{"id":2504701,"date":"2021-09-23T14:56:00","date_gmt":"2021-09-23T14:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2504701.html"},"modified":"2026-05-13T15:08:39","modified_gmt":"2026-05-13T15:08:39","slug":"centenario-de-paulo-freire-i-ligacao-do-conhecimento-a-vida-e-ao-conhecimento-previo-dos-alunos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2504701","title":{"rendered":"Centen\u00e1rio de Paulo Freire I: Liga\u00e7\u00e3o do conhecimento \u00e0 vida e ao conhecimento pr\u00e9vio dos alunos"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2021-09-23.png\" height=\"400\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22163040_IjO7Z.png\" style=\"width: 800px; padding: 10px 10px;\" width=\"800\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em setembro comemora-se o centen\u00e1rio de nascimento do humanista e pedagogo brasileiro Paulo Freire (19 de setembro de 1921 \u2013 1997), fonte de inspira\u00e7\u00e3o quando se pensa a educa\u00e7\u00e3o e a escola \u2013 e a biblioteca \u2013 em liga\u00e7\u00e3o a um prop\u00f3sito social, de liberta\u00e7\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o, individual e coletivo, face \u00e0 opress\u00e3o\/ autoritarismo e mentira\/ desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Da experi\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o de adultos ao Plano Nacional de Alfabetiza\u00e7\u00e3o, cuja implementa\u00e7\u00e3o inicia em 1964 e \u00e0 sua vasta obra, da qual se destaca <em>Pedagogia do Oprimido<\/em>, de 1974, h\u00e1 tr\u00eas ideias que destacamos porque podem ajudar \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da escola \u2013 e da biblioteca \u2013 na comunidade e \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o e que ser\u00e3o brevemente apresentadas em tr\u00eas publica\u00e7\u00f5es neste espa\u00e7o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cPara ser grande, s\u00ea inteiro: nada\/ Teu exagera ou exclui.\/ S\u00ea todo em cada coisa. P\u00f5e quanto \u00e9s\/ No m\u00ednimo que fazes.\/ Assim em cada lago a lua toda\/ Brilha, porque alta vive<em>.\u201d <\/em><strong>1<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nas abordagens de educa\u00e7\u00e3o popular em Angicos, Rio Grande do Norte (1962), feitas sem cartilha, Paulo Freire e colegas educadores estabelecem uma <strong>rela\u00e7\u00e3o de proximidade, respeito e afetividade <\/strong>com seus alunos. Atrav\u00e9s de encontros informais, inteiram-se e apropriam-se das suas hist\u00f3rias, saberes e valores, bem como do vocabul\u00e1rio espec\u00edfico de cada grupo &#8211; &#8220;cana&#8221;, &#8220;enxada&#8221;, &#8220;terra&#8221;, \u201c\u00e1gua\u201d, &#8220;colheita&#8221; para turma de cortadores de cana-de-a\u00e7\u00facar &#8211; e identificam os seus problemas e sonhos\/ utopias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia dos trabalhos de David Ausubel sobre <strong>aprendizagem significativa<\/strong>, Paulo Freire defende que <strong>aprendemos a partir de rela\u00e7\u00f5es<\/strong>:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Consigo pr\u00f3prio;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Com os outros e, por isso, \u201cNeste lugar de encontro, n\u00e3o h\u00e1 ignorantes absolutos, nem s\u00e1bios absolutos: h\u00e1 homens que, em comunh\u00e3o, buscam saber mais\u201d <strong>2<\/strong>. Defende que \u201cQuem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender\u201d (\u201cdo-disc\u00eancia \u2013 doc\u00eancia-disc\u00eancia\u201d) <strong>3<\/strong>. Distancia-se, assim, de uma perspetiva elitista\/ acad\u00e9mica e especializada\/ fragmentada de ensino e de um modelo tecnocr\u00e1tico de aulas com conte\u00fados pr\u00e9-elaborados\/ gravados, dirigidos a um elevado n\u00famero de alunos e que se expandiu com o confinamento (conceito &#8220;banc\u00e1rio&#8221; da educa\u00e7\u00e3o);<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8211; Com o mundo: o educador precisa de aprofundar e alargar a leitura do mundo que os grupos de alunos com quem trabalha fazem a partir do seu contexto local: a \u201c\u2019leitura do mundo\u2019 que precede sempre a \u2018leitura da palavra\u2019\u201d<strong>4<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o permanente ao mundo e aos outros alimenta a curiosidade, alarga os interesses, promove a vontade de <strong>aprender para e ao longo da vida<\/strong> e <strong>refor\u00e7a v\u00ednculos\/ la\u00e7os <\/strong>entre a comunidade, promovendo a interculturalidade e o enraizamento.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A aprendizagem gera-se a partir do contacto com a realidade e no coletivo e faz-se com base no <strong>di\u00e1logo que exige saber escutar e silenciar<\/strong>, disponibilidade de abertura e aceita\u00e7\u00e3o do outro nas suas diferen\u00e7as. O verdadeiro di\u00e1logo com os alunos come\u00e7a quando o professor se interroga sobre o que vai dialogar com eles, inquietando-se sobre <strong>a mat\u00e9ria do di\u00e1logo que deve ser planeada com eles<\/strong>, na base da sua participa\u00e7\u00e3o ativa e democr\u00e1tica <strong>5<\/strong>. Quem aprende constr\u00f3i um sentido pessoal e vivo do curr\u00edculo e contribui para o curr\u00edculo da escola.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que situa os alunos no seu contexto, estabelece a liga\u00e7\u00e3o deles com o mundo, levando-os a tomar consci\u00eancia, questionarem, pesquisarem e desenvolverem uma atitude cr\u00edtica sobre o seu dia-a-dia, a sociedade e o ambiente e a constru\u00edrem uma <strong>vis\u00e3o global\/ sist\u00e9mica do mundo <\/strong>que ligue os saberes e viv\u00eancias e lhes permita compreender a complexidade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">1. Pessoa, F. (1933). <em>Arquivo Pessoa: Odes de Ricardo Reis.<\/em> <a href=\"http:\/\/arquivopessoa.net\/textos\/503\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/arquivopessoa.net\/textos\/503<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">2. Freire, P<em>. (1970). Pedagogia do oprimido<\/em>. <a href=\"https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Pedagogia-do-Oprimido-Paulo-Freire.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Pedagogia-do-Oprimido-Paulo-Freire.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">3. Freire, P. (1996). <em>Pedagogia da autonomia: saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa<\/em>. <a href=\"https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/9.-Pedagogia-da-Autonomia.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/9.-Pedagogia-da-Autonomia.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">4. Ibid.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">5. \u201cCap\u00edtulo 3. O di\u00e1logo come\u00e7a na busca do conte\u00fado program\u00e1tico\u201d. Freire, P. (1970). <em>Pedagogia do oprimido<\/em>. <a href=\"https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Pedagogia-do-Oprimido-Paulo-Freire.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Pedagogia-do-Oprimido-Paulo-Freire.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">6. Freire, P. (1967).<em> Educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica de liberdade <\/em><a href=\"https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5.-Educa%C3%A7%C3%A3o-como-Pr%C3%A1tica-da-Liberdade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5.-Educa%C3%A7%C3%A3o-como-Pr%C3%A1tica-da-Liberdade.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Fonte da imagem: Instituto Paulo Freire<\/em>. <a href=\"https:\/\/www.paulofreire.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.paulofreire.org\/<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em setembro comemora-se o centen\u00e1rio de nascimento do humanista e pedagogo brasileiro Paulo Freire (19 de setembro de 1921 \u2013 1997), fonte de inspira\u00e7\u00e3o quando se pensa a educa\u00e7\u00e3o e a escola \u2013 e a biblioteca \u2013 em liga\u00e7\u00e3o a um prop\u00f3sito social, de liberta\u00e7\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o, individual e coletivo, face \u00e0 opress\u00e3o\/ autoritarismo e mentira\/ desinforma\u00e7\u00e3o. Da experi\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o de adultos ao Plano Nacional de Alfabetiza\u00e7\u00e3o, cuja implementa\u00e7\u00e3o inicia em 1964 e \u00e0 sua vasta obra, da qual se destaca Pedagogia do Oprimido, de 1974, h\u00e1 tr\u00eas ideias que destacamos porque podem ajudar \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da escola \u2013 e da biblioteca \u2013 na comunidade e \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o e que ser\u00e3o brevemente apresentadas em tr\u00eas publica\u00e7\u00f5es neste espa\u00e7o. \u201cPara ser grande, s\u00ea inteiro: nada\/ Teu exagera ou exclui.\/ S\u00ea todo em cada coisa. P\u00f5e quanto \u00e9s\/ No m\u00ednimo que fazes.\/ Assim em cada lago a lua toda\/ Brilha, porque alta vive.\u201d 1 Nas abordagens de educa\u00e7\u00e3o popular em Angicos, Rio Grande do Norte (1962), feitas sem cartilha, Paulo Freire e colegas educadores estabelecem uma rela\u00e7\u00e3o de proximidade, respeito e afetividade com seus alunos. Atrav\u00e9s de encontros informais, inteiram-se e apropriam-se das suas hist\u00f3rias, saberes e valores, bem como do vocabul\u00e1rio espec\u00edfico de cada grupo &#8211; &#8220;cana&#8221;, &#8220;enxada&#8221;, &#8220;terra&#8221;, \u201c\u00e1gua\u201d, &#8220;colheita&#8221; para turma de cortadores de cana-de-a\u00e7\u00facar &#8211; e identificam os seus problemas e sonhos\/ utopias. Na sequ\u00eancia dos trabalhos de David Ausubel sobre aprendizagem significativa, Paulo Freire defende que aprendemos a partir de rela\u00e7\u00f5es: &#8211; Consigo pr\u00f3prio; &#8211; Com os outros e, por isso, \u201cNeste lugar de encontro, n\u00e3o h\u00e1 ignorantes absolutos, nem s\u00e1bios absolutos: h\u00e1 homens que, em comunh\u00e3o, buscam saber mais\u201d 2. Defende que \u201cQuem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender\u201d (\u201cdo-disc\u00eancia \u2013 doc\u00eancia-disc\u00eancia\u201d) 3. Distancia-se, assim, de uma perspetiva elitista\/ acad\u00e9mica e especializada\/ fragmentada de ensino e de um modelo tecnocr\u00e1tico de aulas com conte\u00fados pr\u00e9-elaborados\/ gravados, dirigidos a um elevado n\u00famero de alunos e que se expandiu com o confinamento (conceito &#8220;banc\u00e1rio&#8221; da educa\u00e7\u00e3o); &#8211; Com o mundo: o educador precisa de aprofundar e alargar a leitura do mundo que os grupos de alunos com quem trabalha fazem a partir do seu contexto local: a \u201c\u2019leitura do mundo\u2019 que precede sempre a \u2018leitura da palavra\u2019\u201d4. A liga\u00e7\u00e3o permanente ao mundo e aos outros alimenta a curiosidade, alarga os interesses, promove a vontade de aprender para e ao longo da vida e refor\u00e7a v\u00ednculos\/ la\u00e7os entre a comunidade, promovendo a interculturalidade e o enraizamento. A aprendizagem gera-se a partir do contacto com a realidade e no coletivo e faz-se com base no di\u00e1logo que exige saber escutar e silenciar, disponibilidade de abertura e aceita\u00e7\u00e3o do outro nas suas diferen\u00e7as. O verdadeiro di\u00e1logo com os alunos come\u00e7a quando o professor se interroga sobre o que vai dialogar com eles, inquietando-se sobre a mat\u00e9ria do di\u00e1logo que deve ser planeada com eles, na base da sua participa\u00e7\u00e3o ativa e democr\u00e1tica 5. Quem aprende constr\u00f3i um sentido pessoal e vivo do curr\u00edculo e contribui para o curr\u00edculo da escola. Ao mesmo tempo que situa os alunos no seu contexto, estabelece a liga\u00e7\u00e3o deles com o mundo, levando-os a tomar consci\u00eancia, questionarem, pesquisarem e desenvolverem uma atitude cr\u00edtica sobre o seu dia-a-dia, a sociedade e o ambiente e a constru\u00edrem uma vis\u00e3o global\/ sist\u00e9mica do mundo que ligue os saberes e viv\u00eancias e lhes permita compreender a complexidade. \u00a0 Refer\u00eancias 1. Pessoa, F. (1933). Arquivo Pessoa: Odes de Ricardo Reis. http:\/\/arquivopessoa.net\/textos\/503 2. Freire, P. (1970). Pedagogia do oprimido. https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Pedagogia-do-Oprimido-Paulo-Freire.pdf 3. Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa. https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/9.-Pedagogia-da-Autonomia.pdf 4. Ibid. 5. \u201cCap\u00edtulo 3. O di\u00e1logo come\u00e7a na busca do conte\u00fado program\u00e1tico\u201d. Freire, P. (1970). Pedagogia do oprimido. https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Pedagogia-do-Oprimido-Paulo-Freire.pdf 6. Freire, P. (1967). Educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica de liberdade https:\/\/cpers.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/5.-Educa%C3%A7%C3%A3o-como-Pr%C3%A1tica-da-Liberdade.pdf \u00a0 Fonte da imagem: Instituto Paulo Freire. https:\/\/www.paulofreire.org\/<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[159],"tags":[],"class_list":["post-2504701","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2504701","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2504701"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2504701\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3087577,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2504701\/revisions\/3087577"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2504701"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2504701"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2504701"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}