{"id":2649043,"date":"2022-10-11T10:01:00","date_gmt":"2022-10-11T10:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2649043.html"},"modified":"2026-05-13T14:31:19","modified_gmt":"2026-05-13T14:31:19","slug":"teorias-de-conspiracao-o-que-os-professores-precisam-de-saber","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2649043","title":{"rendered":"Teorias de conspira\u00e7\u00e3o: o que os professores precisam de saber"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2022.10.11_P.png\" height=\"400\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22371754_Jz7FH.png\" style=\"width: 800px; padding: 10px 10px;\" width=\"800\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt; color: #808080;\">Leitura 4 min |<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<blockquote><p><\/p>\n<p>A cren\u00e7a de que os acontecimentos s\u00e3o secretamente manipulados por for\u00e7as poderosas com inten\u00e7\u00f5es negativas.&#8221;<\/p>\n<p><\/p><\/blockquote>\n<p><\/p>\n<p>Eis a defini\u00e7\u00e3o de \u2018teoria da conspira\u00e7\u00e3o\u2019 avan\u00e7ada neste documento [1] que a UNESCO disponibilizou, recentemente, em livre acesso.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O t\u00edtulo do documento, <em>Addressing conspiracy theories: what teachers need to know,<\/em> desenha com muita clareza o seu duplo objetivo: abordar as teorias da conspira\u00e7\u00e3o, desmontando as suas raz\u00f5es, impacto, alcance, etc.; e identificar o que podem, os professores, fazer a seu respeito &#8211; assunto da maior relev\u00e2ncia para todos os docentes e particularmente para os professores bibliotec\u00e1rios, que t\u00eam um papel t\u00e3o importante a desempenhar no que respeita \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da literacia da informa\u00e7\u00e3o e dos <em>media<\/em>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Caracter\u00edsticas das teorias de conspira\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>As raz\u00f5es pelas quais se acredita em teorias de conspira\u00e7\u00e3o s\u00e3o m\u00faltiplas e complexas. Sentimentos de vulnerabilidade, de isolamento, ou de impot\u00eancia criam essa predisposi\u00e7\u00e3o. Encontrar outras pessoas partilhando os mesmos receios contribui para a dissemina\u00e7\u00e3o de teorias e cren\u00e7as conspirativas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas a responsabilidade n\u00e3o est\u00e1 apenas do lado de quem acredita, e das suas fragilidades. As teorias da conspira\u00e7\u00e3o t\u00eam caracter\u00edsticas muito sedutoras. Tirando partido das potencialidades comunicacionais da imagem e do v\u00eddeo, utilizam discursos de f\u00e1cil apreens\u00e3o e constroem vis\u00f5es globais dos fen\u00f3menos, oferecendo sentimentos de conforto e de inteligibilidade, face a mundo em constante muta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>S\u00e3o narrativas simples, no sentido em que concentram a responsabilidade pelos acontecimentos num determinado grupo-alvo, ao contr\u00e1rio da complexidade inerente \u00e0 compreens\u00e3o cient\u00edfica dos fen\u00f3menos. Grupos percecionados como exteriores, ou constitu\u00eddos por pessoas de origem diferente, s\u00e3o os alvos mais frequentes, e a cren\u00e7a na sua suposta \u2018intencionalidade mal\u00e9vola\u2019 faz ativar planos de resposta, que podem incluir discrimina\u00e7\u00e3o, discursos de \u00f3dio, ou mobiliza\u00e7\u00e3o para a a\u00e7\u00e3o violenta.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Perante o crescimento deste tipo de teorias e a concomitante redu\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a na ci\u00eancia, nos cientistas e nas institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, que podem os educadores fazer?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este grupo de trabalho da UNESCO prop\u00f5e dois grandes movimentos: um esfor\u00e7o de compreens\u00e3o sobre estes fen\u00f3menos, sobre as raz\u00f5es que lhes subjazem e as inquieta\u00e7\u00f5es daqueles que o alimentam; e a cria\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias que contrariem a sua dissemina\u00e7\u00e3o, designadamente apetrechando os mais novos com compet\u00eancias para a ag\u00eancia, empoderando-os no combate a este fen\u00f3meno.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Como \u00e9 que isto se pode fazer, em contexto educativo?<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A resposta passa, antes de mais, pelo encorajamento do interesse das crian\u00e7as e jovens pelo pensamento racional e pela atitude cient\u00edfica face aos fen\u00f3menos (sejam eles do campo das ci\u00eancias naturais e da vida, ou das ci\u00eancias sociais e humanas), o que inclui o questionamento das causas, a verifica\u00e7\u00e3o de dados e a abertura \u00e0 discuss\u00e3o cr\u00edtica e ao contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas passa, acima de tudo pela desconstru\u00e7\u00e3o das teorias da conspira\u00e7\u00e3o. E a este respeito, vale a pena atentar nas diversas tipologias de a\u00e7\u00e3o elencadas neste documento:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Desconstru\u00e7\u00e3o factual:<br \/>\u00a0 Mostrando situa\u00e7\u00f5es em que informa\u00e7\u00e3o de base \u00e9 incorreta;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Desconstru\u00e7\u00e3o baseada em l\u00f3gica:<br \/>\u00a0 Desmontando racionalmente as t\u00e9cnicas manipuladoras;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Desconstru\u00e7\u00e3o emp\u00e1tica:<br \/>\u00a0 Oferecendo, aos crentes nestas teorias, um ambiente de compreens\u00e3o, e n\u00e3o de hostilidade, na abordagem \u00e0s suas cren\u00e7as;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Desconstru\u00e7\u00e3o baseada em fontes de informa\u00e7\u00e3o:<br \/>\u00a0 Oferecendo compet\u00eancias de literacia que permitam contrariar as estrat\u00e9gias de dissemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No combate a este fen\u00f3meno, \u00e9 essencial n\u00e3o esquecer que as cren\u00e7as das crian\u00e7as e jovens nascem, frequentemente, nos ambientes familiares e, nesse sentido, pode ser determinante dialogar com os pais sobre as ideias defendidas pelo(s) seu(s) educando(s) em contexto escolar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para trabalhar estas quest\u00f5es com o\/as aluno\/as, aqui ficam algumas das propostas e concelhos muito pr\u00e1ticos, que uma leitura do documento oferecer\u00e1 com maior detalhe:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o ridicularizar:<br \/>A exposi\u00e7\u00e3o ao rid\u00edculo da crian\u00e7a ou adolescente que acredita em teorias da conspira\u00e7\u00e3o s\u00f3 ter\u00e1 como consequ\u00eancia o seu fechamento e recusa a conversar sobre o assunto;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Insistir no pensamento cr\u00edtico:<br \/>Encorajar atitudes de verifica\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o cr\u00edtica das ideias subjacentes \u00e0s teorias da conspira\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Mostrar empatia:<br \/>Demonstrar genu\u00edno interesse em compreender das raz\u00f5es do\/a aluno\/a para acreditar nestas teorias;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Mensagens de confian\u00e7a:<br \/>Os testemunhos de ex-membros de grupos extremistas s\u00e3o preciosos para a dissuas\u00e3o das cren\u00e7as nas teorias conspiracionistas;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o for\u00e7ar:<br \/>Evitar demasiada press\u00e3o sobre os jovens, construindo di\u00e1logos focados na explica\u00e7\u00e3o simples de factos objetivos, dando-lhes espa\u00e7o para absorverem a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O documento termina, naturalmente, com sugest\u00f5es de outras leituras e fontes de informa\u00e7\u00e3o, t\u00e3o importantes para apoiar o labor de todos os docentes no combate a este fen\u00f3meno.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">1. UNESCO (2022). <em>Addressing conspiracy theories: what teachers need to know. <\/em>United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization. <a href=\"https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000381958\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000381958<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leitura 4 min | A cren\u00e7a de que os acontecimentos s\u00e3o secretamente manipulados por for\u00e7as poderosas com inten\u00e7\u00f5es negativas.&#8221; Eis a defini\u00e7\u00e3o de \u2018teoria da conspira\u00e7\u00e3o\u2019 avan\u00e7ada neste documento [1] que a UNESCO disponibilizou, recentemente, em livre acesso. O t\u00edtulo do documento, Addressing conspiracy theories: what teachers need to know, desenha com muita clareza o seu duplo objetivo: abordar as teorias da conspira\u00e7\u00e3o, desmontando as suas raz\u00f5es, impacto, alcance, etc.; e identificar o que podem, os professores, fazer a seu respeito &#8211; assunto da maior relev\u00e2ncia para todos os docentes e particularmente para os professores bibliotec\u00e1rios, que t\u00eam um papel t\u00e3o importante a desempenhar no que respeita \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da literacia da informa\u00e7\u00e3o e dos media. Caracter\u00edsticas das teorias de conspira\u00e7\u00e3o As raz\u00f5es pelas quais se acredita em teorias de conspira\u00e7\u00e3o s\u00e3o m\u00faltiplas e complexas. Sentimentos de vulnerabilidade, de isolamento, ou de impot\u00eancia criam essa predisposi\u00e7\u00e3o. Encontrar outras pessoas partilhando os mesmos receios contribui para a dissemina\u00e7\u00e3o de teorias e cren\u00e7as conspirativas. Mas a responsabilidade n\u00e3o est\u00e1 apenas do lado de quem acredita, e das suas fragilidades. As teorias da conspira\u00e7\u00e3o t\u00eam caracter\u00edsticas muito sedutoras. Tirando partido das potencialidades comunicacionais da imagem e do v\u00eddeo, utilizam discursos de f\u00e1cil apreens\u00e3o e constroem vis\u00f5es globais dos fen\u00f3menos, oferecendo sentimentos de conforto e de inteligibilidade, face a mundo em constante muta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o narrativas simples, no sentido em que concentram a responsabilidade pelos acontecimentos num determinado grupo-alvo, ao contr\u00e1rio da complexidade inerente \u00e0 compreens\u00e3o cient\u00edfica dos fen\u00f3menos. Grupos percecionados como exteriores, ou constitu\u00eddos por pessoas de origem diferente, s\u00e3o os alvos mais frequentes, e a cren\u00e7a na sua suposta \u2018intencionalidade mal\u00e9vola\u2019 faz ativar planos de resposta, que podem incluir discrimina\u00e7\u00e3o, discursos de \u00f3dio, ou mobiliza\u00e7\u00e3o para a a\u00e7\u00e3o violenta. Perante o crescimento deste tipo de teorias e a concomitante redu\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a na ci\u00eancia, nos cientistas e nas institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, que podem os educadores fazer? Este grupo de trabalho da UNESCO prop\u00f5e dois grandes movimentos: um esfor\u00e7o de compreens\u00e3o sobre estes fen\u00f3menos, sobre as raz\u00f5es que lhes subjazem e as inquieta\u00e7\u00f5es daqueles que o alimentam; e a cria\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias que contrariem a sua dissemina\u00e7\u00e3o, designadamente apetrechando os mais novos com compet\u00eancias para a ag\u00eancia, empoderando-os no combate a este fen\u00f3meno. Como \u00e9 que isto se pode fazer, em contexto educativo? A resposta passa, antes de mais, pelo encorajamento do interesse das crian\u00e7as e jovens pelo pensamento racional e pela atitude cient\u00edfica face aos fen\u00f3menos (sejam eles do campo das ci\u00eancias naturais e da vida, ou das ci\u00eancias sociais e humanas), o que inclui o questionamento das causas, a verifica\u00e7\u00e3o de dados e a abertura \u00e0 discuss\u00e3o cr\u00edtica e ao contradit\u00f3rio. 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No combate a este fen\u00f3meno, \u00e9 essencial n\u00e3o esquecer que as cren\u00e7as das crian\u00e7as e jovens nascem, frequentemente, nos ambientes familiares e, nesse sentido, pode ser determinante dialogar com os pais sobre as ideias defendidas pelo(s) seu(s) educando(s) em contexto escolar. Para trabalhar estas quest\u00f5es com o\/as aluno\/as, aqui ficam algumas das propostas e concelhos muito pr\u00e1ticos, que uma leitura do documento oferecer\u00e1 com maior detalhe: &#8211; N\u00e3o ridicularizar:A exposi\u00e7\u00e3o ao rid\u00edculo da crian\u00e7a ou adolescente que acredita em teorias da conspira\u00e7\u00e3o s\u00f3 ter\u00e1 como consequ\u00eancia o seu fechamento e recusa a conversar sobre o assunto; &#8211; Insistir no pensamento cr\u00edtico:Encorajar atitudes de verifica\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o cr\u00edtica das ideias subjacentes \u00e0s teorias da conspira\u00e7\u00e3o; &#8211; Mostrar empatia:Demonstrar genu\u00edno interesse em compreender das raz\u00f5es do\/a aluno\/a para acreditar nestas teorias; &#8211; Mensagens de confian\u00e7a:Os testemunhos de ex-membros de grupos extremistas s\u00e3o preciosos para a dissuas\u00e3o das cren\u00e7as nas teorias conspiracionistas; &#8211; N\u00e3o for\u00e7ar:Evitar demasiada press\u00e3o sobre os jovens, construindo di\u00e1logos focados na explica\u00e7\u00e3o simples de factos objetivos, dando-lhes espa\u00e7o para absorverem a informa\u00e7\u00e3o. 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United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization. https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000381958<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85,31,160],"tags":[],"class_list":["post-2649043","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-difusao-da-informacao","category-literacia-da-informacao","category-literacia-dos-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2649043","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2649043"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2649043\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3086967,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2649043\/revisions\/3086967"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2649043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2649043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2649043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}