{"id":2417082,"date":"2021-02-22T11:54:00","date_gmt":"2021-02-22T11:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2417082.html"},"modified":"2026-05-13T15:30:55","modified_gmt":"2026-05-13T15:30:55","slug":"criar-rubricas-de-avaliacao-o-contributo-da-biblioteca-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2417082","title":{"rendered":"Criar rubricas de avalia\u00e7\u00e3o: o contributo da biblioteca escolar"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 605px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"2021-02-22.jpg\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22025110_minG2.jpeg\" alt=\"2021-02-22.jpg\" width=\"605\" height=\"403\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">Photo by\u00a0<a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@sharonmccutcheon?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Sharon McCutcheon<\/a>\u00a0on\u00a0<a href=\"https:\/\/unsplash.com\/collections\/31149581\/d%26i-event-2021?utm_source=unsplash&amp;utm_medium=referral&amp;utm_content=creditCopyText\">Unsplash<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>No \u00faltimo artigo publicado pela RBE sobre avalia\u00e7\u00e3o &#8211; <em><a href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/a-avaliacao-formativa-ao-servico-das-2412678\">A avalia\u00e7\u00e3o formativa ao servi\u00e7o das aprendizagens: o contributo da biblioteca escolar<\/a>\u00a0<\/em>&#8211; foram apresentados os fundamentos que sustentam a <strong>centralidade da avalia\u00e7\u00e3o formativa<\/strong> para o sucesso da aprendizagem e real\u00e7ada a necessidade de integrar a avalia\u00e7\u00e3o em todas as\u00a0intera\u00e7\u00f5es da sala de aula, de forma a <strong>regular as aprendizagens<\/strong> dos alunos e as <strong>pr\u00e1ticas<\/strong> pedag\u00f3gicas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para implementar uma s\u00f3lida <strong>cultura de avalia\u00e7\u00e3o para as aprendizagens<\/strong>, que adequa as estrat\u00e9gias e tarefas a cada aluno e fomenta a sua autorregula\u00e7\u00e3o (Perrenoud, 1998), com o objetivo \u00faltimo de melhorar a aprendizagem, \u00e9 necess\u00e1rio garantir \u201ca promo\u00e7\u00e3o e o recurso, de forma integrada, a um ensino centrado no aluno, mas alinhado com o curr\u00edculo e com pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o\u201d (OCDE, 2013, p. 110).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As <strong>rubricas <\/strong>&#8211; conjunto coerente de crit\u00e9rios para o trabalho dos alunos que inclui descri\u00e7\u00f5es dos n\u00edveis de qualidade de desempenho (Brookhart, 2012) &#8211; podem contribuir para a <strong>transpar\u00eancia<\/strong> da avalia\u00e7\u00e3o, pois estabelecem metas de aprendizagem, sendo os crit\u00e9rios expl\u00edcitos, quer para os professores quer para alunos. De facto, como nos diz Domingos Fernandes, \u201co foco tem de ser mais no que os alunos t\u00eam de aprender e saber fazer e menos no que estamos a pensar ensinar\u201d (Fernandes, 2020, p.5).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nesse sentido, as rubricas t\u00eam a vantagem de permitir ao:<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; aluno<\/strong> \u2013 conhecer o que se espera dele, em cada tarefa ou atividade, e gui\u00e1-lo durante a sua aprendizagem, permitindo-lhe situar-se num determinado n\u00edvel de desempenho;<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; professor<\/strong> \u2013 oferecer uma descri\u00e7\u00e3o detalhada das aprendizagens dos seus alunos, permitindo-lhe situ\u00e1-los num determinado n\u00edvel de desempenho; atuar de forma eficaz e atempada, isto \u00e9 orientar a sua a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, respondendo a necessidades espec\u00edficas devidamente identificadas e respeitando ritmos e tempos de aprendizagem dos alunos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As rubricas s\u00e3o especialmente adequadas a tarefas com algum grau de complexidade e quando os resultados de aprendizagem pretendidos s\u00e3o <strong>desempenhos<\/strong>. Nesse sentido, uma descri\u00e7\u00e3o clara do desempenho esperado \u00e9 fundamental, assim como a adequa\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios escolhidos (Allen &amp; Tanner, 2006).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As <strong>tarefas<\/strong> devem ser relevantes e desafiarem os alunos, mas estarem alinhadas com o curr\u00edculo, para promoverem aprendizagens efetivas, mobilizando conhecimentos e compet\u00eancias de forma contextualizada (debates, projetos, tarefas de investiga\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00f5es orais, resolu\u00e7\u00e3o de problemas, &#8230;).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A escolha da tarefa deve ter em conta os <strong>objetivos de aprendizagem<\/strong>, isto \u00e9 as aprendizagens que se espera que os alunos fa\u00e7am. Posteriormente, define-se a respetiva rubrica de avalia\u00e7\u00e3o que integra:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; os <strong>indicadores de desempenho<\/strong>, isto \u00e9 os comportamentos observ\u00e1veis;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; os <strong>crit\u00e9rios de desempenho<\/strong>, isto \u00e9 os n\u00edveis de qualidade de cada desempenho.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Estes crit\u00e9rios de desempenho, ou n\u00edveis, devem ser claros para que se possa refletir sobre o progresso obtido, tendo em conta os objetivos de aprendizagem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Tal como nos diz Brookhart (2012), as <strong>rubricas<\/strong> podem ser <strong>anal\u00edticas<\/strong>\u00a0&#8211; descrevem o trabalho em cada crit\u00e9rio separadamente \u2013 ou\u00a0 <strong>hol\u00edsticas<\/strong>\u00a0&#8211; descrevem o trabalho aplicando todos os crit\u00e9rios ao mesmo tempo e permitindo um ju\u00edzo geral sobre a qualidade do trabalho. De real\u00e7ar que as rubricas anal\u00edticas permitem dar <em>feedback<\/em> de qualidade aos alunos e d\u00e3o mais informa\u00e7\u00f5es ao professor para adequar a sua pr\u00e1tica pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A <strong>biblioteca escolar<\/strong> \u00e9 um aliado importante neste processo, quer de trabalho <strong>colaborativo<\/strong> para o desenvolvimento de tarefas multidisciplinares, quer de apoio ao trabalho a realizar com os alunos. As pr\u00e1ticas de <strong>coensino<\/strong>[1] e <strong>coavalia\u00e7\u00e3o<\/strong> em articula\u00e7\u00e3o com o professor bibliotec\u00e1rio t\u00eam vindo a tornar-se cada vez mais usuais em Portugal, sobretudo em projetos em torno do desenvolvimento da literacia da leitura, da informa\u00e7\u00e3o e dos media[2], com um impacto muito positivo no trabalho colaborativo e na qualidade dos processos de ensino e de aprendizagem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A t\u00edtulo de exemplo, e tendo em conta o <a href=\"https:\/\/www.rbe.mec.pt\/np4\/np4\/1904.html\"><em>Referencial Aprender com a Biblioteca Escolar<\/em><\/a>, apresentamos um exemplo de rubrica, para o <strong>ensino secund\u00e1rio<\/strong>, na \u00e1rea da <strong>literacia da informa\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 605px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"Captura de ecra\u0303 2021-02-22, a\u0300s 11.26.54.png\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22025128_RT4KF.png\" alt=\"Captura de ecra\u0303 2021-02-22, a\u0300s 11.26.54.png\" width=\"605\" height=\"334\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Segue-se um exemplo criado pela professora bibliotec\u00e1ria do Agrupamento de Escolas de Marv\u00e3o, Carla Cordeiro, em articula\u00e7\u00e3o com os docentes do <strong>1\u00ba ciclo<\/strong>, no \u00e2mbito da <strong>literacia da leitura<\/strong>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 605px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"Captura de ecra\u0303 2021-02-22, a\u0300s 11.27.21.png\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22025129_Ybe71.png\" alt=\"Captura de ecra\u0303 2021-02-22, a\u0300s 11.27.21.png\" width=\"605\" height=\"218\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p>De real\u00e7ar que o trabalho articulado entre os docentes das v\u00e1rias \u00e1reas curriculares e a biblioteca escolar permite <strong>inovar<\/strong> <strong>pr\u00e1ticas<\/strong>, quer ao n\u00edvel do ensino, quer da pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o, promovendo situa\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o efetiva, com ganhos claros para as <strong>experi\u00eancias de aprendizagem<\/strong> que se proporcionam aos alunos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Desta forma, num trabalho articulado, promovem-se situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem diversificadas e mobilizadoras de <strong>m\u00faltiplas literacias<\/strong>, consent\u00e2neas com as definidas no <em>Perfil do Aluno \u00e0 Sa\u00edda da Escolaridade Obrigat\u00f3ria<\/em> e promovem-se pr\u00e1ticas de <strong>avalia\u00e7\u00e3o formativa<\/strong> sistem\u00e1ticas e cont\u00ednuas, tal como preconizado no DL 55\/2018, isto \u00e9 enquanto \u201cparte integrante do ensino e da aprendizagem, tendo por objetivo central a sua melhoria baseada num processo cont\u00ednuo de interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, em que se explicitam, enquanto referenciais, as aprendizagens, os desempenhos esperados e os procedimentos de avalia\u00e7\u00e3o\u201d (DL 55\/2018, Artigo 22.\u00ba).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">[1] Coensino \u2013 dois ou mais professores ensinam o mesmo grupo de alunos.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">[2] Para al\u00e9m dos projetos nacionais da RBE, as bibliotecas escolares t\u00eam um referencial para o desenvolvimento destas literacias em contexto educativo \u2013 o <a href=\"https:\/\/www.rbe.mec.pt\/np4\/np4\/1904.html\">Referencial Aprender com a Biblioteca Escolar<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Allen, D. &amp; Tanner K. (2006).\u00a0Rubrics: Tools for making learning goals and evaluation criteria\u00a0explicit for both teachers and learners.\u00a0<em>CBE Life Sciences Education<\/em>, 5(3), 197-203.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Brookhart, S. (2012). <em>How to create and use rubrics for formative assessment and grading<\/em>. Alexandria, VA: ASCD.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Fernandes, D. (2020).\u00a0<em>Rubricas de Avalia\u00e7\u00e3o. <\/em><em>Folha de apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o &#8211; Projeto MAIA<\/em>. Lisboa: Instituto de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Lisboa e Dire\u00e7\u00e3o Geral de Educa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>OCDE (2013). <em>Education Today &#8211; The OCDE Perspective<\/em>. Paris: OCDE Publishing.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Perrenoud, P. (1998). <em>Avalia\u00e7\u00e3o: da excel\u00eancia a\u0300 regulariza\u00e7\u00e3o das aprendizagens: entre duas l\u00f3gicas<\/em>. Porto Alegre: Artmed.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Photo by\u00a0Sharon McCutcheon\u00a0on\u00a0Unsplash No \u00faltimo artigo publicado pela RBE sobre avalia\u00e7\u00e3o &#8211; A avalia\u00e7\u00e3o formativa ao servi\u00e7o das aprendizagens: o contributo da biblioteca escolar\u00a0&#8211; foram apresentados os fundamentos que sustentam a centralidade da avalia\u00e7\u00e3o formativa para o sucesso da aprendizagem e real\u00e7ada a necessidade de integrar a avalia\u00e7\u00e3o em todas as\u00a0intera\u00e7\u00f5es da sala de aula, de forma a regular as aprendizagens dos alunos e as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas. Para implementar uma s\u00f3lida cultura de avalia\u00e7\u00e3o para as aprendizagens, que adequa as estrat\u00e9gias e tarefas a cada aluno e fomenta a sua autorregula\u00e7\u00e3o (Perrenoud, 1998), com o objetivo \u00faltimo de melhorar a aprendizagem, \u00e9 necess\u00e1rio garantir \u201ca promo\u00e7\u00e3o e o recurso, de forma integrada, a um ensino centrado no aluno, mas alinhado com o curr\u00edculo e com pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o\u201d (OCDE, 2013, p. 110). As rubricas &#8211; conjunto coerente de crit\u00e9rios para o trabalho dos alunos que inclui descri\u00e7\u00f5es dos n\u00edveis de qualidade de desempenho (Brookhart, 2012) &#8211; podem contribuir para a transpar\u00eancia da avalia\u00e7\u00e3o, pois estabelecem metas de aprendizagem, sendo os crit\u00e9rios expl\u00edcitos, quer para os professores quer para alunos. De facto, como nos diz Domingos Fernandes, \u201co foco tem de ser mais no que os alunos t\u00eam de aprender e saber fazer e menos no que estamos a pensar ensinar\u201d (Fernandes, 2020, p.5). Nesse sentido, as rubricas t\u00eam a vantagem de permitir ao: \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; aluno \u2013 conhecer o que se espera dele, em cada tarefa ou atividade, e gui\u00e1-lo durante a sua aprendizagem, permitindo-lhe situar-se num determinado n\u00edvel de desempenho; \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; professor \u2013 oferecer uma descri\u00e7\u00e3o detalhada das aprendizagens dos seus alunos, permitindo-lhe situ\u00e1-los num determinado n\u00edvel de desempenho; atuar de forma eficaz e atempada, isto \u00e9 orientar a sua a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, respondendo a necessidades espec\u00edficas devidamente identificadas e respeitando ritmos e tempos de aprendizagem dos alunos. As rubricas s\u00e3o especialmente adequadas a tarefas com algum grau de complexidade e quando os resultados de aprendizagem pretendidos s\u00e3o desempenhos. Nesse sentido, uma descri\u00e7\u00e3o clara do desempenho esperado \u00e9 fundamental, assim como a adequa\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios escolhidos (Allen &amp; Tanner, 2006). As tarefas devem ser relevantes e desafiarem os alunos, mas estarem alinhadas com o curr\u00edculo, para promoverem aprendizagens efetivas, mobilizando conhecimentos e compet\u00eancias de forma contextualizada (debates, projetos, tarefas de investiga\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00f5es orais, resolu\u00e7\u00e3o de problemas, &#8230;). A escolha da tarefa deve ter em conta os objetivos de aprendizagem, isto \u00e9 as aprendizagens que se espera que os alunos fa\u00e7am. Posteriormente, define-se a respetiva rubrica de avalia\u00e7\u00e3o que integra: \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; os indicadores de desempenho, isto \u00e9 os comportamentos observ\u00e1veis; \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; os crit\u00e9rios de desempenho, isto \u00e9 os n\u00edveis de qualidade de cada desempenho. Estes crit\u00e9rios de desempenho, ou n\u00edveis, devem ser claros para que se possa refletir sobre o progresso obtido, tendo em conta os objetivos de aprendizagem. Tal como nos diz Brookhart (2012), as rubricas podem ser anal\u00edticas\u00a0&#8211; descrevem o trabalho em cada crit\u00e9rio separadamente \u2013 ou\u00a0 hol\u00edsticas\u00a0&#8211; descrevem o trabalho aplicando todos os crit\u00e9rios ao mesmo tempo e permitindo um ju\u00edzo geral sobre a qualidade do trabalho. De real\u00e7ar que as rubricas anal\u00edticas permitem dar feedback de qualidade aos alunos e d\u00e3o mais informa\u00e7\u00f5es ao professor para adequar a sua pr\u00e1tica pedag\u00f3gica. A biblioteca escolar \u00e9 um aliado importante neste processo, quer de trabalho colaborativo para o desenvolvimento de tarefas multidisciplinares, quer de apoio ao trabalho a realizar com os alunos. As pr\u00e1ticas de coensino[1] e coavalia\u00e7\u00e3o em articula\u00e7\u00e3o com o professor bibliotec\u00e1rio t\u00eam vindo a tornar-se cada vez mais usuais em Portugal, sobretudo em projetos em torno do desenvolvimento da literacia da leitura, da informa\u00e7\u00e3o e dos media[2], com um impacto muito positivo no trabalho colaborativo e na qualidade dos processos de ensino e de aprendizagem. A t\u00edtulo de exemplo, e tendo em conta o Referencial Aprender com a Biblioteca Escolar, apresentamos um exemplo de rubrica, para o ensino secund\u00e1rio, na \u00e1rea da literacia da informa\u00e7\u00e3o. Segue-se um exemplo criado pela professora bibliotec\u00e1ria do Agrupamento de Escolas de Marv\u00e3o, Carla Cordeiro, em articula\u00e7\u00e3o com os docentes do 1\u00ba ciclo, no \u00e2mbito da literacia da leitura. De real\u00e7ar que o trabalho articulado entre os docentes das v\u00e1rias \u00e1reas curriculares e a biblioteca escolar permite inovar pr\u00e1ticas, quer ao n\u00edvel do ensino, quer da pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o, promovendo situa\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o efetiva, com ganhos claros para as experi\u00eancias de aprendizagem que se proporcionam aos alunos. Desta forma, num trabalho articulado, promovem-se situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem diversificadas e mobilizadoras de m\u00faltiplas literacias, consent\u00e2neas com as definidas no Perfil do Aluno \u00e0 Sa\u00edda da Escolaridade Obrigat\u00f3ria e promovem-se pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o formativa sistem\u00e1ticas e cont\u00ednuas, tal como preconizado no DL 55\/2018, isto \u00e9 enquanto \u201cparte integrante do ensino e da aprendizagem, tendo por objetivo central a sua melhoria baseada num processo cont\u00ednuo de interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, em que se explicitam, enquanto referenciais, as aprendizagens, os desempenhos esperados e os procedimentos de avalia\u00e7\u00e3o\u201d (DL 55\/2018, Artigo 22.\u00ba). \u00a0 [1] Coensino \u2013 dois ou mais professores ensinam o mesmo grupo de alunos. [2] Para al\u00e9m dos projetos nacionais da RBE, as bibliotecas escolares t\u00eam um referencial para o desenvolvimento destas literacias em contexto educativo \u2013 o Referencial Aprender com a Biblioteca Escolar. \u00a0 Refer\u00eancias Allen, D. &amp; Tanner K. (2006).\u00a0Rubrics: Tools for making learning goals and evaluation criteria\u00a0explicit for both teachers and learners.\u00a0CBE Life Sciences Education, 5(3), 197-203. Brookhart, S. (2012). How to create and use rubrics for formative assessment and grading. Alexandria, VA: ASCD. Fernandes, D. (2020).\u00a0Rubricas de Avalia\u00e7\u00e3o. Folha de apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o &#8211; Projeto MAIA. Lisboa: Instituto de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Lisboa e Dire\u00e7\u00e3o Geral de Educa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. OCDE (2013). Education Today &#8211; The OCDE Perspective. Paris: OCDE Publishing. Perrenoud, P. (1998). Avalia\u00e7\u00e3o: da excel\u00eancia a\u0300 regulariza\u00e7\u00e3o das aprendizagens: entre duas l\u00f3gicas. Porto Alegre: Artmed.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32,153],"tags":[],"class_list":["post-2417082","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-aprendizagem","category-avaliacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2417082","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2417082"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2417082\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3088012,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2417082\/revisions\/3088012"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2417082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2417082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2417082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}