{"id":2781154,"date":"2023-11-03T09:00:00","date_gmt":"2023-11-03T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2781154.html"},"modified":"2026-05-13T13:58:19","modified_gmt":"2026-05-13T13:58:19","slug":"biblioteca-escolar-18-anos-de-desafios-e-aprendizagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2781154","title":{"rendered":"Biblioteca escolar: 18 anos de desafios e aprendizagem"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-11-03.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22562379_GSbYV.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>H\u00e1 precisamente 18 anos, quando a ent\u00e3o Presidente do Conselho Executivo me convidou para desempenhar o cargo de Coordenadora da Biblioteca Escolar no Agrupamento de Escolas de Monchique, aceitei, entusiasmada, sem quaisquer reservas. Era professora de Portugu\u00eas, os livros fascinavam-me, desenvolvia, com os meus alunos, algumas atividades de leitura interessantes e tudo me parecia exequ\u00edvel e motivador. Estava longe de imaginar a odisseia que me aguardava!<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Duas das bibliotecas do agrupamento acabavam de ser integradas na Rede de Bibliotecas Escolares e, mal comecei, percebi imediatamente que o cargo que assumira era muito mais complexo e exigente do que eu julgava. Questionei, ent\u00e3o, a minha decis\u00e3o, mas esmorecer nunca foi uma op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Come\u00e7ou por ser um trabalho f\u00edsico, musculado, de reestrutura\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os e de reorganiza\u00e7\u00e3o do fundo documental. N\u00e3o houve um livro (e eram muitos!) que tivesse ficado no mesmo lugar. As listagens sintetizadas da CDU foram, ent\u00e3o, precios\u00edssimas. D\u00e1vamos, ao mesmo tempo, os primeiros passos nas tarefas de etiquetagem e cataloga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Paralelamente, as ideias fervilhavam e iam surgindo atividades, novas atividades, que procuravam corresponder aos pressupostos dos normativos curriculares e aos interesses e expectativas dos alunos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Surge, entretanto, o Modelo de Avalia\u00e7\u00e3o da Biblioteca Escolar. Que desafio! Por essa altura, a a\u00e7\u00e3o da biblioteca escolar j\u00e1 era reconhecida e valorizada na escola e na comunidade, gra\u00e7as, essencialmente, a um conjunto diversificado de atividades de leitura, que davam corpo ao Projeto aLer+ e que ultrapassavam os limites f\u00edsicos do espa\u00e7o escolar, conquistando adeptos. N\u00e3o obstante, uma aprecia\u00e7\u00e3o detalhada dos fatores cr\u00edticos de sucesso, dos impactos nas aprendizagens e dos n\u00edveis de desempenho de cada dom\u00ednio do MABE fizeram-me perceber que est\u00e1vamos muito aqu\u00e9m de um bom desempenho. Senti-me, ent\u00e3o, numa estrada sinuosa, semeada de obst\u00e1culos e com tantas etapas por cumprir.\u00a0 Adivinhava-se, no entanto, l\u00e1 ao fundo, um mar de oportunidades. O MABE era, inquestionavelmente, um instrumento pedag\u00f3gico de refer\u00eancia e de melhoria cont\u00ednua: orientava, apontava caminhos, incentivava ao trabalho colaborativo, fomentava parcerias, promovia a criatividade, incutia a vontade de fazer mais e melhor.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o referencial \u00abAprender com a Biblioteca Escolar\u00bb se revelou um guia fundamental para o desenvolvimento das literacias da leitura, da informa\u00e7\u00e3o e dos <em>media<\/em>, enfatizando o contributo da biblioteca escolar para a aquisi\u00e7\u00e3o de habilidades essenciais no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Progressivamente, a biblioteca afirmava-se na escola como um polo dinamizador do saber, ao servi\u00e7o da aprendizagem e do desenvolvimento das m\u00faltiplas literacias, com particular destaque para o dom\u00ednio da leitura. Algumas das atividades desenvolvidas eram replicadas noutras escolas e consideradas boas pr\u00e1ticas por entidades externas. Os relat\u00f3rios da IGEC apresentavam considera\u00e7\u00f5es muito favor\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 din\u00e2mica da BE, e os novos professores (que todos os anos chegam \u00e0 escola) estranhavam, no in\u00edcio, mas, paulatinamente, iam-se tornando c\u00famplices, assumiam as propostas como suas e, muitas vezes, elevavam-nas a um patamar surpreendente.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Pessoalmente, tenho de admitir que o cargo de professora bibliotec\u00e1ria me dotou de saberes, compet\u00eancias e capacidades que dificilmente teria adquirido noutras fun\u00e7\u00f5es. O trabalho em rede, quer localmente quer a n\u00edvel nacional, desempenhou um papel crucial na minha capacita\u00e7\u00e3o profissional, proporcionando uma consistente e sistem\u00e1tica partilha de experi\u00eancias, de recursos educativos e de estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas e garantindo o acesso regular a forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua diversificada e de qualidade, antecipando, muitas vezes, os desafios que uma sociedade em constante mudan\u00e7a imp\u00f5e \u00e0 escola. Facultou-me ainda a oportunidade extraordin\u00e1ria de trabalhar colaborativamente com dezenas e dezenas de colegas de diferentes \u00e1reas e departamentos, em prol das aprendizagens, do bem-estar e do sucesso pessoal e escolar dos nossos alunos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por agora, j\u00e1 na reta final do meu percurso profissional, a biblioteca escolar, tal como a conhecemos nos \u00faltimos dezoito anos, est\u00e1 prestes a encerrar portas. A escola vai, finalmente, para obras. \u00c9 tempo de desfazer dossi\u00eas, rasgar pap\u00e9is, esvaziar gavetas e arm\u00e1rios, encaixotar livros\u2026 preparar a sa\u00edda da biblioteca para um espa\u00e7o provis\u00f3rio. As mem\u00f3rias (boas mem\u00f3rias) cruzam-se com o movimento di\u00e1rio de alunos e professores, indiferentes \u00e0 desorganiza\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a. Est\u00e3o certos! Afinal, a biblioteca escolar \u00e9 muito mais do que um espa\u00e7o f\u00edsico. \u00c9, acima de tudo, uma vontade, uma atitude.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ana Paula Gerv\u00e1sio de Almeida,<br \/>Professora bibliotec\u00e1ria no Agrupamento de Escolas de Monchique, desde setembro de 2005.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><span style=\"color: #ff0000;\">____________________________________________________________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"frase.png\" height=\"44\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22559203_7JEAo.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>1. *Qualquer semelhan\u00e7a entre o t\u00edtulo desta rubrica e a obra\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.infopedia.pt\/apoio\/artigos\/$retalhos-da-vida-de-um-medico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span>Retalhos da vida de um m\u00e9dico<\/span><\/a><span>, n\u00e3o \u00e9 pura coincid\u00eancia; \u00e9 uma v\u00e9nia a Fernando Namora.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>2. Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotec\u00e1rios, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, cient\u00edfica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de viv\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>3. Se \u00e9 professor bibliotec\u00e1rio e gostaria de partilhar um \u201cretalho\u201d, poder\u00e1 faz\u00ea-lo, submetendo\u00a0<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSc5afn6N2wiyMUUt2SeWXWWIEDXwf6wwUJafLwjDDmTA6phjw\/viewform\" rel=\"noopener\">este formul\u00e1rio<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 precisamente 18 anos, quando a ent\u00e3o Presidente do Conselho Executivo me convidou para desempenhar o cargo de Coordenadora da Biblioteca Escolar no Agrupamento de Escolas de Monchique, aceitei, entusiasmada, sem quaisquer reservas. Era professora de Portugu\u00eas, os livros fascinavam-me, desenvolvia, com os meus alunos, algumas atividades de leitura interessantes e tudo me parecia exequ\u00edvel e motivador. Estava longe de imaginar a odisseia que me aguardava! Duas das bibliotecas do agrupamento acabavam de ser integradas na Rede de Bibliotecas Escolares e, mal comecei, percebi imediatamente que o cargo que assumira era muito mais complexo e exigente do que eu julgava. Questionei, ent\u00e3o, a minha decis\u00e3o, mas esmorecer nunca foi uma op\u00e7\u00e3o. Come\u00e7ou por ser um trabalho f\u00edsico, musculado, de reestrutura\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os e de reorganiza\u00e7\u00e3o do fundo documental. N\u00e3o houve um livro (e eram muitos!) que tivesse ficado no mesmo lugar. As listagens sintetizadas da CDU foram, ent\u00e3o, precios\u00edssimas. D\u00e1vamos, ao mesmo tempo, os primeiros passos nas tarefas de etiquetagem e cataloga\u00e7\u00e3o. Paralelamente, as ideias fervilhavam e iam surgindo atividades, novas atividades, que procuravam corresponder aos pressupostos dos normativos curriculares e aos interesses e expectativas dos alunos. Surge, entretanto, o Modelo de Avalia\u00e7\u00e3o da Biblioteca Escolar. Que desafio! Por essa altura, a a\u00e7\u00e3o da biblioteca escolar j\u00e1 era reconhecida e valorizada na escola e na comunidade, gra\u00e7as, essencialmente, a um conjunto diversificado de atividades de leitura, que davam corpo ao Projeto aLer+ e que ultrapassavam os limites f\u00edsicos do espa\u00e7o escolar, conquistando adeptos. N\u00e3o obstante, uma aprecia\u00e7\u00e3o detalhada dos fatores cr\u00edticos de sucesso, dos impactos nas aprendizagens e dos n\u00edveis de desempenho de cada dom\u00ednio do MABE fizeram-me perceber que est\u00e1vamos muito aqu\u00e9m de um bom desempenho. Senti-me, ent\u00e3o, numa estrada sinuosa, semeada de obst\u00e1culos e com tantas etapas por cumprir.\u00a0 Adivinhava-se, no entanto, l\u00e1 ao fundo, um mar de oportunidades. O MABE era, inquestionavelmente, um instrumento pedag\u00f3gico de refer\u00eancia e de melhoria cont\u00ednua: orientava, apontava caminhos, incentivava ao trabalho colaborativo, fomentava parcerias, promovia a criatividade, incutia a vontade de fazer mais e melhor. Tamb\u00e9m o referencial \u00abAprender com a Biblioteca Escolar\u00bb se revelou um guia fundamental para o desenvolvimento das literacias da leitura, da informa\u00e7\u00e3o e dos media, enfatizando o contributo da biblioteca escolar para a aquisi\u00e7\u00e3o de habilidades essenciais no s\u00e9culo XXI. Progressivamente, a biblioteca afirmava-se na escola como um polo dinamizador do saber, ao servi\u00e7o da aprendizagem e do desenvolvimento das m\u00faltiplas literacias, com particular destaque para o dom\u00ednio da leitura. Algumas das atividades desenvolvidas eram replicadas noutras escolas e consideradas boas pr\u00e1ticas por entidades externas. Os relat\u00f3rios da IGEC apresentavam considera\u00e7\u00f5es muito favor\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 din\u00e2mica da BE, e os novos professores (que todos os anos chegam \u00e0 escola) estranhavam, no in\u00edcio, mas, paulatinamente, iam-se tornando c\u00famplices, assumiam as propostas como suas e, muitas vezes, elevavam-nas a um patamar surpreendente. Pessoalmente, tenho de admitir que o cargo de professora bibliotec\u00e1ria me dotou de saberes, compet\u00eancias e capacidades que dificilmente teria adquirido noutras fun\u00e7\u00f5es. O trabalho em rede, quer localmente quer a n\u00edvel nacional, desempenhou um papel crucial na minha capacita\u00e7\u00e3o profissional, proporcionando uma consistente e sistem\u00e1tica partilha de experi\u00eancias, de recursos educativos e de estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas e garantindo o acesso regular a forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua diversificada e de qualidade, antecipando, muitas vezes, os desafios que uma sociedade em constante mudan\u00e7a imp\u00f5e \u00e0 escola. Facultou-me ainda a oportunidade extraordin\u00e1ria de trabalhar colaborativamente com dezenas e dezenas de colegas de diferentes \u00e1reas e departamentos, em prol das aprendizagens, do bem-estar e do sucesso pessoal e escolar dos nossos alunos. Por agora, j\u00e1 na reta final do meu percurso profissional, a biblioteca escolar, tal como a conhecemos nos \u00faltimos dezoito anos, est\u00e1 prestes a encerrar portas. A escola vai, finalmente, para obras. \u00c9 tempo de desfazer dossi\u00eas, rasgar pap\u00e9is, esvaziar gavetas e arm\u00e1rios, encaixotar livros\u2026 preparar a sa\u00edda da biblioteca para um espa\u00e7o provis\u00f3rio. As mem\u00f3rias (boas mem\u00f3rias) cruzam-se com o movimento di\u00e1rio de alunos e professores, indiferentes \u00e0 desorganiza\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a. Est\u00e3o certos! Afinal, a biblioteca escolar \u00e9 muito mais do que um espa\u00e7o f\u00edsico. \u00c9, acima de tudo, uma vontade, uma atitude. Ana Paula Gerv\u00e1sio de Almeida,Professora bibliotec\u00e1ria no Agrupamento de Escolas de Monchique, desde setembro de 2005. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 1. *Qualquer semelhan\u00e7a entre o t\u00edtulo desta rubrica e a obra\u00a0Retalhos da vida de um m\u00e9dico, n\u00e3o \u00e9 pura coincid\u00eancia; \u00e9 uma v\u00e9nia a Fernando Namora. 2. Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotec\u00e1rios, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, cient\u00edfica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de viv\u00eancias. 3. Se \u00e9 professor bibliotec\u00e1rio e gostaria de partilhar um \u201cretalho\u201d, poder\u00e1 faz\u00ea-lo, submetendo\u00a0este formul\u00e1rio. \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[155,163],"tags":[],"class_list":["post-2781154","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-professor-bibliotecario","category-retalhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2781154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2781154"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2781154\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3086305,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2781154\/revisions\/3086305"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2781154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2781154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2781154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}