{"id":2415589,"date":"2021-02-18T09:00:00","date_gmt":"2021-02-18T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2415589.html"},"modified":"2026-05-13T15:31:19","modified_gmt":"2026-05-13T15:31:19","slug":"quantas-criancas-e-jovens-tem-acesso-a-internet-em-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2415589","title":{"rendered":"Quantas crian\u00e7as e jovens t\u00eam acesso \u00e0 Internet em casa?"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 605px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" title=\"2021-02-18.png\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22019467_nCEjd.png\" alt=\"2021-02-18.png\" width=\"605\" height=\"250\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">Fonte da imagem: <a href=\"https:\/\/cutt.ly\/fkB7tX5\">https:\/\/cutt.ly\/fkB7tX5<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Numa \u00e9poca em que o n\u00famero de crian\u00e7as e jovens com acesso \u00e0 internet j\u00e1 se conta por muitos milh\u00f5es em todo o mundo, n\u00e3o deixa de causar algum espanto pensarmos que esse n\u00famero, efetivamente muito grande, corresponde afinal, apenas, a um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>De facto, duas em cada tr\u00eas crian\u00e7as ou jovens com menos de 25 anos n\u00e3o tem internet em casa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 de um estudo da UNICEF, realizado no final do ano passado, numa altura em que, por for\u00e7a da pandemia, o ensino a dist\u00e2ncia se tornou um imperativo, e a conectividade um bem de primeira necessidade. Afinal t\u00e3o escasso.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O estudo cobre 87 pa\u00edses, espalhados por todas as regi\u00f5es do globo, permitindo identificar assimetrias e discrep\u00e2ncias.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Efetivamente, talvez mais impactante do que o valor global referido, s\u00e3o os valores regionais\/ nacionais que est\u00e3o por detr\u00e1s dessa m\u00e9dia aritm\u00e9tica. E esses revelam enormes contrastes: de um lado, os pa\u00edses com maior rendimento oferecem conectividade a cerca de 90 % das suas crian\u00e7as e jovens; no outro extremo, os mais pobres ficam-se por uns confrangentes 6%. Entre uns e outros, os pa\u00edses de rendimento m\u00e9dio-alto andam em torno dos 50%.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ironicamente, a m\u00e9dia aritm\u00e9tica, sendo um indicador estatisticamente inquestion\u00e1vel, acaba, neste caso, por n\u00e3o corresponder \u00e0 situa\u00e7\u00e3o concreta de praticamente nenhum pa\u00eds. Quase todos est\u00e3o muito acima ou muito abaixo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os investigadores da UNICEF quiseram levantar tamb\u00e9m, dentro de cada regi\u00e3o, as diferen\u00e7as entre zonas rurais e urbanas. Sem surpresa, foi identificado, em todos os pa\u00edses, um mais largo acesso \u00e0 internet nas zonas urbanas do que nas rurais.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas essa diferen\u00e7a nunca \u00e9 t\u00e3o marcante como a que existe entre grupos de na\u00e7\u00f5es: nos pa\u00edses mais ricos, mesmo nas zonas rurais, a percentagem de jovens com acesso \u00e0 internet \u00e9 muito superior \u00e0 das zonas urbanas dos pa\u00edses mais pobres. <\/p>\n<p><\/p>\n<p>Se come\u00e7amos, talvez, por um instante de surpresa, este estudo vem, afinal, ao encontro do que j\u00e1 sabemos: a geografia do acesso \u00e0 internet sobrep\u00f5e-se, sublinhando-a, \u00e0 desigual distribui\u00e7\u00e3o dos (outros) bens essenciais, como medicamentos, seguran\u00e7a ou \u00e1gua.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>J\u00e1 conversou sobre isto com os seus alunos?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte da imagem: https:\/\/cutt.ly\/fkB7tX5 Numa \u00e9poca em que o n\u00famero de crian\u00e7as e jovens com acesso \u00e0 internet j\u00e1 se conta por muitos milh\u00f5es em todo o mundo, n\u00e3o deixa de causar algum espanto pensarmos que esse n\u00famero, efetivamente muito grande, corresponde afinal, apenas, a um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o mundial. De facto, duas em cada tr\u00eas crian\u00e7as ou jovens com menos de 25 anos n\u00e3o tem internet em casa. A conclus\u00e3o \u00e9 de um estudo da UNICEF, realizado no final do ano passado, numa altura em que, por for\u00e7a da pandemia, o ensino a dist\u00e2ncia se tornou um imperativo, e a conectividade um bem de primeira necessidade. Afinal t\u00e3o escasso. O estudo cobre 87 pa\u00edses, espalhados por todas as regi\u00f5es do globo, permitindo identificar assimetrias e discrep\u00e2ncias. Efetivamente, talvez mais impactante do que o valor global referido, s\u00e3o os valores regionais\/ nacionais que est\u00e3o por detr\u00e1s dessa m\u00e9dia aritm\u00e9tica. E esses revelam enormes contrastes: de um lado, os pa\u00edses com maior rendimento oferecem conectividade a cerca de 90 % das suas crian\u00e7as e jovens; no outro extremo, os mais pobres ficam-se por uns confrangentes 6%. Entre uns e outros, os pa\u00edses de rendimento m\u00e9dio-alto andam em torno dos 50%. Ironicamente, a m\u00e9dia aritm\u00e9tica, sendo um indicador estatisticamente inquestion\u00e1vel, acaba, neste caso, por n\u00e3o corresponder \u00e0 situa\u00e7\u00e3o concreta de praticamente nenhum pa\u00eds. Quase todos est\u00e3o muito acima ou muito abaixo. Os investigadores da UNICEF quiseram levantar tamb\u00e9m, dentro de cada regi\u00e3o, as diferen\u00e7as entre zonas rurais e urbanas. Sem surpresa, foi identificado, em todos os pa\u00edses, um mais largo acesso \u00e0 internet nas zonas urbanas do que nas rurais. Mas essa diferen\u00e7a nunca \u00e9 t\u00e3o marcante como a que existe entre grupos de na\u00e7\u00f5es: nos pa\u00edses mais ricos, mesmo nas zonas rurais, a percentagem de jovens com acesso \u00e0 internet \u00e9 muito superior \u00e0 das zonas urbanas dos pa\u00edses mais pobres. 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