{"id":2528965,"date":"2021-11-11T09:00:00","date_gmt":"2021-11-11T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2528965.html"},"modified":"2026-05-13T15:02:22","modified_gmt":"2026-05-13T15:02:22","slug":"afinal-o-que-e-o-movimento-maker","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2528965","title":{"rendered":"Afinal o que \u00e9 o movimento maker?"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2021-11-10.png\" height=\"400\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22192689_Sr0O3.png\" style=\"width: 800px; padding: 10px 10px;\" width=\"800\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O gosto pelo trabalho manual est\u00e1 profundamente enraizado em n\u00f3s, mas, no s\u00e9culo passado, na era da produ\u00e7\u00e3o em massa, esse tipo de trabalho, que faz\u00edamos nas nossas oficinas, garagens e cozinhas, era sobretudo um passatempo solit\u00e1rio e n\u00e3o uma for\u00e7a econ\u00f3mica real.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em tempos de revolu\u00e7\u00e3o digital, o mundo do <em>Do-It-Yourself<\/em> (DIY &#8211; \u201cFa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo\u201d) tornou-se tamb\u00e9m ele digital e, como tudo nesta nova era, transformou-se. Atualmente, os <em>makers <\/em>reconciliam o saber fazer artesanal e as novas tecnologias para responderem aos desafios sociais, ambientais e culturais do nosso tempo: de zeros e uns, nascem bens tang\u00edveis.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em 2005, o jornalista de tecnologia Dale Dougherty apostou neste movimento n\u00e3o s\u00f3 com o lan\u00e7amento da revista <em>Make<\/em>, uma publica\u00e7\u00e3o trimestral sobre projetos DIY, mas tamb\u00e9m, em 2006, dando in\u00edcio a uma s\u00e9rie de Feiras <em>Make<\/em> por todo o mundo, que se tornaram as primeiras montras deste movimento emergente.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de <em>makers<\/em> \u00e9 um pouco imprecisa, mas podemos consider\u00e1-los a gera\u00e7\u00e3o web que n\u00e3o se limita a criar p\u00edxeis em ecr\u00e3s, criando tamb\u00e9m objetos f\u00edsicos. Usando a terminologia do MIT Media Lab, eles tratam os \u00e1tomos como bits, usando software poderoso e ferramentas da ind\u00fastria da informa\u00e7\u00e3o para revolucionar a forma como criamos objetos tang\u00edveis.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Existem tr\u00eas for\u00e7as em a\u00e7\u00e3o nesta transforma\u00e7\u00e3o do DIY (Fa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo):<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Ferramentas digitais para design e produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, os equipamentos industriais foram informatizados, mas agora essas m\u00e1quinas est\u00e3o dispon\u00edveis em cima de uma mesa, do mesmo modo que os programas de computador j\u00e1 existiam d\u00e9cadas antes de os PCs mudarem o mundo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As ferramentas <em>maker<\/em> de secret\u00e1ria incluem impressora 3D, corte a laser e software CAD (design auxiliado por computador). Essas ferramentas, que antes eram caras e complexas, s\u00e3o agora de tamanho reduzido e encontram-se facilmente a pre\u00e7os competitivos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Meios de colabora\u00e7\u00e3o digital<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c0 semelhan\u00e7a do que aconteceu com as ferramentas criativas, tamb\u00e9m os desenhos se tornaram digitais, sendo agora apenas ficheiros, que agora s\u00e3o apenas ficheiros que podem ser facilmente partilhados em linha. Os <em>makers<\/em> podem assim tirar proveito da inova\u00e7\u00e3o colaborativa em linha, usandotodo o potencial social que surgiu na web nos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Apoiados por sites de <em>crowdfunding<\/em> como <em>Kickstarter<\/em> ou <em>Indiegogo<\/em>, os <em>makers<\/em> podem at\u00e9 usar a sua rede para angariar fundos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O antigo modelo de art\u00edfices manuais a trabalhar sozinhos na sua garagem est\u00e1 desaparecer e a ser substitu\u00eddo por um movimento global de pessoas a trabalharem juntas em linha. As oficinas do mundo est\u00e3o agora conectadas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>F\u00e1brica de aluguer<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Inventar alguma coisa n\u00e3o \u00e9 suficiente; tamb\u00e9m \u00e9 preciso coloc\u00e1-la no mercado e, se poss\u00edvel, em quantidade. Isso significa produ\u00e7\u00e3o em massa, que era tradicionalmente reservada para aqueles que tinham sua pr\u00f3pria f\u00e1brica ou podiam pagar pelos servi\u00e7os.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas hoje as f\u00e1bricas em todo o mundo est\u00e3o cada vez mais acess\u00edveis na <em>web<\/em>, prontas para atender a pedidos de qualquer dimens\u00e3o e de qualquer pessoa. Gra\u00e7as \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao design digital, as f\u00e1bricas na China j\u00e1 s\u00e3o suficientemente flex\u00edveis para receber pedidos em linha, por cart\u00e3o de cr\u00e9dito, para quantidades t\u00e3o pequenas como uma d\u00fazia ou t\u00e3o grandes como milh\u00f5es. Outras empresas, como Shapeways e Ponoko, oferecem manufatura digital \u201ccomo um servi\u00e7o\u201d: qualquer pessoa pode alugar o tempo de opera\u00e7\u00e3o de uma impressora 3-D ou de uma fresadora.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Juntando tudo isto temos uma transforma\u00e7\u00e3o radical (de baixo para cima) da ind\u00fastria de processamento, que seguir\u00e1 o mesmo caminho de democratiza\u00e7\u00e3o do computador pessoal e das telecomunica\u00e7\u00f5es. Estamos apenas no in\u00edcio mas o potencial \u00e9 imenso.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A manufatura \u00e9 uma das maiores ind\u00fastrias do mundo. Desde a primeira revolu\u00e7\u00e3o industrial, o poder de fazer coisas em grande escala pertence \u00e0queles que possuem os meios de produ\u00e7\u00e3o, o que significa grandes f\u00e1bricas, grandes empresas e os bens de mercado de massa para os quais foram constru\u00eddas. O mesmo aconteceu com os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa no s\u00e9culo XX e agora vemos o efeito que a Internet e o seu longo rasto de conte\u00fados tiveram sobre eles.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Trata-se de um movimento de pensamento e a\u00e7\u00e3o resultante do DIY, que cultiva o engenho e a intelig\u00eancia da m\u00e3o ao servi\u00e7o do bem comum. Cerca de quinze anos ap\u00f3s as suas primeiras manifesta\u00e7\u00f5es, ele continua a crescer e tem enveredado por novos caminhos, designadamente na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o. Considerando as suas vantagens para a aprendizagem e desenvolvimento global dos alunos, muitas escolas est\u00e3o a aderir ao movimento <em>maker <\/em>na educa\u00e7\u00e3o ou, pelo menos, a aplicar alguns dos seus princ\u00edpios e a criar <em>makerspaces<\/em>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>E as bibliotecas?<\/strong> O tradicional espa\u00e7o de \u201csil\u00eancio\u201d da biblioteca n\u00e3o \u00e9 um ambiente estranho para a confus\u00e3o criativa e pr\u00e1tica de um <em>makerspace<\/em>? Ser\u00e1 que esse espa\u00e7o n\u00e3o vai tomar conta de toda a biblioteca e substituir os livros? E os diretores, estar\u00e3o de acordo com toda esta confus\u00e3o?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos artigos, veremos porque \u00e9 que o <em>makerspace<\/em> \u00e9 tamb\u00e9m, sem d\u00favida, um espa\u00e7o a criar nas bibliotecas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Artigo adaptado a partir de <em>The Maker Movement: Tangible Goods Emerge From Ones and Zeros<\/em><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias: <\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<ol><\/p>\n<li>Anderson, Chris (2013) <em>The Maker Movement: Tangible Goods Emerge From Ones and Zeros<\/em>. <a href=\"https:\/\/www.wired.com\/2013\/04\/makermovement\/\">https:\/\/www.wired.com\/2013\/04\/makermovement\/<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Schultz, St\u00e9phane (s.d.) Le mouvement Maker, la nouvelle r\u00e9volution industrielle <a href=\"https:\/\/15marches.fr\/numerique\/le-mouvement-makers-la-nouvelle-revolution-industrielle\">https:\/\/15marches.fr\/numerique\/le-mouvement-makers-la-nouvelle-revolution-industrielle<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>School Library Makerspaces: the Bold, the Brave, and the Uninitiated. <a href=\"https:\/\/www.gettingsmart.com\/2017\/11\/27\/school-library-makerspaces-the-bold-the-brave-and-the-unintiated\/\">https:\/\/www.gettingsmart.com\/2017\/11\/27\/school-library-makerspaces-the-bold-the-brave-and-the-unintiated\/<\/a><\/li>\n<p><\/ol>\n<p><\/p>\n<p>Photo by <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@alexlvrs?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Alex Lvrs<\/a> on <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Unsplash<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 O gosto pelo trabalho manual est\u00e1 profundamente enraizado em n\u00f3s, mas, no s\u00e9culo passado, na era da produ\u00e7\u00e3o em massa, esse tipo de trabalho, que faz\u00edamos nas nossas oficinas, garagens e cozinhas, era sobretudo um passatempo solit\u00e1rio e n\u00e3o uma for\u00e7a econ\u00f3mica real. Em tempos de revolu\u00e7\u00e3o digital, o mundo do Do-It-Yourself (DIY &#8211; \u201cFa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo\u201d) tornou-se tamb\u00e9m ele digital e, como tudo nesta nova era, transformou-se. Atualmente, os makers reconciliam o saber fazer artesanal e as novas tecnologias para responderem aos desafios sociais, ambientais e culturais do nosso tempo: de zeros e uns, nascem bens tang\u00edveis. Em 2005, o jornalista de tecnologia Dale Dougherty apostou neste movimento n\u00e3o s\u00f3 com o lan\u00e7amento da revista Make, uma publica\u00e7\u00e3o trimestral sobre projetos DIY, mas tamb\u00e9m, em 2006, dando in\u00edcio a uma s\u00e9rie de Feiras Make por todo o mundo, que se tornaram as primeiras montras deste movimento emergente. A defini\u00e7\u00e3o de makers \u00e9 um pouco imprecisa, mas podemos consider\u00e1-los a gera\u00e7\u00e3o web que n\u00e3o se limita a criar p\u00edxeis em ecr\u00e3s, criando tamb\u00e9m objetos f\u00edsicos. Usando a terminologia do MIT Media Lab, eles tratam os \u00e1tomos como bits, usando software poderoso e ferramentas da ind\u00fastria da informa\u00e7\u00e3o para revolucionar a forma como criamos objetos tang\u00edveis. Existem tr\u00eas for\u00e7as em a\u00e7\u00e3o nesta transforma\u00e7\u00e3o do DIY (Fa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo): \u00a0 Ferramentas digitais para design e produ\u00e7\u00e3o Durante d\u00e9cadas, os equipamentos industriais foram informatizados, mas agora essas m\u00e1quinas est\u00e3o dispon\u00edveis em cima de uma mesa, do mesmo modo que os programas de computador j\u00e1 existiam d\u00e9cadas antes de os PCs mudarem o mundo. As ferramentas maker de secret\u00e1ria incluem impressora 3D, corte a laser e software CAD (design auxiliado por computador). Essas ferramentas, que antes eram caras e complexas, s\u00e3o agora de tamanho reduzido e encontram-se facilmente a pre\u00e7os competitivos. \u00a0 Meios de colabora\u00e7\u00e3o digital \u00c0 semelhan\u00e7a do que aconteceu com as ferramentas criativas, tamb\u00e9m os desenhos se tornaram digitais, sendo agora apenas ficheiros, que agora s\u00e3o apenas ficheiros que podem ser facilmente partilhados em linha. Os makers podem assim tirar proveito da inova\u00e7\u00e3o colaborativa em linha, usandotodo o potencial social que surgiu na web nos \u00faltimos 20 anos. Apoiados por sites de crowdfunding como Kickstarter ou Indiegogo, os makers podem at\u00e9 usar a sua rede para angariar fundos. O antigo modelo de art\u00edfices manuais a trabalhar sozinhos na sua garagem est\u00e1 desaparecer e a ser substitu\u00eddo por um movimento global de pessoas a trabalharem juntas em linha. As oficinas do mundo est\u00e3o agora conectadas. \u00a0 F\u00e1brica de aluguer Inventar alguma coisa n\u00e3o \u00e9 suficiente; tamb\u00e9m \u00e9 preciso coloc\u00e1-la no mercado e, se poss\u00edvel, em quantidade. Isso significa produ\u00e7\u00e3o em massa, que era tradicionalmente reservada para aqueles que tinham sua pr\u00f3pria f\u00e1brica ou podiam pagar pelos servi\u00e7os. Mas hoje as f\u00e1bricas em todo o mundo est\u00e3o cada vez mais acess\u00edveis na web, prontas para atender a pedidos de qualquer dimens\u00e3o e de qualquer pessoa. Gra\u00e7as \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao design digital, as f\u00e1bricas na China j\u00e1 s\u00e3o suficientemente flex\u00edveis para receber pedidos em linha, por cart\u00e3o de cr\u00e9dito, para quantidades t\u00e3o pequenas como uma d\u00fazia ou t\u00e3o grandes como milh\u00f5es. Outras empresas, como Shapeways e Ponoko, oferecem manufatura digital \u201ccomo um servi\u00e7o\u201d: qualquer pessoa pode alugar o tempo de opera\u00e7\u00e3o de uma impressora 3-D ou de uma fresadora. \u00a0 Juntando tudo isto temos uma transforma\u00e7\u00e3o radical (de baixo para cima) da ind\u00fastria de processamento, que seguir\u00e1 o mesmo caminho de democratiza\u00e7\u00e3o do computador pessoal e das telecomunica\u00e7\u00f5es. Estamos apenas no in\u00edcio mas o potencial \u00e9 imenso. A manufatura \u00e9 uma das maiores ind\u00fastrias do mundo. Desde a primeira revolu\u00e7\u00e3o industrial, o poder de fazer coisas em grande escala pertence \u00e0queles que possuem os meios de produ\u00e7\u00e3o, o que significa grandes f\u00e1bricas, grandes empresas e os bens de mercado de massa para os quais foram constru\u00eddas. O mesmo aconteceu com os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa no s\u00e9culo XX e agora vemos o efeito que a Internet e o seu longo rasto de conte\u00fados tiveram sobre eles. Trata-se de um movimento de pensamento e a\u00e7\u00e3o resultante do DIY, que cultiva o engenho e a intelig\u00eancia da m\u00e3o ao servi\u00e7o do bem comum. Cerca de quinze anos ap\u00f3s as suas primeiras manifesta\u00e7\u00f5es, ele continua a crescer e tem enveredado por novos caminhos, designadamente na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o. Considerando as suas vantagens para a aprendizagem e desenvolvimento global dos alunos, muitas escolas est\u00e3o a aderir ao movimento maker na educa\u00e7\u00e3o ou, pelo menos, a aplicar alguns dos seus princ\u00edpios e a criar makerspaces. \u00a0 E as bibliotecas? O tradicional espa\u00e7o de \u201csil\u00eancio\u201d da biblioteca n\u00e3o \u00e9 um ambiente estranho para a confus\u00e3o criativa e pr\u00e1tica de um makerspace? Ser\u00e1 que esse espa\u00e7o n\u00e3o vai tomar conta de toda a biblioteca e substituir os livros? E os diretores, estar\u00e3o de acordo com toda esta confus\u00e3o? Nos pr\u00f3ximos artigos, veremos porque \u00e9 que o makerspace \u00e9 tamb\u00e9m, sem d\u00favida, um espa\u00e7o a criar nas bibliotecas. Artigo adaptado a partir de The Maker Movement: Tangible Goods Emerge From Ones and Zeros \u00a0 Refer\u00eancias: Anderson, Chris (2013) The Maker Movement: Tangible Goods Emerge From Ones and Zeros. https:\/\/www.wired.com\/2013\/04\/makermovement\/ Schultz, St\u00e9phane (s.d.) Le mouvement Maker, la nouvelle r\u00e9volution industrielle https:\/\/15marches.fr\/numerique\/le-mouvement-makers-la-nouvelle-revolution-industrielle School Library Makerspaces: the Bold, the Brave, and the Uninitiated. https:\/\/www.gettingsmart.com\/2017\/11\/27\/school-library-makerspaces-the-bold-the-brave-and-the-unintiated\/ Photo by Alex Lvrs on Unsplash<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-2528965","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-inovacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2528965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2528965"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2528965\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3087478,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2528965\/revisions\/3087478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2528965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2528965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2528965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}