{"id":2750293,"date":"2023-08-29T09:00:00","date_gmt":"2023-08-29T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2750293.html"},"modified":"2026-05-13T14:06:43","modified_gmt":"2026-05-13T14:06:43","slug":"o-piano-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2750293","title":{"rendered":"O piano"},"content":{"rendered":"<div class=\"data\">Repuplica\u00e7\u00e3o do artigo de Seg |<span>\u00a0<\/span><span class=\"dia\">05<\/span>.06.23<\/div>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-06-05 pq.png\" class=\"lazyload-item\" height=\"400\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22490010_GPFnB.png\" width=\"800\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sil\u00eancio. Ouvem-se, de tempos a tempos, palavras murmuradas e, por vezes, umas risadinhas, l\u00e1 no fundo, na zona onde abundam os livros de literatura, verdadeiros cofres do tesouro repletos de palavras que est\u00e3o ali, contidas, \u00e0 espera de que eles sejam abertos, e que essas palavras se libertem e esvoacem pelo espa\u00e7o da biblioteca e dali para o \u00e1trio, para o recreio, para as salas de aula.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sil\u00eancio. O mundo das bibliotecas era feito de sil\u00eancio e de sil\u00eancios e, ao m\u00ednimo ru\u00eddo, o \u201cchiiiuu\u201d da assistente operacional impunha o estudo, a leitura silenciosa, a reflex\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Intervalo. Agita\u00e7\u00e3o. Alun@s que entram e que requisitam e entregam livros. Alun@s que se sentam para conversar com alguns dos que fazem parte do seu grupo e que encontraram no espa\u00e7o da biblioteca o local ideal para o fazer. Um espa\u00e7o agrad\u00e1vel, atraente, e onde at\u00e9 podem fazer \u201ctricot\u201d enquanto outras alunas aproveitam para ler mais umas p\u00e1ginas daquele livro que as est\u00e1 a arrebatar. E @s outr@s que se lan\u00e7am para o Jardim das Leituras, se sentam na relva, recostados nas almofadas e nos pufes e mergulham nos seus dispositivos m\u00f3veis como se n\u00e3o houvesse outro mundo, ou at\u00e9 amanh\u00e3. E ainda aqueles e aquelas que precisam de fazer uma pesquisa\u2026<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Uma pesquisa?! Em dez minutos!!!<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 muito r\u00e1pido, professora. \u00c9 s\u00f3 acabarmos aqui o nosso PPT.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>E l\u00e1 se ouvem algumas palavras da professora bibliotec\u00e1ria, que v\u00e3o encurtando os 10 minutos de pesquisa, mas que pretendem sensibilizar, formar, apontar outros caminhos e ajudar, sobretudo ajudar estes alunos. S\u00e3o tantos os alunos que precisam de ajuda. S\u00e3o tant@s aqueles e aquelas que, apesar de tudo o que se faz, precisam de uma palavra s\u00f3 para si, para conseguirem chegar l\u00e1, onde n\u00f3s gostar\u00edamos que eles chegassem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>E, de repente, eis que entra um grupo de alunos que n\u00e3o vem pesquisar, n\u00e3o vem refugiar-se no telem\u00f3vel, n\u00e3o vem ler, n\u00e3o vem fazer \u201ctricot\u201d, n\u00e3o vem estudar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>E tudo para. Subitamente, a m\u00fasica inunda a biblioteca e tudo parece ficar suspenso no tempo e no espa\u00e7o. Ouve-se uma melodia que tod@s conhecem, e tod@s se viram para l\u00e1, para esse s\u00edtio onde ele est\u00e1, encostado \u00e0 parede, e por cima do qual notas musicais se desprendem e parecem querer chegar ao c\u00e9u. E o seu banquinho, aproveitado de uma antiga sala de trabalhos oficinais, e cujo tampo de madeira, duro e desgastado pelo tempo, foi forrado, por n\u00f3s, claro, com um tecido estampado com livros, muitos livros de v\u00e1rias cores e tamanhos, porque, sim, estamos na biblioteca.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cMamaaa,<br \/>Just killed a man,<br \/>Put a gun against his head, pulled my trigger,<br \/>Now he&#8217;s dead\u2026\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c9 um aluno diagnosticado com problemas do espetro do autismo que est\u00e1 a tocar. Sabe v\u00e1rias melodias de cor e quase todos os dias vem \u00e0 biblioteca, sobretudo para tocar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Foi em abril de 2019. O ano maldito. Para n\u00f3s foi o ano em que, quando ningu\u00e9m ainda poderia adivinhar o pesadelo que se aproximava, recebemos o \u201cnosso\u201d \u201cGaveau\u201d de Paris, registado com o n\u00famero A86 no Grande Estabelecimento de Pianos, \u00d3rg\u00e3os, Instrumentos Musicais, Cordas e Acess\u00f3rios de Lisboa. Foi doado pela sua leg\u00edtima possuidora, psic\u00f3loga no nosso estabelecimento de ensino, \u00e0 biblioteca da Escola B\u00e1sica e Secund\u00e1ria de Gama Barros, no Cac\u00e9m.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Vinha um pouco maltratado. A passagem do tempo \u00e9 mesmo algo a que nada, nem ningu\u00e9m, consegue escapar. Tent\u00e1mos recuper\u00e1-lo. Receb\u00eamo-lo com tanta expetativa, mas tamb\u00e9m com algum receio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Seria uma boa op\u00e7\u00e3o? Pensei v\u00e1rias vezes antes de dizer o sim definitivo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Sim, vamos querer ter o piano na nossa biblioteca. Disse eu, um dia, nessa primavera, ao Diretor da escola, que viu o potencial deste maravilhoso instrumento musical para o nosso espa\u00e7o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>E o sil\u00eancio metamorfoseou-se em melodias. Umas vezes, melodias harmoniosas, fruto daqueles que frequentam o ensino articulado e aprendem a tocar piano, e de muitos outros que recorrem ao Youtube para tentar aprender a tocar, v\u00edtimas de uma sociedade injusta, cega perante alguns talentos, e que n\u00e3o permite \u00e0s fam\u00edlias pagar as aulas de m\u00fasica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Outras vezes, melodias menos agrad\u00e1veis. Mas ainda assim, reflexo de que h\u00e1 uma vontade de aprender, de conseguir reproduzir temas muito simples, por tentativa e erro, com a ajuda do telem\u00f3vel.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>H\u00e1 j\u00e1 duas ou tr\u00eas teclas que n\u00e3o funcionam. Infelizmente, n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para afinar o piano. Que pena! Mas vamos continuar a tentar encontrar uma solu\u00e7\u00e3o porque o sil\u00eancio de outrora deu lugar \u00e0 m\u00fasica na nossa biblioteca escolar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Filomena Lima<br \/>Professora Bibliotec\u00e1ria da Escola B\u00e1sica e Secund\u00e1ria de Gama Barros<br \/>Agrupamento de Escolas D. Maria II &#8211; Cac\u00e9m<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Retalhos2.png\" class=\"lazyload-item\" height=\"56\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22490009_f65Zb.png\" width=\"800\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><span>1<\/span><span>\u00a0<\/span>&#8211;\u00a0<span><\/span><span>*Qualquer semelhan\u00e7a entre o t\u00edtulo desta rubrica e a obra\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infopedia.pt\/apoio\/artigos\/$retalhos-da-vida-de-um-medico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Retalhos da vida de um m\u00e9dico<\/a>, n\u00e3o \u00e9 pura coincid\u00eancia; \u00e9 uma v\u00e9nia a Fernando Namora.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><span>2 &#8211; Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotec\u00e1rios, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, cient\u00edfica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de viv\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><span>3 &#8211; Se \u00e9 professor bibliotec\u00e1rio e gostaria de partilhar um \u201cretalho\u201d, poder\u00e1 faz\u00ea-lo, submetendo\u00a0<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSc5afn6N2wiyMUUt2SeWXWWIEDXwf6wwUJafLwjDDmTA6phjw\/viewform\" rel=\"noopener\">este formul\u00e1rio<\/a>.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Repuplica\u00e7\u00e3o do artigo de Seg |\u00a005.06.23 Sil\u00eancio. Ouvem-se, de tempos a tempos, palavras murmuradas e, por vezes, umas risadinhas, l\u00e1 no fundo, na zona onde abundam os livros de literatura, verdadeiros cofres do tesouro repletos de palavras que est\u00e3o ali, contidas, \u00e0 espera de que eles sejam abertos, e que essas palavras se libertem e esvoacem pelo espa\u00e7o da biblioteca e dali para o \u00e1trio, para o recreio, para as salas de aula. Sil\u00eancio. O mundo das bibliotecas era feito de sil\u00eancio e de sil\u00eancios e, ao m\u00ednimo ru\u00eddo, o \u201cchiiiuu\u201d da assistente operacional impunha o estudo, a leitura silenciosa, a reflex\u00e3o. Intervalo. Agita\u00e7\u00e3o. Alun@s que entram e que requisitam e entregam livros. Alun@s que se sentam para conversar com alguns dos que fazem parte do seu grupo e que encontraram no espa\u00e7o da biblioteca o local ideal para o fazer. Um espa\u00e7o agrad\u00e1vel, atraente, e onde at\u00e9 podem fazer \u201ctricot\u201d enquanto outras alunas aproveitam para ler mais umas p\u00e1ginas daquele livro que as est\u00e1 a arrebatar. E @s outr@s que se lan\u00e7am para o Jardim das Leituras, se sentam na relva, recostados nas almofadas e nos pufes e mergulham nos seus dispositivos m\u00f3veis como se n\u00e3o houvesse outro mundo, ou at\u00e9 amanh\u00e3. E ainda aqueles e aquelas que precisam de fazer uma pesquisa\u2026 &#8211; Uma pesquisa?! Em dez minutos!!! &#8211; \u00c9 muito r\u00e1pido, professora. \u00c9 s\u00f3 acabarmos aqui o nosso PPT. E l\u00e1 se ouvem algumas palavras da professora bibliotec\u00e1ria, que v\u00e3o encurtando os 10 minutos de pesquisa, mas que pretendem sensibilizar, formar, apontar outros caminhos e ajudar, sobretudo ajudar estes alunos. S\u00e3o tantos os alunos que precisam de ajuda. S\u00e3o tant@s aqueles e aquelas que, apesar de tudo o que se faz, precisam de uma palavra s\u00f3 para si, para conseguirem chegar l\u00e1, onde n\u00f3s gostar\u00edamos que eles chegassem. E, de repente, eis que entra um grupo de alunos que n\u00e3o vem pesquisar, n\u00e3o vem refugiar-se no telem\u00f3vel, n\u00e3o vem ler, n\u00e3o vem fazer \u201ctricot\u201d, n\u00e3o vem estudar. E tudo para. Subitamente, a m\u00fasica inunda a biblioteca e tudo parece ficar suspenso no tempo e no espa\u00e7o. Ouve-se uma melodia que tod@s conhecem, e tod@s se viram para l\u00e1, para esse s\u00edtio onde ele est\u00e1, encostado \u00e0 parede, e por cima do qual notas musicais se desprendem e parecem querer chegar ao c\u00e9u. E o seu banquinho, aproveitado de uma antiga sala de trabalhos oficinais, e cujo tampo de madeira, duro e desgastado pelo tempo, foi forrado, por n\u00f3s, claro, com um tecido estampado com livros, muitos livros de v\u00e1rias cores e tamanhos, porque, sim, estamos na biblioteca. \u201cMamaaa,Just killed a man,Put a gun against his head, pulled my trigger,Now he&#8217;s dead\u2026\u201d \u00c9 um aluno diagnosticado com problemas do espetro do autismo que est\u00e1 a tocar. Sabe v\u00e1rias melodias de cor e quase todos os dias vem \u00e0 biblioteca, sobretudo para tocar. Foi em abril de 2019. O ano maldito. Para n\u00f3s foi o ano em que, quando ningu\u00e9m ainda poderia adivinhar o pesadelo que se aproximava, recebemos o \u201cnosso\u201d \u201cGaveau\u201d de Paris, registado com o n\u00famero A86 no Grande Estabelecimento de Pianos, \u00d3rg\u00e3os, Instrumentos Musicais, Cordas e Acess\u00f3rios de Lisboa. Foi doado pela sua leg\u00edtima possuidora, psic\u00f3loga no nosso estabelecimento de ensino, \u00e0 biblioteca da Escola B\u00e1sica e Secund\u00e1ria de Gama Barros, no Cac\u00e9m. Vinha um pouco maltratado. A passagem do tempo \u00e9 mesmo algo a que nada, nem ningu\u00e9m, consegue escapar. Tent\u00e1mos recuper\u00e1-lo. Receb\u00eamo-lo com tanta expetativa, mas tamb\u00e9m com algum receio. Seria uma boa op\u00e7\u00e3o? Pensei v\u00e1rias vezes antes de dizer o sim definitivo. &#8211; Sim, vamos querer ter o piano na nossa biblioteca. Disse eu, um dia, nessa primavera, ao Diretor da escola, que viu o potencial deste maravilhoso instrumento musical para o nosso espa\u00e7o. E o sil\u00eancio metamorfoseou-se em melodias. Umas vezes, melodias harmoniosas, fruto daqueles que frequentam o ensino articulado e aprendem a tocar piano, e de muitos outros que recorrem ao Youtube para tentar aprender a tocar, v\u00edtimas de uma sociedade injusta, cega perante alguns talentos, e que n\u00e3o permite \u00e0s fam\u00edlias pagar as aulas de m\u00fasica. Outras vezes, melodias menos agrad\u00e1veis. Mas ainda assim, reflexo de que h\u00e1 uma vontade de aprender, de conseguir reproduzir temas muito simples, por tentativa e erro, com a ajuda do telem\u00f3vel. H\u00e1 j\u00e1 duas ou tr\u00eas teclas que n\u00e3o funcionam. Infelizmente, n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para afinar o piano. Que pena! Mas vamos continuar a tentar encontrar uma solu\u00e7\u00e3o porque o sil\u00eancio de outrora deu lugar \u00e0 m\u00fasica na nossa biblioteca escolar. Filomena LimaProfessora Bibliotec\u00e1ria da Escola B\u00e1sica e Secund\u00e1ria de Gama BarrosAgrupamento de Escolas D. Maria II &#8211; Cac\u00e9m 1\u00a0&#8211;\u00a0*Qualquer semelhan\u00e7a entre o t\u00edtulo desta rubrica e a obra\u00a0Retalhos da vida de um m\u00e9dico, n\u00e3o \u00e9 pura coincid\u00eancia; \u00e9 uma v\u00e9nia a Fernando Namora. 2 &#8211; Esta rubrica visa apresentar apontamentos breves do quotidiano dos professores bibliotec\u00e1rios, sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica, cient\u00edfica ou outra. Trata-se simplesmente da partilha informal de viv\u00eancias. 3 &#8211; Se \u00e9 professor bibliotec\u00e1rio e gostaria de partilhar um \u201cretalho\u201d, poder\u00e1 faz\u00ea-lo, submetendo\u00a0este formul\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2750293","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2750293","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2750293"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2750293\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3086492,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2750293\/revisions\/3086492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2750293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2750293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2750293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}