{"id":2561905,"date":"2022-02-18T09:00:00","date_gmt":"2022-02-18T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2561905.html"},"modified":"2026-05-13T14:53:31","modified_gmt":"2026-05-13T14:53:31","slug":"a-informacao-objetiva-e-uma-impossibilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2561905","title":{"rendered":"A informa\u00e7\u00e3o objetiva \u00e9 uma impossibilidade"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2022-02-18.png\" height=\"400\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22247955_mMBwr.png\" style=\"width: 800px; padding: 10px 10px;\" width=\"800\" \/><span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cDa informa\u00e7\u00e3o <em>objetiva<\/em> pode dizer-se o mesmo que da quadratura do c\u00edrculo (redu\u00e7\u00e3o a um quadrado de \u00e1rea equivalente): que \u00e9 uma <em>impossibilidade<\/em>\u201d, afirma Jos\u00e9 Saramago num semin\u00e1rio organizado pela Universidade Men\u00e9ndez Pelayo e a EFE, ag\u00eancia de not\u00edcias internacional [1].<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Fazem sentido as express\u00f5es \u201cuma imagem vale mil palavras\u201d ou \u201cfactos s\u00e3o factos\u201d? <\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Imagens podem ser modificadas, na sua cria\u00e7\u00e3o e partilha: \u201ca luz, o \u00e2ngulo de focagem ou a lente utilizada, podem subjetivar o que nos est\u00e1 a ser mostrado\u201d, pelo que \u201cnecessitam muitas vezes de um texto que as explique\u201d e contextualize.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Cada facto\/ efeito \u00e9 consequ\u00eancia de factos anteriores e causa de acontecimentos futuros, pertencendo a uma rede de causas e efeitos que seria importante identificar e compreender, mas que ultrapassa os limites da raz\u00e3o humana, ainda que ampliada auxiliada com tecnologia digital.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>A linguagem \u00e9 um instrumento de express\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o subjetivo. <\/strong>Est\u00e1 condicionada por ideologia (pol\u00edtica, religiosa\u2026), classe social, interesses corporativos ligados \u00e0 profiss\u00e3o ou grupo a que pertence, costumes, cultura, sentimentos e contexto hist\u00f3rico.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cConsidero <strong>o <em>ponto de vista<\/em> como uma quest\u00e3o fundamental em tudo quanto se refere \u00e0 informa\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d, pois \u201cAo mudar o ponto donde se v\u00ea, mudar\u00e1 igualmente aquilo que \u00e9 visto.\u201d Segundo Saramago, ponto de vista de cada um \u00e9 marcado pela vis\u00e3o do mundo e linguagem partilhada pela comunidade, pois \u201cn\u00e3o podemos pensar [ou percecionar\/ imaginar] <em>fora do pensado<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Consequentemente, \u201c<strong>Toda a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 subjetiva e n\u00e3o pode evitar s\u00ea-lo\u201d, na origem, transmiss\u00e3o, rece\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Neste semin\u00e1rio Saramago questiona o car\u00e1ter aparente e ilus\u00f3rio das \u201cretas objetividades\u201d da informa\u00e7\u00e3o, tal como da sua neutralidade &#8211; \u00e9 um ideal \u201cimposs\u00edvel de alcan\u00e7ar\u201d, bem como da liberdade ou independ\u00eancia do jornalismo &#8211; as rela\u00e7\u00f5es de cumplicidade (\u201c<em>cord\u00e3o umbilical\u00a0<\/em>\u201d) que o jornalismo estabelece com os partidos pol\u00edticos e governo e os grandes grupos econ\u00f3micos e banca, justificam \u201ca velha frase que diz que os jornais servem para vender clientes [os leitores] aos anunciantes\u201d que financiam os jornais a troco de publicidade: \u201ca simples amea\u00e7a de retirada da publicidade \u00e9 suficiente para que nenhum jornal ouse denunciar abusos not\u00f3rios\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Destaca a possibilidade da <strong>imprensa e televis\u00e3o manipularem a opini\u00e3o dos leitores<\/strong> com base em duas tend\u00eancias em crescente expans\u00e3o:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; A dos fazedores de opini\u00e3o (<em>opinion makers<\/em>), novos or\u00e1culos &#8211; polit\u00f3logos, comentadores, influenciadores\u2026 &#8211; que retiram ao leitor\/ consumidor de informa\u00e7\u00e3o liberdade para construir ideias e sentimentos a partir da realidade. Os seus <strong>pontos de vista resultam, \u00e0 partida, \u201cda a\u00e7\u00e3o de penetra\u00e7\u00e3o que os denominados criadores de opini\u00e3o<\/strong> vieram operando no seu esp\u00edrito\u201d, confundindo-se facto com opini\u00e3o;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; As \u201cmil possibilidades [de repeti\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de not\u00edcias atrav\u00e9s] da t\u00e9cnica, vimo-lo com <em>zoom<\/em>, sem <em>zoom<\/em>, em <em>plong\u00e9e<\/em>, em <em>contre-plong\u00e9e<\/em>, de um \u00e2ngulo, do \u00e2ngulo oposto, em t<em>ravelling<\/em>, de frente, de perfil. E tamb\u00e9m, intermin\u00e1vel, ao <em>ralenti<\/em>\u2026\u201d <strong>transformam a sensibilidade do leitor, distanciando-o da realidade e tornando-o indiferente e passivo<\/strong>, cego, perante os problemas da sociedade. Diante do espet\u00e1culo\/ superficialidade do mundo que a televis\u00e3o transmite, inclusive nos telejornais, o espetador adota a atitude de cin\u00e9filo, alienando-se do essencial das pessoas e realidade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A internet amplia: o distanciamento do cibernauta perante os outros seres humanos; a desumaniza\u00e7\u00e3o, tornando a informa\u00e7\u00e3o absurda, destitu\u00edda de prop\u00f3sito; a ignor\u00e2ncia porque o acesso ao labirinto de informa\u00e7\u00e3o depende exclusivamente da habilidade t\u00e9cnica ou funcional de pesquisa, atrav\u00e9s de m\u00faltiplas plataformas\/ ferramentas digitais. <strong>A informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o transforma o ser humano, tornando-o mais s\u00e1bio, pr\u00f3ximo ou solid\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o aos outros seres humanos e planeta<\/strong> \u2013 \u201cVemos concretizar-se o cen\u00e1rio de pesadelo anunciado pela fic\u00e7\u00e3o-cient\u00edfica: algu\u00e9m encerrado no seu apartamento, isolado de todos e de tudo, na mais angustiosa solid\u00e3o, mas ligado por internet e em comunica\u00e7\u00e3o com todo o planeta.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Como \u00e9 que a biblioteca escolar consciencializa crian\u00e7as e jovens e a comunidade sobre os limites do jornalismo e da informa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As not\u00edcias dos media (imprensa, televis\u00e3o, internet) s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es subjetivas de palavras, representa\u00e7\u00f5es e n\u00e3o factos\/ realidade?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Empresas e partidos pol\u00edticos controlam a informa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No contexto da biblioteca, a literatura e cr\u00f3nicas (subg\u00e9nero), por exemplo de Saramago, \u00e9 fonte de discuss\u00e3o e consciencializa\u00e7\u00e3o sobre o trabalho dos jornalistas na atualidade?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">1. Saramago, J. Universidade Men\u00e9ndez Pelayo &amp; EFE (Org.). (2004). A quadratura do c\u00edrculo. Santander (Espanha): Jornalismo &amp; Jornalistas [Revista], in: Clube dos Jornalistas (2010, 30 jun.)<em> Saramago, o jornalismo e a quadratura do c\u00edrculo.<\/em> Portugal: CJ. <a href=\"https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=2860\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=2860<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">2. Fonte da imagem: Wikipedia. (2022). <em>Quadratura do c\u00edrculo<\/em>. <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Quadratura_do_c%C3%ADrculo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Quadratura_do_c%C3%ADrculo<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDa informa\u00e7\u00e3o objetiva pode dizer-se o mesmo que da quadratura do c\u00edrculo (redu\u00e7\u00e3o a um quadrado de \u00e1rea equivalente): que \u00e9 uma impossibilidade\u201d, afirma Jos\u00e9 Saramago num semin\u00e1rio organizado pela Universidade Men\u00e9ndez Pelayo e a EFE, ag\u00eancia de not\u00edcias internacional [1]. Fazem sentido as express\u00f5es \u201cuma imagem vale mil palavras\u201d ou \u201cfactos s\u00e3o factos\u201d? Imagens podem ser modificadas, na sua cria\u00e7\u00e3o e partilha: \u201ca luz, o \u00e2ngulo de focagem ou a lente utilizada, podem subjetivar o que nos est\u00e1 a ser mostrado\u201d, pelo que \u201cnecessitam muitas vezes de um texto que as explique\u201d e contextualize. Cada facto\/ efeito \u00e9 consequ\u00eancia de factos anteriores e causa de acontecimentos futuros, pertencendo a uma rede de causas e efeitos que seria importante identificar e compreender, mas que ultrapassa os limites da raz\u00e3o humana, ainda que ampliada auxiliada com tecnologia digital. A linguagem \u00e9 um instrumento de express\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o subjetivo. Est\u00e1 condicionada por ideologia (pol\u00edtica, religiosa\u2026), classe social, interesses corporativos ligados \u00e0 profiss\u00e3o ou grupo a que pertence, costumes, cultura, sentimentos e contexto hist\u00f3rico. \u201cConsidero o ponto de vista como uma quest\u00e3o fundamental em tudo quanto se refere \u00e0 informa\u00e7\u00e3o\u201d, pois \u201cAo mudar o ponto donde se v\u00ea, mudar\u00e1 igualmente aquilo que \u00e9 visto.\u201d Segundo Saramago, ponto de vista de cada um \u00e9 marcado pela vis\u00e3o do mundo e linguagem partilhada pela comunidade, pois \u201cn\u00e3o podemos pensar [ou percecionar\/ imaginar] fora do pensado\u201d. Consequentemente, \u201cToda a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 subjetiva e n\u00e3o pode evitar s\u00ea-lo\u201d, na origem, transmiss\u00e3o, rece\u00e7\u00e3o. Neste semin\u00e1rio Saramago questiona o car\u00e1ter aparente e ilus\u00f3rio das \u201cretas objetividades\u201d da informa\u00e7\u00e3o, tal como da sua neutralidade &#8211; \u00e9 um ideal \u201cimposs\u00edvel de alcan\u00e7ar\u201d, bem como da liberdade ou independ\u00eancia do jornalismo &#8211; as rela\u00e7\u00f5es de cumplicidade (\u201ccord\u00e3o umbilical\u00a0\u201d) que o jornalismo estabelece com os partidos pol\u00edticos e governo e os grandes grupos econ\u00f3micos e banca, justificam \u201ca velha frase que diz que os jornais servem para vender clientes [os leitores] aos anunciantes\u201d que financiam os jornais a troco de publicidade: \u201ca simples amea\u00e7a de retirada da publicidade \u00e9 suficiente para que nenhum jornal ouse denunciar abusos not\u00f3rios\u201d. Destaca a possibilidade da imprensa e televis\u00e3o manipularem a opini\u00e3o dos leitores com base em duas tend\u00eancias em crescente expans\u00e3o: &#8211; A dos fazedores de opini\u00e3o (opinion makers), novos or\u00e1culos &#8211; polit\u00f3logos, comentadores, influenciadores\u2026 &#8211; que retiram ao leitor\/ consumidor de informa\u00e7\u00e3o liberdade para construir ideias e sentimentos a partir da realidade. Os seus pontos de vista resultam, \u00e0 partida, \u201cda a\u00e7\u00e3o de penetra\u00e7\u00e3o que os denominados criadores de opini\u00e3o vieram operando no seu esp\u00edrito\u201d, confundindo-se facto com opini\u00e3o; &#8211; As \u201cmil possibilidades [de repeti\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de not\u00edcias atrav\u00e9s] da t\u00e9cnica, vimo-lo com zoom, sem zoom, em plong\u00e9e, em contre-plong\u00e9e, de um \u00e2ngulo, do \u00e2ngulo oposto, em travelling, de frente, de perfil. E tamb\u00e9m, intermin\u00e1vel, ao ralenti\u2026\u201d transformam a sensibilidade do leitor, distanciando-o da realidade e tornando-o indiferente e passivo, cego, perante os problemas da sociedade. Diante do espet\u00e1culo\/ superficialidade do mundo que a televis\u00e3o transmite, inclusive nos telejornais, o espetador adota a atitude de cin\u00e9filo, alienando-se do essencial das pessoas e realidade. A internet amplia: o distanciamento do cibernauta perante os outros seres humanos; a desumaniza\u00e7\u00e3o, tornando a informa\u00e7\u00e3o absurda, destitu\u00edda de prop\u00f3sito; a ignor\u00e2ncia porque o acesso ao labirinto de informa\u00e7\u00e3o depende exclusivamente da habilidade t\u00e9cnica ou funcional de pesquisa, atrav\u00e9s de m\u00faltiplas plataformas\/ ferramentas digitais. A informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o transforma o ser humano, tornando-o mais s\u00e1bio, pr\u00f3ximo ou solid\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o aos outros seres humanos e planeta \u2013 \u201cVemos concretizar-se o cen\u00e1rio de pesadelo anunciado pela fic\u00e7\u00e3o-cient\u00edfica: algu\u00e9m encerrado no seu apartamento, isolado de todos e de tudo, na mais angustiosa solid\u00e3o, mas ligado por internet e em comunica\u00e7\u00e3o com todo o planeta.\u201d Como \u00e9 que a biblioteca escolar consciencializa crian\u00e7as e jovens e a comunidade sobre os limites do jornalismo e da informa\u00e7\u00e3o? As not\u00edcias dos media (imprensa, televis\u00e3o, internet) s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es subjetivas de palavras, representa\u00e7\u00f5es e n\u00e3o factos\/ realidade? Empresas e partidos pol\u00edticos controlam a informa\u00e7\u00e3o? No contexto da biblioteca, a literatura e cr\u00f3nicas (subg\u00e9nero), por exemplo de Saramago, \u00e9 fonte de discuss\u00e3o e consciencializa\u00e7\u00e3o sobre o trabalho dos jornalistas na atualidade? \u00a0 Refer\u00eancias 1. Saramago, J. Universidade Men\u00e9ndez Pelayo &amp; EFE (Org.). (2004). A quadratura do c\u00edrculo. Santander (Espanha): Jornalismo &amp; Jornalistas [Revista], in: Clube dos Jornalistas (2010, 30 jun.) Saramago, o jornalismo e a quadratura do c\u00edrculo. Portugal: CJ. https:\/\/www.clubedejornalistas.pt\/?p=2860 2. Fonte da imagem: Wikipedia. (2022). Quadratura do c\u00edrculo. https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Quadratura_do_c%C3%ADrculo \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[109,76,31,118],"tags":[],"class_list":["post-2561905","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-autores","category-jornalismo","category-literacia-da-informacao","category-parcerias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2561905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2561905"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2561905\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3087341,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2561905\/revisions\/3087341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2561905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2561905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2561905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}