{"id":2465754,"date":"2021-06-08T09:00:00","date_gmt":"2021-06-08T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2465754.html"},"modified":"2026-05-13T15:18:32","modified_gmt":"2026-05-13T15:18:32","slug":"re-word-id","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2465754","title":{"rendered":"Re-word-id"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 605px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"22074570_ccmME.png\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22098282_web9q.png\" alt=\"22074570_ccmME.png\" width=\"605\" height=\"315\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Falar da (sua) biblioteca escolar nem sempre \u00e9 f\u00e1cil. Sobretudo se ela \u00e9 vivida todos os dias com intensidade e dedica\u00e7\u00e3o. Como condensar em meia d\u00fazia de frases o muito que ela exige a quem dela se ocupa, e o muito mais que ela devolve, em pequenos e grandes epis\u00f3dios que alimentam a alma?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Pois foi esse o desafio que lan\u00e7\u00e1mos, h\u00e1 algumas semanas, pela m\u00e3o da Margarida Fonseca Santos, no \u00e2mbito do seu projeto \u2018<a href=\"https:\/\/77palavras.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Hist\u00f3rias em 77 palavras<\/em><\/a>\u2019. Chamou-se-lhe \u2018<a href=\"https:\/\/77palavras.blogspot.com\/2021\/04\/desafio-rbe-2021.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Desafio RBE\u2019<\/a>; e ela pr\u00f3pria, como costuma fazer com todos desafios, publicou o primeiro texto, em jeito de quebra gelo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nele, a Margarida desenha o percurso de uma menina que, de solit\u00e1ria e receosa, passa \u00e0 descoberta do mundo e dos outros, com a cumplicidade da professora bibliotec\u00e1ria. E nesse processo \u201cdeixa de ser uma sombra\u201d. Que ideia t\u00e3o f\u00e9rtil, se pensarmos no que ela significa: ganhar corpo\u2026 ganhar voz\u2026 ser objeto de luz\u2026 tanta coisa que \u2018deixar de ser sombra\u2019 nos sugere!<\/p>\n<p><\/p>\n<p>V\u00e1rios professores e professoras responderam a este desafio e deram voz \u00e0s suas experi\u00eancias. Falaram do seu of\u00edcio \u201ccomo um privil\u00e9gio\u201d, da biblioteca como um local \u201cde onde sai de alma leve\u201d, onde se \u201cdescobrem tesouros\u201d, onde \u201cse desassossegam almas\u201d&#8230; Contaram hist\u00f3rias, do menino que se comove com uma leitura sugerida, do grupo que debate um <em>Felizmente h\u00e1 luar<\/em>\u2026 Surgiram ideias muito bonitas, como a de \u201cacreditar numa escola sem hor\u00e1rio, dando a todos os alunos o que lhes \u00e9 devido: entrega, a surpresa, a emo\u00e7\u00e3o e a paix\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas algumas professoras, em vez de ficar com o desafio s\u00f3 para si, soltaram-no nas suas escolas. E enviaram textos que d\u00e3o voz aos meninos e \u00e0s meninas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As suas palavras, quando pensam em biblioteca escolar, apontam em muitas dire\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Apontam para uma ideia de diversidade, do muito que \u00e9 poss\u00edvel encontrar na biblioteca e da abertura de horizontes que da\u00ed resulta:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] a folhear os livros, descubro sempre pequenas maravilhas! Uns s\u00e3o novos, brilhantes, outros velhos, amarelecidos. Uns s\u00e3o pequeninos e divertidos, outros enormes, gigantes\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] livros das receitas das av\u00f3s, das hist\u00f3rias do nosso passado, da ci\u00eancia e da matem\u00e1tica [\u2026] divertir-me naqueles de desenhos e pinturas, ou geografia para viajar por todos os lugares do mundo!\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Apontam, tamb\u00e9m, a possibilidade de levar livros para casa, que \u00e9 vista, curiosamente, com especial encanto:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] escolher e levar um livro da biblioteca para o ler em casa \u00e9 um momento m\u00e1gico!\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Encanto tamb\u00e9m no sil\u00eancio! Que bom que os nossos alunos j\u00e1 n\u00e3o vejam a quietude das bibliotecas como um constrangimento, mas antes com um certo fasc\u00ednio:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] Nela\u00a0existe sil\u00eancio para se lerem as hist\u00f3rias\u00a0com concentra\u00e7\u00e3o.\u00a0O\u00a0sil\u00eancio \u00e9 tanto,\u00a0que\u00a0come\u00e7amos a ler\u00a0a hist\u00f3ria e parece que\u00a0viajamos\u00a0dentro dela.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Evidentemente, estar em conjunto \u00e9 fundamental:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] Gosto de ir \u00e0 biblioteca, principalmente quando vou com os meus colegas e partilhamos anedotas ou adivinhas.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m houve palavras para manifestar preocupa\u00e7\u00e3o por quem tem menos acesso aos livros:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] Muitas\u00a0destas\u00a0crian\u00e7as, os pais n\u00e3o\u00a0lhe\u00a0conseguem comprar livros e a\u00a0biblioteca Escolar \u00e9\u00a0uma boa op\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] Com a minha varinha, vou ajudar a que todos os meninos tenham acesso a livros e \u00e0 biblioteca escolar.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por\u00e9m, a maior parte dos nossos meninos, ao pensar em biblioteca escolar, solta-se-lhe a imagina\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] Numa noite de tempestade estava eu na biblioteca da minha escola a acampar. A biblioteca estava iluminada com as luzes e foi nesse preciso momento que falhou a luz.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] Ia eu no comboio para Hogwarts e na chegada fui para a biblioteca escolar.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] Um dia sonhei que estava na Biblioteca a ler um livro\u00a0<em>Uma\u00a0aventura na terra e no mar<\/em>, at\u00e9\u00a0que\u00a0entro no livro,\u00a0acordo e o sonho torna-se realidade.\u201d\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] Ele pegou num [livro] e quando o abriu sa\u00edram criaturas m\u00e1gicas, como elfos, an\u00f5es, drag\u00f5es e elefantes, que s\u00e3o como elefantes, mas muito maiores.\u201d\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] Estava eu na escola a ler um livro na biblioteca quando vi o Covid, sim o Covid, a ler um livro sobre o corpo humano!\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00c9 sem d\u00favida \u00e0s professoras bibliotec\u00e1rias que se ficam a dever estas palavras dos meninos e das meninas, sobre a biblioteca e sobre si mesmo\/as. Para elas, esta ginja em cima do bolo:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c[\u2026] Adoro a biblioteca, \u00e9 um dos meus cantos favoritos da escola.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Uma nota final: estes desafios n\u00e3o encerram! Est\u00e3o sempre em aberto, dispon\u00edveis para receber mais hist\u00f3rias em 77 palavras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falar da (sua) biblioteca escolar nem sempre \u00e9 f\u00e1cil. Sobretudo se ela \u00e9 vivida todos os dias com intensidade e dedica\u00e7\u00e3o. Como condensar em meia d\u00fazia de frases o muito que ela exige a quem dela se ocupa, e o muito mais que ela devolve, em pequenos e grandes epis\u00f3dios que alimentam a alma? Pois foi esse o desafio que lan\u00e7\u00e1mos, h\u00e1 algumas semanas, pela m\u00e3o da Margarida Fonseca Santos, no \u00e2mbito do seu projeto \u2018Hist\u00f3rias em 77 palavras\u2019. 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Falaram do seu of\u00edcio \u201ccomo um privil\u00e9gio\u201d, da biblioteca como um local \u201cde onde sai de alma leve\u201d, onde se \u201cdescobrem tesouros\u201d, onde \u201cse desassossegam almas\u201d&#8230; Contaram hist\u00f3rias, do menino que se comove com uma leitura sugerida, do grupo que debate um Felizmente h\u00e1 luar\u2026 Surgiram ideias muito bonitas, como a de \u201cacreditar numa escola sem hor\u00e1rio, dando a todos os alunos o que lhes \u00e9 devido: entrega, a surpresa, a emo\u00e7\u00e3o e a paix\u00e3o\u201d. Mas algumas professoras, em vez de ficar com o desafio s\u00f3 para si, soltaram-no nas suas escolas. E enviaram textos que d\u00e3o voz aos meninos e \u00e0s meninas. As suas palavras, quando pensam em biblioteca escolar, apontam em muitas dire\u00e7\u00f5es: Apontam para uma ideia de diversidade, do muito que \u00e9 poss\u00edvel encontrar na biblioteca e da abertura de horizontes que da\u00ed resulta: \u201c[\u2026] a folhear os livros, descubro sempre pequenas maravilhas! Uns s\u00e3o novos, brilhantes, outros velhos, amarelecidos. Uns s\u00e3o pequeninos e divertidos, outros enormes, gigantes\u201d. \u201c[\u2026] livros das receitas das av\u00f3s, das hist\u00f3rias do nosso passado, da ci\u00eancia e da matem\u00e1tica [\u2026] divertir-me naqueles de desenhos e pinturas, ou geografia para viajar por todos os lugares do mundo!\u201d Apontam, tamb\u00e9m, a possibilidade de levar livros para casa, que \u00e9 vista, curiosamente, com especial encanto: \u201c[\u2026] escolher e levar um livro da biblioteca para o ler em casa \u00e9 um momento m\u00e1gico!\u201d Encanto tamb\u00e9m no sil\u00eancio! Que bom que os nossos alunos j\u00e1 n\u00e3o vejam a quietude das bibliotecas como um constrangimento, mas antes com um certo fasc\u00ednio: \u201c[\u2026] Nela\u00a0existe sil\u00eancio para se lerem as hist\u00f3rias\u00a0com concentra\u00e7\u00e3o.\u00a0O\u00a0sil\u00eancio \u00e9 tanto,\u00a0que\u00a0come\u00e7amos a ler\u00a0a hist\u00f3ria e parece que\u00a0viajamos\u00a0dentro dela.\u201d Evidentemente, estar em conjunto \u00e9 fundamental: \u201c[\u2026] Gosto de ir \u00e0 biblioteca, principalmente quando vou com os meus colegas e partilhamos anedotas ou adivinhas.\u201d Mas tamb\u00e9m houve palavras para manifestar preocupa\u00e7\u00e3o por quem tem menos acesso aos livros: \u201c[\u2026] Muitas\u00a0destas\u00a0crian\u00e7as, os pais n\u00e3o\u00a0lhe\u00a0conseguem comprar livros e a\u00a0biblioteca Escolar \u00e9\u00a0uma boa op\u00e7\u00e3o.\u201d \u201c[\u2026] Com a minha varinha, vou ajudar a que todos os meninos tenham acesso a livros e \u00e0 biblioteca escolar.\u201d Por\u00e9m, a maior parte dos nossos meninos, ao pensar em biblioteca escolar, solta-se-lhe a imagina\u00e7\u00e3o: \u201c[\u2026] Numa noite de tempestade estava eu na biblioteca da minha escola a acampar. 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