{"id":2676669,"date":"2023-01-10T09:00:00","date_gmt":"2023-01-10T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2676669.html"},"modified":"2026-05-13T14:24:42","modified_gmt":"2026-05-13T14:24:42","slug":"monstropolis-tem-muitas-semelhancas-com-o-nosso-mundo-e-esta-a-distancia-de-um-portal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2676669","title":{"rendered":"\u00abMonstr\u00f3polis tem muitas semelhan\u00e7as com o nosso mundo e est\u00e1 \u00e0 dist\u00e2ncia de um portal\u00bb"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2023-01-10 PQ.png\" height=\"400\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22416786_CInq4.png\" style=\"width: 800px; padding: 10px 10px;\" width=\"800\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Com chancela da Booksmile,\u00a0A\u00a0FAM\u00cdLIA MONSTRO\u00a0\u00e9 uma nova cole\u00e7\u00e3o infantojuvenil 100% portuguesa, escrita por Bruno Matos e ilustrada por Raquel Carrilho. Convers\u00e1mos com ambos sobre o universo destas hist\u00f3rias \u00abmonstruosamente divertidas\u00bb, com personagens inspiradas em her\u00f3is cl\u00e1ssicos e mitol\u00f3gicos, e cuja a\u00e7\u00e3o decorre em Monstr\u00f3polis,\u00a0\u00abum espelho do nosso mundo, polvilhado com monstros e magia\u00bb.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Qual \u00e9 o vosso percurso na \u00e1rea da escrita e da ilustra\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>(Bruno Matos) Sempre fui apaixonado por criar hist\u00f3rias, come\u00e7ando por fazer banda desenhada ainda antes de saber ler e escrever, mas foram obras como\u00a0<em>O Senhor dos An\u00e9is<\/em>\u00a0e principalmente os primeiros livros do\u00a0<em>Harry Potter<\/em>\u00a0(antes de se tornar num fen\u00f3meno global) que me levaram a experimentar a escrita. Publiquei o meu primeiro romance infantojuvenil em 2001 e mantenho um webcomic com um super-her\u00f3i portugu\u00eas, o Lusitano.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>(Raquel Carrilho) Comecei a desenhar muito cedo e a tirar ideias daquilo que via \u00e0 minha volta, inclusivamente dos desenhos animados, que ali\u00e1s ainda s\u00e3o uma grande influ\u00eancia em tudo o que fa\u00e7o. A verdade \u00e9 que nunca pensei que viria a fazer isto profissionalmente (era uma n\u00f3doa a E.V.T. e E.V.!), por isso nunca procurei forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na \u00e1rea. \u00c0 medida que ganhava mais refer\u00eancias, perdia medos e fazia experi\u00eancias, fui melhorando ao longo dos anos at\u00e9 chegar ao ponto em que estou hoje. \u00c9 verdade que ainda tenho muito para aprender, mas estou determinada a nunca deixar de o fazer.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Como nasceu a ideia da Fam\u00edlia Monstro? Onde foram buscar inspira\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>(BM) Cole\u00e7\u00f5es como\u00a0<em>Os Cinco<\/em>,\u00a0<em>Os Sete<\/em>,\u00a0<em>Uma Aventura<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Viagens no Tempo<\/em>\u00a0acompanharam o meu crescimento. Por outro lado, adoro livros de fantasia e de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Quando a Booksmile me desafiou a criar uma nova cole\u00e7\u00e3o, tentei juntar todas essas influ\u00eancias num universo que fosse divertido, desafiante e, principalmente, original.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>(RC) Quando me tornei parte do projeto, j\u00e1 a ideia e as personagens estavam bem definidas, por isso n\u00e3o posso dizer grande coisa a esse respeito. Quanto \u00e0 parte que me toca, a do design dos personagens em particular, fui \u00e0 procura de representa\u00e7\u00f5es diferentes dos monstros essenciais de Halloween. Desde os filmes cl\u00e1ssicos da Universal, at\u00e9 Scooby-Doo e Monster High, tentei pegar em v\u00e1rios elementos, criar a minha vers\u00e3o, e adapt\u00e1-los \u00e0quilo que o Bruno j\u00e1 tinha como base. Uma s\u00e9rie que me tem surgido v\u00e1rias vezes na cabe\u00e7a quando desenho \u00e9 Courage the Cowardly Dog, que repetiu no Cartoon Network at\u00e9\u2026 2010, se n\u00e3o me engano? Adiante, tinha um ambiente surreal e tresloucado que acho que combina bem com uma hist\u00f3ria sobre monstros.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Qual \u00e9 a vossa personagem favorita?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>(BM) \u00c9 dif\u00edcil escolher uma porque cada personagem tem carater\u00edsticas espec\u00edficas que por si s\u00f3 j\u00e1 fazem dela um monstro especial, mas que, combinadas com os outros, formam uma fam\u00edlia unida. Mas suspeito que o Flic vai ser um favorito dos leitores\u2026<\/p>\n<p><\/p>\n<p>(RC) Acho que diria a Miz\u00e9. \u00c9 divertida de se desenhar e faz-me lembrar as protagonistas de anime de raparigas m\u00e1gicas, at\u00e9 no pormenor de de repente se ter de adaptar a um mundo diferente do que ela conhece.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Acham que as crian\u00e7as se v\u00e3o identificar com estas hist\u00f3rias? Porqu\u00ea?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>(BM) Monstr\u00f3polis tem muitas semelhan\u00e7as com o nosso mundo e est\u00e1 \u00e0 dist\u00e2ncia de um portal. As personagens enfrentam os mesmos dilemas dos leitores, usam a mesma tecnologia e partilham sentimentos semelhantes. \u00c9 um espelho do mundo que conhecem, mas polvilhado com monstros e magia que lhes permite imaginar-se numa realidade diferente.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>(RC) Acho que sim. Quando eu era pequena, tinha um medo desgra\u00e7ado de monstros e afins, por isso infelizmente n\u00e3o posso dizer que teria sido a audi\u00eancia ideal para esta cole\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m sei que h\u00e1 muitos mi\u00fados que n\u00e3o s\u00e3o como eu era, e que de certeza que v\u00e3o gostar da variedade de personagens, sejam eles monstros ou n\u00e3o (as personagens, n\u00e3o os mi\u00fados).<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"brunoraquel.jpg\" height=\"321\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22416787_q22RU.jpeg\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>De que forma os pais e os professores podem pegar nesta cole\u00e7\u00e3o para ler com os filhos e alunos? Tem uma vertente pedag\u00f3gica?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>(BM) Para al\u00e9m dos muitos temas atuais retratados, multiplicam-se as refer\u00eancias a monstros cl\u00e1ssicos e figuras mitol\u00f3gicas. Numa leitura partilhada, os leitores poder\u00e3o estar a conhec\u00ea-los pela primeira vez enquanto para os pais ser\u00e1 um revisitar de personagens que fazem parte do seu imagin\u00e1rio. Ao n\u00edvel da escrita, tento incluir palavras menos usadas para ajudar a alargar o l\u00e9xico dos leitores e, na sec\u00e7\u00e3o final de cada obra, tivemos o cuidado de acrescentar material pedag\u00f3gico como sugest\u00f5es de leitura, curiosidades sobre livros e uma diversidade de atividades que contribuem para o desenvolvimento intelectual do leitor e estimulam a criatividade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>(RC) Dado o meu vi\u00e9s para a anima\u00e7\u00e3o, e da\u00ed para dobragens\/voice over, eu diria que uma boa forma de tornar a leitura divertida seria fazer v\u00e1rias vozes diferentes para os personagens, ou, tendo as crian\u00e7as j\u00e1 idade para ler, distribuir personagens entre elas, os pais e\/ou professores. Fazer como se fosse uma esp\u00e9cie de teatro com narrador!<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Esta fam\u00edlia parece escapar ao modelo da fam\u00edlia tradicional. Houve alguma inten\u00e7\u00e3o de mostrar diversidade e representatividade?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>(BM) Quando nos lembramos dos protagonistas nos livros juvenis, grande parte s\u00e3o amigos ou familiares (irm\u00e3os ou primos) e os pais n\u00e3o t\u00eam influ\u00eancia no decorrer da aventura. Seguindo o princ\u00edpio de querer fazer algo original, lembrei-me de homenagear as fam\u00edlias de acolhimento, pelo amor que d\u00e3o a crian\u00e7as que recebem de diferentes realidades. Tamb\u00e9m a Mam\u00e3 Ogre acolhe monstros com origens d\u00edspares, formando uma fam\u00edlia ligada exclusivamente por um amor altru\u00edsta onde ela n\u00e3o se limita a um papel secund\u00e1rio, contribuindo para o desenvolvimento e crescimento dos \u201cfilhos\u201d.+<\/p>\n<p><\/p>\n<p>(RC) Acho que era isso que o Bruno tinha em mente, sim. Pelo menos na parte do desenho, tentei fazer com que as personagens parecessem distintas para enfatizar essa ideia. Digamos que, dado que estamos a falar sobre monstros, que j\u00e1 por si aparecem em todo o tipo de formas e feitios por esse mundo fora (tal como as pessoas!), acabou por n\u00e3o ser muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Como \u00e9 que autor e ilustradora articulam a colabora\u00e7\u00e3o? Quais os m\u00e9todos de trabalho?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>(BM) Com o meu historial na banda desenhada, \u00e9 normal que visualize os personagens ao detalhe, mas embora tenha feito algumas sugest\u00f5es sobre os protagonistas, era vital deixar a imagina\u00e7\u00e3o da Raquel livre para conceber o universo de Monstr\u00f3polis sem qualquer interfer\u00eancia, e o seu estilo de desenho traduz bem a minha vis\u00e3o de Monstr\u00f3polis.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>(RC)\u00a0Pode parecer estranho, mas eu e o Bruno n\u00e3o contactamos um com o outro com muita frequ\u00eancia. Aquilo que eu fa\u00e7o \u00e9 ler o texto do Bruno e tento interpret\u00e1-lo daquela que me parece ser a melhor maneira. At\u00e9 agora tem dado resultado!<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Nota<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este artigo foi publicado\u00a0<a href=\"https:\/\/www.penguineducacao.pt\/conversa-com-os-autores-da-colec-o-a-familia-monstro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">originalmente pela Penguim Educa\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0e republica-se com autoriza\u00e7\u00e3o da editora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com chancela da Booksmile,\u00a0A\u00a0FAM\u00cdLIA MONSTRO\u00a0\u00e9 uma nova cole\u00e7\u00e3o infantojuvenil 100% portuguesa, escrita por Bruno Matos e ilustrada por Raquel Carrilho. Convers\u00e1mos com ambos sobre o universo destas hist\u00f3rias \u00abmonstruosamente divertidas\u00bb, com personagens inspiradas em her\u00f3is cl\u00e1ssicos e mitol\u00f3gicos, e cuja a\u00e7\u00e3o decorre em Monstr\u00f3polis,\u00a0\u00abum espelho do nosso mundo, polvilhado com monstros e magia\u00bb.\u00a0 \u00a0 Qual \u00e9 o vosso percurso na \u00e1rea da escrita e da ilustra\u00e7\u00e3o? (Bruno Matos) Sempre fui apaixonado por criar hist\u00f3rias, come\u00e7ando por fazer banda desenhada ainda antes de saber ler e escrever, mas foram obras como\u00a0O Senhor dos An\u00e9is\u00a0e principalmente os primeiros livros do\u00a0Harry Potter\u00a0(antes de se tornar num fen\u00f3meno global) que me levaram a experimentar a escrita. Publiquei o meu primeiro romance infantojuvenil em 2001 e mantenho um webcomic com um super-her\u00f3i portugu\u00eas, o Lusitano. (Raquel Carrilho) Comecei a desenhar muito cedo e a tirar ideias daquilo que via \u00e0 minha volta, inclusivamente dos desenhos animados, que ali\u00e1s ainda s\u00e3o uma grande influ\u00eancia em tudo o que fa\u00e7o. A verdade \u00e9 que nunca pensei que viria a fazer isto profissionalmente (era uma n\u00f3doa a E.V.T. e E.V.!), por isso nunca procurei forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na \u00e1rea. \u00c0 medida que ganhava mais refer\u00eancias, perdia medos e fazia experi\u00eancias, fui melhorando ao longo dos anos at\u00e9 chegar ao ponto em que estou hoje. \u00c9 verdade que ainda tenho muito para aprender, mas estou determinada a nunca deixar de o fazer. Como nasceu a ideia da Fam\u00edlia Monstro? Onde foram buscar inspira\u00e7\u00e3o? (BM) Cole\u00e7\u00f5es como\u00a0Os Cinco,\u00a0Os Sete,\u00a0Uma Aventura\u00a0e\u00a0Viagens no Tempo\u00a0acompanharam o meu crescimento. Por outro lado, adoro livros de fantasia e de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Quando a Booksmile me desafiou a criar uma nova cole\u00e7\u00e3o, tentei juntar todas essas influ\u00eancias num universo que fosse divertido, desafiante e, principalmente, original. (RC) Quando me tornei parte do projeto, j\u00e1 a ideia e as personagens estavam bem definidas, por isso n\u00e3o posso dizer grande coisa a esse respeito. Quanto \u00e0 parte que me toca, a do design dos personagens em particular, fui \u00e0 procura de representa\u00e7\u00f5es diferentes dos monstros essenciais de Halloween. Desde os filmes cl\u00e1ssicos da Universal, at\u00e9 Scooby-Doo e Monster High, tentei pegar em v\u00e1rios elementos, criar a minha vers\u00e3o, e adapt\u00e1-los \u00e0quilo que o Bruno j\u00e1 tinha como base. Uma s\u00e9rie que me tem surgido v\u00e1rias vezes na cabe\u00e7a quando desenho \u00e9 Courage the Cowardly Dog, que repetiu no Cartoon Network at\u00e9\u2026 2010, se n\u00e3o me engano? Adiante, tinha um ambiente surreal e tresloucado que acho que combina bem com uma hist\u00f3ria sobre monstros. Qual \u00e9 a vossa personagem favorita? (BM) \u00c9 dif\u00edcil escolher uma porque cada personagem tem carater\u00edsticas espec\u00edficas que por si s\u00f3 j\u00e1 fazem dela um monstro especial, mas que, combinadas com os outros, formam uma fam\u00edlia unida. Mas suspeito que o Flic vai ser um favorito dos leitores\u2026 (RC) Acho que diria a Miz\u00e9. \u00c9 divertida de se desenhar e faz-me lembrar as protagonistas de anime de raparigas m\u00e1gicas, at\u00e9 no pormenor de de repente se ter de adaptar a um mundo diferente do que ela conhece. Acham que as crian\u00e7as se v\u00e3o identificar com estas hist\u00f3rias? Porqu\u00ea? (BM) Monstr\u00f3polis tem muitas semelhan\u00e7as com o nosso mundo e est\u00e1 \u00e0 dist\u00e2ncia de um portal. As personagens enfrentam os mesmos dilemas dos leitores, usam a mesma tecnologia e partilham sentimentos semelhantes. \u00c9 um espelho do mundo que conhecem, mas polvilhado com monstros e magia que lhes permite imaginar-se numa realidade diferente. (RC) Acho que sim. Quando eu era pequena, tinha um medo desgra\u00e7ado de monstros e afins, por isso infelizmente n\u00e3o posso dizer que teria sido a audi\u00eancia ideal para esta cole\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m sei que h\u00e1 muitos mi\u00fados que n\u00e3o s\u00e3o como eu era, e que de certeza que v\u00e3o gostar da variedade de personagens, sejam eles monstros ou n\u00e3o (as personagens, n\u00e3o os mi\u00fados). De que forma os pais e os professores podem pegar nesta cole\u00e7\u00e3o para ler com os filhos e alunos? Tem uma vertente pedag\u00f3gica? (BM) Para al\u00e9m dos muitos temas atuais retratados, multiplicam-se as refer\u00eancias a monstros cl\u00e1ssicos e figuras mitol\u00f3gicas. Numa leitura partilhada, os leitores poder\u00e3o estar a conhec\u00ea-los pela primeira vez enquanto para os pais ser\u00e1 um revisitar de personagens que fazem parte do seu imagin\u00e1rio. Ao n\u00edvel da escrita, tento incluir palavras menos usadas para ajudar a alargar o l\u00e9xico dos leitores e, na sec\u00e7\u00e3o final de cada obra, tivemos o cuidado de acrescentar material pedag\u00f3gico como sugest\u00f5es de leitura, curiosidades sobre livros e uma diversidade de atividades que contribuem para o desenvolvimento intelectual do leitor e estimulam a criatividade. (RC) Dado o meu vi\u00e9s para a anima\u00e7\u00e3o, e da\u00ed para dobragens\/voice over, eu diria que uma boa forma de tornar a leitura divertida seria fazer v\u00e1rias vozes diferentes para os personagens, ou, tendo as crian\u00e7as j\u00e1 idade para ler, distribuir personagens entre elas, os pais e\/ou professores. Fazer como se fosse uma esp\u00e9cie de teatro com narrador! Esta fam\u00edlia parece escapar ao modelo da fam\u00edlia tradicional. Houve alguma inten\u00e7\u00e3o de mostrar diversidade e representatividade? (BM) Quando nos lembramos dos protagonistas nos livros juvenis, grande parte s\u00e3o amigos ou familiares (irm\u00e3os ou primos) e os pais n\u00e3o t\u00eam influ\u00eancia no decorrer da aventura. Seguindo o princ\u00edpio de querer fazer algo original, lembrei-me de homenagear as fam\u00edlias de acolhimento, pelo amor que d\u00e3o a crian\u00e7as que recebem de diferentes realidades. Tamb\u00e9m a Mam\u00e3 Ogre acolhe monstros com origens d\u00edspares, formando uma fam\u00edlia ligada exclusivamente por um amor altru\u00edsta onde ela n\u00e3o se limita a um papel secund\u00e1rio, contribuindo para o desenvolvimento e crescimento dos \u201cfilhos\u201d.+ (RC) Acho que era isso que o Bruno tinha em mente, sim. Pelo menos na parte do desenho, tentei fazer com que as personagens parecessem distintas para enfatizar essa ideia. Digamos que, dado que estamos a falar sobre monstros, que j\u00e1 por si aparecem em todo o tipo de formas e feitios por esse mundo fora (tal como as pessoas!), acabou por n\u00e3o ser muito dif\u00edcil. Como \u00e9 que autor e ilustradora articulam a colabora\u00e7\u00e3o? Quais os m\u00e9todos de trabalho? (BM) Com o meu historial na banda desenhada, \u00e9 normal que visualize os personagens ao detalhe, mas embora tenha feito algumas sugest\u00f5es sobre os protagonistas, era vital deixar a imagina\u00e7\u00e3o da Raquel livre para conceber o universo de Monstr\u00f3polis sem qualquer interfer\u00eancia, e o seu estilo de desenho traduz bem a minha vis\u00e3o de Monstr\u00f3polis. (RC)\u00a0Pode parecer estranho, mas eu e o Bruno n\u00e3o contactamos um com o outro com muita frequ\u00eancia. Aquilo que eu fa\u00e7o \u00e9 ler o texto do Bruno e tento interpret\u00e1-lo daquela que me parece ser a melhor maneira. At\u00e9 agora tem dado resultado! \u00a0 Nota Este artigo foi publicado\u00a0originalmente pela Penguim Educa\u00e7\u00e3o\u00a0e republica-se com autoriza\u00e7\u00e3o da editora.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85,140],"tags":[],"class_list":["post-2676669","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-difusao-da-informacao","category-livros"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2676669","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2676669"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2676669\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3086866,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2676669\/revisions\/3086866"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2676669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2676669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2676669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}