{"id":2730197,"date":"2023-06-19T09:00:00","date_gmt":"2023-06-19T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2730197.html"},"modified":"2026-05-13T14:11:47","modified_gmt":"2026-05-13T14:11:47","slug":"reportagem-a-martinha-e-fixe-ajuda-nos-a-procurar-os-livros-diz-o-gabriel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2730197","title":{"rendered":"Reportagem: \u201cA Martinha \u00e9 fixe, ajuda-nos a procurar os livros\u201d, diz o Gabriel"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Na biblioteca do Centro Escolar Norte, no concelho de Vila Nova de Cerveira, Gabriel e os colegas contam com a Martinha, assistente de biblioteca, nos intervalos da manh\u00e3 e do almo\u00e7o, para os ajudar a escolher os livros preferidos, a pesquisar na <\/strong><strong>internet<\/strong><strong>, a compreender as regras de um jogo ou a fazer orig\u00e2mis. Martinha reparte o hor\u00e1rio semanal por tr\u00eas bibliotecas do agrupamento.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><span style=\"font-weight: 400;\">RR<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0(texto)<\/span><\/em><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0e <\/span><\/em><strong><em>CG <\/em><\/strong><em><span style=\"font-weight: 400;\">(fotografia)<br \/><\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">05 de junho de junho de 2023<\/span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o 9h30 da manh\u00e3, do dia 15 de maio de 2023. As crian\u00e7as do pr\u00e9-escolar do Centro Escolar Norte, na freguesia de Campos, est\u00e3o sentadas, em roda, na biblioteca da escola e interagem, de forma animada, com a professora bibliotec\u00e1ria, Elizabeth Teixeira, sobre os diferentes tipos de fam\u00edlia que existem. Por se tratar do Dia Internacional da Fam\u00edlia, <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">O livro da fam\u00edlia<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, de Todd Parr, e um grande cartaz em forma de pr\u00e9dio, com vinte janelas, que deixam ver v\u00e1rias fam\u00edlias quando se abrem, servem de mote para mais uma atividade pedag\u00f3gica em que as crian\u00e7as participam ao longo do ano letivo. \u201cAlgumas fam\u00edlias s\u00e3o da mesma cor. Algumas fam\u00edlias s\u00e3o de cores diferentes. Algumas fam\u00edlias vivem perto umas das outras. Algumas fam\u00edlias vivem longe umas das outras\u201d, conta a professora bibliotec\u00e1ria, enquanto interpela as crian\u00e7as sobre as suas pr\u00f3prias fam\u00edlias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Chega depressa o intervalo. As crian\u00e7as, com a ajuda da Martinha, a assistente de biblioteca, colocam-se em fila e saem para o recreio. Enquanto os mais pequenitos se distraem l\u00e1 fora, entram, na biblioteca, grupos de outras crian\u00e7as do 1.\u00ba ciclo. Cumprimentam a assistente e pedem-lhe ajuda. Yair, que acabou de chegar da Argentina e cuja fam\u00edlia alargada vive longe, vem pedir <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">O Cuquedo<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> para levar emprestado para casa. \u00c9 o seu livro preferido e n\u00e3o se cansa de ouvir ler a hist\u00f3ria. In\u00eas vai levar <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Adivinhas Coloridas<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, de Tiago Salgueiro. Tem em casa mais dois livros da biblioteca, mas, como j\u00e1 est\u00e1 no 2\u00ba ano e \u00e9 uma leitora \u00e1vida, a professora Paula conversou com Martinha e pediu-lhe autoriza\u00e7\u00e3o para que esta aluna pudesse levar mais livros emprestados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Fila a sair.jpeg\" height=\"316\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22497997_gN2TS.jpeg\" style=\"width: 600px; padding: 10px 10px;\" width=\"600\" \/><br \/><span style=\"color: #999999; font-size: 12pt;\"><em>Martinha a acompanhar as crian\u00e7as para o recreio <\/em>\u00a9CG<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Est\u00e1 um dia bastante quente. Enquanto Yair e In\u00eas esperam pela amiga brasileira Lara, que pediu \u00e0 Martinha para lhe apertar os atacadores dos t\u00e9nis, entram Gabriel e Sara, esbaforidos. \u201cAqui est\u00e1 fresquinho. L\u00e1 fora est\u00e1 muito calor!\u201d, diz Sara, que, tal como Gabriel, frequenta o 4.\u00ba ano.\u00a0 Gabriel vem \u00e0 biblioteca nos intervalos para ler ou pedir emprestados livros de Hist\u00f3ria, o tema que mais lhe agrada. Mas nem sempre procura livros. Por vezes, ele e os colegas fazem pequenas pesquisas na <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">internet<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, jogam \u00e0s damas e ao xadrez, fazem desenhos ou orig\u00e2mis com a ajuda da assistente de biblioteca. \u201cA Martinha \u00e9 fixe, ajuda-nos a escolher os livros\u201d, conta o Gabriel. \u201c\u00c0s vezes, ralha-nos, quando estamos a ver coisas inapropriadas\u201d, confessa Sara.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Lara a pesquisar.jpeg\" height=\"525\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22497998_owny2.jpeg\" style=\"width: 700px; padding: 10px 10px;\" width=\"700\" \/><br \/><span style=\"font-size: 12pt; color: #999999;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">Sara \u00c1lvarez a pesquisar <\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a9<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">CG<\/span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Decis\u00e3o acordada entre autarquia e dire\u00e7\u00e3o da escola<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Martinha Lucas trabalha nas bibliotecas escolares do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Cerveira h\u00e1 dois anos, mas tem uma experi\u00eancia longa de trabalho na Biblioteca Municipal. Depois de 23 anos habituada ao ambiente mais calmo da Biblioteca P\u00fablica, no in\u00edcio custou-lhe um pouco acostumar-se ao barulho natural de uma escola e das crian\u00e7as. \u201cN\u00e3o tinha ideia do que era trabalhar com crian\u00e7as. Estava habituada ao sil\u00eancio da Biblioteca Municipal, mas, com o tempo, o barulho passou a ser natural\u201d, conta a assistente de biblioteca, que reparte o seu hor\u00e1rio semanal pelas tr\u00eas bibliotecas escolares do agrupamento, frequentadas por crian\u00e7as do pr\u00e9-escolar e do 1.\u00ba ciclo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0s segundas e sextas-feiras trabalha com as crian\u00e7as, os educadores e os professores do Centro Escolar Norte, ter\u00e7as e quintas-feiras s\u00e3o os dias destinados ao Centro Escolar de Cerveira, e \u00e0 quarta-feira desloca-se cerca de treze quil\u00f3metros para ajudar as crian\u00e7as da Escola B\u00e1sica de S. Sebasti\u00e3o, em Covas. A decis\u00e3o de destacar uma assistente de biblioteca para trabalhar nas bibliotecas escolares n\u00e3o \u00e9 recente, nesta autarquia. Desde que foram instaladas bibliotecas nas escolas do 1.\u00ba ciclo, no \u00e2mbito de uma candidatura apresentada \u00e0 <\/span><a href=\"https:\/\/www.rbe.mec.pt\/np4\/candidaturas\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Rede de Bibliotecas Escolares<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, no ano letivo de 2003\/2004, os docentes puderam contar sempre com um recurso humano para os apoiar. A afeta\u00e7\u00e3o desse recurso passa por uma decis\u00e3o acordada entre a autarquia e a dire\u00e7\u00e3o do agrupamento. A cria\u00e7\u00e3o dos novos centros escolares, em 2009 e 2011, veio facilitar o trabalho do assistente, uma vez que as 533 crian\u00e7as que frequentam o ensino pr\u00e9-escolar e o 1.\u00ba ciclo, na rede p\u00fablica do concelho, est\u00e3o concentradas apenas em dois centros escolares e numa escola b\u00e1sica.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>\u201cFun\u00e7\u00f5es v\u00e3o muito para al\u00e9m de manter o espa\u00e7o arrumado\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As fun\u00e7\u00f5es e as compet\u00eancias de um assistente de biblioteca est\u00e3o definidas no documento <\/span><a href=\"https:\/\/www.rbe.mec.pt\/np4\/?newsId=3089&amp;fileName=Assistente_de_biblioteca_escolar2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Assistente de Biblioteca Escolar<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, publicado pela Rede de Bibliotecas Escolares, em junho de 2022, e \u201cv\u00e3o muito para al\u00e9m de manter o espa\u00e7o arrumado\u201d, explica S\u00edlvia da Silva, assistente de biblioteca a desempenhar fun\u00e7\u00f5es na Escola B\u00e1sica e Secund\u00e1ria de Arga e Lima, que acabou de participar num curso de forma\u00e7\u00e3o sobre bibliotecas, desenvolvido no Centro de Forma\u00e7\u00e3o de Viana do Castelo. Atender os utilizadores, garantir que cumprem as normas de funcionamento, operacionalizar o servi\u00e7o de empr\u00e9stimo, colaborar com os professores e o professor bibliotec\u00e1rio no desenvolvimento das atividades s\u00e3o algumas das tarefas di\u00e1rias de quem trabalha numa biblioteca escolar. No entanto, na escola de hoje, onde o digital convive com o anal\u00f3gico, cabe tamb\u00e9m a estes assistentes orientar os alunos na busca dos recursos certos, seja nas prateleiras da biblioteca, seja na <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">internet<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, assim como apoiar o professor bibliotec\u00e1rio no tratamento e disponibiliza\u00e7\u00e3o desses recursos.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDevemos ter abertura para sermos cada vez melhores e estarmos cada vez mais atualizados&#8221;, conclui L\u00facia Ara\u00fajo, assistente de biblioteca na EB1\/JI de Paredes de Coura, ao refletir sobre a relev\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o para o desempenho do seu trabalho.\u00a0 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Ser emp\u00e1tico e saber relacionar-se com os outros, trabalhar em equipa, ser capaz de resolver conflitos, ser respons\u00e1vel e flex\u00edvel, ser curioso, ter interesse pela leitura e conhecer livros de literatura infantojuvenil tamb\u00e9m fazem parte das compet\u00eancias deste profissional.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi isso o que aprenderam os cerca de 60 auxiliares de a\u00e7\u00e3o educativa do distrito de Viana do Castelo que, durante este ano letivo, frequentaram, em sistema de <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">b-learning,<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> o curso de forma\u00e7\u00e3o de 25 horas \u201cMiss\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da Biblioteca Escolar\u201d nos tr\u00eas Centros de Forma\u00e7\u00e3o: Centro de Forma\u00e7\u00e3o de Viana do Castelo, Centro de Forma\u00e7\u00e3o Vale do Minho e Centro de Forma\u00e7\u00e3o de Escolas do Alto Minho e Paredes de Coura. Este curso de 25 horas integra a a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o mais abrangente de 100 horas \u201cOrganiza\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o de Bibliotecas Escolares\u201d, que, \u00e0 semelhan\u00e7a de outra forma\u00e7\u00e3o, capacita os auxiliares de a\u00e7\u00e3o educativa para desempenharem fun\u00e7\u00f5es numa biblioteca escolar. Da responsabilidade da Rede de Bibliotecas Escolares, e ministrada pelos coordenadores interconcelhios de todas as zonas do pa\u00eds, em articula\u00e7\u00e3o com os centros de forma\u00e7\u00e3o locais, esta a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o inclui m\u00f3dulos que abordam quest\u00f5es como o atendimento ao p\u00fablico e as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento da biblioteca escolar, a gest\u00e3o e o tratamento da documenta\u00e7\u00e3o e da informa\u00e7\u00e3o, leitura e literatura juvenil, literacia de informa\u00e7\u00e3o e dos media, e tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>\u201cTer auxiliares a trabalhar \u00e9 cada vez mais importante\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTer auxiliares a trabalhar nas bibliotecas \u00e9 cada vez mais importante\u201d, afirma Beatriz Costa, a coordenadora de estabelecimento do Centro Escolar Norte. \u201cA Martinha est\u00e1 por dentro do que existe na biblioteca, conhece-a de fio a pavio\u201d, explica a coordenadora. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante a sua presen\u00e7a nas escolas e o trabalho que realiza de forma articulada com os educadores e os professores. \u201cNos intervalos, a biblioteca est\u00e1 sempre cheia de mi\u00fados. Ela d\u00e1-lhes liberdade, com regras\u201d, continua Beatriz. Para que todos os alunos possam frequentar a biblioteca, foi at\u00e9 necess\u00e1rio fazer um mapa de utiliza\u00e7\u00e3o que, no entanto, serve apenas como refer\u00eancia. Quando os alunos de uma turma n\u00e3o esgotam os lugares dispon\u00edveis, entram outros na biblioteca, que s\u00e3o sempre bem recebidos.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTemos a din\u00e2mica de contar uma hist\u00f3ria por dia \u00e0s crian\u00e7as, as hist\u00f3rias fazem parte da nossa vida\u201d, explica a educadora Maria Jos\u00e9 Vilas Boas. Por isso, as crian\u00e7as podem dirigir-se \u00e0 biblioteca, com as educadoras ou sozinhas, outras vezes \u00e9 a assistente que leva os livros para a sala de aula. \u201cComo damos liberdade \u00e0s crian\u00e7as para escolherem os livros, a Martinha tamb\u00e9m as orienta, uma vez que as conhece muito bem\u201d, acrescenta Maria Jos\u00e9. \u201cEla \u00e9 o meu bra\u00e7o direito\u201d.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Martinha empr\u00e9stimo.jpeg\" height=\"525\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22497999_TTFCV.jpeg\" style=\"width: 700px; padding: 10px 10px;\" width=\"700\" \/><br \/><span style=\"color: #999999; font-size: 12pt;\"><em>Martinha a fazer o empr\u00e9stimo domicili\u00e1rio <\/em>\u00a9\u00a0CG<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Leitura em Vai e Vem <\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">e <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 Sei Ler <\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">s\u00e3o dois programas do Plano Nacional de Leitura 2027 que os docentes do agrupamento desenvolvem h\u00e1 v\u00e1rios anos. Atrav\u00e9s destes programas de promo\u00e7\u00e3o da leitura em ambiente familiar, as crian\u00e7as levam livros para casa em mochilas pr\u00f3prias e pedem aos pais para lhes lerem diariamente. \u201cOs pais valorizam muito esta din\u00e2mica, porque n\u00e3o t\u00eam muitos livros em casa. \u00c0s vezes, contam a mesma hist\u00f3ria seis ou sete vezes\u201d, explica a educadora.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Uma biblioteca mais inclusiva<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMas precisamos de uma biblioteca cada vez mais inclusiva, tal como a escola\u201d, continua Maria Jos\u00e9. O crescente n\u00famero de crian\u00e7as e de jovens que tem chegado recentemente ao concelho e a presen\u00e7a de todas as crian\u00e7as nas escolas exigem que as bibliotecas se adaptem, que adquiram livros e equipamento adequados, que permitam responder \u00e0s necessidade e interesses de todos.\u00a0 A multiculturalidade \u00e9 uma realidade recente nesta zona do pa\u00eds. O Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Cerveira, onde estudam mais de 1100 alunos, conta com um total de 146 alunos estrangeiros de 24 nacionalidades diferentes, ou seja, 13% da popula\u00e7\u00e3o estudantil. Apesar de estas bibliotecas ainda n\u00e3o terem muitos livros nas l\u00ednguas das crian\u00e7as que chegam de novo, a professora bibliotec\u00e1ria j\u00e1 tem o assunto na agenda e ir\u00e1 fazer algumas aquisi\u00e7\u00f5es, logo que poss\u00edvel. Enquanto n\u00e3o chegam as novidades para as crian\u00e7as poderem ler nas suas l\u00ednguas, os docentes encontram sempre solu\u00e7\u00f5es para as integrar, como explica a educadora Rosa Dantas: \u201cTento falar ingl\u00eas com eles e tamb\u00e9m uso uma aplica\u00e7\u00e3o para traduzir\u201d.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os alunos estrangeiros est\u00e3o tamb\u00e9m a chegar \u00e0 zona mais a norte do pa\u00eds. Na Escola B\u00e1sica Jos\u00e9 Pinheiro Gon\u00e7alves, no concelho de Mon\u00e7\u00e3o, que \u00e9 frequentada por 314 crian\u00e7as do pr\u00e9-escolar e do 1.\u00ba ciclo, D. Teresa, que aqui trabalha, a tempo inteiro, h\u00e1 onze anos, desde que a escola nova abriu, n\u00e3o esconde a rela\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m com as crian\u00e7as: \u201cAgarram-se a mim\u2026 os brasileiros chamam-me tia ou avozinha.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"D. Teresa.jpeg\" height=\"525\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22498000_kOdzj.jpeg\" style=\"width: 700px; padding: 10px 10px;\" width=\"700\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #999999; font-size: 12pt;\"><em>Teresa a ajudar os alunos a escolher os livros <\/em>\u00a9\u00a0CG<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No conjunto de tarefas que realiza diariamente, a assistente de biblioteca n\u00e3o se esquece de frisar que ajuda a professora bibliotec\u00e1ria a recolher os dados e a fazer as estat\u00edsticas de quantos alunos frequentam a biblioteca e fazem empr\u00e9stimo domicili\u00e1rio: \u201cAt\u00e9 fa\u00e7o a requisi\u00e7\u00e3o no sistema, sei quantos livros foram requisitados, a turma que requisitou mais\u201d, conta ela. Para realizar o seu trabalho com aprumo, D. Teresa, como muitos outros assistentes, investe em forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea das bibliotecas, tornando-se mais aut\u00f3noma na gest\u00e3o que faz do espa\u00e7o e dos documentos e na forma como lida com as crian\u00e7as: \u201cAprendi a lidar com os meninos, n\u00e3o estava a habituada a lidar com eles na biblioteca\u201d.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"mon\u00e7\u00e3o estat\u00edstica.jpeg\" height=\"393\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22498001_q03DM.jpeg\" style=\"width: 700px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" width=\"700\" \/><span style=\"font-size: 12pt; color: #999999;\"><em>Teresa a tratar os dados estat\u00edsticos<\/em> \u00a9CG<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na biblioteca do Centro Escolar Norte, no concelho de Vila Nova de Cerveira, Gabriel e os colegas contam com a Martinha, assistente de biblioteca, nos intervalos da manh\u00e3 e do almo\u00e7o, para os ajudar a escolher os livros preferidos, a pesquisar na internet, a compreender as regras de um jogo ou a fazer orig\u00e2mis. Martinha reparte o hor\u00e1rio semanal por tr\u00eas bibliotecas do agrupamento. RR\u00a0(texto)\u00a0e CG (fotografia)05 de junho de junho de 2023 S\u00e3o 9h30 da manh\u00e3, do dia 15 de maio de 2023. As crian\u00e7as do pr\u00e9-escolar do Centro Escolar Norte, na freguesia de Campos, est\u00e3o sentadas, em roda, na biblioteca da escola e interagem, de forma animada, com a professora bibliotec\u00e1ria, Elizabeth Teixeira, sobre os diferentes tipos de fam\u00edlia que existem. Por se tratar do Dia Internacional da Fam\u00edlia, O livro da fam\u00edlia, de Todd Parr, e um grande cartaz em forma de pr\u00e9dio, com vinte janelas, que deixam ver v\u00e1rias fam\u00edlias quando se abrem, servem de mote para mais uma atividade pedag\u00f3gica em que as crian\u00e7as participam ao longo do ano letivo. \u201cAlgumas fam\u00edlias s\u00e3o da mesma cor. Algumas fam\u00edlias s\u00e3o de cores diferentes. Algumas fam\u00edlias vivem perto umas das outras. Algumas fam\u00edlias vivem longe umas das outras\u201d, conta a professora bibliotec\u00e1ria, enquanto interpela as crian\u00e7as sobre as suas pr\u00f3prias fam\u00edlias.\u00a0 Chega depressa o intervalo. As crian\u00e7as, com a ajuda da Martinha, a assistente de biblioteca, colocam-se em fila e saem para o recreio. Enquanto os mais pequenitos se distraem l\u00e1 fora, entram, na biblioteca, grupos de outras crian\u00e7as do 1.\u00ba ciclo. Cumprimentam a assistente e pedem-lhe ajuda. Yair, que acabou de chegar da Argentina e cuja fam\u00edlia alargada vive longe, vem pedir O Cuquedo para levar emprestado para casa. \u00c9 o seu livro preferido e n\u00e3o se cansa de ouvir ler a hist\u00f3ria. In\u00eas vai levar Adivinhas Coloridas, de Tiago Salgueiro. Tem em casa mais dois livros da biblioteca, mas, como j\u00e1 est\u00e1 no 2\u00ba ano e \u00e9 uma leitora \u00e1vida, a professora Paula conversou com Martinha e pediu-lhe autoriza\u00e7\u00e3o para que esta aluna pudesse levar mais livros emprestados.\u00a0 Martinha a acompanhar as crian\u00e7as para o recreio \u00a9CG Est\u00e1 um dia bastante quente. Enquanto Yair e In\u00eas esperam pela amiga brasileira Lara, que pediu \u00e0 Martinha para lhe apertar os atacadores dos t\u00e9nis, entram Gabriel e Sara, esbaforidos. \u201cAqui est\u00e1 fresquinho. L\u00e1 fora est\u00e1 muito calor!\u201d, diz Sara, que, tal como Gabriel, frequenta o 4.\u00ba ano.\u00a0 Gabriel vem \u00e0 biblioteca nos intervalos para ler ou pedir emprestados livros de Hist\u00f3ria, o tema que mais lhe agrada. Mas nem sempre procura livros. Por vezes, ele e os colegas fazem pequenas pesquisas na internet, jogam \u00e0s damas e ao xadrez, fazem desenhos ou orig\u00e2mis com a ajuda da assistente de biblioteca. \u201cA Martinha \u00e9 fixe, ajuda-nos a escolher os livros\u201d, conta o Gabriel. \u201c\u00c0s vezes, ralha-nos, quando estamos a ver coisas inapropriadas\u201d, confessa Sara.\u00a0 Sara \u00c1lvarez a pesquisar \u00a9CG Decis\u00e3o acordada entre autarquia e dire\u00e7\u00e3o da escola Martinha Lucas trabalha nas bibliotecas escolares do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Cerveira h\u00e1 dois anos, mas tem uma experi\u00eancia longa de trabalho na Biblioteca Municipal. Depois de 23 anos habituada ao ambiente mais calmo da Biblioteca P\u00fablica, no in\u00edcio custou-lhe um pouco acostumar-se ao barulho natural de uma escola e das crian\u00e7as. \u201cN\u00e3o tinha ideia do que era trabalhar com crian\u00e7as. Estava habituada ao sil\u00eancio da Biblioteca Municipal, mas, com o tempo, o barulho passou a ser natural\u201d, conta a assistente de biblioteca, que reparte o seu hor\u00e1rio semanal pelas tr\u00eas bibliotecas escolares do agrupamento, frequentadas por crian\u00e7as do pr\u00e9-escolar e do 1.\u00ba ciclo.\u00a0 \u00c0s segundas e sextas-feiras trabalha com as crian\u00e7as, os educadores e os professores do Centro Escolar Norte, ter\u00e7as e quintas-feiras s\u00e3o os dias destinados ao Centro Escolar de Cerveira, e \u00e0 quarta-feira desloca-se cerca de treze quil\u00f3metros para ajudar as crian\u00e7as da Escola B\u00e1sica de S. Sebasti\u00e3o, em Covas. A decis\u00e3o de destacar uma assistente de biblioteca para trabalhar nas bibliotecas escolares n\u00e3o \u00e9 recente, nesta autarquia. Desde que foram instaladas bibliotecas nas escolas do 1.\u00ba ciclo, no \u00e2mbito de uma candidatura apresentada \u00e0 Rede de Bibliotecas Escolares, no ano letivo de 2003\/2004, os docentes puderam contar sempre com um recurso humano para os apoiar. A afeta\u00e7\u00e3o desse recurso passa por uma decis\u00e3o acordada entre a autarquia e a dire\u00e7\u00e3o do agrupamento. A cria\u00e7\u00e3o dos novos centros escolares, em 2009 e 2011, veio facilitar o trabalho do assistente, uma vez que as 533 crian\u00e7as que frequentam o ensino pr\u00e9-escolar e o 1.\u00ba ciclo, na rede p\u00fablica do concelho, est\u00e3o concentradas apenas em dois centros escolares e numa escola b\u00e1sica. \u201cFun\u00e7\u00f5es v\u00e3o muito para al\u00e9m de manter o espa\u00e7o arrumado\u201d As fun\u00e7\u00f5es e as compet\u00eancias de um assistente de biblioteca est\u00e3o definidas no documento Assistente de Biblioteca Escolar, publicado pela Rede de Bibliotecas Escolares, em junho de 2022, e \u201cv\u00e3o muito para al\u00e9m de manter o espa\u00e7o arrumado\u201d, explica S\u00edlvia da Silva, assistente de biblioteca a desempenhar fun\u00e7\u00f5es na Escola B\u00e1sica e Secund\u00e1ria de Arga e Lima, que acabou de participar num curso de forma\u00e7\u00e3o sobre bibliotecas, desenvolvido no Centro de Forma\u00e7\u00e3o de Viana do Castelo. Atender os utilizadores, garantir que cumprem as normas de funcionamento, operacionalizar o servi\u00e7o de empr\u00e9stimo, colaborar com os professores e o professor bibliotec\u00e1rio no desenvolvimento das atividades s\u00e3o algumas das tarefas di\u00e1rias de quem trabalha numa biblioteca escolar. No entanto, na escola de hoje, onde o digital convive com o anal\u00f3gico, cabe tamb\u00e9m a estes assistentes orientar os alunos na busca dos recursos certos, seja nas prateleiras da biblioteca, seja na internet, assim como apoiar o professor bibliotec\u00e1rio no tratamento e disponibiliza\u00e7\u00e3o desses recursos. \u201cDevemos ter abertura para sermos cada vez melhores e estarmos cada vez mais atualizados&#8221;, conclui L\u00facia Ara\u00fajo, assistente de biblioteca na EB1\/JI de Paredes de Coura, ao refletir sobre a relev\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o para o desempenho do seu trabalho.\u00a0 Ser emp\u00e1tico e saber relacionar-se com os outros, trabalhar em equipa, ser capaz de resolver conflitos, ser respons\u00e1vel e flex\u00edvel, ser curioso, ter interesse pela leitura e conhecer livros de literatura infantojuvenil tamb\u00e9m fazem parte das compet\u00eancias deste profissional.\u00a0 Foi isso o que aprenderam os cerca de 60 auxiliares de a\u00e7\u00e3o educativa do distrito de Viana do Castelo que, durante este ano letivo, frequentaram, em sistema de b-learning, o curso de forma\u00e7\u00e3o de 25 horas \u201cMiss\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da Biblioteca Escolar\u201d nos tr\u00eas Centros de Forma\u00e7\u00e3o: Centro de Forma\u00e7\u00e3o de Viana do Castelo, Centro de Forma\u00e7\u00e3o Vale do Minho e Centro de Forma\u00e7\u00e3o de Escolas do Alto Minho e Paredes de Coura. Este curso de 25 horas integra a a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o mais abrangente de 100 horas \u201cOrganiza\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o de Bibliotecas Escolares\u201d, que, \u00e0 semelhan\u00e7a de outra forma\u00e7\u00e3o, capacita os auxiliares de a\u00e7\u00e3o educativa para desempenharem fun\u00e7\u00f5es numa biblioteca escolar. Da responsabilidade da Rede de Bibliotecas Escolares, e ministrada pelos coordenadores interconcelhios de todas as zonas do pa\u00eds, em articula\u00e7\u00e3o com os centros de forma\u00e7\u00e3o locais, esta a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o inclui m\u00f3dulos que abordam quest\u00f5es como o atendimento ao p\u00fablico e as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento da biblioteca escolar, a gest\u00e3o e o tratamento da documenta\u00e7\u00e3o e da informa\u00e7\u00e3o, leitura e literatura juvenil, literacia de informa\u00e7\u00e3o e dos media, e tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o. \u201cTer auxiliares a trabalhar \u00e9 cada vez mais importante\u201d \u201cTer auxiliares a trabalhar nas bibliotecas \u00e9 cada vez mais importante\u201d, afirma Beatriz Costa, a coordenadora de estabelecimento do Centro Escolar Norte. \u201cA Martinha est\u00e1 por dentro do que existe na biblioteca, conhece-a de fio a pavio\u201d, explica a coordenadora. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante a sua presen\u00e7a nas escolas e o trabalho que realiza de forma articulada com os educadores e os professores. \u201cNos intervalos, a biblioteca est\u00e1 sempre cheia de mi\u00fados. Ela d\u00e1-lhes liberdade, com regras\u201d, continua Beatriz. Para que todos os alunos possam frequentar a biblioteca, foi at\u00e9 necess\u00e1rio fazer um mapa de utiliza\u00e7\u00e3o que, no entanto, serve apenas como refer\u00eancia. Quando os alunos de uma turma n\u00e3o esgotam os lugares dispon\u00edveis, entram outros na biblioteca, que s\u00e3o sempre bem recebidos. \u201cTemos a din\u00e2mica de contar uma hist\u00f3ria por dia \u00e0s crian\u00e7as, as hist\u00f3rias fazem parte da nossa vida\u201d, explica a educadora Maria Jos\u00e9 Vilas Boas. Por isso, as crian\u00e7as podem dirigir-se \u00e0 biblioteca, com as educadoras ou sozinhas, outras vezes \u00e9 a assistente que leva os livros para a sala de aula. \u201cComo damos liberdade \u00e0s crian\u00e7as para escolherem os livros, a Martinha tamb\u00e9m as orienta, uma vez que as conhece muito bem\u201d, acrescenta Maria Jos\u00e9. \u201cEla \u00e9 o meu bra\u00e7o direito\u201d. Martinha a fazer o empr\u00e9stimo domicili\u00e1rio \u00a9\u00a0CG Leitura em Vai e Vem e J\u00e1 Sei Ler s\u00e3o dois programas do Plano Nacional de Leitura 2027 que os docentes do agrupamento desenvolvem h\u00e1 v\u00e1rios anos. Atrav\u00e9s destes programas de promo\u00e7\u00e3o da leitura em ambiente familiar, as crian\u00e7as levam livros para casa em mochilas pr\u00f3prias e pedem aos pais para lhes lerem diariamente. \u201cOs pais valorizam muito esta din\u00e2mica, porque n\u00e3o t\u00eam muitos livros em casa. \u00c0s vezes, contam a mesma hist\u00f3ria seis ou sete vezes\u201d, explica a educadora.\u00a0 Uma biblioteca mais inclusiva \u201cMas precisamos de uma biblioteca cada vez mais inclusiva, tal como a escola\u201d, continua Maria Jos\u00e9. O crescente n\u00famero de crian\u00e7as e de jovens que tem chegado recentemente ao concelho e a presen\u00e7a de todas as crian\u00e7as nas escolas exigem que as bibliotecas se adaptem, que adquiram livros e equipamento adequados, que permitam responder \u00e0s necessidade e interesses de todos.\u00a0 A multiculturalidade \u00e9 uma realidade recente nesta zona do pa\u00eds. O Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Cerveira, onde estudam mais de 1100 alunos, conta com um total de 146 alunos estrangeiros de 24 nacionalidades diferentes, ou seja, 13% da popula\u00e7\u00e3o estudantil. Apesar de estas bibliotecas ainda n\u00e3o terem muitos livros nas l\u00ednguas das crian\u00e7as que chegam de novo, a professora bibliotec\u00e1ria j\u00e1 tem o assunto na agenda e ir\u00e1 fazer algumas aquisi\u00e7\u00f5es, logo que poss\u00edvel. Enquanto n\u00e3o chegam as novidades para as crian\u00e7as poderem ler nas suas l\u00ednguas, os docentes encontram sempre solu\u00e7\u00f5es para as integrar, como explica a educadora Rosa Dantas: \u201cTento falar ingl\u00eas com eles e tamb\u00e9m uso uma aplica\u00e7\u00e3o para traduzir\u201d. Os alunos estrangeiros est\u00e3o tamb\u00e9m a chegar \u00e0 zona mais a norte do pa\u00eds. Na Escola B\u00e1sica Jos\u00e9 Pinheiro Gon\u00e7alves, no concelho de Mon\u00e7\u00e3o, que \u00e9 frequentada por 314 crian\u00e7as do pr\u00e9-escolar e do 1.\u00ba ciclo, D. Teresa, que aqui trabalha, a tempo inteiro, h\u00e1 onze anos, desde que a escola nova abriu, n\u00e3o esconde a rela\u00e7\u00e3o que mant\u00e9m com as crian\u00e7as: \u201cAgarram-se a mim\u2026 os brasileiros chamam-me tia ou avozinha.\u201d\u00a0 Teresa a ajudar os alunos a escolher os livros \u00a9\u00a0CG No conjunto de tarefas que realiza diariamente, a assistente de biblioteca n\u00e3o se esquece de frisar que ajuda a professora bibliotec\u00e1ria a recolher os dados e a fazer as estat\u00edsticas de quantos alunos frequentam a biblioteca e fazem empr\u00e9stimo domicili\u00e1rio: \u201cAt\u00e9 fa\u00e7o a requisi\u00e7\u00e3o no sistema, sei quantos livros foram requisitados, a turma que requisitou mais\u201d, conta ela. Para realizar o seu trabalho com aprumo, D. Teresa, como muitos outros assistentes, investe em forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea das bibliotecas, tornando-se mais aut\u00f3noma na gest\u00e3o que faz do espa\u00e7o e dos documentos e na forma como lida com as crian\u00e7as: \u201cAprendi a lidar com os meninos, n\u00e3o estava a habituada a lidar com eles na biblioteca\u201d. Teresa a tratar os dados estat\u00edsticos \u00a9CG<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-2730197","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-assistente-de-biblioteca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2730197","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2730197"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2730197\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3086612,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2730197\/revisions\/3086612"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2730197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2730197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2730197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}