{"id":2777004,"date":"2023-10-23T09:00:00","date_gmt":"2023-10-23T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2777004.html"},"modified":"2026-05-13T13:59:25","modified_gmt":"2026-05-13T13:59:25","slug":"porque-e-que-o-nosso-futuro-depende-das-bibliotecas-da-leitura-e-de-sonharmos-acordados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2777004","title":{"rendered":"Porque \u00e9 que o nosso futuro depende das bibliotecas, da leitura e de sonharmos acordados."},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-10-23.png\" height=\"480\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22557272_SpZQz.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><em>O Que Se V\u00ea da \u00daltima Fila <\/em><\/strong>\u00e9 um livro sobre paix\u00f5es. Num tom intimista e pessoal o leitor ficar\u00e1 a conhecer discursos, ensaios e introdu\u00e7\u00f5es de livros do pr\u00f3prio Neil Gaiman<a href=\"\/rbe\/#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> ou de outros autores que admira, mas tamb\u00e9m algumas pessoas e escritores que influenciaram reflex\u00f5es significativas para o autor.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No m\u00eas em que se festeja, por esse mundo fora, a relev\u00e2ncia das Bibliotecas Escolares e no Dia da Biblioteca Escolar em Portugal, fica o convite para (re)ler um dos cap\u00edtulos deste livro &#8211; <strong><em>Porque \u00e9 que o nosso futuro depende das bibliotecas, da leitura e de sonharmos acordados.\u00a0 <\/em><\/strong>Trata-se <em>do <\/em>discurso feito, em Londres, em 2013, na Palestra da Reading Agency<a href=\"\/rbe\/#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/a>, cujo tema principal \u00e9 o ato de ler e os efeitos da leitura e das mudan\u00e7as que se ocorrem em n\u00f3s, mas n\u00e3o s\u00f3. Esclarece-nos sobre o poder da imagina\u00e7\u00e3o, o valor inestim\u00e1vel da palavra, de como a leitura de fic\u00e7\u00e3o ajuda a criar empatia e de como a descoberta da leitura \u00e9, por si s\u00f3, um prazer.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Partilhamos da ideia de que todos n\u00f3s temos a obriga\u00e7\u00e3o de falar de leitura e de livros, afinal, segundo nos dizem, \u201c<em>tudo muda quando lemos<\/em>.\u201d Naquela noite, na palestra, Neil Gaiman proclamou uma verdadeira ode \u00e0 leitura, \u00e0s bibliotecas e aos bibliotec\u00e1rios.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Falou dos bibliotec\u00e1rios da sua vida, homens bons, que \u201c<em>gostavam de livros e que os livros fossem lidos<\/em>\u201d, uns verdadeiros ilusionistas, fazendo aparecer os mais incr\u00edveis livros sobre fantasmas, foguet\u00f5es, vampiros, bruxas, prod\u00edgios, aventuras ou outros. N\u00e3o eram <em>snobs <\/em>em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s escolhas e prefer\u00eancias dos leitores, verdadeiros divulgadores das novidades editoriais, pedagogos na arte de requisitar livros em qualquer biblioteca, e na literacia da informa\u00e7\u00e3o. Conseguiam a preciosidade de tratar os leitores com respeito.<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p>\u201c<em>As bibliotecas t\u00eam que ver com liberdade<\/em>.\u201d<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>Liberdade de aceder.<br \/>Liberdade de ler.<br \/>Liberdade de perguntar.<br \/>Liberdade de criar e imaginar.<br \/>Liberdade de refletir, descobrir e pesquisar.<br \/>Liberdade de comunicar.<br \/>&#8230;<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong><em>Uma biblioteca \u00e9 um lugar que serve de reposit\u00f3rio da informa\u00e7\u00e3o e permite a todos terem igual acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. [\u2026] \u00e9 um espa\u00e7o comunit\u00e1rio<\/em>. \u201c<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>As bibliotecas s\u00e3o espa\u00e7os democr\u00e1ticos. Inclusivos.<br \/>Lugares de aprendizagem, de colabora\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o.<br \/>Lugares de acessibilidade e conhecimento.<br \/>Lugares de imagina\u00e7\u00e3o e criatividade.<br \/>Lugares do \u201c<em>p\u00fablico, antes de ser o das cole\u00e7\u00f5es<\/em>\u201d<a href=\"\/rbe\/#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>.<br \/>Lugares de descontentamento. S\u00f3 os insatisfeitos \u201c<em>podem mudar e melhorar os seus mundos, deix\u00e1-los melhor do que os encontraram, torn\u00e1-los diferentes<\/em>.\u201d<br \/>Lugares de conforto.<br \/>Lugares seguros, acolhedores e verdadeiros ref\u00fagios do mundo.<br \/>Lugares de leitura.<br \/>Lugares onde se cruzam a literatura, a arte e a ci\u00eancia, o impresso e o digital, o \u00e1udio e o sil\u00eancio.<br \/>Lugares onde todos cabem.<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong><em>Temos a obriga\u00e7\u00e3o de ler em voz alta aos nossos filhos. De lhes lermos coisas de que eles gostem. (\u2026) De fazermos vozes, de as tornarmos interessantes e de n\u00e3o deixar de lhes ler s\u00f3 porque eles j\u00e1 sabem ler sozinhos<\/em>. <em>Temos a obriga\u00e7\u00e3o de usar esse tempo de leitura em voz alta como forma de fortalecer os la\u00e7os que nos unem, um tempo em que n\u00e3o estamos a olhar para o telem\u00f3vel, em que pomos de parte as distra\u00e7\u00f5es do mundo<\/em><em>.<\/em>\u201d<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>As crian\u00e7as e jovens que escutam o som das palavras ou que leem em voz alta com os pais, educadores, familiares ou amigos ampliam o sentido do texto, agu\u00e7am a curiosidade, esbo\u00e7am os lugares mais inimagin\u00e1veis e melhoram a sua rela\u00e7\u00e3o com o mundo e com os outros.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A leitura pode n\u00e3o salvar, mas poder\u00e1 ser prazerosa e isso \u00e9 bom, muito bom. Devemos mostrar ao mundo que ler \u00e9 uma coisa boa, inspiradora.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Deveremos dar a ler, abra\u00e7ando diferentes g\u00e9neros liter\u00e1rios, e n\u00e3o esquecendo que a leitura de fic\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato de fuga. Oferece-nos o sabor da conquista de \u201c<em>lugares e mundos que de outra maneira nunca conhecer\u00edamos<\/em>\u201d, possibilita-nos o exerc\u00edcio da imagina\u00e7\u00e3o. Liberta-nos da realidade.<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p>\u00a0<strong>\u201c<\/strong><em>Precisamos de bibliotecas. Precisamos de livros. Precisamos de cidad\u00e3os letrados<\/em>.\u201d<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>N\u00f3s, leitores, pais e educadores, cidad\u00e3os do mundo, temos o dever de apoiar as bibliotecas e \u201c<em>incentivar os outros a frequent\u00e1-las, de protestar contra o encerramento de bibliotecas<\/em>.\u201d Frequentar bibliotecas \u00e9 valorizar a literatura, as artes e as ci\u00eancias, as literacias, mas tamb\u00e9m dar voz a muitas vozes. \u00c9 acreditar no futuro e n\u00e3o esquecer o passado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por \u00faltimo, ecoam, em n\u00f3s, as palavras de Neil Gaiman:<\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p><strong>\u201c<\/strong><em>Temo que, no s\u00e9culo XXI, as pessoas n\u00e3o percebam o que s\u00e3o as bibliotecas e para que servem. Se pensarmos nas bibliotecas como sendo estantes de livros, a ideia poder\u00e1 parecer-nos antiquada ou ultrapassada, especialmente numa \u00e9poca em que a maioria dos livros, embora n\u00e3o todos, est\u00e3o dispon\u00edveis digitalmente. Mas pensar assim \u00e9 falhar o essencial<\/em>.\u201d<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>Acreditemos no poder das bibliotecas, do livro e da leitura, mas tamb\u00e9m da palavra e da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Acreditamos que ler poder\u00e1 fazer a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Notas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><a href=\"\/rbe\/#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> <strong>Neil Gaiman<\/strong> \u00e9 autor de v\u00e1rios bestsellers, tais como <em>Coraline e a Porta Secreta<\/em>, <em>Deuses Americanos,<\/em> <em>Mitologia N\u00f3rdica<\/em>, <em>O Oceano no Fim do Caminho<\/em>, entre outros. Muitos s\u00e3o os t\u00edtulos publicados em Portugal. Ao longo da sua carreira, foi distinguido com importantes pr\u00e9mios, entre os quais Newbery, Carnegie, Hugo, Nebula, World Fantasy, Will Eisner.\u00a0 Neil Gaiman \u00e9 romancista, dramaturgo, guionista para cinema e televis\u00e3o, criador de novelas gr\u00e1ficas e BD.\u00a0 Nasceu em Inglaterra, mas atualmente vive nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, onde \u00e9 professor na Bard College.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><a href=\"\/rbe\/#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>\u00a0 <strong><em>Reading Agency<\/em><\/strong> \u2013 uma\u201d institui\u00e7\u00e3o de benefic\u00eancia cuja miss\u00e3o \u00e9 a de conferir oportunidades de vida id\u00eanticas a toda a gente, ajudando-as a tornarem-se leitores convictos e entusiastas. Uma institui\u00e7\u00e3o de benefic\u00eancia que apoia programas de literacia, bibliotecas e indiv\u00edduos, e que, de forma pura e desinteressada, incentiva o ato da leitura. \u201cSaiba mais em: <a href=\"https:\/\/readingagency.org.uk\/\">https:\/\/readingagency.org.uk\/<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p><a href=\"\/rbe\/#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Express\u00e3o usada por Mich\u00e8le Petit, no livro <strong><em>Ler o Mundo<\/em><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Que Se V\u00ea da \u00daltima Fila \u00e9 um livro sobre paix\u00f5es. Num tom intimista e pessoal o leitor ficar\u00e1 a conhecer discursos, ensaios e introdu\u00e7\u00f5es de livros do pr\u00f3prio Neil Gaiman[1] ou de outros autores que admira, mas tamb\u00e9m algumas pessoas e escritores que influenciaram reflex\u00f5es significativas para o autor.\u00a0 No m\u00eas em que se festeja, por esse mundo fora, a relev\u00e2ncia das Bibliotecas Escolares e no Dia da Biblioteca Escolar em Portugal, fica o convite para (re)ler um dos cap\u00edtulos deste livro &#8211; Porque \u00e9 que o nosso futuro depende das bibliotecas, da leitura e de sonharmos acordados.\u00a0 Trata-se do discurso feito, em Londres, em 2013, na Palestra da Reading Agency[2], cujo tema principal \u00e9 o ato de ler e os efeitos da leitura e das mudan\u00e7as que se ocorrem em n\u00f3s, mas n\u00e3o s\u00f3. Esclarece-nos sobre o poder da imagina\u00e7\u00e3o, o valor inestim\u00e1vel da palavra, de como a leitura de fic\u00e7\u00e3o ajuda a criar empatia e de como a descoberta da leitura \u00e9, por si s\u00f3, um prazer. Partilhamos da ideia de que todos n\u00f3s temos a obriga\u00e7\u00e3o de falar de leitura e de livros, afinal, segundo nos dizem, \u201ctudo muda quando lemos.\u201d Naquela noite, na palestra, Neil Gaiman proclamou uma verdadeira ode \u00e0 leitura, \u00e0s bibliotecas e aos bibliotec\u00e1rios.\u00a0 Falou dos bibliotec\u00e1rios da sua vida, homens bons, que \u201cgostavam de livros e que os livros fossem lidos\u201d, uns verdadeiros ilusionistas, fazendo aparecer os mais incr\u00edveis livros sobre fantasmas, foguet\u00f5es, vampiros, bruxas, prod\u00edgios, aventuras ou outros. N\u00e3o eram snobs em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s escolhas e prefer\u00eancias dos leitores, verdadeiros divulgadores das novidades editoriais, pedagogos na arte de requisitar livros em qualquer biblioteca, e na literacia da informa\u00e7\u00e3o. Conseguiam a preciosidade de tratar os leitores com respeito. \u201cAs bibliotecas t\u00eam que ver com liberdade.\u201d Liberdade de aceder.Liberdade de ler.Liberdade de perguntar.Liberdade de criar e imaginar.Liberdade de refletir, descobrir e pesquisar.Liberdade de comunicar.&#8230; \u201cUma biblioteca \u00e9 um lugar que serve de reposit\u00f3rio da informa\u00e7\u00e3o e permite a todos terem igual acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. [\u2026] \u00e9 um espa\u00e7o comunit\u00e1rio. \u201c As bibliotecas s\u00e3o espa\u00e7os democr\u00e1ticos. Inclusivos.Lugares de aprendizagem, de colabora\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o.Lugares de acessibilidade e conhecimento.Lugares de imagina\u00e7\u00e3o e criatividade.Lugares do \u201cp\u00fablico, antes de ser o das cole\u00e7\u00f5es\u201d[3].Lugares de descontentamento. S\u00f3 os insatisfeitos \u201cpodem mudar e melhorar os seus mundos, deix\u00e1-los melhor do que os encontraram, torn\u00e1-los diferentes.\u201dLugares de conforto.Lugares seguros, acolhedores e verdadeiros ref\u00fagios do mundo.Lugares de leitura.Lugares onde se cruzam a literatura, a arte e a ci\u00eancia, o impresso e o digital, o \u00e1udio e o sil\u00eancio.Lugares onde todos cabem. \u201cTemos a obriga\u00e7\u00e3o de ler em voz alta aos nossos filhos. De lhes lermos coisas de que eles gostem. (\u2026) De fazermos vozes, de as tornarmos interessantes e de n\u00e3o deixar de lhes ler s\u00f3 porque eles j\u00e1 sabem ler sozinhos. Temos a obriga\u00e7\u00e3o de usar esse tempo de leitura em voz alta como forma de fortalecer os la\u00e7os que nos unem, um tempo em que n\u00e3o estamos a olhar para o telem\u00f3vel, em que pomos de parte as distra\u00e7\u00f5es do mundo.\u201d As crian\u00e7as e jovens que escutam o som das palavras ou que leem em voz alta com os pais, educadores, familiares ou amigos ampliam o sentido do texto, agu\u00e7am a curiosidade, esbo\u00e7am os lugares mais inimagin\u00e1veis e melhoram a sua rela\u00e7\u00e3o com o mundo e com os outros. A leitura pode n\u00e3o salvar, mas poder\u00e1 ser prazerosa e isso \u00e9 bom, muito bom. Devemos mostrar ao mundo que ler \u00e9 uma coisa boa, inspiradora. Deveremos dar a ler, abra\u00e7ando diferentes g\u00e9neros liter\u00e1rios, e n\u00e3o esquecendo que a leitura de fic\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato de fuga. Oferece-nos o sabor da conquista de \u201clugares e mundos que de outra maneira nunca conhecer\u00edamos\u201d, possibilita-nos o exerc\u00edcio da imagina\u00e7\u00e3o. Liberta-nos da realidade. \u00a0\u201cPrecisamos de bibliotecas. Precisamos de livros. Precisamos de cidad\u00e3os letrados.\u201d N\u00f3s, leitores, pais e educadores, cidad\u00e3os do mundo, temos o dever de apoiar as bibliotecas e \u201cincentivar os outros a frequent\u00e1-las, de protestar contra o encerramento de bibliotecas.\u201d Frequentar bibliotecas \u00e9 valorizar a literatura, as artes e as ci\u00eancias, as literacias, mas tamb\u00e9m dar voz a muitas vozes. \u00c9 acreditar no futuro e n\u00e3o esquecer o passado. Por \u00faltimo, ecoam, em n\u00f3s, as palavras de Neil Gaiman: \u201cTemo que, no s\u00e9culo XXI, as pessoas n\u00e3o percebam o que s\u00e3o as bibliotecas e para que servem. Se pensarmos nas bibliotecas como sendo estantes de livros, a ideia poder\u00e1 parecer-nos antiquada ou ultrapassada, especialmente numa \u00e9poca em que a maioria dos livros, embora n\u00e3o todos, est\u00e3o dispon\u00edveis digitalmente. Mas pensar assim \u00e9 falhar o essencial.\u201d Acreditemos no poder das bibliotecas, do livro e da leitura, mas tamb\u00e9m da palavra e da informa\u00e7\u00e3o. Acreditamos que ler poder\u00e1 fazer a diferen\u00e7a. Notas [1] Neil Gaiman \u00e9 autor de v\u00e1rios bestsellers, tais como Coraline e a Porta Secreta, Deuses Americanos, Mitologia N\u00f3rdica, O Oceano no Fim do Caminho, entre outros. Muitos s\u00e3o os t\u00edtulos publicados em Portugal. Ao longo da sua carreira, foi distinguido com importantes pr\u00e9mios, entre os quais Newbery, Carnegie, Hugo, Nebula, World Fantasy, Will Eisner.\u00a0 Neil Gaiman \u00e9 romancista, dramaturgo, guionista para cinema e televis\u00e3o, criador de novelas gr\u00e1ficas e BD.\u00a0 Nasceu em Inglaterra, mas atualmente vive nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, onde \u00e9 professor na Bard College. [2]\u00a0 Reading Agency \u2013 uma\u201d institui\u00e7\u00e3o de benefic\u00eancia cuja miss\u00e3o \u00e9 a de conferir oportunidades de vida id\u00eanticas a toda a gente, ajudando-as a tornarem-se leitores convictos e entusiastas. Uma institui\u00e7\u00e3o de benefic\u00eancia que apoia programas de literacia, bibliotecas e indiv\u00edduos, e que, de forma pura e desinteressada, incentiva o ato da leitura. \u201cSaiba mais em: https:\/\/readingagency.org.uk\/ [3] Express\u00e3o usada por Mich\u00e8le Petit, no livro Ler o Mundo.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[123,140,169],"tags":[],"class_list":["post-2777004","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bibliotecas","category-livros","category-tempo-para-ler"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2777004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2777004"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2777004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3086321,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2777004\/revisions\/3086321"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2777004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2777004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2777004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}