{"id":2412678,"date":"2021-02-09T09:40:00","date_gmt":"2021-02-09T09:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/2412678.html"},"modified":"2026-05-13T15:31:58","modified_gmt":"2026-05-13T15:31:58","slug":"a-avaliacao-formativa-ao-servico-das-aprendizagens-o-contributo-da-biblioteca-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/?p=2412678","title":{"rendered":"A avalia\u00e7\u00e3o formativa ao servi\u00e7o das aprendizagens: o contributo da biblioteca escolar"},"content":{"rendered":"<p class=\"sapomedia images\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"2021-02-09.jpg\" class=\"editing\" height=\"388\" src=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/22014915_9PZzJ.jpeg\" style=\"width: 605px; padding: 10px 10px; border: 1px solid #c0c0c0;\" width=\"605\" \/><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"sapomedia images\"><span style=\"font-size: 8pt;\">Photo by <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@na_photo?utm_source=unsplash&amp;amp;utm_medium=referral&amp;amp;utm_content=creditCopyText\">Nagy Arnold<\/a> on <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/s\/photos\/sphere?utm_source=unsplash&amp;amp;utm_medium=referral&amp;amp;utm_content=creditCopyText\">Unsplash<\/a><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O sucesso dos alunos e a qualidade das suas aprendizagens \u00e9 o objetivo de qualquer sistema educativo. V\u00e1rias s\u00e3o as orienta\u00e7\u00f5es (OECD, 2013) e os estudos (Hattie, 2012) que apontam para a <strong>centralidade da avalia\u00e7\u00e3o formativa<\/strong>, quando se fala do sucesso da aprendizagem. Nesse sentido, e dando continuidade ao artigo <em><a href=\"https:\/\/projetos.dge.mec.pt\/rbe\/repensar-a-avaliacao-das-aprendizagens-2406690\">Repensar a avalia\u00e7\u00e3o das aprendizagens: o contributo da biblioteca escolar<\/a><\/em>, o texto que agora se apresenta centrar-se-\u00e1 na avalia\u00e7\u00e3o formativa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o formativa, ou <strong>avalia\u00e7\u00e3o para as aprendizagens<\/strong>, deve integrar todas as <strong>intera\u00e7\u00f5es na sala de aula<\/strong> (Looney, 2011), de forma din\u00e2mica, respondendo \u00e0s necessidades espec\u00edficas dos alunos com vista \u00e0 melhoria cont\u00ednua das suas aprendizagens e \u00e0 regula\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas. O aluno deve, por isso, ser <strong>participante ativo<\/strong> em todo este processo, para que perceba o que se espera dele, que aprendizagens deve desenvolver e como vai ser avaliado, pois s\u00f3 assim poder\u00e1 monitorizar o seu desempenho e <strong>autoavaliar-se<\/strong>, com base nos crit\u00e9rios definidos pelo professor.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para isso, \u00e9 fundamental que os alunos saibam, de forma clara:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>a) o que t\u00eam de aprender no final de um dado per\u00edodo de tempo; <br \/>b) a situa\u00e7\u00e3o em que se encontram quanto \u00e0s aprendizagens que t\u00eam de desenvolver; <br \/>c) os esfor\u00e7os que t\u00eam de fazer para aprenderem o que est\u00e1 previsto e descrito nos documentos curriculares\u201d (Fernandes, 2019, p. 3).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Desenhar uma <strong>abordagem centrada na avalia\u00e7\u00e3o formativa<\/strong> implica, de acordo com a OCDE (2013):<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; Definir <strong>objetivos de aprendizagem<\/strong> e acompanhar o progresso dos alunos, tendo em conta essas metas;<br \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; Fornecer <strong>feedback<\/strong> aos alunos, para que estes integrem as sugest\u00f5es no seu processo de aprendizagem;<br \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; Ajudar os alunos a sentirem-se mais seguros, sem receio de <strong>arriscar e errar<\/strong>, pois s\u00f3 assim aprendem de forma efetiva;<br \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; Envolver os alunos no seu processo de aprendizagem, desenvolvendo compet\u00eancias como o <strong>aprender a aprender<\/strong> e permitindo-lhes refletir sobre a sua aprendizagem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os <strong>objetivos de aprendizagem<\/strong> s\u00e3o muito importantes neste processo, pois indicam, de forma clara, o que os alunos t\u00eam de aprender ao longo de uma unidade curricular. Estes objetivos devem ser espec\u00edficos, mensur\u00e1veis, realistas e ating\u00edveis e t\u00eam de ser <strong>partilhados<\/strong>, de forma clara, com os alunos (Ruby-Daves, 2015). <br \/>Os objetivos de aprendizagem permitem construir uma base s\u00f3lida para a avalia\u00e7\u00e3o, concretizada em <strong>rubricas de avalia\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 matriz com indicadores e respetivos crit\u00e9rios de qualidade de desempenho (Allen &amp;Tanner, 2006). <strong>(1)<\/strong><br \/>Para isso, dever\u00e3o ser criados <strong>descritores de desempenho<\/strong> (comportamentos observ\u00e1veis) e <strong>crit\u00e9rios de sucesso<\/strong> (n\u00edveis de qualidade de um desempenho ou produto), que devem ser apresentados e discutidos com os alunos, no in\u00edcio da unidade \/ tarefa \/ projeto e que s\u00e3o utilizados pelo professor para dar feedback e pelos alunos para se autoavaliarem.<br \/>Desta forma, os alunos conseguem monitorizar a sua aprendizagem e tornam-se cada vez mais aut\u00f3nomos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A <strong>biblioteca escolar<\/strong> pode contribuir para esta melhoria das aprendizagens, num trabalho articulado com os docentes das v\u00e1rias \u00e1reas curriculares, apoiando <strong>pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o formativa<\/strong>. Desta forma, promove-se junto dos alunos a autoavalia\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o sobre o seu desempenho e desenvolvem-se compet\u00eancias essenciais para a aprendizagem ao longo da vida, nomeadamente o pensamento cr\u00edtico, compet\u00eancias sociais e o envolvimento na sua aprendizagem (OECD, 2013).<br \/>Nesse sentido, a biblioteca escolar pode apoiar a cria\u00e7\u00e3o de <strong>percursos de aprendizagem inovadores<\/strong> que assentem numa pr\u00e1tica de <strong>avalia\u00e7\u00e3o formativa aut\u00eantica, transparente, v\u00e1lida e fi\u00e1vel<\/strong> em que, para al\u00e9m das aprendizagens essenciais de determinada(s) disciplina(s), s\u00e3o avaliadas algumas das compet\u00eancias definidas no <em>Perfil do Aluno \u00e0 Sa\u00edda da Escolaridade Obrigat\u00f3ria<\/em>, entre as quais as literacias da leitura, da informa\u00e7\u00e3o e dos <em>media<\/em>.<br \/>Desta forma, assegurando a <strong>consist\u00eancia das pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o<\/strong>, dever\u00e3o ser definidos objetivos de aprendizagem alinhados com o curr\u00edculo, mas adequados a contextos e a alunos, numa abordagem pedag\u00f3gica que, de forma integrada, verifica a compreens\u00e3o do aluno, procurando necessidades de aprendizagem, dando feedback ao aluno e adaptando as estrat\u00e9gias do professor.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s deste trabalho articulado e colaborativo, promove-se uma cultura de partilha de pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o, com reflexo na melhoria das aprendizagens dos alunos e dos processos pedag\u00f3gicos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>(1)<\/strong><br \/>Existem v\u00e1rias ferramentas que podem ajudar a construir rubricas de avalia\u00e7\u00e3o, facilitando assim o trabalho do professor, e que podem ser encontradas na biblioteca escolar digital (<a href=\"https:\/\/cutt.ly\/UkWNw19\">https:\/\/cutt.ly\/UkWNw19<\/a>).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Allen, D, &amp; Tanner K. (2006).\u00a0Rubrics: Tools for Making Learning Goals and Evaluation Criteria\u00a0Explicit for Both Teachers and Learners.\u00a0<em>CBE Life Sciences Education<\/em>, 5(3), 197-203.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Fernandes, D. (2019). <em>Avalia\u00e7\u00e3o formativa. Folha de apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o &#8211; Projeto MAIA<\/em>. Lisboa: Instituto de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Lisboa e Dire\u00e7\u00e3o Geral de Educa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Hattie, J. (2012).<em>Visible learning for teachers: Maximizing impact on learning<\/em>. New York: Routledge.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Looney. J. (2011). Integrating formative and summative assessment: Progress toward a seamless system?. <em>OECD Education Working Papers<\/em>, n\u00ba 58. Paris: OECD Publishing.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>OECD (2013).\u00a0<em>Review on Evaluation and Assessment Frameworks for Improving School Outcomes<\/em>, dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.oecd.org\/education\/school\/oecdreviewonevaluationandassessmentframeworksforimprovingschooloutcomes.htm\">http:\/\/www.oecd.org\/education\/school\/oecdreviewonevaluationandassessmentframeworksforimprovingschooloutcomes.htm<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Rubie-Davies, C. (2015). <em>Becoming a high expectation teacher: Raising the bar<\/em>. New York: Routledge.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Photo by Nagy Arnold on Unsplash O sucesso dos alunos e a qualidade das suas aprendizagens \u00e9 o objetivo de qualquer sistema educativo. V\u00e1rias s\u00e3o as orienta\u00e7\u00f5es (OECD, 2013) e os estudos (Hattie, 2012) que apontam para a centralidade da avalia\u00e7\u00e3o formativa, quando se fala do sucesso da aprendizagem. Nesse sentido, e dando continuidade ao artigo Repensar a avalia\u00e7\u00e3o das aprendizagens: o contributo da biblioteca escolar, o texto que agora se apresenta centrar-se-\u00e1 na avalia\u00e7\u00e3o formativa. \u00a0 A avalia\u00e7\u00e3o formativa, ou avalia\u00e7\u00e3o para as aprendizagens, deve integrar todas as intera\u00e7\u00f5es na sala de aula (Looney, 2011), de forma din\u00e2mica, respondendo \u00e0s necessidades espec\u00edficas dos alunos com vista \u00e0 melhoria cont\u00ednua das suas aprendizagens e \u00e0 regula\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas. O aluno deve, por isso, ser participante ativo em todo este processo, para que perceba o que se espera dele, que aprendizagens deve desenvolver e como vai ser avaliado, pois s\u00f3 assim poder\u00e1 monitorizar o seu desempenho e autoavaliar-se, com base nos crit\u00e9rios definidos pelo professor. \u00a0 Para isso, \u00e9 fundamental que os alunos saibam, de forma clara: a) o que t\u00eam de aprender no final de um dado per\u00edodo de tempo; b) a situa\u00e7\u00e3o em que se encontram quanto \u00e0s aprendizagens que t\u00eam de desenvolver; c) os esfor\u00e7os que t\u00eam de fazer para aprenderem o que est\u00e1 previsto e descrito nos documentos curriculares\u201d (Fernandes, 2019, p. 3). \u00a0 Desenhar uma abordagem centrada na avalia\u00e7\u00e3o formativa implica, de acordo com a OCDE (2013): \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; Definir objetivos de aprendizagem e acompanhar o progresso dos alunos, tendo em conta essas metas;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; Fornecer feedback aos alunos, para que estes integrem as sugest\u00f5es no seu processo de aprendizagem;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; Ajudar os alunos a sentirem-se mais seguros, sem receio de arriscar e errar, pois s\u00f3 assim aprendem de forma efetiva;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; Envolver os alunos no seu processo de aprendizagem, desenvolvendo compet\u00eancias como o aprender a aprender e permitindo-lhes refletir sobre a sua aprendizagem. \u00a0 Os objetivos de aprendizagem s\u00e3o muito importantes neste processo, pois indicam, de forma clara, o que os alunos t\u00eam de aprender ao longo de uma unidade curricular. Estes objetivos devem ser espec\u00edficos, mensur\u00e1veis, realistas e ating\u00edveis e t\u00eam de ser partilhados, de forma clara, com os alunos (Ruby-Daves, 2015). Os objetivos de aprendizagem permitem construir uma base s\u00f3lida para a avalia\u00e7\u00e3o, concretizada em rubricas de avalia\u00e7\u00e3o \u2013 matriz com indicadores e respetivos crit\u00e9rios de qualidade de desempenho (Allen &amp;Tanner, 2006). (1)Para isso, dever\u00e3o ser criados descritores de desempenho (comportamentos observ\u00e1veis) e crit\u00e9rios de sucesso (n\u00edveis de qualidade de um desempenho ou produto), que devem ser apresentados e discutidos com os alunos, no in\u00edcio da unidade \/ tarefa \/ projeto e que s\u00e3o utilizados pelo professor para dar feedback e pelos alunos para se autoavaliarem.Desta forma, os alunos conseguem monitorizar a sua aprendizagem e tornam-se cada vez mais aut\u00f3nomos. A biblioteca escolar pode contribuir para esta melhoria das aprendizagens, num trabalho articulado com os docentes das v\u00e1rias \u00e1reas curriculares, apoiando pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o formativa. Desta forma, promove-se junto dos alunos a autoavalia\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o sobre o seu desempenho e desenvolvem-se compet\u00eancias essenciais para a aprendizagem ao longo da vida, nomeadamente o pensamento cr\u00edtico, compet\u00eancias sociais e o envolvimento na sua aprendizagem (OECD, 2013).Nesse sentido, a biblioteca escolar pode apoiar a cria\u00e7\u00e3o de percursos de aprendizagem inovadores que assentem numa pr\u00e1tica de avalia\u00e7\u00e3o formativa aut\u00eantica, transparente, v\u00e1lida e fi\u00e1vel em que, para al\u00e9m das aprendizagens essenciais de determinada(s) disciplina(s), s\u00e3o avaliadas algumas das compet\u00eancias definidas no Perfil do Aluno \u00e0 Sa\u00edda da Escolaridade Obrigat\u00f3ria, entre as quais as literacias da leitura, da informa\u00e7\u00e3o e dos media.Desta forma, assegurando a consist\u00eancia das pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o, dever\u00e3o ser definidos objetivos de aprendizagem alinhados com o curr\u00edculo, mas adequados a contextos e a alunos, numa abordagem pedag\u00f3gica que, de forma integrada, verifica a compreens\u00e3o do aluno, procurando necessidades de aprendizagem, dando feedback ao aluno e adaptando as estrat\u00e9gias do professor. \u00a0 Atrav\u00e9s deste trabalho articulado e colaborativo, promove-se uma cultura de partilha de pr\u00e1ticas de avalia\u00e7\u00e3o, com reflexo na melhoria das aprendizagens dos alunos e dos processos pedag\u00f3gicos. (1)Existem v\u00e1rias ferramentas que podem ajudar a construir rubricas de avalia\u00e7\u00e3o, facilitando assim o trabalho do professor, e que podem ser encontradas na biblioteca escolar digital (https:\/\/cutt.ly\/UkWNw19). \u00a0 Refer\u00eancias Allen, D, &amp; Tanner K. (2006).\u00a0Rubrics: Tools for Making Learning Goals and Evaluation Criteria\u00a0Explicit for Both Teachers and Learners.\u00a0CBE Life Sciences Education, 5(3), 197-203. Fernandes, D. (2019). Avalia\u00e7\u00e3o formativa. Folha de apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o &#8211; Projeto MAIA. Lisboa: Instituto de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Lisboa e Dire\u00e7\u00e3o Geral de Educa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Hattie, J. (2012).Visible learning for teachers: Maximizing impact on learning. New York: Routledge. Looney. J. (2011). Integrating formative and summative assessment: Progress toward a seamless system?. OECD Education Working Papers, n\u00ba 58. Paris: OECD Publishing. OECD (2013).\u00a0Review on Evaluation and Assessment Frameworks for Improving School Outcomes, dispon\u00edvel em: http:\/\/www.oecd.org\/education\/school\/oecdreviewonevaluationandassessmentframeworksforimprovingschooloutcomes.htm Rubie-Davies, C. (2015). Becoming a high expectation teacher: Raising the bar. 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