{"id":2681666,"date":"2023-01-27T09:00:00","date_gmt":"2023-01-27T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2681666.html"},"modified":"2026-05-13T14:23:27","modified_gmt":"2026-05-13T14:23:27","slug":"historia-ameacada-negacao-e-distorcao-do-holocausto-nas-redes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2681666","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria amea\u00e7ada: nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto nas redes sociais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-01-27 PQ.png\" height=\"400\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22424363_NANyM.png\" style=\"width: 800px; padding: 10px 10px;\" width=\"800\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>No final de 2022, a UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) publicou, com<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-01-27-2.png\" class=\"\" height=\"300\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22424370_95Cqb.png\" style=\"width: 300px; padding: 10px; float: right;\" width=\"300\" \/> o\u00a0apoio da World Jewish Congress (Congresso Mundial Judaico) o relat\u00f3rio <em>History under attack: Holocaust denial\u00a0and distortion on social media<\/em> [1], o primeiro relat\u00f3rio a abordar a extens\u00e3o e a natureza da nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Com base nos dados de milhares de milh\u00f5es de utilizadores do <em>Facebook<\/em>, <em>Instagram<\/em>, <em>Telegram<\/em>, <em>TikTok<\/em> e <em>Twitter<\/em>, em ingl\u00eas, franc\u00eas, alem\u00e3o e espanhol, o relat\u00f3rio detalha o modo como estes\u00a0<em>media<\/em> s\u00e3o terreno f\u00e9rtil para o \u00f3dio e o preconceito e prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es a adotar como resposta ao problema, apresentando, nas palavras de Ant\u00f3nio Guterres, Secret\u00e1rio-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, conclus\u00f5es duras.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Princ\u00edpios e objetivos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto s\u00e3o perigosas. S\u00e3o um ataque \u00e0 verdade e ao conhecimento. Alimentam-se <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-01-27-1.png\" class=\"\" height=\"300\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22424369_VNCHZ.png\" style=\"width: 300px; padding: 10px; float: left;\" width=\"300\" \/>de preconceitos espalhados por grupos antissemitas e disseminam-nos, amea\u00e7ando a nossa compreens\u00e3o de um dos mais tr\u00e1gicos momentos de viol\u00eancia da Hist\u00f3ria da humanidade: o genoc\u00eddio de seis milh\u00f5es de judeus pela Alemanha nazi e pelos seus aliados e colaboradores. Em pa\u00edses de toda a Europa, as pessoas tornaram-se c\u00famplices na persegui\u00e7\u00e3o e assassinato dos seus vizinhos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto podem impedir a sociedade de ter em conta este passado. Impedem a nossa compreens\u00e3o das causas e dos sinais de alerta da xenofobia e do risco de genoc\u00eddio e conduzem \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos nossos esfor\u00e7os para robustecer a sua\u00a0<span><\/span>preven\u00e7\u00e3o. \u00c9 insultuoso para as v\u00edtimas e sobreviventes do Holocausto e h\u00e1<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-01-27-3.png\" class=\"\" height=\"300\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22424371_otDLG.png\" style=\"float: right; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/> o risco da reabilita\u00e7\u00e3o de ideologias violentas e antissemitas. Nas suas manifesta\u00e7\u00f5es mais extremas, celebra e\u00a0glorifica esta hist\u00f3ria, incitando \u00e0 viol\u00eancia contra os judeus e apelando a outros genoc\u00eddios.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As Na\u00e7\u00f5es Unidas e a UNESCO condenam a ascens\u00e3o da nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto <em>online<\/em> como uma forma perigosa de \u00f3dio e encomendaram este estudo, em parceria com o Congresso Mundial Judaico, para sensibilizarem para as formas que elas assumem nas redes sociais e para apontarem respostas pol\u00edticas e educativas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><br \/>Principais conclus\u00f5es<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt;\"><strong>1.<\/strong> <\/span>Quase metade (49%) de todo o conte\u00fado dos canais p\u00fablicos do <em>Telegram<\/em> que discute o Holocausto nega ou distorce a sua hist\u00f3ria. S\u00e3o mais de 80% de mensagens em l\u00edngua alem\u00e3 e aproximadamente 50% em ingl\u00eas e franc\u00eas. Estas publica\u00e7\u00f5es, em n\u00famero crescente em todo o mundo, s\u00e3o com frequ\u00eancia explicitamente antissemitas e est\u00e3o facilmente acess\u00edveis a todos os que procuram informa\u00e7\u00e3o sobre o Holocausto nessa plataforma, que n\u00e3o tem nenhuma pol\u00edtica de preven\u00e7\u00e3o da nega\u00e7\u00e3o ou distor\u00e7\u00e3o do Holocausto, constituindo-se como um ref\u00fagio para todos os que desejem negar ou distorcer o genoc\u00eddio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt;\"><strong>2.<\/strong> <\/span>A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto est\u00e3o presentes em todas as redes sociais, incluindo as que t\u00eam pol\u00edticas de modera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados direcionadas para as prevenir. Nessas plataformas, a nega\u00e7\u00e3o do Holocausto est\u00e1 menos presente, mas a distor\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais comum e assume v\u00e1rias formas.O conte\u00fado p\u00fablico relacionado com o Holocausto, divulgado nas v\u00e1rias redes, negou ou distorceu a Hist\u00f3ria em percentagens significativas: 19% no <em style=\"font-size: 14pt;\">Twitter<\/em><span style=\"font-size: 14pt;\">; 17% no <\/span><em style=\"font-size: 14pt;\">TikTok<\/em><span style=\"font-size: 14pt;\">; 8% no <\/span><em style=\"font-size: 14pt;\">Facebook<\/em><span style=\"font-size: 14pt;\">; 3% no <\/span><em style=\"font-size: 14pt;\">Instagram<\/em><span style=\"font-size: 14pt;\">.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt;\"><strong>3.<\/strong> <\/span>Nos casos em que as plataformas <em>online<\/em> introduziram pol\u00edticas de modera\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e orienta\u00e7\u00e3o clara do utilizador, isso poder\u00e1 limitar e remover conte\u00fados nefastos. De facto, existe uma diferen\u00e7a not\u00e1vel nos n\u00edveis de nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto entre o <em>Facebook<\/em> &#8211; que se transformou para combater a desinforma\u00e7\u00e3o &#8211; e o <em>Telegram<\/em>, que permanece altamente n\u00e3o moderado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt;\"><strong>4.<\/strong> <\/span>As pol\u00edticas que regulamentam diretrizes e modera\u00e7\u00e3o <em>online<\/em> limitam-se frequentemente \u00e0 abordagem da nega\u00e7\u00e3o do Holocausto esquecendo a quest\u00e3o mais complexa da sua distor\u00e7\u00e3o. Os respons\u00e1veis pelas diferentes redes sociais devem tamb\u00e9m monitorizar e, quando necess\u00e1rio, tomar medidas sobre conte\u00fados que distor\u00e7am o Holocausto, trabalhando em parceria com peritos, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e organiza\u00e7\u00f5es internacionais. Mantendo sempre os padr\u00f5es internacionais de liberdade de express\u00e3o, as a\u00e7\u00f5es a implementar podem incluir:<br \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; adi\u00e7\u00e3o de etiquetas de verifica\u00e7\u00e3o de factos que redirecionam para conte\u00fado exato e fi\u00e1vel;<br \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; desclassifica\u00e7\u00e3o;<br \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; deprecia\u00e7\u00e3o, colocando sob etiqueta de aviso ou removendo conte\u00fado nocivo;<br \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; desativa\u00e7\u00e3o das receitas publicit\u00e1rias;<br \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; desativa\u00e7\u00e3o de contas de atores que produzem e difundem esse conte\u00fado, incluindo atrav\u00e9s de um comportamento n\u00e3o aut\u00eantico e coordenado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt;\"><strong>5.<\/strong> <\/span>As mensagens em s\u00edtios moderados podem ser camufladas e indicar aos utilizadores material muito mais expl\u00edcito noutros s\u00edtios, tais como o <em>Telegram<\/em>. Consequentemente, como a nega\u00e7\u00e3o do Holocausto tem sido limitada em plataformas moderadas, migrou para outras mais livres<em>, <\/em>sendo os s\u00edtios mais habituais utilizados para encaminhar os utilizadores para f\u00f3runs mais radicais.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt;\"><strong>6.<\/strong> <\/span>A distor\u00e7\u00e3o do Holocausto acompanha os acontecimentos mundiais e as mudan\u00e7as de opini\u00e3o dependendo da atualidade, das \u00e1reas de maior preocupa\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica e da evolu\u00e7\u00e3o da agenda noticiosa. Assim, um elevado grau de distor\u00e7\u00e3o do Holocausto esteve associado a protestos anti confinamento e outras restri\u00e7\u00f5es implementadas para combater a doen\u00e7a coronav\u00edrus (COVID-19).<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt;\"><strong>7.<\/strong> <\/span>A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto manifestam-se frequentemente de forma dissimulada e codificada, o que pode dificultar os esfor\u00e7os para mitigar a sua dissemina\u00e7\u00e3o <em>online<\/em>. Por conseguinte, investigadores, empresas<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-01-27-4.png\" height=\"300\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22424372_Hw9UH.png\" style=\"float: right; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/> de plataformas <em>online<\/em> e educadores dever\u00e3o envolver-se mais e compreender estes <em>media<\/em> contempor\u00e2neos para desenvolverem formas de comunica\u00e7\u00e3o criativas e ousadas, contra mensagens perturbadoras, bem como uma resposta educativa eficaz.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt;\"><strong>8.<\/strong> <\/span>A nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto \u00e9 por vezes espalhada atrav\u00e9s de memes e &#8216;humor&#8217;, por comunidades <em>online<\/em> que espalham ideologias extremistas violentas. O &#8216;humor&#8217; e os memes permitem que narrativas de \u00f3dio ganhem aceita\u00e7\u00e3o e legitimidade entre o p\u00fablico em geral, para propagar ideologia racista e supremacista branca, para recrutar e radicalizar novos membros e para criar um sentido de identidade de grupo. A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto est\u00e3o, portanto, intimamente relacionadas e muitas vezes associadas a outros tipos de malef\u00edcios <em>online<\/em>, incluindo homofobia, misoginia, racismo e xenofobia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 24pt;\"><strong>9.<\/strong> <\/span>Educar sobre o Holocausto e outros crimes nazis \u00e9 a melhor defesa contra a nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o. \u00c9 imperativo que os jovens conhe\u00e7am os factos fundamentais do Holocausto e desenvolvam compet\u00eancias de pensamento cr\u00edtico e literacia da informa\u00e7\u00e3o e dos <em>media<\/em>, para que possam rejeitar e contrariar a desinforma\u00e7\u00e3o e o discurso de \u00f3dio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A partir destas conclus\u00f5es, o relat\u00f3rio recomenda uma conjunto de a\u00e7\u00f5es que os respons\u00e1veis pelas redes sociais, os decisores pol\u00edticos e governos, a sociedade civil, os investigadores e os educadores podem empreender para prevenirem e combaterem a nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o <em>online<\/em> do Holocausto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, salienta-se:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u2b55 A educa\u00e7\u00e3o sobre o Holocausto \u00e9 a melhor defesa contra a nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o e deveria ser mais integrada nos curr\u00edculos escolares. \u00c9 imperativo que os jovens sejam informados com precis\u00e3o sobre os factos fundamentais desse genoc\u00eddio para que as possam rejeitar e combater.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u2b55 A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto n\u00e3o podem ser abordadas sem abordar igualmente a literacia da informa\u00e7\u00e3o e dos <em>media<\/em> nos curr\u00edculos escolares. Para proteger o conhecimento dos factos do Holocausto, os Minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o devem investir na educa\u00e7\u00e3o para a cidadania digital com o objetivo de capacitar os alunos para interpretarem e avaliarem a (des)informa\u00e7\u00e3o na era digital. Os manuais escolares e os materiais de aprendizagem devem ser sistematicamente revistos para assegurar a exatid\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u2b55 Os programas existentes que educam as pessoas sobre o Holocausto deveriam renovar os seus esfor\u00e7os para desenvolver compet\u00eancias de literacia hist\u00f3rica que promovam o pensamento cr\u00edtico e a compreens\u00e3o epist\u00e9mica<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-01-27-5.png\" height=\"300\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22424374_rGMfv.png\" style=\"float: right; width: 300px; padding: 10px 10px;\" width=\"300\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>sobre o Holocausto, atrav\u00e9s da avalia\u00e7\u00e3o de provas hist\u00f3ricas e an\u00e1lise especializada em coopera\u00e7\u00e3o com arquivos, museus e historiadores.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u2b55 A educa\u00e7\u00e3o sobre o Holocausto deve tamb\u00e9m servir para aumentar a consci\u00eancia da nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto, das suas formas e consequ\u00eancias, para melhor preparar os alunos para as identificarem e lhes responderem adequadamente, caso as encontrem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u2b55Para apoiar esta a\u00e7\u00e3o, os Minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o deveriam investir na forma\u00e7\u00e3o de professores sobre a educa\u00e7\u00e3o para o Holocausto, a fim de promover pedagogias que construam resili\u00eancia contra a sua nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o e proporcionar acesso a recursos precisos e informados sobre a sua Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u2b55Os professores necessitam de forma\u00e7\u00e3o, apoio e materiais para melhor compreenderem o modo como a nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto s\u00e3o comunicadas <em>online<\/em> e os tipos de comunidades em que circulam atualmente. Os educadores tamb\u00e9m beneficiariam de orienta\u00e7\u00e3o e recursos espec\u00edficos sobre modos de responder a incidentes cr\u00edticos de nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto na sala de aula, sobre como responder \u00e0 resist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprendizagem sobre o Holocausto e sobre como moderar eficazmente as discuss\u00f5es em sala de aula relacionadas com o discurso de \u00f3dio e as teorias da conspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u2b55\u00c9 fundamental que os governos e a sociedade civil promovam orienta\u00e7\u00f5es sobre compara\u00e7\u00f5es falsas e ileg\u00edtimas entre o Holocausto e outros acontecimentos hist\u00f3ricos ou contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Isto inclui fornecer aos educadores forma\u00e7\u00e3o sobre como comparar significativamente o Holocausto com outros crimes de atrocidade, mantendo simultaneamente a exatid\u00e3o hist\u00f3rica e contextualizando ambas as hist\u00f3rias. Os educadores devem ser apoiados para reconhecer e rejeitar afirma\u00e7\u00f5es falsas e ileg\u00edtimas e para compreender como tais compara\u00e7\u00f5es t\u00eam o potencial de causar danos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os museus, arquivos, organiza\u00e7\u00f5es educativas, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, jornalistas e outros atores tamb\u00e9m necessitam de orienta\u00e7\u00e3o sobre como responder eficazmente a falsas compara\u00e7\u00f5es com o Holocausto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u2b55Organiza\u00e7\u00f5es educativas, museus e arquivos do Holocausto devem aumentar a sua visibilidade em novas plataformas <em>online<\/em>, tais como o <em>Telegram,<\/em> onde este fen\u00f3meno de nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o \u00e9 muito forte. Isto exigir\u00e1 investimento em forma\u00e7\u00e3o do pessoal com o objetivo de aumentar a compreens\u00e3o da l\u00f3gica e cultura destas plataformas e de desenvolver contra-argumentos e estrat\u00e9gias que promovam a literacia hist\u00f3rica e o pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>E nas bibliotecas escolares?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Hoje \u00e9 <strong>Dia Internacional de Comemora\u00e7\u00e3o em Mem\u00f3ria das V\u00edtimas do Holocausto<\/strong>, data promovida pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas desde 2006, e num n\u00famero muito significativo de bibliotecas escolares os alunos est\u00e3o, neste preciso momento, envolvidos em a\u00e7\u00f5es que visam criar conhecimento e resili\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a esta mat\u00e9ria. Para que n\u00e3o se esque\u00e7a. Para que nunca mais aconte\u00e7a!<\/p>\n<p><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-01-27-6.png\" height=\"350\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22424376_wkgzz.png\" style=\"float: left; width: 350px; padding: 10px 10px;\" width=\"350\" \/>E as bibliotecas escolares respondem claramente \u00e0 chamada \u00e0 a\u00e7\u00e3o que encontramos neste relat\u00f3rio:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por um lado, abordam a Hist\u00f3ria do Holocausto e os seus factos com exatid\u00e3o; incentivam leituras que conduzem a viv\u00eancias e empatia; promovem pesquisas cred\u00edveis: geram conhecimento seguro sobre o Holocausto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por outro lado, trabalham permanentemente as literacias da informa\u00e7\u00e3o e dos <em>media<\/em> que permitem identificar a desinforma\u00e7\u00e3o, conhecer o funcionamento de plataformas <em>online<\/em> e os seus riscos e desenvolver pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>[1] UNESCO. (2022).<em> History under attack: Holocaust denial and distortion on social media. <\/em><a href=\"https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000382159\"><em>https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000382159<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final de 2022, a UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) publicou, com o\u00a0apoio da World Jewish Congress (Congresso Mundial Judaico) o relat\u00f3rio History under attack: Holocaust denial\u00a0and distortion on social media [1], o primeiro relat\u00f3rio a abordar a extens\u00e3o e a natureza da nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto. Com base nos dados de milhares de milh\u00f5es de utilizadores do Facebook, Instagram, Telegram, TikTok e Twitter, em ingl\u00eas, franc\u00eas, alem\u00e3o e espanhol, o relat\u00f3rio detalha o modo como estes\u00a0media s\u00e3o terreno f\u00e9rtil para o \u00f3dio e o preconceito e prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es a adotar como resposta ao problema, apresentando, nas palavras de Ant\u00f3nio Guterres, Secret\u00e1rio-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, conclus\u00f5es duras. Princ\u00edpios e objetivos A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto s\u00e3o perigosas. S\u00e3o um ataque \u00e0 verdade e ao conhecimento. Alimentam-se de preconceitos espalhados por grupos antissemitas e disseminam-nos, amea\u00e7ando a nossa compreens\u00e3o de um dos mais tr\u00e1gicos momentos de viol\u00eancia da Hist\u00f3ria da humanidade: o genoc\u00eddio de seis milh\u00f5es de judeus pela Alemanha nazi e pelos seus aliados e colaboradores. Em pa\u00edses de toda a Europa, as pessoas tornaram-se c\u00famplices na persegui\u00e7\u00e3o e assassinato dos seus vizinhos. A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto podem impedir a sociedade de ter em conta este passado. Impedem a nossa compreens\u00e3o das causas e dos sinais de alerta da xenofobia e do risco de genoc\u00eddio e conduzem \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos nossos esfor\u00e7os para robustecer a sua\u00a0preven\u00e7\u00e3o. \u00c9 insultuoso para as v\u00edtimas e sobreviventes do Holocausto e h\u00e1 o risco da reabilita\u00e7\u00e3o de ideologias violentas e antissemitas. Nas suas manifesta\u00e7\u00f5es mais extremas, celebra e\u00a0glorifica esta hist\u00f3ria, incitando \u00e0 viol\u00eancia contra os judeus e apelando a outros genoc\u00eddios. As Na\u00e7\u00f5es Unidas e a UNESCO condenam a ascens\u00e3o da nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto online como uma forma perigosa de \u00f3dio e encomendaram este estudo, em parceria com o Congresso Mundial Judaico, para sensibilizarem para as formas que elas assumem nas redes sociais e para apontarem respostas pol\u00edticas e educativas. Principais conclus\u00f5es 1. Quase metade (49%) de todo o conte\u00fado dos canais p\u00fablicos do Telegram que discute o Holocausto nega ou distorce a sua hist\u00f3ria. S\u00e3o mais de 80% de mensagens em l\u00edngua alem\u00e3 e aproximadamente 50% em ingl\u00eas e franc\u00eas. Estas publica\u00e7\u00f5es, em n\u00famero crescente em todo o mundo, s\u00e3o com frequ\u00eancia explicitamente antissemitas e est\u00e3o facilmente acess\u00edveis a todos os que procuram informa\u00e7\u00e3o sobre o Holocausto nessa plataforma, que n\u00e3o tem nenhuma pol\u00edtica de preven\u00e7\u00e3o da nega\u00e7\u00e3o ou distor\u00e7\u00e3o do Holocausto, constituindo-se como um ref\u00fagio para todos os que desejem negar ou distorcer o genoc\u00eddio. 2. A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto est\u00e3o presentes em todas as redes sociais, incluindo as que t\u00eam pol\u00edticas de modera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados direcionadas para as prevenir. Nessas plataformas, a nega\u00e7\u00e3o do Holocausto est\u00e1 menos presente, mas a distor\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais comum e assume v\u00e1rias formas.O conte\u00fado p\u00fablico relacionado com o Holocausto, divulgado nas v\u00e1rias redes, negou ou distorceu a Hist\u00f3ria em percentagens significativas: 19% no Twitter; 17% no TikTok; 8% no Facebook; 3% no Instagram. 3. Nos casos em que as plataformas online introduziram pol\u00edticas de modera\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e orienta\u00e7\u00e3o clara do utilizador, isso poder\u00e1 limitar e remover conte\u00fados nefastos. De facto, existe uma diferen\u00e7a not\u00e1vel nos n\u00edveis de nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto entre o Facebook &#8211; que se transformou para combater a desinforma\u00e7\u00e3o &#8211; e o Telegram, que permanece altamente n\u00e3o moderado. 4. As pol\u00edticas que regulamentam diretrizes e modera\u00e7\u00e3o online limitam-se frequentemente \u00e0 abordagem da nega\u00e7\u00e3o do Holocausto esquecendo a quest\u00e3o mais complexa da sua distor\u00e7\u00e3o. Os respons\u00e1veis pelas diferentes redes sociais devem tamb\u00e9m monitorizar e, quando necess\u00e1rio, tomar medidas sobre conte\u00fados que distor\u00e7am o Holocausto, trabalhando em parceria com peritos, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e organiza\u00e7\u00f5es internacionais. Mantendo sempre os padr\u00f5es internacionais de liberdade de express\u00e3o, as a\u00e7\u00f5es a implementar podem incluir:\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; adi\u00e7\u00e3o de etiquetas de verifica\u00e7\u00e3o de factos que redirecionam para conte\u00fado exato e fi\u00e1vel;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; desclassifica\u00e7\u00e3o;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; deprecia\u00e7\u00e3o, colocando sob etiqueta de aviso ou removendo conte\u00fado nocivo;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; desativa\u00e7\u00e3o das receitas publicit\u00e1rias;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; desativa\u00e7\u00e3o de contas de atores que produzem e difundem esse conte\u00fado, incluindo atrav\u00e9s de um comportamento n\u00e3o aut\u00eantico e coordenado. 5. As mensagens em s\u00edtios moderados podem ser camufladas e indicar aos utilizadores material muito mais expl\u00edcito noutros s\u00edtios, tais como o Telegram. Consequentemente, como a nega\u00e7\u00e3o do Holocausto tem sido limitada em plataformas moderadas, migrou para outras mais livres, sendo os s\u00edtios mais habituais utilizados para encaminhar os utilizadores para f\u00f3runs mais radicais. 6. A distor\u00e7\u00e3o do Holocausto acompanha os acontecimentos mundiais e as mudan\u00e7as de opini\u00e3o dependendo da atualidade, das \u00e1reas de maior preocupa\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica e da evolu\u00e7\u00e3o da agenda noticiosa. Assim, um elevado grau de distor\u00e7\u00e3o do Holocausto esteve associado a protestos anti confinamento e outras restri\u00e7\u00f5es implementadas para combater a doen\u00e7a coronav\u00edrus (COVID-19). 7. A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto manifestam-se frequentemente de forma dissimulada e codificada, o que pode dificultar os esfor\u00e7os para mitigar a sua dissemina\u00e7\u00e3o online. Por conseguinte, investigadores, empresas de plataformas online e educadores dever\u00e3o envolver-se mais e compreender estes media contempor\u00e2neos para desenvolverem formas de comunica\u00e7\u00e3o criativas e ousadas, contra mensagens perturbadoras, bem como uma resposta educativa eficaz. 8. A nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto \u00e9 por vezes espalhada atrav\u00e9s de memes e &#8216;humor&#8217;, por comunidades online que espalham ideologias extremistas violentas. O &#8216;humor&#8217; e os memes permitem que narrativas de \u00f3dio ganhem aceita\u00e7\u00e3o e legitimidade entre o p\u00fablico em geral, para propagar ideologia racista e supremacista branca, para recrutar e radicalizar novos membros e para criar um sentido de identidade de grupo. A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto est\u00e3o, portanto, intimamente relacionadas e muitas vezes associadas a outros tipos de malef\u00edcios online, incluindo homofobia, misoginia, racismo e xenofobia. 9. Educar sobre o Holocausto e outros crimes nazis \u00e9 a melhor defesa contra a nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o. \u00c9 imperativo que os jovens conhe\u00e7am os factos fundamentais do Holocausto e desenvolvam compet\u00eancias de pensamento cr\u00edtico e literacia da informa\u00e7\u00e3o e dos media, para que possam rejeitar e contrariar a desinforma\u00e7\u00e3o e o discurso de \u00f3dio. Recomenda\u00e7\u00f5es A partir destas conclus\u00f5es, o relat\u00f3rio recomenda uma conjunto de a\u00e7\u00f5es que os respons\u00e1veis pelas redes sociais, os decisores pol\u00edticos e governos, a sociedade civil, os investigadores e os educadores podem empreender para prevenirem e combaterem a nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o online do Holocausto. Relativamente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, salienta-se: \u2b55 A educa\u00e7\u00e3o sobre o Holocausto \u00e9 a melhor defesa contra a nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o e deveria ser mais integrada nos curr\u00edculos escolares. \u00c9 imperativo que os jovens sejam informados com precis\u00e3o sobre os factos fundamentais desse genoc\u00eddio para que as possam rejeitar e combater. \u2b55 A nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto n\u00e3o podem ser abordadas sem abordar igualmente a literacia da informa\u00e7\u00e3o e dos media nos curr\u00edculos escolares. Para proteger o conhecimento dos factos do Holocausto, os Minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o devem investir na educa\u00e7\u00e3o para a cidadania digital com o objetivo de capacitar os alunos para interpretarem e avaliarem a (des)informa\u00e7\u00e3o na era digital. Os manuais escolares e os materiais de aprendizagem devem ser sistematicamente revistos para assegurar a exatid\u00e3o hist\u00f3rica. \u2b55 Os programas existentes que educam as pessoas sobre o Holocausto deveriam renovar os seus esfor\u00e7os para desenvolver compet\u00eancias de literacia hist\u00f3rica que promovam o pensamento cr\u00edtico e a compreens\u00e3o epist\u00e9mica sobre o Holocausto, atrav\u00e9s da avalia\u00e7\u00e3o de provas hist\u00f3ricas e an\u00e1lise especializada em coopera\u00e7\u00e3o com arquivos, museus e historiadores. \u2b55 A educa\u00e7\u00e3o sobre o Holocausto deve tamb\u00e9m servir para aumentar a consci\u00eancia da nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto, das suas formas e consequ\u00eancias, para melhor preparar os alunos para as identificarem e lhes responderem adequadamente, caso as encontrem. \u2b55Para apoiar esta a\u00e7\u00e3o, os Minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o deveriam investir na forma\u00e7\u00e3o de professores sobre a educa\u00e7\u00e3o para o Holocausto, a fim de promover pedagogias que construam resili\u00eancia contra a sua nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o e proporcionar acesso a recursos precisos e informados sobre a sua Hist\u00f3ria. \u2b55Os professores necessitam de forma\u00e7\u00e3o, apoio e materiais para melhor compreenderem o modo como a nega\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o do Holocausto s\u00e3o comunicadas online e os tipos de comunidades em que circulam atualmente. Os educadores tamb\u00e9m beneficiariam de orienta\u00e7\u00e3o e recursos espec\u00edficos sobre modos de responder a incidentes cr\u00edticos de nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o do Holocausto na sala de aula, sobre como responder \u00e0 resist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprendizagem sobre o Holocausto e sobre como moderar eficazmente as discuss\u00f5es em sala de aula relacionadas com o discurso de \u00f3dio e as teorias da conspira\u00e7\u00e3o. \u2b55\u00c9 fundamental que os governos e a sociedade civil promovam orienta\u00e7\u00f5es sobre compara\u00e7\u00f5es falsas e ileg\u00edtimas entre o Holocausto e outros acontecimentos hist\u00f3ricos ou contempor\u00e2neos. Isto inclui fornecer aos educadores forma\u00e7\u00e3o sobre como comparar significativamente o Holocausto com outros crimes de atrocidade, mantendo simultaneamente a exatid\u00e3o hist\u00f3rica e contextualizando ambas as hist\u00f3rias. Os educadores devem ser apoiados para reconhecer e rejeitar afirma\u00e7\u00f5es falsas e ileg\u00edtimas e para compreender como tais compara\u00e7\u00f5es t\u00eam o potencial de causar danos. Os museus, arquivos, organiza\u00e7\u00f5es educativas, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, jornalistas e outros atores tamb\u00e9m necessitam de orienta\u00e7\u00e3o sobre como responder eficazmente a falsas compara\u00e7\u00f5es com o Holocausto. \u2b55Organiza\u00e7\u00f5es educativas, museus e arquivos do Holocausto devem aumentar a sua visibilidade em novas plataformas online, tais como o Telegram, onde este fen\u00f3meno de nega\u00e7\u00e3o e distor\u00e7\u00e3o \u00e9 muito forte. Isto exigir\u00e1 investimento em forma\u00e7\u00e3o do pessoal com o objetivo de aumentar a compreens\u00e3o da l\u00f3gica e cultura destas plataformas e de desenvolver contra-argumentos e estrat\u00e9gias que promovam a literacia hist\u00f3rica e o pensamento cr\u00edtico. E nas bibliotecas escolares? Hoje \u00e9 Dia Internacional de Comemora\u00e7\u00e3o em Mem\u00f3ria das V\u00edtimas do Holocausto, data promovida pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas desde 2006, e num n\u00famero muito significativo de bibliotecas escolares os alunos est\u00e3o, neste preciso momento, envolvidos em a\u00e7\u00f5es que visam criar conhecimento e resili\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a esta mat\u00e9ria. Para que n\u00e3o se esque\u00e7a. Para que nunca mais aconte\u00e7a! E as bibliotecas escolares respondem claramente \u00e0 chamada \u00e0 a\u00e7\u00e3o que encontramos neste relat\u00f3rio: Por um lado, abordam a Hist\u00f3ria do Holocausto e os seus factos com exatid\u00e3o; incentivam leituras que conduzem a viv\u00eancias e empatia; promovem pesquisas cred\u00edveis: geram conhecimento seguro sobre o Holocausto. Por outro lado, trabalham permanentemente as literacias da informa\u00e7\u00e3o e dos media que permitem identificar a desinforma\u00e7\u00e3o, conhecer o funcionamento de plataformas online e os seus riscos e desenvolver pensamento cr\u00edtico. Refer\u00eancia [1] UNESCO. (2022). History under attack: Holocaust denial and distortion on social media. https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000382159<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42,142,33,17,31,160],"tags":[],"class_list":["post-2681666","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cidadania","category-direitos-humanos","category-historia","category-holocausto","category-literacia-da-informacao","category-literacia-dos-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2681666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2681666"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2681666\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3086836,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2681666\/revisions\/3086836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2681666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2681666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2681666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}