00e7os acolhedores e inclusivos<\/strong> &#8211; atrav\u00e9s, por exemplo, de exposi\u00e7\u00f5es de livros que real\u00e7am <strong>diferentes culturas, valores e identidades<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p>&#8220;Todas as crian\u00e7as merecem ir \u00e0 biblioteca e encontrar um livro com algu\u00e9m que se pare\u00e7a com elas, ou que aja como elas, ou que tenha alguma semelhan\u00e7a com elas&#8221;, diz Jamie Gregory, bibliotec\u00e1ria numa escola privada na Carolina do Sul. &#8220;Penso que \u00e9 importante que a <strong>cole\u00e7\u00e3o<\/strong> da nossa biblioteca <strong>reflita a nossa comunidade<\/strong>, mas deve continuar a ser <strong>diversificada<\/strong>, para que os alunos possam aprender que n\u00e3o h\u00e1 pessoas de quem devam ter medo ou que os querem apanhar. Todos os tipos de comunidades merecem uma representa\u00e7\u00e3o justa&#8221;.<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;A literatura \u00e9 a prioridade. A cole\u00e7\u00e3o de livros impressos e eletr\u00f3nicos \u00e9 a prioridade&#8221;, afirma Boyd. &#8220;A segunda prioridade \u00e9 o acesso \u00e0 tecnologia, para que os alunos estejam em igualdade de circunst\u00e2ncias com outros alunos de todo o distrito e de todo o pa\u00eds. Quero certificar-me de que as crian\u00e7as t\u00eam um acesso claro aos materiais, para que possam aprender e descobrir a independ\u00eancia, e n\u00e3o apenas atrav\u00e9s de uma tarefa na sala de aula.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/twitter.com\/Boss_Librarian\/status\/1612872213618909185?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1612872213618909185%7Ctwgr%5E3ead5fbf8fe4e68b75d5abbd86232777a92ce0e3%7Ctwcon%5Es1_&amp;ref_url=https%3A%2F%2Fwww.edutopia.org%2Farticle%2Fsetting-up-libraries-to-be-the-best-space-in-school%2F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem2.png\" class=\"\" height=\"720\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22564397_3vJtZ.png\" style=\"width: 512px; padding: 10px 10px;\" width=\"512\" \/><\/a><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Manter um olhar atento sobre os livros para que sejam relevantes, interessantes e populares continua a ser uma prioridade para todos os bibliotec\u00e1rios com quem fal\u00e1mos. Apesar de reduzir frequentemente a cole\u00e7\u00e3o, nenhum livro \u00e9 desperdi\u00e7ado na biblioteca da escola secund\u00e1ria de Stacy Nockowitz em Columbus, Ohio. Tudo o que \u00e9 eliminado \u00e9 oferecido aos alunos como parte de uma oferta de livros. A oferta deste ano deveria ter durado uma semana, mas as provis\u00f5es s\u00f3 duraram dois dias porque os mi\u00fados &#8220;ficaram loucos pelos livros&#8221;, diz ela. H\u00e1 alguns anos, falou-se muito sobre &#8220;Ser\u00e1 que as bibliotecas v\u00e3o deixar de ter livros? V\u00e3o passar a ser totalmente digitais? Esse tipo de coisas. Tom\u00e1mos uma decis\u00e3o muito consciente de n\u00e3o o fazer. Nunca pens\u00e1mos nisso, porque os nossos filhos adoram ter livros f\u00edsicos nas m\u00e3os.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>O texto deste artigo foi traduzido com a autoriza\u00e7\u00e3o da Edutopia:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Tutt, P. (2023, 8 de agosto). Setting Up Libraries to Be the Best Space in School. <em>Edutopia<\/em>. <a href=\"https:\/\/www.edutopia.org\/article\/setting-up-libraries-to-be-the-best-space-in-school\">https:\/\/www.edutopia.org\/article\/setting-up-libraries-to-be-the-best-space-in-school<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Sobre Paige Tutt<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Sou uma jornalista sediada em Nova Iorque que se tornou editora, designer de bolos personalizados, diretora de redes sociais\/comunica\u00e7\u00f5es e que voltou a ser jornalista.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Tenho um mestrado do Emerson College em Escrita, Literatura e Edi\u00e7\u00e3o, com especializa\u00e7\u00e3o em Edi\u00e7\u00e3o de Revistas Online. Obtive o meu bacharelato na Universidade de Binghamton em Ingl\u00eas, Literatura Geral e Ret\u00f3rica.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">As quest\u00f5es da diversidade, equidade, interseccionalidade e inclus\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o-me extremamente caras e pr\u00f3ximas. Estou empenhada em tornar vis\u00edveis os desafios que os estudantes das comunidades marginalizadas &#8211; especialmente as crian\u00e7as negras &#8211; enfrentam diariamente, criando e participando no discurso e, em \u00faltima an\u00e1lise, trabalhando para erradicar estas quest\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Nota:\u00a0\u00a9\u00a0Excecionalmente, por se tratar de uma tradu\u00e7\u00e3o que careceu de autoriza\u00e7\u00e3o, este trabalho tem todos os direitos reservados.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Demos uma espreitadela a bibliotecas escolares por toda a Am\u00e9rica para ver de que forma os bibliotec\u00e1rios est\u00e3o a reestruturar o espa\u00e7o para apoiar o crescimento social, emocional e criativo dos alunos, dando ao mesmo tempo prioridade a excelentes leituras. Todos os dias, mais de 500 alunos visitam a biblioteca da Campbell High School em Smyrna, Ge\u00f3rgia &#8211; muitas vezes antes do in\u00edcio do dia escolar ou durante o per\u00edodo de almo\u00e7o. Por outras palavras, os alunos optam por passar &#8220;o pouco tempo n\u00e3o estruturado que t\u00eam&#8221; na biblioteca, diz Andy Spinks, um dos dois especialistas em bibliotecas da escola. A biblioteca recentemente renovada &#8211; agora conhecida como Learning Commons &#8211; \u00e9 um centro polivalente espa\u00e7oso e luminoso dentro da escola. H\u00e1 mesas de caf\u00e9 onde as crian\u00e7as podem trabalhar em conjunto; assentos confort\u00e1veis e flex\u00edveis; um espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o onde os alunos podem explorar atividades como costura e joalharia; um est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de \u00e1udio; e um est\u00fadio de produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo onde as crian\u00e7as podem criar TikToks ou v\u00eddeos do YouTube utilizando os seus telem\u00f3veis ou computadores port\u00e1teis fornecidos pela escola. Est\u00e1 muito longe do espa\u00e7o que costumava ser (uma folha de presen\u00e7as de 2008 registou apenas 21 alunos a entrar na biblioteca num dia). &#8220;\u00c9 um local onde os alunos se juntam, interagem e constroem uma comunidade&#8221;, afirma Spinks. Ou\u00e7o frequentemente os adultos queixarem-se de que os adolescentes est\u00e3o &#8220;sempre a olhar para o telem\u00f3vel&#8221; e n\u00e3o conseguem interagir com as pessoas cara a cara, mas n\u00e3o \u00e9 isso que vejo. Vejo-os a conversar, a trabalhar em projetos de grupo, a jogar xadrez e Uno e a exercitar a sua criatividade de forma colaborativa. At\u00e9 o tempo que passam no ecr\u00e3 &#8211; a jogar jogos de v\u00eddeo, a fazer v\u00eddeos e a gravar m\u00fasica &#8211; \u00e9 colaborativo&#8221;. Spinks e outros bibliotec\u00e1rios com ideias semelhantes em toda a Am\u00e9rica est\u00e3o a transformar as bibliotecas escolares de reposit\u00f3rios silenciosos e s\u00f3brios de conhecimento em espa\u00e7os vibrantes que acolhem as crian\u00e7as e encorajam &#8220;a explora\u00e7\u00e3o, a cria\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o&#8221;, escreve a investigadora e antiga professora Beth Holland. Atrav\u00e9s de uma planifica\u00e7\u00e3o cuidadosa e com a ajuda do contributo dos alunos, a biblioteca da Escola Secund\u00e1ria Campbell, e outras semelhantes, oferecem um ref\u00fagio indispens\u00e1vel para escapar \u00e0 agita\u00e7\u00e3o do dia a dia, servindo de n\u00facleo de apoio a todo o tipo de necessidades sociais, emocionais e criativas &#8211; ao mesmo tempo que proporcionam acesso a bons livros. Para termos uma ideia de como as escolas est\u00e3o a repensar as bibliotecas, fal\u00e1mos com bibliotec\u00e1rios e especialistas em bibliotecas de todo o pa\u00eds sobre as solu\u00e7\u00f5es criativas que est\u00e3o a utilizar para transformarem as bibliotecas nos melhores locais para estar na escola. Colocando as crian\u00e7as no centro Na A. P. Giannini Middle School em S\u00e3o Francisco, quase metade dos livros trazidos para a cole\u00e7\u00e3o da escola prov\u00eam de pedidos dos alunos, diz a professora bibliotec\u00e1ria Shannon Engelbrecht. Se um mi\u00fado chega e pergunta: &#8220;Tem este livro?&#8221; e eu respondo: &#8220;N\u00e3o tenho; preencha a folha de requisi\u00e7\u00e3o&#8221;, recebemo-lo numa semana atrav\u00e9s do sistema de encomendas r\u00e1pidas&#8221;. O mesmo acontece com o espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o, maioritariamente abastecido com artigos que os mi\u00fados pedem, comprados a partir de um or\u00e7amento fornecido pela Associa\u00e7\u00e3o de Pais. &#8220;Vou ao Dollar Tree e vejo se t\u00eam m\u00e1quinas de fazer pompons para que o que temos no centro de cria\u00e7\u00e3o seja o que os alunos pediram&#8221;, diz Engelbrecht. Assim, \u00e9 muito mais prov\u00e1vel que queiram ler um livro ou recomend\u00e1-lo aos amigos e dizer: &#8220;Escolhi este livro para a biblioteca. Devias experimentar&#8221;. Ou &#8216;J\u00e1 experimentaste uma m\u00e1quina de fazer pompons?&#8217;&#8221;. Depois de ter conclu\u00eddo uma avalia\u00e7\u00e3o das necessidades dos alunos, o bibliotec\u00e1rio Christopher Stewart, de Washington, D.C., come\u00e7ou a fazer pequenas altera\u00e7\u00f5es na biblioteca da escola, exibindo, por exemplo, tecidos e arte relacionados com as v\u00e1rias culturas dos alunos. &#8220;Quero que eles fa\u00e7am parte dela&#8221;, diz Stewart. &#8220;Encomendar tecido afro-americano [para expor nos moldes de vestu\u00e1rio], encomendar arte do M\u00e9xico que represente os alunos. N\u00e3o basta ter uma cole\u00e7\u00e3o de livros que seja representativa. Queria garantir que os alunos se vissem n\u00e3o s\u00f3 nas p\u00e1ginas dos livros, mas tamb\u00e9m no mobili\u00e1rio e na arte.&#8221; Stewart tamb\u00e9m contrata estudantes para agirem como &#8220;embaixadores da marca da biblioteca&#8221;, funcionando como uma esp\u00e9cie de painel de pesquisa de mercado com informa\u00e7\u00f5es sobre a cole\u00e7\u00e3o de livros da biblioteca, tipos de programa\u00e7\u00e3o que gostariam de ver e sele\u00e7\u00f5es para o clube de leitura, entre outras coisas. &#8220;\u00c9 bonito porque eles s\u00e3o os ouvidos dos seus pares&#8221;, diz. &#8220;Est\u00e1 a mostrar intencionalidade da parte da biblioteca. Porque n\u00e3o quero dar-vos o que acho que devem ter; quero dar-vos o que querem e precisam.&#8221; Reestrutura\u00e7\u00e3o para a criatividade e at\u00e9 algum barulho As bibliotecas do Herricks Union Free School District em Long Island, Nova Iorque, nem sempre s\u00e3o silenciosas &#8211; e isso \u00e9 intencional, diz Michael Imondi, diretor de ELA, Leitura e Servi\u00e7os de Biblioteca do ensino b\u00e1sico e secund\u00e1rio. Os dias de sussurros entre as prateleiras j\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o e quando o distrito decidiu renovar as suas bibliotecas, as prioridades de design centraram-se nos quatro Cs &#8211; comunica\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o, criatividade e pensamento cr\u00edtico. &#8220;Este n\u00e3o \u00e9 um espa\u00e7o calmo&#8221;, diz ele. &#8220;\u00c9 um espa\u00e7o de trabalho, um espa\u00e7o de colabora\u00e7\u00e3o&#8220;. Existem mesas grandes para incentivar a colabora\u00e7\u00e3o dos alunos, bem como salas de estudo silenciosas onde as crian\u00e7as podem trabalhar de forma independente. Na biblioteca da escola secund\u00e1ria, alguns tampos de mesa s\u00e3o quadros brancos nos quais se pode escrever diretamente quando se planificam projetos de grupo ou se tra\u00e7a um mapa de ideias. Um pequeno ajuste no nome &#8211; de biblioteca para Library Learning Suite &#8211; ajudou a enfatizar o novo foco. &#8220;As palavras s\u00e3o importantes&#8221;, diz Imondi. Ter a palavra &#8220;aprendizagem&#8221; \u00e9 importante porque \u00e9 isso que est\u00e1 a acontecer agora. Quer venha ler um romance da prateleira ou utilize a nossa impressora 3D para construir algo para a sua aula de ci\u00eancias, \u00e9 um espa\u00e7o de aprendizagem.&#8221; Na biblioteca da Escola Secund\u00e1ria de Campbell, Spinks diz que uma das grandes mudan\u00e7as nos \u00faltimos anos diz respeito ao papel fundamental das bibliotecas como espa\u00e7os &#8220;principalmente preocupados com a informa\u00e7\u00e3o que os alunos recebem&#8221;. Agora, est\u00e3o &#8220;a concentrar-se mais em fazer coisas, produzir informa\u00e7\u00e3o e meios de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;. Uma dessas \u00e1reas \u00e9 a das artes criativas: Spinks ficou surpreendido com o talento que os estudantes demonstraram nos est\u00fadios de \u00e1udio e produ\u00e7\u00e3o da biblioteca. &#8220;Estes mi\u00fados s\u00e3o t\u00e3o talentosos, t\u00e3o criativos&#8221;, diz Spinks. Inicialmente, pensou que o est\u00fadio poderia n\u00e3o ser muito utilizado durante o dia de escola, porque os alunos precisariam de uma ou duas horas para fazer qualquer coisa. Mas eles continuam a surpreend\u00ea-lo com o que s\u00e3o capazes de fazer em curtos per\u00edodos de tempo: &#8220;Eles chegam e, durante um bloco de almo\u00e7o de 25 minutos, podem carregar a m\u00fasica, fazer um v\u00eddeo e ter algo para partilhar com os amigos.&#8221; Bibliotecas onde as crian\u00e7as descontraem Depois de se aperceber de que os alunos precisavam de um &#8220;espa\u00e7o que fosse s\u00f3 deles&#8221; onde pudessem processar as suas emo\u00e7\u00f5es em seguran\u00e7a, Stewart criou uma sala de paz, amor e medita\u00e7\u00e3o dentro da biblioteca. &#8220;\u00c9 o centro&#8221;, diz ele. &#8220;Um lugar para n\u00e3o se sentirem julgados, para sentirem muito amor e para se sentirem aconchegados.&#8221; Uma pausa bem-vinda e necess\u00e1ria do stress do mundo exterior, com m\u00fasica relaxante e uma fonte de \u00e1gua, tamb\u00e9m funciona como um local para sess\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o para a justi\u00e7a, bem como uma sala aberta que os conselheiros e terapeutas utilizam para atender \u00e0s necessidades da comunidade escolar. Criar uma zona livre de preconceitos no interior da biblioteca \u00e9 tamb\u00e9m uma prioridade para Engelbrecht. Precisa de utilizar um dos computadores de secret\u00e1ria para terminar os trabalhos de casa antes da aula? Isso n\u00e3o \u00e9 um problema. Est\u00e1 a ter dificuldade em manter os olhos abertos? A Engelbrecht n\u00e3o se importa que os alunos adorme\u00e7am ocasionalmente no grande sof\u00e1 em forma de U no centro da sala &#8211; tem capacidade para cerca de sete crian\u00e7as sentadas, e ela n\u00e3o lhe diz para manter os p\u00e9s no ch\u00e3o. &#8220;Nunca se pode fazer isso na escola porque n\u00e3o \u00e9 suposto p\u00f4r os p\u00e9s em cima da mob\u00edlia&#8221;, diz ela. &#8220;Mas n\u00f3s temos tr\u00eas pe\u00e7as de mobili\u00e1rio especificamente para p\u00f4r os p\u00e9s em cima&#8221;. Ainda assim, livre de preconceitos n\u00e3o significa sem regras, diz ela. Engelbrecht vai a todas as turmas de ingl\u00eas uma vez por m\u00eas e d\u00e1 diferentes li\u00e7\u00f5es sobre media, tecnologia, literacia digital e cidadania. O seu lema \u00e9 &#8220;Assumir a melhor inten\u00e7\u00e3o, equidade de espa\u00e7o, cora\u00e7\u00e3o bondoso&#8221;. As conversas que tem com os alunos sobre tudo, desde o cyberbullying a como reagir quando algu\u00e9m nos faz sentir desconfort\u00e1veis, s\u00e3o cruciais para criar rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a e estabelecer a biblioteca como um porto seguro. Entretanto, nos estados onde as proibi\u00e7\u00f5es de livros est\u00e3o em vigor, fal\u00e1mos com bibliotec\u00e1rios que est\u00e3o a encontrar formas de manter os seus espa\u00e7os acolhedores e inclusivos &#8211; atrav\u00e9s, por exemplo, de exposi\u00e7\u00f5es de livros que real\u00e7am diferentes culturas, valores e identidades. &#8220;Todas as crian\u00e7as merecem ir \u00e0 biblioteca e encontrar um livro com algu\u00e9m que se pare\u00e7a com elas, ou que aja como elas, ou que tenha alguma semelhan\u00e7a com elas&#8221;, diz Jamie Gregory, bibliotec\u00e1ria numa escola privada na Carolina do Sul. &#8220;Penso que \u00e9 importante que a cole\u00e7\u00e3o da nossa biblioteca reflita a nossa comunidade, mas deve continuar a ser diversificada, para que os alunos possam aprender que n\u00e3o h\u00e1 pessoas de quem devam ter medo ou que os querem apanhar. Todos os tipos de comunidades merecem uma representa\u00e7\u00e3o justa&#8221;. &#8220;A literatura \u00e9 a prioridade. A cole\u00e7\u00e3o de livros impressos e eletr\u00f3nicos \u00e9 a prioridade&#8221;, afirma Boyd. &#8220;A segunda prioridade \u00e9 o acesso \u00e0 tecnologia, para que os alunos estejam em igualdade de circunst\u00e2ncias com outros alunos de todo o distrito e de todo o pa\u00eds. Quero certificar-me de que as crian\u00e7as t\u00eam um acesso claro aos materiais, para que possam aprender e descobrir a independ\u00eancia, e n\u00e3o apenas atrav\u00e9s de uma tarefa na sala de aula.&#8221; Manter um olhar atento sobre os livros para que sejam relevantes, interessantes e populares continua a ser uma prioridade para todos os bibliotec\u00e1rios com quem fal\u00e1mos. Apesar de reduzir frequentemente a cole\u00e7\u00e3o, nenhum livro \u00e9 desperdi\u00e7ado na biblioteca da escola secund\u00e1ria de Stacy Nockowitz em Columbus, Ohio. Tudo o que \u00e9 eliminado \u00e9 oferecido aos alunos como parte de uma oferta de livros. A oferta deste ano deveria ter durado uma semana, mas as provis\u00f5es s\u00f3 duraram dois dias porque os mi\u00fados &#8220;ficaram loucos pelos livros&#8221;, diz ela. H\u00e1 alguns anos, falou-se muito sobre &#8220;Ser\u00e1 que as bibliotecas v\u00e3o deixar de ter livros? V\u00e3o passar a ser totalmente digitais? Esse tipo de coisas. Tom\u00e1mos uma decis\u00e3o muito consciente de n\u00e3o o fazer. Nunca pens\u00e1mos nisso, porque os nossos filhos adoram ter livros f\u00edsicos nas m\u00e3os.&#8221; O texto deste artigo foi traduzido com a autoriza\u00e7\u00e3o da Edutopia: Tutt, P. (2023, 8 de agosto). Setting Up Libraries to Be the Best Space in School. Edutopia. https:\/\/www.edutopia.org\/article\/setting-up-libraries-to-be-the-best-space-in-school Sobre Paige Tutt Sou uma jornalista sediada em Nova Iorque que se tornou editora, designer de bolos personalizados, diretora de redes sociais\/comunica\u00e7\u00f5es e que voltou a ser jornalista. Tenho um mestrado do Emerson College em Escrita, Literatura e Edi\u00e7\u00e3o, com especializa\u00e7\u00e3o em Edi\u00e7\u00e3o de Revistas Online. Obtive o meu bacharelato na Universidade de Binghamton em Ingl\u00eas, Literatura Geral e Ret\u00f3rica. As quest\u00f5es da diversidade, equidade, interseccionalidade e inclus\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o-me extremamente caras e pr\u00f3ximas. Estou empenhada em tornar vis\u00edveis os desafios que os estudantes das comunidades marginalizadas &#8211; especialmente as crian\u00e7as negras &#8211; enfrentam diariamente, criando e participando no discurso e, em \u00faltima an\u00e1lise, trabalhando para erradicar estas quest\u00f5es. Nota:\u00a0\u00a9\u00a0Excecionalmente, por se tratar de uma tradu\u00e7\u00e3o que careceu de autoriza\u00e7\u00e3o, este trabalho tem todos os direitos reservados.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[115,24,92],"tags":[],"class_list":["post-2785722","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bibliotecas-escolares","category-edutopia","category-espaco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2785722","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2785722"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2785722\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3086288,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2785722\/revisions\/3086288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2785722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2785722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2785722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}