{"id":2782628,"date":"2023-11-07T09:00:00","date_gmt":"2023-11-07T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2782628.html"},"modified":"2026-05-13T13:57:55","modified_gmt":"2026-05-13T13:57:55","slug":"discordia-uma-leitura-atual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2782628","title":{"rendered":"Disc\u00f3rdia &#8211; uma leitura atual"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-11-07.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22561322_TOjvN.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para muitos a democracia grega foi um marco da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, mas foi igualmente relevante para a filosofia, despertando o esp\u00edrito cr\u00edtico, o questionamento, a problematiza\u00e7\u00e3o e o confronto de ideias.\u00a0 Atualmente, a diverg\u00eancia de opini\u00f5es est\u00e1 a ultrapassar os limites do saud\u00e1vel dando lugar ao conflito, ao mau estar, aos confrontos e problemas. Ganhar\u00e1 quem gritar mais alto? Conseguiremos escutar o outro? Qual o valor do di\u00e1logo?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Vivemos momentos turbulentos, o ru\u00eddo n\u00e3o nos deixa escutar o outro. Cada um quer ouvir a sua voz. Uma voz alta. Bem alta. Por vezes, ensurdecedora, com que cada um grita mais alto. Conseguiremos dialogar? Conseguiremos entender os pontos de vista dos outros? Teremos liberdade para duvidar? Estaremos esquecidos de que o debate de ideias amplia horizontes e saberes? Ser\u00e1 que nos entendemos aos gritos?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Afinal, porque discordamos? Discordar ser\u00e1 t\u00e3o importante quanto concordar? A leitura de <strong><em>Disc\u00f3rdia <\/em><\/strong>ajuda-nos a refletir sobre a polariza\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o e a necessidade de encontrar solu\u00e7\u00f5es, redes de entendimento que torne a vida numa comunidade apraz\u00edvel.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem1.png\" height=\"415\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22561323_rI8Z5.png\" style=\"width: 642px; padding: 10px 10px;\" width=\"642\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A narrativa visual inicia-se nas guardas do livro, onde \u00e9 vis\u00edvel um bal\u00e3o de cor p\u00farpura, a mistura equilibrada, transmitindo a sensa\u00e7\u00e3o de prosperidade e respeito.\u00a0 Quando o bal\u00e3o de cor p\u00farpura conhece o bal\u00e3o laranja, cheio de entusiasmo e energia, tudo se complica. Os dois bal\u00f5es d\u00e3o lugar a um bal\u00e3o bicolor, que cresce desmesuradamente sem que ningu\u00e9m o consiga parar. Onde existia cor instala-se o negro. E agora? O que fazer?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na narrativa, assim como na vida, \u00e9 necess\u00e1rio encontrar novas solu\u00e7\u00f5es, reunir sinergias e descobrir, em conjunto, de forma reflexiva, que cores distintas podem coabitar e encontrar a harmonia. Toler\u00e2ncia, respeito e flexibilidade ganham sentido e tornam-nos mais conscientes da import\u00e2ncia da conviv\u00eancia social.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Imagem 2.jpeg\" height=\"332\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22561324_Jb4qG.jpeg\" style=\"width: 496px; padding: 10px;\" width=\"320\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>No final, a esperan\u00e7a invade-nos rompendo com a negritude dos dias, algu\u00e9m recorda que discordar faz parte da vida e que poder\u00e1 ser ben\u00e9fico e construtivo.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este livro nasceu de um trabalho do curso de ilustra\u00e7\u00e3o, lecionado em 2019 por Catarina Sobral e Tiago Guerreiro, com a orienta\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Letria, editor do Pato\u00a0L\u00f3gico.\u00a0Um dos exerc\u00edcios do curso era, precisamente, a cria\u00e7\u00e3o de uma narrativa visual para a cole\u00e7\u00e3o &#8211; Imagens Que Contam &#8211; livros silenciosos, apenas com uma palavra, a do t\u00edtulo, contribuindo desta forma para uma narrativa poderosa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nani Brunini nasceu em 1976, em S\u00e3o Paulo. Antes de se mudar para Lisboa, onde vive atualmente, morou em Mannheim, Hels\u00ednquia, Londres e S\u00e3o Francisco. Estudou Artes Pl\u00e1sticas na Universidade de S\u00e3o Paulo e Design Industrial na UFPE no Recife. Fez mestrado em Design Management na Universidade de Cambridge, em Inglaterra. Depois de dez anos a trabalhar com pesquisa e estrat\u00e9gia em design, voltou aos pinc\u00e9is e l\u00e1pis de cor. Em 2020, foi convidada a publicar o seu primeiro livro,\u00a0<em>Disc\u00f3rdia<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para muitos a democracia grega foi um marco da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, mas foi igualmente relevante para a filosofia, despertando o esp\u00edrito cr\u00edtico, o questionamento, a problematiza\u00e7\u00e3o e o confronto de ideias.\u00a0 Atualmente, a diverg\u00eancia de opini\u00f5es est\u00e1 a ultrapassar os limites do saud\u00e1vel dando lugar ao conflito, ao mau estar, aos confrontos e problemas. Ganhar\u00e1 quem gritar mais alto? Conseguiremos escutar o outro? Qual o valor do di\u00e1logo? Vivemos momentos turbulentos, o ru\u00eddo n\u00e3o nos deixa escutar o outro. Cada um quer ouvir a sua voz. Uma voz alta. Bem alta. Por vezes, ensurdecedora, com que cada um grita mais alto. Conseguiremos dialogar? Conseguiremos entender os pontos de vista dos outros? Teremos liberdade para duvidar? Estaremos esquecidos de que o debate de ideias amplia horizontes e saberes? Ser\u00e1 que nos entendemos aos gritos? Afinal, porque discordamos? Discordar ser\u00e1 t\u00e3o importante quanto concordar? A leitura de Disc\u00f3rdia ajuda-nos a refletir sobre a polariza\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o e a necessidade de encontrar solu\u00e7\u00f5es, redes de entendimento que torne a vida numa comunidade apraz\u00edvel. A narrativa visual inicia-se nas guardas do livro, onde \u00e9 vis\u00edvel um bal\u00e3o de cor p\u00farpura, a mistura equilibrada, transmitindo a sensa\u00e7\u00e3o de prosperidade e respeito.\u00a0 Quando o bal\u00e3o de cor p\u00farpura conhece o bal\u00e3o laranja, cheio de entusiasmo e energia, tudo se complica. Os dois bal\u00f5es d\u00e3o lugar a um bal\u00e3o bicolor, que cresce desmesuradamente sem que ningu\u00e9m o consiga parar. Onde existia cor instala-se o negro. E agora? O que fazer? Na narrativa, assim como na vida, \u00e9 necess\u00e1rio encontrar novas solu\u00e7\u00f5es, reunir sinergias e descobrir, em conjunto, de forma reflexiva, que cores distintas podem coabitar e encontrar a harmonia. Toler\u00e2ncia, respeito e flexibilidade ganham sentido e tornam-nos mais conscientes da import\u00e2ncia da conviv\u00eancia social. No final, a esperan\u00e7a invade-nos rompendo com a negritude dos dias, algu\u00e9m recorda que discordar faz parte da vida e que poder\u00e1 ser ben\u00e9fico e construtivo.\u00a0 Este livro nasceu de um trabalho do curso de ilustra\u00e7\u00e3o, lecionado em 2019 por Catarina Sobral e Tiago Guerreiro, com a orienta\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Letria, editor do Pato\u00a0L\u00f3gico.\u00a0Um dos exerc\u00edcios do curso era, precisamente, a cria\u00e7\u00e3o de uma narrativa visual para a cole\u00e7\u00e3o &#8211; Imagens Que Contam &#8211; livros silenciosos, apenas com uma palavra, a do t\u00edtulo, contribuindo desta forma para uma narrativa poderosa. Nani Brunini nasceu em 1976, em S\u00e3o Paulo. Antes de se mudar para Lisboa, onde vive atualmente, morou em Mannheim, Hels\u00ednquia, Londres e S\u00e3o Francisco. Estudou Artes Pl\u00e1sticas na Universidade de S\u00e3o Paulo e Design Industrial na UFPE no Recife. Fez mestrado em Design Management na Universidade de Cambridge, em Inglaterra. Depois de dez anos a trabalhar com pesquisa e estrat\u00e9gia em design, voltou aos pinc\u00e9is e l\u00e1pis de cor. 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