{"id":2520143,"date":"2021-10-28T09:00:00","date_gmt":"2021-10-28T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2520143.html"},"modified":"2026-05-13T15:04:33","modified_gmt":"2026-05-13T15:04:33","slug":"o-outro-o-nos-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2520143","title":{"rendered":"O Outro? O N\u00f3s! (II)"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2021-10-26 (1).png\" height=\"400\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22179836_NQKps.png\" style=\"width: 800px; padding: 10px 10px;\" width=\"800\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>No contexto da participa\u00e7\u00e3o da Rede de Bibliotecas Escolares no <a href=\"https:\/\/foliofestival.com\/educa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Folio 2021<\/strong><\/a>, subordinado ao tema o <strong>Outro<\/strong>, publica-se uma s\u00e9rie de artigos que serviram de base a encontros e workshops.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>O Outro? O N\u00f3s!<\/em> \u00e9 uma hist\u00f3ria em seis partes, das quais hoje se publicam a segunda e a terceira &#8211; a sexta parte, a melhor, est\u00e1 por contar e nela todos somos protagonistas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O Outro, enquanto plural e sujeito de direitos, voz e representa\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico, \u00e9 recente e fr\u00e1gil. Exige prote\u00e7\u00e3o e abertura acrescida para que d\u00ea lugar ao <strong>N\u00f3s, <\/strong>express\u00e3o da efetiva\u00e7\u00e3o das liberdades fundamentais de todos os seres humanos em comunh\u00e3o com o Planeta.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Parte 2<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201cempregar toda a vida a cultivar a minha raz\u00e3o, e a avan\u00e7ar, tanto quanto me fosse poss\u00edvel, no conhecimento da verdade, seguindo o m\u00e9todo que para mim estabelecera.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201ctornarmo-nos senhores e possuidores da natureza.\u201d[1]<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>At\u00e9 \u00e0 Modernidade (Plat\u00e3o, Descartes\u2026) o Ocidente pensou a raz\u00e3o &#8211; e a tecnologia, sua aplica\u00e7\u00e3o &#8211; como meio conducente \u00e0 verdade e a um mundo melhor.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>De acordo com esta <strong>vis\u00e3o instrumental da ci\u00eancia e tecnologia,<\/strong> o sujeito permanece separado do objeto &#8211; \u00e9 neutro &#8211; e o conhecimento \u00e9 abstrato (representa\u00e7\u00e3o) &#8211; n\u00e3o sendo pensado a partir da\/ para a realidade &#8211; e especializado\/ acad\u00e9mico, constituindo meio de poder e domina\u00e7\u00e3o da natureza e outros homens. O mundo \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o\/ reflexo do sujeito que \u00e9 norma\/ padr\u00e3o (valor universal) e a ci\u00eancia tem um papel normalizador da sociedade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Esta vis\u00e3o justifica:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Grandes progressos cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Extra\u00e7\u00e3o e consumo ilimitado de recursos da Terra, capitalismo e crise ambiental (clim\u00e1tica\/ extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies);<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Cat\u00e1strofes (Hiroxima), exterm\u00ednios (Holocausto), escravid\u00e3o e colonialismo, anula\u00e7\u00e3o e invisibilidade do outro\/ diferente;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Fascismo\/ totalitarismo\/ extrema-direita alimentado pela cria\u00e7\u00e3o do medo e desordem, atrav\u00e9s da desinforma\u00e7\u00e3o e propaganda, discurso do \u00f3dio, polariza\u00e7\u00e3o, negacionismo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Parte 3<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Pelos efeitos que traz de <strong>desumaniza\u00e7\u00e3o e indiferen\u00e7a<\/strong>, questiona-se, desde I. Kant, mas sobretudo a partir da segunda metade do s\u00e9culo XX, a hipervaloriza\u00e7\u00e3o deste modelo centrado no eu\/ raz\u00e3o\/ ver e procura compreender-se e experienciar-se a vida com base na escuta e di\u00e1logo com o Outro.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201c\u00c9 porque a subjetividade \u00e9 sensibilidade (\u2026) que o sujeito \u00e9 de carne e osso, homem que tem fome e que come, entranhas numa pele e, portanto, suscet\u00edvel de dar o p\u00e3o da sua boca ou da sua pele.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Levinas, E. (2011). <em>De outro modo que ser ou para l\u00e1 da ess\u00eancia.<\/em> Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, p. 95.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A <strong>sensibilidade <\/strong>(afetiva e sentimental, est\u00e9tica\u2026) &#8211; n\u00e3o apenas a raz\u00e3o &#8211; \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia no mundo &#8211; e a <strong>\u00e9tica<\/strong> \u00e9 a base da rela\u00e7\u00e3o de responsabilidade\/ dever com o outro (Levinas): sou respons\u00e1vel por mim e todos os outros, que devem ser tidos em conta na minha compreens\u00e3o do mundo e decis\u00f5es. A vida \u00e9 o que cada um constr\u00f3i na rela\u00e7\u00e3o com seus semelhantes e outros seres vivos, que deve ser de acolhimento, hospitalidade e respeito pela individualidade\/ diferen\u00e7a de cada um, aquilo que nos une a todos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O reconhecimento do Outro, na sua diferen\u00e7a e dignidade (valor inestim\u00e1vel, sem pre\u00e7o), ocorre com a institui\u00e7\u00e3o dos direitos humanos ao longo da Hist\u00f3ria. A <em>Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos do Homem e do Cidad\u00e3o<\/em> de 1789 que inspirou a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa \u00e9 um primeiro grande marco, mas a <strong><em>Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos<\/em><\/strong> proclamada ap\u00f3s a experi\u00eancia da II Guerra Mundial (ONU, 10 de dezembro de 1948) e as conven\u00e7\u00f5es e tratados humanos subsequentes s\u00e3o fundamentais na defesa da luta contra arbitrariedades do poder e garantia das liberdades individuais fundamentais\/ m\u00ednimas no horizonte ideal e universal da fam\u00edlia humana.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em 2015 a Declara\u00e7\u00e3o adquire novo alcance com o compromisso global dos <strong><em>Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/em><\/strong> que conferem aos direitos humanos uma vis\u00e3o hol\u00edstica\/ multidimensional\/ sist\u00e9mica\/ circular e integrada nas comunidades, convocando diferentes contextos e atores &#8211; \u201cmais de 90%\u201d das metas dos ODS est\u00e3o incorporados em tratados de direitos humanos\u201d <strong>2<\/strong>. Localmente, \u00e9 importante que todos participem atrav\u00e9s de processos <em>bottom up <\/em>para que os direitos sejam n\u00e3o apenas formais, mas vividos<em>. <\/em>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>1.<\/strong> Descartes, R. (1986). <em>Discurso do M\u00e9todo<\/em>. [Partes III, VI]. Porto Editora, pp. 82, 119<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>2.<\/strong> Naciones Unidas en Ginebra &#8211; Misi\u00f3n Permanente de Dinamarca. (2017). <em>Derechos Humanos y ODS Alcanzando Sinergias. <\/em><a href=\"https:\/\/www.universal-rights.org\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/ODS-DDHH_SP.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.universal-rights.org\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/ODS-DDHH_SP.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Fonte da imagem<\/strong><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">El Instituto Dan\u00e9s de Derechos Humanos. <em>La Gu\u00eda de los Derechos Humanos a los ODS<\/em>. <a href=\"https:\/\/sdg.humanrights.dk\/es\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/sdg.humanrights.dk\/es<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No contexto da participa\u00e7\u00e3o da Rede de Bibliotecas Escolares no Folio 2021, subordinado ao tema o Outro, publica-se uma s\u00e9rie de artigos que serviram de base a encontros e workshops. O Outro? O N\u00f3s! \u00e9 uma hist\u00f3ria em seis partes, das quais hoje se publicam a segunda e a terceira &#8211; a sexta parte, a melhor, est\u00e1 por contar e nela todos somos protagonistas. O Outro, enquanto plural e sujeito de direitos, voz e representa\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico, \u00e9 recente e fr\u00e1gil. Exige prote\u00e7\u00e3o e abertura acrescida para que d\u00ea lugar ao N\u00f3s, express\u00e3o da efetiva\u00e7\u00e3o das liberdades fundamentais de todos os seres humanos em comunh\u00e3o com o Planeta. \u00a0 Parte 2 \u201cempregar toda a vida a cultivar a minha raz\u00e3o, e a avan\u00e7ar, tanto quanto me fosse poss\u00edvel, no conhecimento da verdade, seguindo o m\u00e9todo que para mim estabelecera.\u201d \u201ctornarmo-nos senhores e possuidores da natureza.\u201d[1] \u00a0 At\u00e9 \u00e0 Modernidade (Plat\u00e3o, Descartes\u2026) o Ocidente pensou a raz\u00e3o &#8211; e a tecnologia, sua aplica\u00e7\u00e3o &#8211; como meio conducente \u00e0 verdade e a um mundo melhor. De acordo com esta vis\u00e3o instrumental da ci\u00eancia e tecnologia, o sujeito permanece separado do objeto &#8211; \u00e9 neutro &#8211; e o conhecimento \u00e9 abstrato (representa\u00e7\u00e3o) &#8211; n\u00e3o sendo pensado a partir da\/ para a realidade &#8211; e especializado\/ acad\u00e9mico, constituindo meio de poder e domina\u00e7\u00e3o da natureza e outros homens. O mundo \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o\/ reflexo do sujeito que \u00e9 norma\/ padr\u00e3o (valor universal) e a ci\u00eancia tem um papel normalizador da sociedade. Esta vis\u00e3o justifica: &#8211; Grandes progressos cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos; &#8211; Extra\u00e7\u00e3o e consumo ilimitado de recursos da Terra, capitalismo e crise ambiental (clim\u00e1tica\/ extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies); &#8211; Cat\u00e1strofes (Hiroxima), exterm\u00ednios (Holocausto), escravid\u00e3o e colonialismo, anula\u00e7\u00e3o e invisibilidade do outro\/ diferente; &#8211; Fascismo\/ totalitarismo\/ extrema-direita alimentado pela cria\u00e7\u00e3o do medo e desordem, atrav\u00e9s da desinforma\u00e7\u00e3o e propaganda, discurso do \u00f3dio, polariza\u00e7\u00e3o, negacionismo. \u00a0 Parte 3 Pelos efeitos que traz de desumaniza\u00e7\u00e3o e indiferen\u00e7a, questiona-se, desde I. Kant, mas sobretudo a partir da segunda metade do s\u00e9culo XX, a hipervaloriza\u00e7\u00e3o deste modelo centrado no eu\/ raz\u00e3o\/ ver e procura compreender-se e experienciar-se a vida com base na escuta e di\u00e1logo com o Outro. \u00a0 \u201c\u00c9 porque a subjetividade \u00e9 sensibilidade (\u2026) que o sujeito \u00e9 de carne e osso, homem que tem fome e que come, entranhas numa pele e, portanto, suscet\u00edvel de dar o p\u00e3o da sua boca ou da sua pele.\u201d Levinas, E. (2011). De outro modo que ser ou para l\u00e1 da ess\u00eancia. Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, p. 95. \u00a0 A sensibilidade (afetiva e sentimental, est\u00e9tica\u2026) &#8211; n\u00e3o apenas a raz\u00e3o &#8211; \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia no mundo &#8211; e a \u00e9tica \u00e9 a base da rela\u00e7\u00e3o de responsabilidade\/ dever com o outro (Levinas): sou respons\u00e1vel por mim e todos os outros, que devem ser tidos em conta na minha compreens\u00e3o do mundo e decis\u00f5es. A vida \u00e9 o que cada um constr\u00f3i na rela\u00e7\u00e3o com seus semelhantes e outros seres vivos, que deve ser de acolhimento, hospitalidade e respeito pela individualidade\/ diferen\u00e7a de cada um, aquilo que nos une a todos. O reconhecimento do Outro, na sua diferen\u00e7a e dignidade (valor inestim\u00e1vel, sem pre\u00e7o), ocorre com a institui\u00e7\u00e3o dos direitos humanos ao longo da Hist\u00f3ria. A Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos do Homem e do Cidad\u00e3o de 1789 que inspirou a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa \u00e9 um primeiro grande marco, mas a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos proclamada ap\u00f3s a experi\u00eancia da II Guerra Mundial (ONU, 10 de dezembro de 1948) e as conven\u00e7\u00f5es e tratados humanos subsequentes s\u00e3o fundamentais na defesa da luta contra arbitrariedades do poder e garantia das liberdades individuais fundamentais\/ m\u00ednimas no horizonte ideal e universal da fam\u00edlia humana. Em 2015 a Declara\u00e7\u00e3o adquire novo alcance com o compromisso global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel que conferem aos direitos humanos uma vis\u00e3o hol\u00edstica\/ multidimensional\/ sist\u00e9mica\/ circular e integrada nas comunidades, convocando diferentes contextos e atores &#8211; \u201cmais de 90%\u201d das metas dos ODS est\u00e3o incorporados em tratados de direitos humanos\u201d 2. Localmente, \u00e9 importante que todos participem atrav\u00e9s de processos bottom up para que os direitos sejam n\u00e3o apenas formais, mas vividos. \u00a0 \u00a0 Refer\u00eancias 1. Descartes, R. (1986). Discurso do M\u00e9todo. [Partes III, VI]. Porto Editora, pp. 82, 119 2. Naciones Unidas en Ginebra &#8211; Misi\u00f3n Permanente de Dinamarca. (2017). Derechos Humanos y ODS Alcanzando Sinergias. https:\/\/www.universal-rights.org\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/ODS-DDHH_SP.pdf Fonte da imagem El Instituto Dan\u00e9s de Derechos Humanos. La Gu\u00eda de los Derechos Humanos a los ODS. https:\/\/sdg.humanrights.dk\/es<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[159],"tags":[],"class_list":["post-2520143","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2520143","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2520143"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2520143\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3087512,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2520143\/revisions\/3087512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2520143"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2520143"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2520143"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}