{"id":2418790,"date":"2021-02-25T14:00:00","date_gmt":"2021-02-25T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2418790.html"},"modified":"2026-05-13T15:30:33","modified_gmt":"2026-05-13T15:30:33","slug":"para-todos-os-tamanhos-da-janela-da-minha-casa-proposta-pedagogica-com-recurso-a-livros-album","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2418790","title":{"rendered":"Para todos os tamanhos! Da janela da minha casa: proposta pedag\u00f3gica com recurso a livros-\u00e1lbum"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2021-02-25 mathyas-kurmann-fb7yNPbT0l8-unsplash.jp\" height=\"403\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22026817_akUKw.jpeg\" style=\"width: 605px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" width=\"605\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Photo by <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@mathyaskurmann?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mathyas Kurmann<\/a> on <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/s\/photos\/neighbor?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Unsplash<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Vizinho, de acordo com o Dicion\u00e1rio Priberam da L\u00edngua Portuguesa \u00e9 um adjetivo que designa o pr\u00f3ximo, que est\u00e1 perto, assim como, em sentido figurado, descreve a rela\u00e7\u00e3o do que \u00e9 semelhante ou tem alguma analogia ou afinidade.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a s\u00e3o muito diferentes consoante vivamos num centro urbano, numa aldeia ou no meio rural, num pr\u00e9dio, numa moradia ou numa quinta. As regras de confinamento, que nos obrigam a permanecer em casa muito mais tempo do que aquilo a que est\u00e1vamos habituados, condicionam estas rela\u00e7\u00f5es, aproximando ou, pelo contr\u00e1rio, gerando mal-estar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>H\u00e1 vizinhos discretos e h\u00e1 vizinhos que nos atormentam a vida. H\u00e1 vizinhos que s\u00e3o fam\u00edlia e h\u00e1 vizinhos que s\u00e3o como fantasmas. H\u00e1 vizinhos com rotinas que reconhecemos e h\u00e1 vizinhos com h\u00e1bitos que n\u00e3o compreendemos. H\u00e1 vizinhos que cantam no duche, que jogam \u00e0 bola sem balizas, que nos abrem o apetite com os seus cozinhados, que discutem em est\u00e9reo ou que est\u00e3o sempre em festa\u2026<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Se, por um lado, a pandemia acentuou a rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia entre as pessoas, por outro lado, tornou regra o distanciamento social. Num tempo em que estamos afastados dos que nos s\u00e3o mais queridos, como vivemos com os que nos est\u00e3o mais pr\u00f3ximos?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A leitura mediada de livros \u00e1lbum \u00e9 uma oportunidade para criar um espa\u00e7o\/ tempo para pensar em conjunto e partilhar ideias, experi\u00eancias e emo\u00e7\u00f5es. Sugere-se um conjunto de \u00e1lbuns que, pelas suas caracter\u00edsticas textuais e gr\u00e1ficas, podem ser utilizados com alunos de diferentes faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Os vizinhos, de Einat Tsarfati. Editora F\u00e1bula<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"transferir.jpeg\" height=\"240\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22026822_QntV4.jpeg\" style=\"width: 194px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" width=\"168\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><em>\u00ab<\/em>O pr\u00e9dio onde eu moro tem sete andares. E em cada andar h\u00e1 uma porta um bocadinho diferente. Enquanto sobe as escadas para chegar a casa, uma menina curiosa observa os pormenores, sente os cheiros e ouve os sons de cada andar. Atrav\u00e9s deles, imagina o que haver\u00e1 por detr\u00e1s de cada porta e na sua cabe\u00e7a os seus vizinhos s\u00e3o fant\u00e1sticos acrobatas, ladr\u00f5es de obras de arte, m\u00fasicos\u2026 em contraste com os seus pais, que s\u00e3o muito aborrecidos. Mas ser\u00e1 que \u00e9 mesmo assim?.<em>\u00bb<\/em> (<a href=\"https:\/\/fabula.pt\/livros\/os-vizinhos-einat-tsarfati\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">resenha da editora<\/a>)<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>1.\u00ba Direito,<\/strong> <strong>Texto: Ricardo Henriques, Ilustra\u00e7\u00f5es: Nicolau, Editora Pato L\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"1odireito_capa_br.jpg\" height=\"272\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22026824_p6ogi.jpeg\" style=\"width: 194px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" width=\"197\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00abEste \u00e9 um livro para pessoas que gostam de observar pessoas, como acontece com Gra\u00e7a, a protagonista desta hist\u00f3ria, contada com cores quentes, contornos policiais e alguma intriga internacional. Gra\u00e7a desconfia que o vizinho do 1.\u00ba direito anda a planear um assalto. Ser\u00e1 verdade? Pelo caminho vamos conhecer v\u00e1rias vidas do pr\u00e9dio em frente: os clientes do Caf\u00e9 Dias, um m\u00fasico que d\u00e1 concertos para a vizinhan\u00e7a e um fot\u00f3grafo incompreendido, entre outras. Quem \u00e9 que observa quem? S\u00f3 saberemos no final da investiga\u00e7\u00e3o em curso.\u00bb (<u><a href=\"https:\/\/www.pato-logico.com\/editora\/livros\/1o-direito\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">resenha da editora<\/a><\/u>)<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Estranh\u00f3ides, Eva Montanari, Livros Horizonte<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Estranhoides-600x845.jpg\" height=\"266\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22026830_vBwMf.jpeg\" style=\"width: 194px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" width=\"111\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00abQual a melhor maneira de fazer amigos quando se muda para um pr\u00e9dio novo? Espreitando os seus moradores pelo buraco da fechadura! S\u00f3 que, vistos desta maneira, mesmo nas suas tarefas mais normais, os vizinhos parecem personagens bizarros, estranhos. Estranh\u00f3ides, est\u00e1 bem de ver. At\u00e9 que decidimos passar a conhec\u00ea-los melhor\u2026\u00bb (<u><a href=\"https:\/\/www.livroshorizonte.pt\/produto\/estranhoides\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">resenha da editora<\/a><\/u>)<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Perto, de Natalia Colombo, Kalandraka<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Captura de ecra\u0303 2021-02-24, a\u0300s 10.56.26.png\" height=\"194\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22026837_YuDSz.png\" style=\"width: 194px; padding: 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" width=\"120\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00abO senhor Pato vai trabalhar todos os dias. O senhor Coelho tamb\u00e9m vai trabalhar todos os dias. Cruzam-se sempre&#8230;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;Perto&#8221; \u00e9 uma f\u00e1bula sobre a falta de comunica\u00e7\u00e3o, uma reflex\u00e3o po\u00e9tica e profunda sobre as rela\u00e7\u00f5es interpessoais e o individualismo, os desejos e as emo\u00e7\u00f5es. Do ponto de vista liter\u00e1rio, destaca-se pela sua simplicidade narrativa e pela engrenagem interna do relato, que plasma o paralelismo entre as a\u00e7\u00f5es dos protagonistas: um pato e um coelho que vivem encerrados na sua solid\u00e3o; nesse sentido, a obra convida o leitor a n\u00e3o voltar as costas aos outros.\u00bb (<a href=\"https:\/\/www.wook.pt\/livro\/perto-natalia-colombo\/225879\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">resenha da editora<\/a>)<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Pistas para discuss\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O que sabemos sobre os nossos vizinhos? Pode-se procurar hist\u00f3rias de vida, reais ou deixar a imagina\u00e7\u00e3o tomar as r\u00e9deas do nosso pensamento.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Que valores s\u00e3o realmente importantes para estabelecer rela\u00e7\u00f5es de boa vizinhan\u00e7a? Podemos come\u00e7ar pelo ponto de vista ambiental: Como pensamos as quest\u00f5es da reciclagem e reutiliza\u00e7\u00e3o, dos consumos e conserva\u00e7\u00e3o em partes comuns, do ru\u00eddo? Do ponto de vista cultural, o que podemos ganhar com a diversidade? E do ponto de vista social, estaremos atentos e dispon\u00edveis para apoiar quem precisa?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Photo by Mathyas Kurmann on Unsplash Vizinho, de acordo com o Dicion\u00e1rio Priberam da L\u00edngua Portuguesa \u00e9 um adjetivo que designa o pr\u00f3ximo, que est\u00e1 perto, assim como, em sentido figurado, descreve a rela\u00e7\u00e3o do que \u00e9 semelhante ou tem alguma analogia ou afinidade. As rela\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a s\u00e3o muito diferentes consoante vivamos num centro urbano, numa aldeia ou no meio rural, num pr\u00e9dio, numa moradia ou numa quinta. As regras de confinamento, que nos obrigam a permanecer em casa muito mais tempo do que aquilo a que est\u00e1vamos habituados, condicionam estas rela\u00e7\u00f5es, aproximando ou, pelo contr\u00e1rio, gerando mal-estar. H\u00e1 vizinhos discretos e h\u00e1 vizinhos que nos atormentam a vida. H\u00e1 vizinhos que s\u00e3o fam\u00edlia e h\u00e1 vizinhos que s\u00e3o como fantasmas. H\u00e1 vizinhos com rotinas que reconhecemos e h\u00e1 vizinhos com h\u00e1bitos que n\u00e3o compreendemos. H\u00e1 vizinhos que cantam no duche, que jogam \u00e0 bola sem balizas, que nos abrem o apetite com os seus cozinhados, que discutem em est\u00e9reo ou que est\u00e3o sempre em festa\u2026 Se, por um lado, a pandemia acentuou a rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia entre as pessoas, por outro lado, tornou regra o distanciamento social. Num tempo em que estamos afastados dos que nos s\u00e3o mais queridos, como vivemos com os que nos est\u00e3o mais pr\u00f3ximos? A leitura mediada de livros \u00e1lbum \u00e9 uma oportunidade para criar um espa\u00e7o\/ tempo para pensar em conjunto e partilhar ideias, experi\u00eancias e emo\u00e7\u00f5es. Sugere-se um conjunto de \u00e1lbuns que, pelas suas caracter\u00edsticas textuais e gr\u00e1ficas, podem ser utilizados com alunos de diferentes faixas et\u00e1rias. \u00a0 Os vizinhos, de Einat Tsarfati. Editora F\u00e1bula \u00abO pr\u00e9dio onde eu moro tem sete andares. E em cada andar h\u00e1 uma porta um bocadinho diferente. Enquanto sobe as escadas para chegar a casa, uma menina curiosa observa os pormenores, sente os cheiros e ouve os sons de cada andar. Atrav\u00e9s deles, imagina o que haver\u00e1 por detr\u00e1s de cada porta e na sua cabe\u00e7a os seus vizinhos s\u00e3o fant\u00e1sticos acrobatas, ladr\u00f5es de obras de arte, m\u00fasicos\u2026 em contraste com os seus pais, que s\u00e3o muito aborrecidos. Mas ser\u00e1 que \u00e9 mesmo assim?.\u00bb (resenha da editora) \u00a0 1.\u00ba Direito, Texto: Ricardo Henriques, Ilustra\u00e7\u00f5es: Nicolau, Editora Pato L\u00f3gico \u00abEste \u00e9 um livro para pessoas que gostam de observar pessoas, como acontece com Gra\u00e7a, a protagonista desta hist\u00f3ria, contada com cores quentes, contornos policiais e alguma intriga internacional. Gra\u00e7a desconfia que o vizinho do 1.\u00ba direito anda a planear um assalto. Ser\u00e1 verdade? Pelo caminho vamos conhecer v\u00e1rias vidas do pr\u00e9dio em frente: os clientes do Caf\u00e9 Dias, um m\u00fasico que d\u00e1 concertos para a vizinhan\u00e7a e um fot\u00f3grafo incompreendido, entre outras. Quem \u00e9 que observa quem? S\u00f3 saberemos no final da investiga\u00e7\u00e3o em curso.\u00bb (resenha da editora) \u00a0 Estranh\u00f3ides, Eva Montanari, Livros Horizonte \u00abQual a melhor maneira de fazer amigos quando se muda para um pr\u00e9dio novo? Espreitando os seus moradores pelo buraco da fechadura! S\u00f3 que, vistos desta maneira, mesmo nas suas tarefas mais normais, os vizinhos parecem personagens bizarros, estranhos. Estranh\u00f3ides, est\u00e1 bem de ver. At\u00e9 que decidimos passar a conhec\u00ea-los melhor\u2026\u00bb (resenha da editora) \u00a0 Perto, de Natalia Colombo, Kalandraka \u00abO senhor Pato vai trabalhar todos os dias. O senhor Coelho tamb\u00e9m vai trabalhar todos os dias. Cruzam-se sempre&#8230; &#8220;Perto&#8221; \u00e9 uma f\u00e1bula sobre a falta de comunica\u00e7\u00e3o, uma reflex\u00e3o po\u00e9tica e profunda sobre as rela\u00e7\u00f5es interpessoais e o individualismo, os desejos e as emo\u00e7\u00f5es. Do ponto de vista liter\u00e1rio, destaca-se pela sua simplicidade narrativa e pela engrenagem interna do relato, que plasma o paralelismo entre as a\u00e7\u00f5es dos protagonistas: um pato e um coelho que vivem encerrados na sua solid\u00e3o; nesse sentido, a obra convida o leitor a n\u00e3o voltar as costas aos outros.\u00bb (resenha da editora) \u00a0 Pistas para discuss\u00e3o: O que sabemos sobre os nossos vizinhos? Pode-se procurar hist\u00f3rias de vida, reais ou deixar a imagina\u00e7\u00e3o tomar as r\u00e9deas do nosso pensamento. Que valores s\u00e3o realmente importantes para estabelecer rela\u00e7\u00f5es de boa vizinhan\u00e7a? Podemos come\u00e7ar pelo ponto de vista ambiental: Como pensamos as quest\u00f5es da reciclagem e reutiliza\u00e7\u00e3o, dos consumos e conserva\u00e7\u00e3o em partes comuns, do ru\u00eddo? Do ponto de vista cultural, o que podemos ganhar com a diversidade? 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