{"id":2600872,"date":"2022-05-31T09:00:00","date_gmt":"2022-05-31T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2600872.html"},"modified":"2026-05-13T14:43:50","modified_gmt":"2026-05-13T14:43:50","slug":"autonomia-e-flexibilidade-curricular-relato-de-uma-experiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2600872","title":{"rendered":"Autonomia e Flexibilidade Curricular &#8211; Relato de uma experi\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2022-05-31.png\" height=\"400\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22306085_HeSOZ.png\" style=\"width: 800px; padding: 10px 10px;\" width=\"800\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt; color: #808080;\"><strong>Leitura: 3 min<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>1. Enquadramento<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Segundo Perrenoud \u201cMudar a avalia\u00e7\u00e3o significa provavelmente mudar a escola. Pelo menos se pensarmos em termos de mudan\u00e7as maiores, no sentido de uma avalia\u00e7\u00e3o sem notas, mais formativa, uma vez que as pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o est\u00e3o no centro do sistema did\u00e1tico e do sistema de ensino\u201d [1]. Nesta metamorfose, o planeamento carecia de ser repensado e a forma como a escola orientava a sua gest\u00e3o curricular deveria estar coerente com os prop\u00f3sitos da sua a\u00e7\u00e3o. Assim sendo, o agrupamento decidiu alterar a forma como geria o curr\u00edculo e os instrumentos de planeamento que usualmente utilizava.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A gest\u00e3o do curr\u00edculo passou a ser feita numa l\u00f3gica de ciclo, ajustando algumas das aprendizagens ao ano de escolaridade e identificando as aprendizagens-chave de cada ano. Nos trabalhos preparat\u00f3rios, os diferentes grupos disciplinares realizaram um processo de mapeamento dos programas das diferentes disciplinas, acentuando as aprendizagens consideradas chave em cada ano de escolaridade, tendo por refer\u00eancia as aprendizagens essenciais, e definindo claramente os t\u00f3picos comuns a cada \u00e1rea, ajustando as planifica\u00e7\u00f5es e evitando redund\u00e2ncias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Este trabalho minucioso de sinaliza\u00e7\u00e3o das aprendizagens chave permitiu identificar, permitiu desenhar cen\u00e1rios de aprendizagem que se constituem como ponto de partida para a elabora\u00e7\u00e3o de projetos transdisciplinares e funcionam como catalisadores da articula\u00e7\u00e3o curricular.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Assim, o curr\u00edculo \u00e9 visto como uma unidade global a gerir pela escola e por cada equipa educativa, consoante a realidade do seu contexto e o perfil de cada conjunto de alunos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0s diferentes matrizes curriculares, o agrupamento desenhou as suas pr\u00f3prias matrizes, atrav\u00e9s da agrega\u00e7\u00e3o parcial de disciplinas e da cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de trabalho transdisciplinar (Oficina do Conhecimento).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A Oficina de Conhecimento funciona a partir da organiza\u00e7\u00e3o de unidades curriculares integradoras, planeadas a partir de modelos agregadores de compet\u00eancias e de conte\u00fados curriculares transversais ao curr\u00edculo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Numa vis\u00e3o hol\u00edstica, tendo como cerne do problema a desconstru\u00e7\u00e3o da compartimenta\u00e7\u00e3o do saber, a Oficina do Conhecimento est\u00e1 assente em Cen\u00e1rios Integrados de Aprendizagem (CIA).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>2. Cen\u00e1rios Integradores de Aprendizagem (CIA)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os cen\u00e1rios tiveram origem na identifica\u00e7\u00e3o, para cada ano de escolaridade, de disciplinas nucleares e complementares, assim como das aprendizagens a promover em cada cen\u00e1rio. No desenho de cada projeto participa toda a equipa educativa, procurando que o cen\u00e1rio migre do espa\u00e7o destinado a trabalho de projeto para cada uma das \u00e1reas curriculares.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os CIA s\u00e3o pontos de partida para o desenvolvimento de trabalhos de projeto, arquitetados pelas diferentes equipas educativas e constru\u00eddos com e pelos alunos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os Cen\u00e1rios foram desenhados pelas equipas pedag\u00f3gicas tendo por base os dom\u00ednios da Cidadania e Desenvolvimento, o mapeamento curricular elaborado e a identifica\u00e7\u00e3o, em cada ano de escolaridade, das disciplinas consideradas nucleares e das disciplinas tidas como complementares.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2022-05-31-1.png\" height=\"570\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22306111_jdhI1.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px;\" width=\"960\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Cada CIA inicia com um ponto de partida, regra geral, uma obra liter\u00e1ria, ajustada a cada ano de escolaridade e sugerida em articula\u00e7\u00e3o com os docentes de Portugu\u00eas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A obra \u00e9 explorada em momentos distintos, geralmente atrav\u00e9s de Tert\u00falias Dial\u00f3gicas Liter\u00e1rias, nos quais os diferentes grupos s\u00e3o convidados \u00e0 leitura interpretativa e coletiva. Assim, constr\u00f3i-se um sentido coletivo da obra, levando cada grupo a exponenciar os diferentes sentidos da mensagem atrav\u00e9s da viv\u00eancia individual de cada aluno.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2022-05-31-2.png\" height=\"320\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22306112_ChlBN.png\" style=\"width: 960px; padding: 10px 10px;\" width=\"960\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os cen\u00e1rios s\u00e3o apresentados, regra geral, aos alunos atrav\u00e9s de v\u00eddeos desafiadores onde a equipa pedag\u00f3gica apresenta CIA e incentiva a pesquisa e reflex\u00e3o.[2]<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Deste modo, constru\u00edram-se, para os 2.\u00ba e 3.\u00ba ciclos, um total de 15 Cen\u00e1rios Integradores de Aprendizagem, a saber:<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2022-05-31-3.png\" height=\"272\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22306114_y0oad.png\" style=\"width: 567px; padding: 10px 10px;\" width=\"567\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>3. Creative Problem Solving (CPS)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o interna do AEFCPS procurou colmatar as necessidades sentidas pelos docentes, nomeadamente em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho de projeto. Assim, durante um ano, os docentes vivenciaram um processo continuado de desenvolvimento profissional em torno da metodologia Resolu\u00e7\u00e3o Criativa de Problemas ou <em>Creative Problem Solving<\/em>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Esta metodologia visa a resolu\u00e7\u00e3o criativa de problemas tendo por base seis fases:<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2022-05-31-4.png\" height=\"339\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22306115_4pqRe.png\" style=\"width: 587px; padding: 10px 10px;\" width=\"587\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O desenho dos CIA foi acompanhado pela constru\u00e7\u00e3o de um gui\u00e3o explorat\u00f3rio que auxilia os docentes na dinamiza\u00e7\u00e3o das diferentes fases de cada projeto e na respetiva avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Cada CIA termina com a apresenta\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo aprendido durante cada uma das tr\u00eas semanas tem\u00e1ticas (Eu e os outros, Eu e o mundo e Eu e o ambiente). Nessa semana s\u00e3o apresentados os produtos finais, assim como, explorado o processo que conduziu aos mesmos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>4. O papel da Biblioteca Escolar<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Neste tipo de trabalho procuramos que a biblioteca seja um ponto aglutinador de vontades e um polo centralizador de recursos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para tal, foram disponibilizados recursos humanos de diferentes \u00e1reas, de modo a que o trabalho a desenvolver tenha massa cr\u00edtica e cooperante.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o de fundo documental sugerido pela equipa da biblioteca tem em considera\u00e7\u00e3o as necessidades de cada projeto e as din\u00e2micas de cada equipa pedag\u00f3gica procuram, em graus crescentes, a utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos e oportunidades disponibilizados pela biblioteca.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As abordagens dial\u00f3gicas em tert\u00falias partem da biblioteca, os trabalhos de projeto centram a sua operacionalidade na biblioteca e cada vez mais, embora a velocidades que se pretendiam mais acentuadas, a biblioteca se assume como um pilar para o trabalho de projeto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os modelos de pesquisa da informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o articulados com as oportunidades criadas pela Biblioteca e a apresenta\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo aprendido acontece no espa\u00e7o biblioteca.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O Diretor, Paulo Jacinto Correia de Almeida<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">1. Citado por Cosme, A., Ferreira, D., Sousa, L. &amp; Barros, M. (2020). <em>Avalia\u00e7\u00e3o das Aprendizagens. Propostas e Estrat\u00e9gias de A\u00e7\u00e3o. <\/em>Porto Editora<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">2. O v\u00eddeo do Cen\u00e1rio Integrador \u201cO meu her\u00f3i \u00e9s tu\u201d pode ser consultado em <a href=\"https:\/\/youtu.be\/i841YF9AMs8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/youtu.be\/i841YF9AMs8<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">3. Imagem de capa de\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/stevepb-282134\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=674828\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Steve Buissinne<\/a>\u00a0por\u00a0<a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=674828\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pixabay<\/a>\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leitura: 3 min 1. Enquadramento Segundo Perrenoud \u201cMudar a avalia\u00e7\u00e3o significa provavelmente mudar a escola. Pelo menos se pensarmos em termos de mudan\u00e7as maiores, no sentido de uma avalia\u00e7\u00e3o sem notas, mais formativa, uma vez que as pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o est\u00e3o no centro do sistema did\u00e1tico e do sistema de ensino\u201d [1]. Nesta metamorfose, o planeamento carecia de ser repensado e a forma como a escola orientava a sua gest\u00e3o curricular deveria estar coerente com os prop\u00f3sitos da sua a\u00e7\u00e3o. Assim sendo, o agrupamento decidiu alterar a forma como geria o curr\u00edculo e os instrumentos de planeamento que usualmente utilizava. A gest\u00e3o do curr\u00edculo passou a ser feita numa l\u00f3gica de ciclo, ajustando algumas das aprendizagens ao ano de escolaridade e identificando as aprendizagens-chave de cada ano. Nos trabalhos preparat\u00f3rios, os diferentes grupos disciplinares realizaram um processo de mapeamento dos programas das diferentes disciplinas, acentuando as aprendizagens consideradas chave em cada ano de escolaridade, tendo por refer\u00eancia as aprendizagens essenciais, e definindo claramente os t\u00f3picos comuns a cada \u00e1rea, ajustando as planifica\u00e7\u00f5es e evitando redund\u00e2ncias. Este trabalho minucioso de sinaliza\u00e7\u00e3o das aprendizagens chave permitiu identificar, permitiu desenhar cen\u00e1rios de aprendizagem que se constituem como ponto de partida para a elabora\u00e7\u00e3o de projetos transdisciplinares e funcionam como catalisadores da articula\u00e7\u00e3o curricular. Assim, o curr\u00edculo \u00e9 visto como uma unidade global a gerir pela escola e por cada equipa educativa, consoante a realidade do seu contexto e o perfil de cada conjunto de alunos. No que diz respeito \u00e0s diferentes matrizes curriculares, o agrupamento desenhou as suas pr\u00f3prias matrizes, atrav\u00e9s da agrega\u00e7\u00e3o parcial de disciplinas e da cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de trabalho transdisciplinar (Oficina do Conhecimento). A Oficina de Conhecimento funciona a partir da organiza\u00e7\u00e3o de unidades curriculares integradoras, planeadas a partir de modelos agregadores de compet\u00eancias e de conte\u00fados curriculares transversais ao curr\u00edculo. Numa vis\u00e3o hol\u00edstica, tendo como cerne do problema a desconstru\u00e7\u00e3o da compartimenta\u00e7\u00e3o do saber, a Oficina do Conhecimento est\u00e1 assente em Cen\u00e1rios Integrados de Aprendizagem (CIA). \u00a0 2. Cen\u00e1rios Integradores de Aprendizagem (CIA) Os cen\u00e1rios tiveram origem na identifica\u00e7\u00e3o, para cada ano de escolaridade, de disciplinas nucleares e complementares, assim como das aprendizagens a promover em cada cen\u00e1rio. No desenho de cada projeto participa toda a equipa educativa, procurando que o cen\u00e1rio migre do espa\u00e7o destinado a trabalho de projeto para cada uma das \u00e1reas curriculares. Os CIA s\u00e3o pontos de partida para o desenvolvimento de trabalhos de projeto, arquitetados pelas diferentes equipas educativas e constru\u00eddos com e pelos alunos. Os Cen\u00e1rios foram desenhados pelas equipas pedag\u00f3gicas tendo por base os dom\u00ednios da Cidadania e Desenvolvimento, o mapeamento curricular elaborado e a identifica\u00e7\u00e3o, em cada ano de escolaridade, das disciplinas consideradas nucleares e das disciplinas tidas como complementares. Cada CIA inicia com um ponto de partida, regra geral, uma obra liter\u00e1ria, ajustada a cada ano de escolaridade e sugerida em articula\u00e7\u00e3o com os docentes de Portugu\u00eas. A obra \u00e9 explorada em momentos distintos, geralmente atrav\u00e9s de Tert\u00falias Dial\u00f3gicas Liter\u00e1rias, nos quais os diferentes grupos s\u00e3o convidados \u00e0 leitura interpretativa e coletiva. Assim, constr\u00f3i-se um sentido coletivo da obra, levando cada grupo a exponenciar os diferentes sentidos da mensagem atrav\u00e9s da viv\u00eancia individual de cada aluno. Os cen\u00e1rios s\u00e3o apresentados, regra geral, aos alunos atrav\u00e9s de v\u00eddeos desafiadores onde a equipa pedag\u00f3gica apresenta CIA e incentiva a pesquisa e reflex\u00e3o.[2] Deste modo, constru\u00edram-se, para os 2.\u00ba e 3.\u00ba ciclos, um total de 15 Cen\u00e1rios Integradores de Aprendizagem, a saber: \u00a0 3. Creative Problem Solving (CPS) A forma\u00e7\u00e3o interna do AEFCPS procurou colmatar as necessidades sentidas pelos docentes, nomeadamente em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho de projeto. Assim, durante um ano, os docentes vivenciaram um processo continuado de desenvolvimento profissional em torno da metodologia Resolu\u00e7\u00e3o Criativa de Problemas ou Creative Problem Solving. Esta metodologia visa a resolu\u00e7\u00e3o criativa de problemas tendo por base seis fases: O desenho dos CIA foi acompanhado pela constru\u00e7\u00e3o de um gui\u00e3o explorat\u00f3rio que auxilia os docentes na dinamiza\u00e7\u00e3o das diferentes fases de cada projeto e na respetiva avalia\u00e7\u00e3o. Cada CIA termina com a apresenta\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo aprendido durante cada uma das tr\u00eas semanas tem\u00e1ticas (Eu e os outros, Eu e o mundo e Eu e o ambiente). Nessa semana s\u00e3o apresentados os produtos finais, assim como, explorado o processo que conduziu aos mesmos. \u00a0 4. O papel da Biblioteca Escolar Neste tipo de trabalho procuramos que a biblioteca seja um ponto aglutinador de vontades e um polo centralizador de recursos. Para tal, foram disponibilizados recursos humanos de diferentes \u00e1reas, de modo a que o trabalho a desenvolver tenha massa cr\u00edtica e cooperante. A aquisi\u00e7\u00e3o de fundo documental sugerido pela equipa da biblioteca tem em considera\u00e7\u00e3o as necessidades de cada projeto e as din\u00e2micas de cada equipa pedag\u00f3gica procuram, em graus crescentes, a utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos e oportunidades disponibilizados pela biblioteca. As abordagens dial\u00f3gicas em tert\u00falias partem da biblioteca, os trabalhos de projeto centram a sua operacionalidade na biblioteca e cada vez mais, embora a velocidades que se pretendiam mais acentuadas, a biblioteca se assume como um pilar para o trabalho de projeto. Os modelos de pesquisa da informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o articulados com as oportunidades criadas pela Biblioteca e a apresenta\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo aprendido acontece no espa\u00e7o biblioteca. O Diretor, Paulo Jacinto Correia de Almeida \u00a0 Refer\u00eancias 1. Citado por Cosme, A., Ferreira, D., Sousa, L. &amp; Barros, M. (2020). Avalia\u00e7\u00e3o das Aprendizagens. Propostas e Estrat\u00e9gias de A\u00e7\u00e3o. Porto Editora 2. O v\u00eddeo do Cen\u00e1rio Integrador \u201cO meu her\u00f3i \u00e9s tu\u201d pode ser consultado em https:\/\/youtu.be\/i841YF9AMs8 3. 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